Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Zacarias 3 a 6 (dia 231)

ZACARIAS 3

A quarta visão: o Grande Sacerdote Josué


1 Em outra visão, Deus me mostrou o Grande Sacerdote Josué, que estava de pé em frente do Anjo do Senhor. Satanás estava à direita de Josué, pronto para acusá-lo. 2 O Anjo do Senhor disse a Satanás:

— Que Deus o condene, Satanás! Que o Senhor, que escolheu Jerusalém, o condene! Esse homem é como um tição tirado do fogo.


3 Josué, vestido com roupas sujas, continuava de pé em frente do Anjo. 4 Aí o Anjo disse aos seus ajudantes que tirassem a roupa de Josué e depois lhe disse:

— Assim eu tiro os seus pecados e agora vou vesti-lo com roupas de festa.


5 Em seguida, o Anjo mandou que os seus ajudantes pusessem na cabeça de Josué um turbante que havia sido purificado. Eles puseram o turbante na cabeça dele e o vestiram com roupas de festa; e o Anjo do Senhor continuava ali de pé. 6 E ele disse a Josué:

7 — O Senhor Todo-Poderoso lhe diz o seguinte: “Se você obedecer às minhas leis e cumprir os seus deveres conforme eu ordeno, você será o administrador do Templo. Cuidará do santuário e de todos os outros edifícios; e, como estes anjos que estão aqui, você terá o mesmo direito de estar na minha presença. 8 Portanto, escute, Grande Sacerdote Josué, e escutem também os sacerdotes que estão com você. Vocês todos são um sinal de que eu vou enviar ao meu povo o meu servo que se chama ‘Ramo Novo’. 9 Coloquei em frente de Josué uma pedra que tinha sete lados. Eu, o Senhor Todo-Poderoso, vou gravar nela um nome e num só dia vou tirar o pecado deste país. 10 Naquele dia, cada um de vocês poderá convidar os vizinhos para que venham e fiquem à vontade debaixo das parreiras e das figueiras. Eu, o Senhor Todo-Poderoso, falei.”






ZACARIAS 4

A quinta visão: o candelabro de ouro


1 O anjo que havia falado comigo voltou e me acordou, como se acorda alguém que está dormindo.


2 Ele me perguntou:

— O que é que você está vendo?


Respondi:

— Estou vendo um candelabro de ouro e em cima dele um vaso para o azeite; há sete lamparinas no candelabro, e há sete tubos por onde o azeite chega até as lamparinas. 3 Perto do candelabro, estou vendo duas oliveiras, uma de cada lado.


4 Aí perguntei ao anjo:

— Meu senhor, o que quer dizer isso?


5 — Você não sabe? — ele perguntou.


— Não, senhor! — respondi.






A promessa de Deus a Zorobabel


6 Depois disso, o anjo mandou que eu entregasse a Zorobabel a seguinte mensagem de Deus, o Senhor:

— Não será por meio de um poderoso exército nem pela sua própria força que você fará o que tem de fazer, mas pelo poder do meu Espírito. Sou eu, o Senhor Todo-Poderoso, quem está falando.

7 — Diante de Zorobabel, altas montanhas vão virar campos planos. Ele vai trazer a pedra mais importante do Templo, e o povo vai gritar: “Que beleza! Que beleza!”


8 O Senhor falou comigo mais uma vez. 9 Ele disse:

— Zorobabel pôs o alicerce deste Templo e ele mesmo vai terminar a construção. Quando isso acontecer, o povo saberá que eu, o Senhor Todo-Poderoso, enviei você para falar a eles. 10 E os que não deram valor a um começo tão humilde vão ficar alegres quando virem Zorobabel terminando a construção do Templo.

— As sete lamparinas representam os sete olhos do Senhor Deus, que veem tudo o que se passa no mundo inteiro.


11 Aí eu perguntei:

— E o que querem dizer as duas oliveiras, uma de cada lado do candelabro?


12 E perguntei também:

— E o que querem dizer os dois ramos da oliveira, que estão perto dos dois tubos de ouro por onde passa o azeite?


13 — E você não sabe? — ele perguntou.

— Não, senhor! — respondi.


14 Então ele explicou:

— Eles representam os dois homens que foram escolhidos e ungidos para servir o Senhor do mundo inteiro.






ZACARIAS 5

A sexta visão: o rolo voador


1 Tive ainda outra visão. Vi um livro em forma de rolo, que estava voando. 2 E o anjo me perguntou:

— O que é que você está vendo?


Eu respondi:

— Estou vendo um rolo voando; ele tem nove metros de comprimento por quatro e meio de largura.


3 O anjo explicou:

— Neste rolo, está escrita a maldição que vai se espalhar pelo país inteiro. De um lado do rolo, está escrito que serão expulsos do país todos os que roubam; do outro lado, está escrito que serão expulsos todos os que fazem juramentos falsos pelo nome de Deus. 4 O Senhor Todo-Poderoso promete que ele mandará essa maldição, e ela entrará nas casas dos ladrões e dos que juram falso pelo nome dele. Ela ficará naquelas casas até que estejam completamente destruídas; e não sobrarão nem vigas nem pedras.






A sétima visão: a mulher dentro da cesta


5 O anjo que havia falado comigo voltou e me disse:

— Olhe o que vem vindo agora!


6 — O que é isto? — eu perguntei.


Ele respondeu:

— É uma cesta, e ela representa os pecados do povo deste país.


7 A cesta tinha uma tampa de chumbo; levantaram a tampa, e lá dentro estava uma mulher sentada.


8 O anjo explicou:

— Esta mulher representa a maldade.


Então ele a empurrou para o fundo da cesta e fechou a tampa.


9 Olhei e vi duas mulheres que tinham asas como as da cegonha. As mulheres voavam, levadas pelo vento. Elas chegaram, pegaram a cesta e saíram voando.


10 Perguntei ao anjo:

— Para onde elas estão levando a cesta?


11 Ele respondeu:

— Para a Babilônia. Lá elas vão construir um templo, onde vão colocar a cesta numa base.






ZACARIAS 6

A oitava visão: os carros de guerra


1 Tive mais uma visão. Vi dois montes feitos de bronze, e do meio deles estavam saindo quatro carros de guerra. 2 O primeiro carro era puxado por cavalos vermelhos; o segundo, por cavalos pretos; 3 o terceiro, por cavalos brancos; e o quarto, por cavalos baios.

 


 
4 Perguntei ao anjo:

— Meu senhor, o que são estes carros de guerra?


5 Ele respondeu:

— São os quatro ventos, que estão saindo da presença do Senhor do mundo inteiro. 6 O carro puxado pelos cavalos pretos vai para a Babilônia, a terra do Norte; o carro puxado pelos cavalos brancos vai para a terra do Oeste; e o carro puxado pelos cavalos baios vai para a terra do Sul.


7 Os cavalos baios saíram, com vontade de correr pelo mundo inteiro. Então o anjo ordenou:

— Vão e corram pelo mundo inteiro!


E eles fizeram isso.


8 Aí o anjo me chamou e disse:

— Os cavalos que foram para a terra do Norte vão fazer parar a ira do Senhor contra aquele país.






A coroa de Josué


9 O Senhor Deus falou comigo. Ele disse:


10 — Vá receber as ofertas feitas por Heldai, Tobias e Jedaías, que voltaram do cativeiro na Babilônia. Depois, vá logo até a casa de Josias, filho de Sofonias, 11 com a prata e o ouro que você tiver recebido e faça uma coroa. Coloque a coroa na cabeça do Grande Sacerdote Josué, filho de Jozadaque. 12 E diga a ele que o Senhor Todo-Poderoso promete o seguinte: “O homem chamado de ‘Ramo Novo’ brotará das suas próprias raízes e construirá de novo o Templo do Senhor. 13 É ele que vai reconstruir o Templo e receber as honrarias que pertencem a um rei. Ele vai sentar no seu trono e reinar. Um sacerdote se sentará no seu próprio trono, e haverá uma paz perfeita entre ‘O Ramo Novo’ e esse sacerdote.” 14 Mas depois a coroa será colocada no Templo do Senhor em memória de Heldai, de Tobias, de Jedaías e de Josias, filho de Sofonias.

15 Pessoas que moram longe de Jerusalém virão ajudar a construir de novo o Templo do Senhor. Aí vocês saberão que o Senhor Todo-Poderoso me enviou a vocês. Tudo isso acontecerá se obedecerem com todo o coração às leis do Senhor, o Deus de vocês.

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Zacarias 1 a 2 + Ageu 1 a 2 (dia 230)

AGEU 1

Deus ordena a reconstrução do Templo


1 No segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia, no primeiro dia do sexto mês, o Senhor Deus mandou uma mensagem por meio do profeta Ageu. Essa mensagem era para o governador de Judá, Zorobabel, filho de Salatiel, e para o Grande Sacerdote Josué, filho de Jozadaque.


2 O Senhor Todo-Poderoso disse o seguinte:

— O povo está dizendo que ainda não chegou o tempo de reconstruir o Templo.


3 Por isso, o Senhor falou assim por meio do profeta Ageu:

4 — Povo de Judá, será que fica bem vocês viverem em casas luxuosas enquanto o meu Templo continua destruído? 5 Pensem bem no que tem acontecido com vocês. 6 Vocês semearam muitas sementes, mas colheram pouco; têm comida, mas não é suficiente para matar a fome; têm vinho, mas não dá para ficarem bêbados; têm roupas, porém elas não chegam para os proteger do frio; e o salário que o trabalhador recebe não dá para viver.


7 Por isso o Senhor Todo-Poderoso diz:

— Pensem bem no que tem acontecido com vocês. 8 Agora, vão até as montanhas, tragam madeira e construam de novo o Templo. Eu ficarei muito contente com esse Templo e ali serei adorado e honrado.

9 — Vocês esperavam colheitas grandes, porém elas foram pequenas. E, quando estavam levando para casa o pouco que colheram, eu soprei tudo para longe. E por que foi que eu, o Senhor Todo-Poderoso, fiz isso? Foi porque vocês só vivem cuidando das suas próprias casas, mas não se importam com a minha Casa, que está destruída. 10 É por isso que não chove e os campos não produzem colheitas. 11 Eu fiz com que houvesse seca nos campos e nas montanhas; fiz com que a seca atingisse as plantações de cereais, as parreiras, as oliveiras e todas as outras plantações do país. Ela castigou as pessoas, os animais e todas as plantações.






O povo obedece à ordem de Deus


12 Então Zorobabel, filho de Salatiel, e o Grande Sacerdote Josué, filho de Jozadaque, e todos os que haviam voltado do cativeiro na Babilônia temeram a Deus e obedeceram à mensagem que o Senhor, o Deus deles, tinha mandado por meio do profeta Ageu.

13 E assim Ageu, o mensageiro de Deus, falou e entregou ao povo de Judá a seguinte mensagem:

— Eu estarei com vocês. Eu, o Senhor, falei.


14 O Senhor deu coragem e ânimo ao governador de Judá, Zorobabel, filho de Salatiel, ao Grande Sacerdote Josué, filho de Jozadaque, e a todos os que haviam voltado do cativeiro na Babilônia. Eles foram e começaram a trabalhar no Templo do seu Deus, o Senhor Todo-Poderoso, 15 no dia vinte e quatro do sexto mês do segundo ano do reinado de Dario.






AGEU 2

A beleza do novo Templo


1 Neste segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia, no dia vinte e um do sétimo mês, o Senhor falou de novo com o profeta Ageu. Deus mandou 2 que ele fosse falar com o governador de Judá, Zorobabel, filho de Salatiel, com o Grande Sacerdote Josué, filho de Jozadaque, e com todo o povo e lhes dissesse o seguinte:

3 — Deve haver alguém aqui que viu o Templo quando ele ainda era belo. Mas vejam como está agora! Não lhes parece que não vale nada mesmo? 4 No entanto tenham coragem! Coragem, Zorobabel! Coragem, Josué! Coragem, toda a gente deste país! Trabalhem todos, pois eu, o Senhor Todo-Poderoso, estou com vocês. 5 Conforme a aliança que fiz com o meu povo quando o tirei do Egito, o meu Espírito sempre está com vocês. Portanto, não fiquem com medo.

6 — Pois é isto o que eu, o Senhor Todo-Poderoso, digo: Daqui a pouco farei com que tremam o céu e a terra, o mar e a terra firme. 7 Vou fazer com que tremam todas as nações, e as suas riquezas serão trazidas para o meu Templo aqui em Jerusalém. E assim encherei o meu Templo de beleza. 8 Toda a prata e todo o ouro do mundo são meus. 9 Então o novo Templo será ainda mais belo do que o primeiro, e dali eu darei prosperidade e paz ao meu povo. Eu, o Senhor Todo-Poderoso, falei.






Deus condena o pecado do povo


10 Neste mesmo ano, no dia vinte e quatro do nono mês, o Senhor falou de novo com o profeta Ageu. 11 O Senhor Todo-Poderoso disse:

— Vá falar com os sacerdotes e peça a opinião deles a respeito da seguinte questão: 12 Suponham que alguém esteja levando na dobra da sua capa um pedaço da carne que foi oferecida em sacrifício a Deus. Então, se a capa tocar num pão, ou num cozido, ou em vinho, ou em azeite, ou em qualquer outra comida, isso quer dizer que estas coisas também ficarão puras?


Ageu fez a pergunta, e os sacerdotes disseram que não.


13 Aí Ageu perguntou aos sacerdotes:

— E, se alguém ficou impuro por ter tocado num defunto e depois tocar em qualquer uma daquelas comidas, isso quer dizer que elas também ficam impuras?


Os sacerdotes responderam:

— Sim! Elas ficam impuras.


14 Então Ageu disse:

— O Senhor diz que é exatamente isso o que acontece com esse povo. Para Deus, são impuros todo o povo deste país, tudo o que eles fazem e todos os sacrifícios que são oferecidos no altar.






Deus promete abençoar o povo


15 O Senhor Deus diz:

— Pensem bem em tudo o que aconteceu desde aquele dia. Antes de vocês terem começado a construção do Templo, 16 o que é que acontecia? Se alguém ia até um depósito procurando duzentos quilos de trigo, encontrava só cem quilos; se fosse até o lugar onde se faz vinho querendo cem litros, encontrava somente quarenta. 17 Eu os castiguei com ventos muito quentes, com pragas nas plantas e com chuvas de pedra e assim destruí todas as suas plantações; mas mesmo assim vocês não voltaram para mim. 18 Hoje mesmo, no dia vinte e quatro do nono mês, vocês acabaram de construir o alicerce do Templo. E vejam bem o que vai acontecer daqui em diante. 19 Mesmo que agora não haja trigo nos depósitos, mesmo que as parreiras, as figueiras, as romãzeiras e as oliveiras não tenham produzido nada, de hoje em diante eu os abençoarei.






A promessa de Deus a Zorobabel


20 Naquele mesmo dia, o dia vinte e quatro do nono mês, o Senhor falou de novo com Ageu 21 e mandou que ele dissesse a Zorobabel, o governador de Judá, o seguinte:

— Eu vou fazer tremer o céu e a terra; 22 vou derrubar os tronos dos reis e acabar com o poder de todos eles. Vou destruir os carros de guerra e os que andam neles, e os cavalos também morrerão; os cavaleiros matarão uns aos outros. 23 E, quando aquele dia chegar, eu farei com que, em meu nome, você governe o meu povo, pois você, Zorobabel, filho de Salatiel, é o meu servo escolhido. Eu, o Senhor Todo-Poderoso, falei.





ZACARIAS 1

Deus manda que o povo se arrependa


1 No oitavo mês do segundo ano de Dario como rei da Pérsia, o Senhor Deus falou com o profeta Zacarias, filho de Baraquias e neto de Ido. O Deus Todo-Poderoso mandou que ele dissesse ao povo o seguinte:

2 — Eu, o Senhor, fiquei muito irado com os seus antepassados. 3 Portanto, agora eu digo a vocês: Voltem para mim, e eu, o Senhor Todo-Poderoso, voltarei para vocês. 4 Não sejam como os seus antepassados, que não deram atenção aos profetas antigos quando eles anunciaram esta minha mensagem: “O Senhor Todo-Poderoso ordena que vocês deixem de ser maus e que abandonem as suas maldades.” Mas eles não me obedeceram. 5 E agora onde estão os seus antepassados? E será que aqueles profetas ainda estão vivos? 6 Por meio dos meus servos, os profetas, eu mandei mensagens e avisos aos antepassados de vocês. Mas eles não deram atenção e por isso foram castigados. Então eles se arrependeram e disseram: “O Senhor Todo-Poderoso fez o que tinha decidido fazer e nos castigou por causa dos nossos pecados. Ele fez o que merecíamos.”






A primeira visão: os cavalos


7 No dia vinte e quatro do mês onze, chamado sebate, do segundo ano do reinado de Dario, eu, o profeta Zacarias, filho de Baraquias e neto de Ido, recebi uma mensagem de Deus, o Senhor. 8 Naquela noite, tive uma visão e nela vi um anjo do Senhor montado num cavalo vermelho. O anjo estava parado num vale, no meio de umas moitas, e atrás dele estavam outros anjos montados, uns em cavalos vermelhos, outros em cavalos baios, e outros em cavalos brancos.

9 Perguntei ao anjo que falava comigo:

— Meu senhor, quem são esses anjos montados em cavalos?


Ele respondeu:

— Eu vou lhe dizer.


10 Aí o anjo que estava no meio das moitas disse:

— Eles são os anjos que o Senhor Deus enviou para andarem pelo mundo inteiro.


11 Então aqueles anjos disseram ao anjo que estava no meio das moitas:

— Acabamos de andar por toda a terra e vimos que tudo está calmo e em paz.


12 E o anjo do Senhor disse:

— Ó Senhor Todo-Poderoso, já faz setenta anos que estás irado com Jerusalém e com as cidades de Judá. Quanto tempo vai passar até que tenhas compaixão delas?


13 O Senhor Deus respondeu com carinho ao anjo que estava falando comigo e disse palavras de consolo.

14 Aí o anjo que falava comigo mandou que eu anunciasse em voz alta o seguinte:

— Esta é a mensagem do Senhor Todo-Poderoso: “Eu tenho grande amor por Jerusalém, a minha cidade. 15 E estou muito irado com as nações que vivem sossegadas. Pois, quando eu estava um pouco irado com o meu povo, elas fizeram com que ele sofresse muito. 16 Portanto, cheio de compaixão, voltei para Jerusalém. E eu, o Senhor Todo-Poderoso, prometo que o Templo e a cidade toda serão construídos de novo.”


17 E o anjo me disse também:

— Anuncie que o Senhor Todo-Poderoso diz que as cidades dele terão de novo muitas riquezas. E ele ajudará Jerusalém, que voltará a ser a sua cidade escolhida.






A segunda visão: os chifres e os ferreiros


18 Tive outra visão e vi quatro chifres de boi. 19 Perguntei ao anjo que falava comigo:

— Que querem dizer estes chifres?


Ele respondeu:

— Eles representam as nações que espalharam pelo mundo inteiro os moradores de Judá, de Israel e de Jerusalém.


20 Aí o Senhor Deus me mostrou quatro ferreiros.

 

21 Eu perguntei:

— O que é que eles vêm fazer?


Ele respondeu:

— Os chifres são as nações que espalharam os moradores de Judá de tal maneira, que ninguém tinha coragem de levantar a cabeça. E agora estes ferreiros representam os que estão vindo para assustar e quebrar aqueles chifres, isto é, aquelas nações que conquistaram a terra de Judá e espalharam o seu povo.






ZACARIAS 2

A terceira visão: a fita de medir


1 Tive ainda outra visão. Vi um homem segurando uma fita de medir 2 e perguntei:

— Aonde você vai?


Ele respondeu:

— Vou medir Jerusalém para saber o seu comprimento e a sua largura.


3 Então vi que o anjo que havia falado comigo ia saindo. Nisso, outro anjo veio se encontrar com ele, 4 e o primeiro anjo disse:

— Corra depressa e diga ao rapaz que está com a fita de medir: “Jerusalém terá moradores de novo, e haverá tantas pessoas e tantos animais morando lá, que não será possível construir uma muralha em volta da cidade. 5 Pois o Senhor Deus promete que ele mesmo será como uma muralha de fogo em volta de Jerusalém e que ele morará na cidade e ali mostrará a sua glória.”






Liberdade para os israelitas que estão no cativeiro


6-7 O Senhor Deus diz ao seu povo:

— Atenção! Atenção! Vocês que são prisioneiros na Babilônia, fujam. Fujam daquele país do Norte! Eu os espalhei por toda parte, mas agora é hora de vocês voltarem para Jerusalém.


8 Pelo seu poder, o Senhor Todo-Poderoso me mandou entregar a seguinte mensagem às nações que tinham levado embora toda a riqueza do seu povo:

— Quem toca no meu povo toca na menina dos meus olhos. 9 Portanto, eu mesmo lutarei contra vocês. E toda a sua riqueza será levada embora por aqueles que antes eram seus prisioneiros.


Quando isso acontecer, o povo saberá que o Senhor Todo-Poderoso me enviou.


10 O Senhor Deus diz:

— Moradores de Jerusalém, cantem de alegria, pois eu virei morar com vocês!


11 Naquele dia, muitos povos se juntarão a Deus, o Senhor, e serão o seu povo, e ele morará com eles. Aí o povo de Israel saberá que o Senhor Todo-Poderoso me enviou para falar com eles. 12 Mais uma vez a terra de Judá será a parte especial de Deus na Terra Santa, e Jerusalém será de novo a sua cidade escolhida.


13 Que todos se calem na presença de Deus, o Senhor, pois ele vem do seu lugar santo para morar com o seu povo.

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Daniel 1 a 3 + Ezequiel 48 (dia 216)

EZEQUIEL 48

A divisão do país entre as tribos


1-7 Ao norte, a fronteira vai para o leste, do mar Mediterrâneo até a cidade de Hetlom, até a subida de Hamate, até a cidade de Enom e até a divisa entre os reinos de Damasco e Hamate. Cada tribo deverá receber terras que irão desde a fronteira do leste até o mar Mediterrâneo, a oeste, na seguinte ordem do norte para o sul: Dã, Aser, Naftali, Manassés, Efraim, Rúben e Judá.





Terras para Deus


8 Ao lado do território de Judá, ficará a terra separada para uso especial. De norte a sul, terá doze quilômetros e meio de largura e de leste a oeste terá o mesmo comprimento dos territórios dados às tribos. O Templo ficará nessa área.

9 No centro dessas terras haverá uma área dedicada ao Senhor, com doze quilômetros e meio por dez. 10 Os sacerdotes terão uma parte dessa terra sagrada. Nos lados norte e sul, deverá medir doze quilômetros e meio e nos lados leste e oeste deverá medir cinco. O Templo do Senhor ficará no meio. 11 Essa área sagrada será para os sacerdotes descendentes de Zadoque. Eles me serviram fielmente e não se juntaram com o resto dos israelitas para fazer o mal, como os outros membros da tribo de Levi fizeram. 12 Por isso, eles terão uma área especial perto da área dos levitas, e será a área mais santa de todas. 13 Os levitas também terão uma área de terra que fará limite com a dos sacerdotes. Terá doze quilômetros e meio por cinco. 14 A terra dedicada ao Senhor é a melhor de todas, e nenhuma parte dela poderá ser vendida, nem trocada, nem transferida para ninguém. É santa e pertence a Deus.

15 A área que sobrar, de doze quilômetros e meio por dois e meio, não é santa, mas será para uso geral do povo. Eles poderão morar ali e aproveitar a terra. A cidade ficará no centro 16 e será quadrada, medindo dois mil duzentos e cinquenta metros de cada lado. 17 Em toda a volta da cidade, de cada lado, haverá um espaço livre de cento e vinte e cinco metros de largura. 18 A terra que sobrar depois de construída a cidade nas terras ao lado da área sagrada — cinco quilômetros por dois e meio para o leste e cinco quilômetros por dois e meio para o oeste — essa terra será usada pela gente que mora na cidade, para nela fazerem plantações. 19 Quem trabalhar na cidade, seja de que tribo for, poderá cultivar essa terra.

20 Assim a área toda será quadrada, medindo doze quilômetros e meio de cada lado, e incluirá as terras ocupadas pela cidade.






Terras para o rei


21-22 Depois que a área do Templo, as terras dos sacerdotes e dos levitas e a terra para a cidade forem tiradas dessa porção de doze quilômetros e meio, toda a terra que sobrar dos dois lados, a leste e a oeste, será do rei. A leste, a terra do rei chegará até a fronteira leste e a oeste irá até o mar Mediterrâneo. Ao norte, o limite é o território da tribo de Judá e ao sul é o da tribo de Benjamim.






Terras para as outras tribos


23-27 Ao sul dessa porção especial, cada uma das outras tribos receberá uma porção de terra que irá da fronteira leste na direção oeste até o mar Mediterrâneo, na seguinte ordem, de norte a sul: Benjamim, Simeão, Issacar, Zebulom e Gade.

28 Na parte sul do território da tribo de Gade, a fronteira irá na direção sudoeste, desde a cidade de Tamar até o oásis de Cades, e daí, para o noroeste, seguindo a fronteira do Egito até o mar Mediterrâneo.

29 O Senhor Deus disse:

— É assim que o país será dividido em partes, que serão das tribos de Israel e que passarão para os seus descendentes.






Os portões de Jerusalém


30-34 Haverá doze entradas na cidade de Jerusalém. Cada muralha medirá dois mil duzentos e cinquenta metros e terá três portões, cada um com o nome de uma tribo. Os portões da muralha do norte receberão os nomes de Rúben, Judá e Levi. Os da muralha do leste receberão os nomes de José, Benjamim e Dã. Os da muralha do sul receberão os nomes de Simeão, Issacar e Zebulom. E os da muralha do oeste receberão os nomes de Gade, Aser e Naftali. 35 O comprimento total da muralha em volta da cidade toda será de nove quilômetros.

O nome da cidade daqui em diante será:

“O Senhor está aqui.”






DANIEL 1

Os jovens israelitas na corte de Nabucodonosor


1 No terceiro ano de Jeoaquim como rei de Judá, o rei Nabucodonosor, da Babilônia, atacou Jerusalém, e os seus soldados cercaram a cidade. 2 Deus deixou que Nabucodonosor conquistasse a cidade e também que pegasse alguns objetos de valor que estavam no Templo. Nabucodonosor levou esses objetos para a Babilônia e mandou­ colocá-los no templo do seu deus, na sala do tesouro.

3 O rei Nabucodonosor chamou Aspenaz, o chefe dos serviços do palácio, e mandou que escolhesse entre os prisioneiros israelitas alguns jovens da família do rei e também das famílias nobres. 4 Todos eles deviam ter boa aparência e não ter nenhum defeito físico; deviam ser inteligentes, instruídos e ser capazes de servir no palácio. E precisariam aprender a língua e estudar os escritos dos babilônios. 5 O rei mandou também que os jovens israelitas recebessem todos os dias a mesma comida e o mesmo vinho que ele, o rei, comia e bebia. Depois de três anos de preparo, esses jovens deviam começar o seu serviço no palácio. 6 Entre os que foram escolhidos estavam Daniel, Ananias, Misael e Azarias, todos da tribo de Judá. 7 Aspenaz lhes deu outros nomes, isto é, Beltessazar, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego.

8 Daniel resolveu que não iria ficar impuro por comer a comida e beber o vinho que o rei dava; por isso, foi pedir a Aspenaz que o ajudasse a cumprir o que havia resolvido. 9 Deus fez com que Aspenaz fosse bondoso com Daniel e tivesse boa vontade para com ele. 10 Mas Aspenaz tinha medo do rei e por isso disse a Daniel:
— Foi o rei, o meu senhor, quem resolveu o que vocês devem comer e beber. Se ele notar que vocês estão menos fortes e sadios do que os outros jovens, ele será capaz de me matar, e vocês serão os culpados.

11 Aí Daniel foi falar com o guarda a quem Aspenaz havia encarregado de cuidar dele, de Ananias, de Misael e de Azarias. Daniel disse a ele:
12 — Quero pedir que o senhor faça uma experiência com a gente. Durante dez dias, dê-nos somente legumes para comer e água para beber. 13 No fim dos dez dias, faça uma comparação entre nós e os jovens que comem a comida do rei. Então, dependendo de como estivermos, o senhor fará com a gente o que quiser.

14 O guarda concordou e durante dez dias fez a experiência com eles. 15 Passados os dez dias, os quatro jovens israelitas estavam mais sadios e mais fortes do que os jovens que comiam a comida do rei. 16 Aí o guarda tirou a comida e o vinho que deviam ser servidos aos quatro jovens e só lhes dava legumes para comer

17 Deus deu aos quatro jovens um conhecimento profundo dos escritos e das ciências dos babilônios, mas a Daniel deu também o dom de explicar visões e sonhos.

18 No fim dos três anos de preparo que o rei Nabucodonosor tinha marcado, Aspenaz levou todos os jovens até a presença do rei. 19 Este falou com eles, e entre todos não havia quem se comparasse com Daniel, Ananias, Misael e Azarias. Por isso, ficaram trabalhando no palácio. 20 Todas as vezes que o rei fazia perguntas a respeito de qualquer assunto que exigisse inteligência ou conhecimento, descobria que os quatro eram dez vezes mais inteligentes do que todos os sábios e adivinhos de toda a Babilônia.

21 E Daniel ficou no palácio real até o ano em que o rei Ciro começou a governar a Babilônia.




 

DANIEL 2

O sonho de Nabucodonosor


1 No segundo ano de Nabucodonosor como rei da Babilônia, ele teve uns sonhos que o deixaram tão preocupado, que não podia dormir. 2 Então mandou chamar os sábios, os adivinhos, os feiticeiros e os astrólogos, para que eles explicassem os sonhos. Quando chegaram e se apresentaram diante do rei, 3 ele lhes disse:

— Tive um sonho que me deixou muito preocupado e não vou ficar sossegado enquanto não souber o que ele quer dizer.

4 Eles disseram ao rei na língua aramaica:
— Que o rei viva para sempre! Pedimos que o senhor nos conte o sonho e aí nós lhe diremos o que ele quer dizer.

5 Mas o rei respondeu:
— Eu já resolvi que vocês têm de me contar o sonho e também explicar o que ele quer dizer. Se não puderem fazer isso, vocês serão todos cortados em pedaços, e as suas casas serão completamente arrasadas. 6 Mas, se me contarem o sonho e explicarem o que ele quer dizer, eu lhes darei presentes, prêmios e muitas honras. Portanto, digam o que foi que eu sonhei e o que o sonho quer dizer.


7 E todos os sábios disseram de novo:
— Conte o senhor o sonho, e aí nós lhe diremos o que ele quer dizer.


8 Mas o rei insistiu:
— Eu sei o que vocês estão fazendo. Estão é procurando ganhar tempo porque sabem que já resolvi 9 que, se vocês não me contarem o sonho, vou dar a todos o mesmo castigo. Vocês já combinaram me enganar com mentiras e falsidades, esperando que a situação mude. Contem-me o sonho, e então eu saberei que também poderão explicar o que ele quer dizer.

10 Os sábios deram ao rei esta resposta:
— Não há ninguém no mundo que seja capaz de fazer o que o senhor quer. Nunca houve nenhum rei, por mais forte e poderoso que fosse, que tivesse exigido uma coisa dessas dos seus sábios, adivinhos ou astrólogos. 11 O que o senhor está querendo é impossível. Não existe quem possa atender o seu pedido, a não ser os deuses, e eles não moram com a gente aqui na terra.

12 O rei ficou tão furioso, que mandou matar todos os sábios da Babilônia. 13 A ordem foi publicada, e então foram buscar Daniel e os seus companheiros para que eles também fossem mortos.






Deus revela a Daniel o que o sonho quer dizer


14 Daniel foi procurar Arioque, o chefe da guarda do rei, que tinha recebido ordem para matar todos os sábios da Babilônia. Com muito jeito e cuidado, 15 Daniel perguntou a Arioque:
— Por que foi que o rei deu uma ordem tão dura assim?

Arioque explicou o que havia acontecido. 16 Então Daniel foi falar com o rei, e este concordou em esperar, a fim de dar tempo a Daniel para explicar o sonho.

17 Depois, Daniel foi para casa e contou tudo aos seus amigos Ananias, Misael e Azarias. 18 Daniel disse que orassem ao Deus do céu, pedindo que tivesse pena deles e lhes mostrasse o que aquele sonho misterioso queria dizer, a fim de que Daniel e os seus amigos não morressem junto com os outros sábios da Babilônia.

 


19 Naquela noite, Daniel teve uma visão, e nela Deus mostrou o que o sonho queria dizer. Então Daniel agradeceu a Deus, 20 dizendo:

 

“Que o nome de Deus seja louvado para sempre,
pois dele são a sabedoria e o poder!
21 É ele quem faz mudar os tempos e as estações;
é ele quem põe os reis no poder e os derruba;
é ele quem dá sabedoria aos sábios
e inteligência aos inteligentes.

22 Ele explica mistérios e segredos
e conhece o que está escondido na escuridão,
pois com ele mora a luz.

23 Ó Deus dos meus antepassados,
eu te agradeço e te louvo,
pois me deste sabedoria e poder.

Tu respondeste à nossa oração,
nos mostrando o que o rei quer saber.”






Daniel explica o sonho ao rei


24 Aí Daniel foi procurar Arioque, o oficial que tinha recebido ordem do rei para matar os sábios da Babilônia. Daniel disse:
— Arioque, não mate os sábios. Leve-me para falar com o rei, e eu explicarei o sonho que ele teve.

25 Arioque levou Daniel depressa para o lugar onde o rei estava e lhe disse:
— Está aqui comigo um dos judeus que trouxemos como prisioneiros e ele vai explicar o sonho que o senhor teve.

26 O rei perguntou a Daniel, que também era chamado de Beltessazar:
— Você pode contar o meu sonho e explicar o que ele quer dizer?

27 Daniel respondeu:
— Não há sábios, adivinhos, feiticeiros nem astrólogos que possam dar a explicação que o senhor está exigindo. 28 Mas há um Deus no céu, que explica mistérios. Foi por meio do sonho que ele fez o senhor saber o que vai acontecer no futuro. E agora, ó rei, eu vou explicar o sonho e as visões que o senhor teve enquanto dormia.

29 — O senhor estava deitado na sua cama e começou a pensar a respeito do futuro. E aquele que explica mistérios mostrou ao senhor o que vai acontecer. 30 E eu recebi a explicação do mistério, não porque seja o mais sábio de todos os homens, mas a fim de que o senhor saiba o sentido do sonho que teve e o que querem dizer os pensamentos que passaram pela sua mente, ó rei.

31 — O senhor teve uma visão na qual viu uma estátua enorme, de pé, bem na sua frente. A estátua era brilhante, mas metia medo. 32 A cabeça era de ouro puro, o peito e os braços eram de prata, a barriga e os quadris eram de bronze, 33 as pernas eram de ferro, e os pés eram metade de ferro e metade de barro. 34 Enquanto o senhor estava olhando, uma pedra se soltou de uma montanha, sem que ninguém a tivesse empurrado. A pedra caiu em cima dos pés da estátua e os despedaçou. 35 Imediatamente, o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro viraram pó, como o pó que se vê no verão quando se bate o trigo para separá-lo da palha. O vento levou tudo embora, sem deixar nenhum sinal. Mas a pedra cresceu e se tornou uma grande montanha, que cobriu o mundo inteiro.

36 — Foi este o sonho, e agora vou explicá-lo para o senhor. 37 Ó rei, o senhor é o mais poderoso de todos os reis, e foi o Deus do céu quem o fez rei; ele lhe deu poder, autoridade e honra. 38 Ele deu ao senhor o domínio em todo o mundo sobre os seres humanos, os animais e as aves. O senhor é a cabeça feita de ouro. 39 Depois do seu reino haverá outro, que não será tão poderoso como o seu; e depois desse reino haverá ainda outro, um reino de bronze, que dominará o mundo inteiro. 40 Depois, virá um quarto reino, e este será forte como o ferro, que quebra e despedaça tudo. E assim como o ferro quebra tudo, esse reino destruirá completamente todos os outros reinos do mundo. 41 Na estátua que o senhor viu, os pés e os dedos dos pés eram metade de ferro e metade de barro. Isso quer dizer que esse reino será dividido, mas terá alguma coisa da força do ferro; pois, como o senhor viu, o ferro estava misturado com barro. 42 Os dedos dos pés eram metade de ferro e metade de barro; isso quer dizer que o reino, por um lado, será forte, mas, por outro, será fraco. 43 O senhor, ó rei, viu que o ferro estava misturado com barro, e isso quer dizer que os reis procurarão unir os seus reinos por meio de casamentos. Mas como o ferro e o barro não se unem, assim também esses reinos não ficarão unidos. 44 No tempo desses reis, o Deus do céu fará aparecer um reino que nunca será destruído, nem será conquistado por outro reino. Pelo contrário, esse reino acabará com todos os outros e durará para sempre. 45 É isso o que quer dizer a pedra que o rei viu soltar-se da montanha, sem que ninguém a tivesse empurrado, e que despedaçou a estátua feita de ferro, bronze, prata, barro e ouro. O Grande Deus está revelando ao senhor o que vai acontecer no futuro. Foi este o sonho que o senhor teve, e esta é a explicação certa.






A recompensa de Daniel


46 Então o rei Nabucodonosor se ajoelhou diante de Daniel, e encostou o rosto no chão, e depois ordenou que fossem apresentados a Daniel sacrifícios e incenso. 47 E ele disse a Daniel:
— O Deus que vocês adoram é, de fato, o mais poderoso de todos os deuses e é o Senhor de todos os reis. Eu sei que é ele quem explica mistérios, pois você me explicou este sonho misterioso.

48 Em seguida, o rei colocou Daniel como alta autoridade do reino e lhe deu também muitos presentes de valor. Ele pôs Daniel como governador da província da Babilônia e o fez chefe de todos os sábios do país. 49 A pedido de Daniel, o rei pôs Sadraque, Mesaque e Abede-Nego como administradores da província da Babilônia; mas Daniel ficou na corte real.






DANIEL 3

A estátua de ouro

 

1 O rei Nabucodonosor mandou fazer uma estátua que media vinte e sete metros de altura por dois metros e setenta de largura e ordenou que a pusessem na planície de Durá, na província da Babilônia. 2 Depois, ordenou que todos os governadores regionais, os prefeitos, os governadores das províncias, os juízes, os tesoureiros, os magistrados, os conselheiros e todas as outras autoridades viessem à cerimônia de inauguração da estátua. 3 Todos eles vieram e ficaram de pé em frente da estátua para a cerimônia de inauguração. 4 Aí o encarregado de anunciar o começo da cerimônia disse em voz alta:

— Povos de todas as nações, raças e línguas! 5 Quando ouvirem o som das trombetas, das flautas, das cítaras, das liras, das harpas e dos outros instrumentos musicais, ajoelhem-se todos e adorem a estátua de ouro que o rei Nabucodonosor mandou fazer. 6 Quem não se ajoelhar e não adorar a estátua será jogado na mesma hora numa fornalha acesa.

7 Assim, logo que os instrumentos começaram a tocar, todas as pessoas que estavam ali se ajoelharam e adoraram a estátua de ouro.






A desobediência dos amigos de Daniel


8 Foi nessa hora que alguns astrólogos aproveitaram a ocasião para acusar os judeus. 9 Eles disseram ao rei Nabucodonosor:
— Que o rei viva para sempre! 10 O senhor deu a seguinte ordem: “Quando ouvirem o som dos instrumentos musicais, todos se ajoelharão e adorarão a estátua de ouro. 11 Quem desobedecer a essa ordem será jogado numa fornalha acesa.” 12 Ora, o senhor pôs como administradores da província da Babilônia alguns judeus. Esses judeus — Sadraque, Mesaque e Abede-Nego — não respeitam o senhor, não prestam culto ao deus do senhor, nem adoram a estátua de ouro que o senhor mandou fazer.

13 Ao ouvir isso, Nabucodonosor ficou furioso e mandou chamar Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Eles foram levados para o lugar onde o rei estava, 14 e ele lhes disse:
— É verdade que vocês não prestam culto ao meu deus, nem adoram a estátua de ouro que eu mandei fazer? 15 Pois bem! Será que agora vocês estão dispostos a se ajoelhar e a adorar a estátua, logo que os instrumentos musicais começarem a tocar? Se não, vocês serão jogados na mesma hora numa fornalha acesa. E quem é o deus que os poderá salvar?

16 Sadraque, Mesaque e Abede-Nego responderam assim:
— Ó rei, nós não vamos nos defender. 17 Pois, se o nosso Deus, a quem adoramos, quiser, ele poderá nos salvar da fornalha e nos livrar do seu poder, ó rei. 18 E mesmo que o nosso Deus não nos salve, o senhor pode ficar sabendo que não prestaremos culto ao seu deus, nem adoraremos a estátua de ouro que o senhor mandou fazer.






Os três moços na fornalha acesa

19 Ao ouvir isso, Nabucodonosor ficou furioso com os três jovens e, vermelho de raiva, mandou que se esquentasse a fornalha sete vezes mais do que de costume. 20 Depois, mandou que os seus soldados mais fortes amarrassem Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e os jogassem na fornalha. 21 Os três jovens, completamente vestidos com os seus mantos, capas, chapéus e todas as outras roupas, foram amarrados e jogados na fornalha. 22 A ordem do rei tinha sido cumprida, e a fornalha estava mais quente do que nunca; por isso, as labaredas mataram os soldados que jogaram os três jovens lá dentro. 23 E, amarrados, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego caíram na fornalha.

24 De repente, Nabucodonosor se levantou e perguntou, muito espantado, aos seus conselheiros:
— Não foram três os homens que amarramos e jogamos na fornalha?

— Sim, senhor! — responderam eles.

25 — Como é, então, que estou vendo quatro homens andando soltos na fornalha? — perguntou o rei. — Eles estão passeando lá dentro, sem sofrerem nada. E o quarto homem parece um anjo.

26 Aí o rei chegou perto da porta da fornalha e gritou:
— Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, servos do Deus Altíssimo, saiam daí e venham cá!

Os três saíram da fornalha, 27 e todas as autoridades que estavam ali chegaram perto deles e viram que o fogo não havia feito nenhum mal a eles. As labaredas não tinham chamuscado nem um cabelo da sua cabeça, as suas roupas não estavam queimadas, e eles não estavam com cheiro de fumaça. 

 

 


 

28 O rei gritou:
— Que o Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja louvado! Ele enviou o seu Anjo e salvou os seus servos, que confiam nele. Eles não cumpriram a minha ordem; pelo contrário, escolheram morrer em vez de se ajoelhar e adorar um deus que não era o deles. 29 Por isso, ordeno que qualquer pessoa, seja qual for a sua raça, nação ou língua, que insultar o nome do Deus de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego seja cortada em pedaços e que a sua casa seja completamente arrasada. Pois não há outro Deus que possa salvar como este.

30 Então o rei Nabucodonosor colocou os três jovens em cargos ainda mais importantes na província da Babilônia.

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terça-feira, 19 de junho de 2012

2º Samuel 22 a 24 + 1º Reis 1 (dia 73)

II Samuel 22


O hino de vitória de Davi


(Salmo 18)


1 Este é o hino que Davi cantou a Deus, o Senhor, quando ele o salvou de Saul e de todos os seus inimigos:


2 O Senhor é a minha rocha, a minha fortaleza e o meu libertador.


3 O meu Deus é uma rocha em que me escondo.

Ele me protege como um escudo;

ele é o meu abrigo, e com ele estou seguro.

Deus é o meu Salvador;

ele me protege e me livra da violência.


4 Eu clamo ao Senhor pedindo ajuda,

e ele me salva dos meus inimigos.

Louvem o Senhor!


5 Estive cercado de perigos de morte,

e ondas da destruição rolaram sobre mim.


6 A morte me amarrou com as suas cordas,

e a sepultura armou a sua armadilha para me pegar.


7 No meu desespero eu clamei ao Senhor;

eu pedi que ele me ajudasse.

No seu templo ele ouviu a minha voz,

ele escutou o meu grito de socorro.


8 Então a terra tremeu e se abalou,

e as bases dos montes balançaram e tremeram

porque Deus estava irado.


9 Do seu nariz saiu fumaça,

e da sua boca saíram brasas e fogo devorador.


10 Ele abriu o céu e desceu

com uma nuvem escura debaixo dos pés.


11 Voou nas costas de um querubim

e viajou rápido nas asas do vento.


12 Ele se cobriu de escuridão;

nuvens grossas, cheias de água, estavam ao seu redor;


13 com o relâmpago, brasas se acenderam diante dele.


14 Então o Senhor trovejou do céu,

e o Altíssimo fez ouvir a sua voz.


15 Ele atirou as suas flechas e espalhou os seus inimigos;

e com o clarão dos seus relâmpagos ele os fez fugir.


16 Quando o Senhor repreendeu os seus inimigos

e, furioso, trovejou contra eles,

o fundo do mar apareceu,

e os alicerces da terra ficaram descobertos.


17 Lá do alto o Senhor me estendeu a mão e me segurou;

ele me tirou do mar profundo.


18 O Senhor me livrou dos meus poderosos inimigos,

daqueles que me odiavam.

E todos eles eram fortes demais para mim.


19 Quando eu estava em dificuldade, eles me atacaram;

porém o Senhor Deus me protegeu,


20 me livrou do perigo

e me salvou porque me ama.


21 O Senhor me recompensa porque sou honesto;

ele me abençoa porque sou inocente.


22 Eu tenho feito a vontade do Senhor

e nunca cometi o pecado de abandonar o meu Deus.


23 Eu tenho cumprido todas as suas leis

e não tenho desobedecido aos seus mandamentos.


24 O Senhor sabe que não cometi nenhuma falta

e que tenho ficado longe do mal.


25 Assim ele me recompensa porque sou honesto,

e porque sabe que não sou culpado de nada.


26 Tu, ó Senhor Deus, és fiel para os que são fiéis a ti

e correto com aqueles que são corretos.


27 Tu és puro para os que são puros,

mas és inimigo dos que são maus.


28 Tu salvas os humildes,

mas humilhas os orgulhosos.


29 Tu, ó Senhor, és a minha luz;

tu, Senhor, acabas com a minha escuridão.


30 Tu me dás força para atacar os meus inimigos

e poder para vencer as suas defesas.


31 Este Deus faz tudo perfeito

e cumpre o que promete.

Ele é como um escudo

para os que procuram a sua proteção.


32 O Senhor é o único Deus;

somente Deus é a nossa rocha.


33 Ele é o meu forte refúgio

e me protege aonde quer que eu vá.


34 Ele não me deixa tropeçar

e me põe a salvo nas montanhas.


35 Ele me treina para a batalha

para que eu possa usar os arcos mais fortes.


36 Tu, ó Senhor, me deste o escudo que salva a minha vida;

o teu cuidado me tem feito prosperar.


37 Tu não tens deixado que os meus inimigos me peguem,

e eu não caí nenhuma vez.


38 Persigo esses inimigos e acabo com eles;

não paro até vencê-los.


39 Eu os esmago, e eles não podem se levantar;

eles caem derrotados aos meus pés.


40 Tu me dás força para a batalha

e fazes com que eu derrote os meus inimigos.


41 Tu os fazes fugir de mim,

e eu destruo os que me odeiam.


42 Eles procuram socorro, mas não há ninguém para salvá-los;

chamam o Senhor, mas ele não responde.


43 Eu os esmago, e eles viram pó;

eu os piso como se fossem a lama das ruas.


44 Tu me livras de revoluções no meio do povo

e me colocas como rei das nações.

Povos que eu não conhecia são agora meus escravos.


45 Estrangeiros se curvam diante de mim

e me obedecem quando dou ordens.


46 Eles perdem a coragem

e saem tremendo das suas fortalezas.


47 O Senhor Deus vive.

Louvem aquele que é a minha rocha,

anunciem a grandeza do poderoso Deus que salva a minha vida.


48 Ele me vinga dos meus inimigos,

põe os povos debaixo do meu poder


49 e me livra dos meus adversários.

Tu, ó Senhor, fazes com que eu vença os meus inimigos

e me proteges dos homens violentos.


50 Por isso eu te louvo entre pagãos;

a ti eu canto hinos de louvor.


51 Deus dá grandes vitórias ao seu rei

e mostra o seu amor a quem ele escolheu —

a Davi e aos seus descendentes para sempre.





II Samuel 23

As últimas palavras de Davi


1 São estas as últimas palavras de Davi, filho de Jessé. Davi foi o homem que Deus tornou importante, que o Deus de Jacó escolheu para ser rei e que compôs as belas canções de Israel. Davi disse:


2 O Espírito do Senhor fala por meio de mim,

e a sua mensagem está nos meus lábios.


3 O Deus de Israel falou,

o protetor de Israel me disse:


“O rei que governa com justiça,

que governa respeitando a vontade de Deus

4 é como o nascer do sol numa madrugada sem nuvens,

como o sol que faz a grama brilhar depois da chuva.”


5 É assim que Deus abençoará os meus descendentes,

pois ele fez uma aliança eterna comigo,

uma aliança bem certa e segura.

Isso é tudo o que quero;

será essa a minha vitória,

e eu sei que Deus fará isso.


6 Mas os pagãos são como os espinhos jogados fora:

ninguém se atreve a pegá-los com as mãos;


7 para isso é preciso uma ferramenta de ferro ou de madeira;

eles serão totalmente queimados no fogo.





Os soldados famosos de Davi

(1 Crônicas 11:10-47)

8 São estes os nomes dos soldados famosos de Davi:

Josebe-Bassebete, de Taquemoni, que era o líder do grupo chamado “Os Três”; com a sua lança ele lutou contra oitocentos homens e matou todos numa batalha.

9 Eleazar, filho de Dodo e neto de Aoí, era um dos famosos “Três”. Uma vez ele e Davi desafiaram os filisteus que se haviam reunido para a batalha. Os israelitas se retiraram, 10 mas Eleazar ficou e lutou contra os filisteus até que teve uma cãibra tão forte na mão, que não podia largar a espada. O Senhor Deus conseguiu uma grande vitória nesse dia. Depois que a batalha terminou, os israelitas voltaram até o lugar onde Eleazar estava para tirar a armadura dos mortos.

11 Em seguida vinha Sama, filho de Agé, o hararita. Os filisteus se juntaram em Leí, onde havia uma plantação de ervilhas. Os israelitas fugiram dos filisteus. 12 Porém Sama ficou na plantação, defendeu-a e matou os filisteus. Nesse dia o Senhor conseguiu uma grande vitória.

13 Perto do começo do tempo da colheita, três do grupo chamado “Os Trinta” desceram até a caverna de Adulã, onde Davi estava, enquanto um bando de filisteus acampava no vale dos Gigantes. 14 Nessa época Davi se encontrava na fortaleza, e um grupo de filisteus estava na cidade de Belém.

15 Então Davi teve uma vontade e disse:
— Como eu gostaria que alguém me trouxesse um pouco de água do poço que fica perto do portão de Belém!

16 Aí os três soldados famosos passaram pelo acampamento dos filisteus, tiraram água do poço e levaram para Davi. Mas ele não bebeu daquela água; em vez disso, a derramou como uma oferta a Deus, o Senhor, 17 e disse:
— Ó Senhor Deus, eu nunca poderia beber desta água! Isso seria o mesmo que beber o sangue destes homens que arriscaram a sua vida para trazê-la!

E assim ele não tomou daquela água. Foram essas as coisas que os famosos “Três” fizeram.


18 Abisai, irmão de Joabe (a mãe deles era Zeruia), era o líder dos famosos “Trinta”. Com a sua lança, ele lutou contra trezentos homens e os matou, ficando famoso entre “Os Trinta”. 19 Abisai era o mais famoso dos “Trinta” e se tornou o líder do grupo, mas ele não era tão famoso quanto “Os Três”.

20 Benaías, filho de Jeoiada, da cidade de Cabzeel, foi um soldado famoso e praticou muitos atos de coragem. Ele matou dois grandes guerreiros moabitas. Em um dia de neve, desceu numa cova e matou um leão. 21 Ele matou também um egípcio, um homem enorme, que estava armado com uma lança. Benaías atacou o egípcio com o seu bastão, arrancou a lança da mão dele e o matou com ela.

22-23 Foram essas as coisas que Benaías fez. Ele tinha uma posição de destaque entre “Os Trinta”, mas também não foi tão famoso quanto “Os Três”. Davi o colocou como chefe da sua guarda pessoal.

24-39 Entre “Os Trinta” estavam: Asael, irmão de Joabe; Elanã, filho de Dodo, de Belém; Sama e Elica, da cidade de Harode; Heles, de Pelete; Ira, filho de Iques, de Tecoa; Abiezer, de Anatote; Mebunai, de Husa; Salmom, o aoíta; Maarai e Helebe, filho de Baaná, da cidade de Netofa; Itai, filho de Ribai, de Gibeá, no território da tribo de Benjamim; Benaías, de Piratom; Hidai, dos vales de Gaás; Abi-Albom, de Arabá; Azmavete, de Baurim; Eliaba, de Saalbom; os filhos de Jasém; Jônatas; os hararitas Sama e Aião, filho de Sarar; Elifelete, filho de Acasbai, de Maacá; Eliã, filho de Aitofel, de Gilo; Hezro, de Carmelo; Paarai, de Arabe; Igal, filho de Natã, de Zoba; Bani, do território de Gade; Zeleque, de Amom; Naarai, de Beerote, que carregava as armas de Joabe, cuja mãe era Zeruia; Ira e Garebe, de Jatir; e Urias, o heteu.


Houve trinta e sete soldados famosos ao todo.




II Samuel 24

Davi manda contar o povo

(1 Crônicas 21:1-8)

1 Em outra ocasião, o Senhor ficou muito irado com o povo de Israel e levou Davi a prejudicá-los. Deus disse a Davi:
— Vá e faça a contagem do povo de Israel e de Judá.

2 Então Davi deu a Joabe, o comandante do seu exército, a seguinte ordem:
— Vá com os seus oficiais por todas as tribos de Israel, do Norte ao Sul do país, e faça a contagem do povo. Eu quero saber quantos somos.

3 Mas Joabe respondeu ao rei:
— Que o Senhor, nosso Deus, faça o povo de Israel cem vezes mais numeroso do que é agora, e que o senhor viva para vê-lo fazer isso! Mas por que o senhor quer fazer essa contagem?

4 Porém o rei fez com que Joabe e os seus oficiais obedecessem à sua ordem; então eles saíram da presença de Davi e partiram para contar o povo de Israel.

5 Atravessaram o rio Jordão e acamparam ao sul de Aroer, a cidade do vale, no território de Gade.

Dali foram para o norte até a cidade de Jazer, 6 continuaram até Gileade e chegaram até Cades, terra dos heteus.

Então foram a Dã e de Dã viraram a oeste, para Sidom.

7 Depois foram para o sul, para a cidade de Tiro, que era cercada de muralhas, e dali foram a todas as cidades dos heveus e dos cananeus e finalmente até Berseba, na parte sul de Judá.

8 E assim, depois de nove meses e vinte dias, voltaram a Jerusalém, tendo viajado pelo país inteiro.

9 E eles informaram ao rei que o total de homens capazes para o serviço militar era o seguinte: oitocentos mil em Israel e quinhentos mil em Judá.

10 Mas, depois que Davi fez a contagem, a sua consciência começou a doer, e ele disse:
— Ó Senhor Deus, eu cometi um pecado terrível ao mandar contar o povo. Por favor, perdoa-me! O que fiz foi uma loucura.

11-12 Então o Senhor disse ao profeta Gade, o vidente de Davi:
— Vá e diga a Davi que eu dou a ele o direito de escolher uma de três coisas; aquilo que ele escolher eu farei.

Na manhã seguinte, depois que Davi já se havia levantado, 13 Gade foi falar com ele, contou o que Deus tinha dito e perguntou:
— O que o senhor prefere? Três anos de fome na sua terra, três meses fugindo dos seus inimigos ou três dias de peste na sua terra? Resolva agora e me diga que resposta devo dar a Deus.

14 Davi respondeu:
— Estou desesperado, porém não quero ser castigado por homens. Que seja o Senhor Deus quem nos castigue, pois ele tem pena de nós!

15 Então o Senhor mandou que uma peste caísse sobre o povo de Israel, desde a manhã até a hora que ele havia marcado. Do Norte ao Sul do país, morreram setenta mil israelitas.

16 Quando o Anjo do Senhor já ia destruir Jerusalém, o Senhor resolveu não castigar mais o povo e disse ao Anjo que estava matando:
— Pare! Já chega! 

O Anjo do Senhor estava perto do terreiro de malhar cereais que pertencia a Araúna, o jebuseu.

17 Davi viu o Anjo que estava matando o povo e disse a Deus, o Senhor:
— Só eu sou culpado. Fui eu que errei. O que foi que essa pobre gente fez? Eu e a minha família é que deveríamos ser castigados por ti.

18 Naquele mesmo dia, Gade foi e disse a Davi:
— Suba até o terreiro de malhar cereais que pertence a Araúna e construa lá um altar para Deus.

19 Davi obedeceu à ordem de Deus, o Senhor, e foi, como Gade lhe tinha dito.

20 Araúna olhou para baixo e viu que o rei e os seus oficiais vinham falar com ele. Então se ajoelhou e encostou o rosto no chão, em frente de Davi, 21 e perguntou:
— Senhor, por que veio aqui?

Davi respondeu:
— Eu vim para comprar este terreiro e construir nele um altar para Deus, o Senhor, a fim de que a peste acabe.

22 Então Araúna disse:
— Senhor, pegue tudo o que quiser e ofereça a Deus. Aqui estão os bois para serem queimados como oferta no altar, e aqui as cangas deles; e também as tábuas de debulhar cereais para serem usadas como lenha.

23 Araúna deu tudo isso ao rei e disse:
— Que o Senhor, seu Deus, aceite a sua oferta!

24 Mas o rei respondeu:
— Obrigado, não aceito. Eu vou pagar tudo isso. Eu não vou oferecer ao Senhor, meu Deus, sacrifícios que não me custaram nada.

Então Davi comprou o terreiro de malhar cereais e os bois por cinquenta barras de prata. 25 Ele construiu ali um altar para Deus, o Senhor, e apresentou ofertas que foram completamente queimadas e ofertas de paz. O Senhor respondeu à oração dele, e a peste acabou em Israel.




I Reis 1

A velhice do rei Davi


1 O rei Davi estava bem velho. Os seus servidores o cobriam com cobertas, mas ele não conseguia se aquecer.

2 Por isso, os seus conselheiros disseram:
— Rei Davi, nós vamos procurar uma moça para ficar com o senhor e cuidar do senhor. Ela dormirá ao seu lado e o conservará quente.

3 Então procuraram em toda a terra de Israel uma moça bonita. Em Suném encontraram uma jovem chamada Abisague e a levaram ao rei.

4 Abisague era muito bonita. Ela servia o rei e cuidava dele, mas Davi não teve relações com ela.




Adonias tenta ser rei

5-6 Absalão havia morrido. Agora o filho mais velho de Davi que ainda estava vivo era Adonias, filho de Davi com Hagite. Adonias era um homem muito bonito. Davi nunca o havia repreendido, e ele queria muito ser rei. Adonias arranjou carros de guerra e cavalos e cinquenta homens que iam a toda parte com ele. 7 Adonias falou com Joabe, que era filho de uma mulher chamada Zeruia, e com Abiatar, o sacerdote, e eles concordaram em ficar do lado dele.

8 Mas o sacerdote Zadoque e Benaías, filho de Joiada, Natã, o profeta, Simei, Reí e os guarda-costas de Davi não ficaram do lado de Adonias.

9 Um dia Adonias ofereceu ovelhas, touros e bezerros gordos em sacrifício, na pedra da Cobra, perto da fonte de Rogel. Ele convidou os outros filhos do rei Davi e os servidores do rei que eram de Judá.

10 Porém não convidou o seu meio-irmão Salomão, nem Natã, o profeta, nem Benaías, nem os guarda-costas de Davi.




Salomão é feito rei

11 Então Natã foi falar com Bate-Seba, a mãe de Salomão. Natã perguntou:
— Você soube que Adonias, o filho de Hagite, se fez rei? E o rei Davi não está sabendo de nada! 12 Vou lhe dar um conselho: se você quiser salvar a sua vida e a vida do seu filho Salomão, 13 vá agora mesmo falar com o rei Davi e diga o seguinte: “Rei Davi, o senhor não jurou que o meu filho Salomão seria rei em seu lugar e que seria ele quem haveria de sentar no seu trono? Então, como é que Adonias se tornou rei?”

14 E Natã continuou:
— E aí, quando você ainda estiver falando com o rei, eu vou chegar e confirmar a sua história.

15 Então Bate-Seba foi ao quarto de dormir do rei para falar com ele. Davi estava muito velho, e Abisague, a moça de Suném, estava cuidando dele.

16 Em sinal de respeito, Bate-Seba se ajoelhou diante do rei. Então ele perguntou:
— O que você quer?

17 Ela respondeu:
— Rei Davi, o senhor jurou pelo nome do Senhor, seu Deus, que o meu filho Salomão seria o rei em seu lugar e sentaria no seu trono. 18 Mas Adonias já se tornou rei, e o senhor não está sabendo disso. 19 Ele ofereceu muitos touros, ovelhas e bezerros gordos em sacrifício e convidou os irmãos dele, o sacerdote Abiatar e Joabe, o comandante do exército, para a festa. Porém não convidou o seu filho Salomão. 20 Rei Davi, todo o povo de Israel está esperando que o senhor lhe diga quem será o rei em seu lugar. 21 Se não disser, logo que o senhor morrer, eu e o meu filho Salomão seremos tratados como traidores.

22 Enquanto Bate-Seba ainda estava falando, Natã chegou ao palácio. 23 Contaram ao rei que o profeta Natã estava lá. Ele entrou, se ajoelhou diante do rei e encostou o rosto no chão.

24 Depois disse:
— Rei Davi, por acaso, o senhor anunciou que Adonias é quem será o rei em seu lugar? 25 Hoje mesmo ele foi oferecer muitos touros, ovelhas e bezerros gordos em sacrifício. Convidou todos os filhos do senhor, convidou Joabe, o comandante do seu exército, e Abiatar, o sacerdote. E agora mesmo eles estão comendo e bebendo com ele e gritando: “Viva o rei Adonias!” 26 Mas Adonias não me convidou e não convidou Zadoque, o sacerdote, nem Benaías, nem Salomão. 27 Será que o senhor aprovou tudo isso e não contou pelo menos aos seus conselheiros quem será o rei em seu lugar?

28 O rei Davi disse:
— Chamem Bate-Seba.

Ela voltou e ficou diante dele.

29 Aí o rei lhe disse:
— Eu prometo pelo Deus vivo, que me livrou de todas as aflições, 30 que hoje eu cumprirei o juramento que fiz a você, em nome do Senhor, o Deus de Israel: o juramento de que o seu filho Salomão seria o rei em meu lugar.

31 Bate-Seba se ajoelhou, encostou o rosto no chão e disse:
— Que o meu senhor, o rei Davi, viva para sempre!

32 Então Davi mandou buscar o sacerdote Zadoque, o profeta Natã e Benaías, filho de Joiada.

Quando eles entraram, 33 Davi disse:
— Levem com vocês os funcionários do meu palácio, façam o meu filho Salomão montar a minha própria mula e o levem até a fonte de Giom. 34 Ali Zadoque e Natã o ungirão rei de Israel. Depois toquem as cornetas e gritem: “Viva o rei Salomão!” 35 Em seguida venham atrás dele quando vier sentar-se no meu trono. Ele será rei em meu lugar porque eu o escolhi para governar Israel e Judá.

36 — Assim será feito! — respondeu Benaías. — E que o Senhor, seu Deus, confirme isso! 37 E que, assim como o Senhor Deus tem estado com o senhor, ele esteja também com Salomão e faça com que o reino dele seja ainda maior do que o seu!

38 Então Zadoque, Natã, Benaías, os queretitas e os peletitas fizeram Salomão montar a mula do rei Davi e o acompanharam até a fonte de Giom.

39 Zadoque levou a vasilha de azeite que havia tirado da Tenda da Presença de Deus e ungiu Salomão. Então tocaram a corneta, e o povo gritou:
— Viva o rei Salomão!

40 Depois todos foram andando atrás de Salomão, gritando de alegria e tocando flauta; e faziam tanto barulho, que até parecia que a terra estava rachando.

41 Adonias e todos os seus convidados tinham acabado de comer quando ouviram aquele barulho.

Joabe ouviu o som da corneta e perguntou:
— O que quer dizer essa barulhada na cidade?

42 Ele ainda estava falando quando chegou Jônatas, filho de Abiatar, o sacerdote.

Adonias disse a Jônatas:
— Entre aqui. Você é um homem de valor e deve estar trazendo boas notícias.

43 — Pelo contrário, — respondeu Jônatas — o rei Davi tornou Salomão rei. 44 Ele mandou Zadoque, Natã, Benaías, os queretitas e os peletitas acompanharem Salomão. Eles fizeram Salomão montar a mula do rei Davi, 45 e Zadoque e Natã o ungiram rei, na fonte de Giom. Depois voltaram para a cidade, gritando de alegria, e agora o povo está fazendo um grande alvoroço. É esse o barulho que vocês estão ouvindo. 46 Agora Salomão é o rei. 47 E além disso os funcionários do palácio foram cumprimentar o rei Davi para dar-lhe os parabéns. Eles disseram: “Que o seu Deus faça com que Salomão seja ainda mais famoso do que o senhor, e que o reino dele seja ainda maior do que o seu!” Aí, o rei se curvou na cama 48 e orou assim: “Louvado seja o Senhor, o Deus de Israel, que hoje colocou um dos meus descendentes como rei em meu lugar e deixou que eu vivesse para ver isso!”

49 Então os convidados de Adonias ficaram com medo, e se levantaram, e foram embora, cada um pelo seu caminho.

50 Adonias ficou com muito medo de Salomão e por isso foi para a Tenda da Presença de Deus e ficou segurando nas pontas do altar.

51 Contaram ao rei Salomão que Adonias estava com medo dele e que tinha ido pegar nas pontas do altar e tinha dito:
— Eu quero que o rei Salomão jure hoje que não mandará me matar à espada.

52 Salomão disse:
— Se ele provar que é um homem de palavra, eu juro que nem um fio dos seus cabelos será tocado; mas, se estiver com más intenções, ele morrerá.

53 Então o rei Salomão mandou buscar Adonias. Fizeram com que ele descesse do altar, e ele veio, se ajoelhou diante do rei e encostou o rosto no chão.

E o rei lhe disse:
— Vá para casa.