Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Malaquias 1 a 4 (dia 234)

MALAQUIAS 1

O amor de Deus por Israel


1 Esta é a mensagem que o Senhor Deus mandou Malaquias entregar ao povo de Israel.


2 O Senhor diz ao seu povo:

— Eu sempre amei vocês.


Mas eles perguntam:

— Como podemos saber que tu nos amas?


Deus responde:

— Esaú e Jacó eram irmãos, no entanto, eu tenho amado Jacó e os seus descendentes, 3 mas tenho odiado Esaú e os seus descendentes. Eu fiz com que a região montanhosa de Esaú virasse um deserto, e agora as suas terras só prestam para animais selvagens morarem nelas.


4 Se os descendentes de Esaú, isto é, os edomitas, disserem: “As nossas cidades estão em ruínas, mas nós vamos construí-las de novo”, o Senhor Todo-Poderoso responderá: “Se eles construírem, eu destruirei. A terra deles será chamada de ‘terra da maldade’ e de ‘nação com quem o Senhor está irado para sempre’.”


5 O povo de Israel vai ver isso acontecer, e todos dirão:

— O Senhor é grande, e o seu poder vai além das fronteiras de Israel!






Deus condena os sacerdotes


6 O Senhor Todo-Poderoso diz aos sacerdotes:

— O filho respeita o pai, e o escravo respeita o seu senhor. Se eu sou o pai de vocês, por que é que vocês não me respeitam? Se eu sou o seu senhor, por que não me temem? Vocês me desprezam, mas mesmo assim perguntam: “Como foi que te desprezamos?” 7 Foi com o alimento impuro que vocês me ofereceram no altar. E vocês ainda perguntam: “Como é que estamos te ofendendo?” Pois vocês me ofendem quando acham que têm o direito de profanar o meu altar. 8 E me ofendem também porque pensam que não faz mal me oferecerem animais cegos, aleijados ou doentes. Pois procurem oferecer um animal desses ao governador! Acham que ele o aceitaria com prazer e atenderia os seus pedidos? Eu, o Senhor Todo-Poderoso, falei.


9 Agora, sacerdotes, orem a Deus e peçam que ele nos abençoe. Mas será que ele vai atender quando vocês estão apresentando ofertas como essas?


10 O Senhor Todo-Poderoso diz aos sacerdotes:

— Gostaria que um de vocês fechasse as portas do Templo. Assim vocês não acenderiam mais fogo inutilmente no meu altar. Eu não estou satisfeito com vocês; não vou aceitar as suas ofertas. 11 Eu sou adorado em todos os países do mundo, e em todos os lugares queimam incenso em minha honra e me oferecem sacrifícios puros. Todos me honram. 12 Mas vocês me ofendem quando pensam que têm o direito de profanar o meu altar e que os sacrifícios que oferecem não valem nada. 13 Vocês dizem: “Já estamos cansados de tudo isso!” e riem de mim e me tratam com desprezo. E ainda me oferecem um animal roubado ou um animal aleijado ou doente. Vocês acham que eu, o Senhor, vou aceitar isso? 14 Maldito seja o mentiroso que me promete um animal perfeito do seu rebanho, mas oferece em sacrifício um animal defeituoso! Eu sou o Rei poderoso, e todas as nações me honram. Eu, o Senhor Todo-Poderoso, estou falando.






MALAQUIAS 2

O castigo dos sacerdotes


1 O Senhor Todo-Poderoso diz:

— Sacerdotes, eu estou falando com vocês. 2 Se não obedecerem ao meu mandamento e se não resolverem me honrar, então eu farei cair sobre vocês uma maldição e amaldiçoarei tudo o que vocês recebem pelo trabalho que fazem. Aliás, já os amaldiçoei porque vocês não resolveram me honrar. 3 Vou castigar os seus filhos e esfregar na cara de vocês as fezes dos animais que vocês oferecem em sacrifício. E além disso vocês serão levados para o lugar onde as fezes são jogadas. 4 Assim vocês saberão que eu estou dando esta ordem a fim de que a minha aliança com os sacerdotes, os descendentes de Levi, não seja quebrada. Sou eu, o Senhor Todo-Poderoso, quem está falando.

5 — Na aliança que fiz com eles, eu lhes prometi vida e paz. Fiz o que tinha prometido, para que eles me respeitassem; e, de fato, eles me respeitaram e temeram. 6 Ensinavam sempre o que era direito e nunca o que era errado. Viviam em paz comigo, faziam o que é certo e ajudaram muitos a deixarem o caminho da maldade. 7 Os sacerdotes devem ensinar a verdade a meu respeito, e todos devem pedir conselho a eles para saber o que é direito, pois os sacerdotes são os mensageiros do Senhor Todo-Poderoso.

8 — Mas agora vocês, sacerdotes, estão saindo do caminho certo, e os seus ensinamentos já fizeram muitas pessoas pecarem. Vocês estão quebrando a aliança que fiz com os sacerdotes. 9 Por isso, eu vou fazer com que o povo os despreze e rejeite, pois vocês não me obedecem e, quando julgam causas, não tratam a todos com justiça. Eu, o Senhor Todo-Poderoso, estou falando.






A desobediência do povo de Israel


10 Não é verdade que todos temos o mesmo Pai? Não fomos todos criados pelo mesmo Deus? Por que, então, enganamos uns aos outros, desprezando assim a aliança que Deus fez com os nossos antepassados? 11 O povo de Judá tem sido infiel a Deus, e o povo de Israel e os moradores de Jerusalém fizeram coisas nojentas. O povo de Judá profanou o Templo, que o Senhor ama, e os homens casaram com mulheres que adoram ídolos. 12 Que o Senhor expulse do nosso país as pessoas que fazem isso, sejam quem forem, mesmo que apresentem ofertas ao Senhor Todo-Poderoso!


13 Existe outra coisa que vocês fazem: gemem e choram, cobrindo de lágrimas o altar de Deus porque ele já não aceita mais os sacrifícios que vocês oferecem. 14 E cada um de vocês pergunta: “Por quê?” É porque Deus sabe que você tem sido infiel à sua esposa, a mulher com quem casou quando era moço. Ela era sua companheira, mas você quebrou a promessa que fez na presença de Deus de que seria fiel a ela. 15 Não é verdade que Deus criou um único ser, feito de carne e de espírito? E o que é que Deus quer dele? Que tenha filhos que sejam dedicados a Deus. Portanto, tenham cuidado para que nenhum de vocês seja infiel à sua mulher. 16 Pois o Senhor Todo-Poderoso de Israel diz:

— Eu odeio o divórcio; eu odeio o homem que faz uma coisa tão cruel assim. Portanto, tenham cuidado, e que ninguém seja infiel à sua mulher.






O dia do juízo


17 Vocês falam demais, e o Senhor está cansado de toda essa conversa. Mas vocês ainda perguntam: “Como foi que fizemos com que Deus ficasse cansado?” Foi por dizerem assim: “O Senhor Deus pensa que os que fazem maldades são bons e, de fato, Deus gosta deles.” Ou então vocês perguntam: “Onde está o Deus justo?”






MALAQUIAS 3


1 O Senhor Todo-Poderoso diz:

— Eu enviarei o meu mensageiro para preparar o meu caminho. E o Senhor a quem vocês estão procurando vai chegar de repente ao seu Templo. E está chegando o mensageiro que vocês esperam, aquele que vai trazer a aliança que farei com vocês.


2 Mas quem poderá aguentar o dia em que ele vier? Quem ficará firme quando ele aparecer? Pois ele será como o fogo, para nos purificar; será como o sabão, para nos lavar. 3 Ele se sentará para purificar os sacerdotes, os descendentes de Levi, como quem purifica e refina a prata e o ouro no fogo. Assim eles poderão oferecer a Deus os sacrifícios que ele exige. 4 Então as ofertas trazidas pelo povo de Judá e pelos moradores de Jerusalém agradarão a Deus, como acontecia nos tempos passados.


5 O Senhor Todo-Poderoso diz ao seu povo:

— Eu virei julgá-los. E darei sem demora o meu testemunho contra todos os que não me respeitam, isto é, os feiticeiros, os adúlteros, os que juram falso, os que exploram os trabalhadores e os que negam os direitos das viúvas, dos órfãos e dos estrangeiros que vivem com vocês.






Os dízimos


6 O Senhor diz:

— Eu sou o Senhor e não mudo. É por isso que vocês, os descendentes de Jacó, não foram destruídos. 7 Vocês são como os seus antepassados: abandonam as minhas leis e não as cumprem. Voltem para mim, e eu voltarei para vocês. Mas vocês perguntam: “Como é que vamos voltar?” 8 Eu pergunto: “Será que alguém pode roubar a Deus?” Mas vocês têm roubado e ainda me perguntam: “Como é que estamos te roubando?” Vocês me roubam nos dízimos e nas ofertas. 9 Todos vocês estão me roubando, e por isso eu amaldiçoo a nação toda. 10 Eu, o Senhor Todo-Poderoso, ordeno que tragam todos os seus dízimos aos depósitos do Templo, para que haja bastante comida na minha casa. Ponham-me à prova e verão que eu abrirei as janelas do céu e farei cair sobre vocês as mais ricas bênçãos. 11 Não deixarei que os gafanhotos destruam as suas plantações, e as suas parreiras darão muitas uvas. 12 Todos os povos dirão que vocês são felizes, pois vocês vivem numa terra boa e rica. Eu, o Senhor Todo-Poderoso, estou falando.






A compaixão de Deus


13 O Senhor diz:

— Vocês falaram mal de mim e ainda perguntam: “O que foi que falamos contra ti?” 14 Vocês dizem: “Não vale a pena servir a Deus. Não adianta nada a gente fazer o que o Senhor Todo-Poderoso manda ou vestir roupas de luto para mostrar a ele que estamos arrependidos. 15 É fácil notar que os orgulhosos são felizes, e a gente vê que tudo dá certo para os maus; quando põem o Senhor à prova, eles não são castigados.”


16 Então os que temiam o Senhor falaram uns com os outros, e ele escutou com atenção o que estavam dizendo. E na presença dele foram escritos num livro os nomes dos que respeitavam a Deus e o adoravam. 17 O Senhor Todo-Poderoso diz:

— Eles serão o meu povo. Quando chegar o dia que estou preparando, eles serão o meu próprio povo. Eu terei compaixão deles como um pai tem compaixão do filho que lhe obedece. 18 E mais uma vez o meu povo verá a diferença entre o que acontece com as pessoas boas e com as más, entre os que me servem e os que não me obedecem.






MALAQUIAS 4


O Dia do Senhor


4 O Senhor Todo-Poderoso diz:

— Está chegando o dia em que todos os orgulhosos e todos os maus serão queimados como a palha é queimada na fogueira. Naquele dia, eles queimarão e serão completamente destruídos. 2 Mas, para vocês que me temem, a minha salvação brilhará como o sol, trazendo vida nos seus raios. Vocês saltarão de alegria, como bezerros que saem saltando do curral. 3 Naquele dia que estou preparando, vocês pisarão os maus como se eles fossem o pó da rua.

4 — Lembrem da Lei do meu servo Moisés, de todos os mandamentos e ensinamentos que eu dei a ele no monte Sinai para todo o povo de Israel obedecer.

5 — Mas, antes que chegue aquele grande e terrível dia, eu, o Senhor, lhes enviarei o profeta Elias. 6 Ele fará com que pais e filhos façam as pazes para que eu não venha castigar o país e destruí-lo completamente.

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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Isaías 59 a 62 (dia 188)

ISAÍAS 59

 

Os pecados do povo são condenados

1Vocês estão pensando que o Senhor perdeu a força
e não pode nos salvar?
Ou pensam que ele está surdo e não pode nos ouvir?

2Pois são os pecados de vocês que os separam do seu Deus,
são as suas maldades que fazem com que ele se esconda de vocês
e não atenda as suas orações.

3Vocês têm as mãos manchadas de sangue
e os dedos sujos de crimes;
vocês só sabem contar mentiras,
e os seus lábios estão sempre dizendo coisas que não prestam.

4Não é para procurar a justiça que vão ao tribunal,
e ninguém diz a verdade ao juiz.
Todos confiam em mentiras e falsidades;
inventam maldades e praticam crimes.

5Os seus planos perversos são como os ovos de uma cobra venenosa:
quem come os ovos morre,
e, se um se quebra,
dele sai outra cobra venenosa.

Os seus planos não prestam para nada;
parecem teias de aranha;
6elas não servem para fazer roupa,
e ninguém pode se vestir com elas.

Tudo o que vocês fazem é mau,
todas as suas ações são criminosas.
7Vocês correm para fazer o que é errado
e se apressam para matar pessoas inocentes;
vocês pensam somente em maltratar os outros
e, por onde passam, deixam a destruição e a desgraça.
8Não conhecem o caminho da paz,
e todas as suas ações são injustas.
Vocês preferem seguir caminhos errados
e por isso não têm segurança.




O povo confessa os seus pecados

9Deus ainda não nos salvou, pois temos pecado,
e por isso ele demora em nos socorrer.

Procuramos a luz, mas só encontramos a escuridão;
buscamos lugares claros, mas continuamos nas trevas.
10Andamos apalpando as paredes como se fôssemos cegos,
como se não tivéssemos olhos;
ao meio-dia tropeçamos como se fosse de noite
e, em plena flor da idade, parecemos mortos.

11Rugimos como ursos assustados,
gememos como pombas;
esperamos a salvação, porém ela demora;
desejamos socorro, mas ele está longe de nós.

12Temos pecado muito contra ti, ó Deus,
e os nossos pecados nos acusam.
Não podemos esquecer as nossas maldades;
reconhecemos que somos culpados.
13Não temos sido fiéis, temos nos revoltado contra ti
e nos afastado de ti, o nosso Deus.
Temos falado de crimes e de revoltas
e temos feito planos para enganar os outros.

14A justiça é posta de lado,
e o direito é afastado.
A verdade anda tropeçando no tribunal,
e a honestidade não consegue chegar até lá.
15A verdade desapareceu,
e os que procuram ser honestos são perseguidos.




Deus salvará o seu povo

O Senhor se desgostou
ao ver que não havia justiça.
16Ele ficou espantado
quando viu que não havia ninguém que socorresse o seu povo.
Então com a sua própria força ele venceu
e, por ser o Deus justo,
conseguiu a vitória.

17O Senhor vestiu a couraça da justiça
e pôs na cabeça o capacete da salvação;
a vingança lhe serviu de roupa,
a sua ira foi a capa que usou.

18Ele dará a cada um o castigo que merece.

Na sua ira, castigará os seus inimigos,
e povos de países distantes receberão o que merecem.
19Todos, desde o Leste até o Oeste,
temerão o Senhor e o seu poder.
Pois ele virá como uma forte correnteza
que é levada por um vento furioso.

 

20O Senhor Deus diz:


“Eu virei a Sião como Redentor
para salvar as pessoas do meu povo que se arrependerem.”


21O Senhor diz ao seu povo:

— Esta é a aliança que vou fazer com vocês: o meu Espírito, que eu lhes dei, e os meus ensinamentos, que eu lhes entreguei, ficarão com vocês para sempre. Vocês os ensinarão aos seus filhos e aos seus descendentes, agora e para sempre. Eu, o Senhor, falei.
 



ISAÍAS 60


A beleza da nova Jerusalém

1Levante-se, Jerusalém!
Que o seu rosto brilhe de alegria,
pois já chegou a sua luz!
A glória do Senhor está brilhando sobre você.

2A terra está coberta de escuridão,
os povos vivem nas trevas,
mas a luz do Senhor está brilhando sobre você;
sobre você aparece a glória de Deus.

3Atraídos pela sua luz, Jerusalém,
os povos do mundo virão;
o brilho do seu novo dia
fará com que os reis cheguem até você.

4Jerusalém, olhe em redor e veja o que está acontecendo!
Os seus filhos estão voltando, eles estão chegando!
Os seus filhos vêm de longe,
as suas filhas vêm nos braços das mães.

5Quando você vir isso, ficará radiante de alegria;
cheio de emoção, o seu coração baterá forte.
Os povos que vivem no outro lado do mar virão,
trazendo todas as suas riquezas para você.
6Os povos de Midiã e de Efa chegarão
com enormes caravanas de camelos;
virá também o povo de Sabá,
trazendo ouro e incenso.
Todos eles anunciarão as grandes coisas que o Senhor fez.

7De Quedar e de Nebaiote, virão carneiros
que serão oferecidos no altar de Deus
como sacrifícios que agradam a ele.


O Senhor fará com que o seu lindo Templo
seja mais belo ainda.

8Que navios são esses que vêm deslizando como nuvens,
como pombas voltando ao pombal?
9São navios que vêm de longe;
os maiores vêm na frente,
trazendo o povo de Deus de volta para o seu país.
Trazem também prata e ouro
para oferecer ao Senhor, o Santo Deus de Israel,
que deu a vocês, o seu povo, muita glória.

10O Senhor diz a Jerusalém:


“Estrangeiros reconstruirão as suas muralhas,
e os reis deles trabalharão para você.
Eu estava irado e por isso a castiguei,
mas eu a amo e tenho compaixão de você.
11Os seus portões ficarão sempre abertos,
não serão fechados nem de dia nem de noite,
para que as nações, guiadas pelos seus reis,
tragam as suas riquezas para você.
12As nações que não a servirem serão destruídas;
elas serão completamente arrasadas.”


13“Cipreste, pinheiro e zimbro,
que são as melhores madeiras do Líbano,
serão trazidos para você
a fim de tornarem ainda mais belo o meu Templo,
o estrado onde descanso os meus pés.
14Também virão os filhos dos reis que a exploraram e maltrataram
e se ajoelharão em frente de você;
todos os que a desprezaram virão até você
e encostarão o rosto no chão.
Você será chamada de ‘Cidade do
Senhor’,
a ‘Sião do Santo Deus de Israel’.”


15“Nunca mais você será odiada,
nunca mais será uma cidade abandonada, sem moradores;
eu farei com que você seja bela e poderosa,
com que seja para sempre uma cidade alegre.
16Nações e reis estrangeiros cuidarão de você,
como a mãe que dá de mamar ao filho.
Então você ficará sabendo que eu, o
Senhor, sou o seu Salvador,
que eu, o Poderoso Deus de Israel, sou o seu Redentor.”


17“Em vez de bronze, eu trarei ouro para você,
e prata, em vez de ferro;
trarei bronze e ferro, em vez de madeira e pedras.
Farei com que a paz seja o seu rei
e com que a justiça a governe.
18
Nunca mais haverá violência na sua terra;
o seu país
não será destruído e arrasado novamente;
você chamará as suas muralhas de ‘Salvação’
e os seus portões de ‘Louvor a Deus’.”


19“Nunca mais o sol a iluminará de dia,
nem a lua, de noite;
pois
eu, o Senhor, serei para sempre a sua luz,
e a minha glória brilhará sobre você.
20Eu serei o seu sol e a sua lua,
um sol que nunca se põe, uma lua que não para de brilhar.
A minha luz brilhará sobre você para sempre,
e os seus dias de luto chegarão ao fim.
21
O seu povo fará o que é direito
e para sempre será dono da Terra Prometida.

Eles são a planta que eu plantei;
com as minhas próprias mãos, eu os fiz
para que eles mostrem a todos a minha grandeza.
22Este punhado de gente será um povo numeroso;
esta nação, tão pequena, será a mais poderosa de todas.
Eu sou o
Senhor
e logo, no tempo certo, farei com que isso aconteça.”




ISAÍAS 61


A salvação de Israel

1O Senhor Deus me deu o seu Espírito,
pois ele me escolheu para levar boas notícias aos pobres.
Ele me enviou para animar os aflitos,
para anunciar a libertação aos escravos
e a liberdade para os que estão na prisão.


2Ele me enviou para anunciar
que chegou o tempo em que o
Senhor salvará o seu povo,
que chegou o dia em que o nosso Deus se vingará dos seus inimigos.
 

Ele me enviou para consolar os que choram,
3para dar aos que choram em Sião
uma coroa de alegria, em vez de tristeza,
um perfume de felicidade, em vez de lágrimas,
e roupas de festa, em vez de luto.


Eles farão o que é direito;
serão como árvores que o
Senhor plantou
para mostrar a todos a sua glória.

4Eles reconstruirão casas que haviam caído
e cidades que tinham sido arrasadas
e que há muitos anos estavam em ruínas.


5Meu povo, estrangeiros virão e cuidarão
das suas ovelhas, das suas plantações e das suas parreiras.
6E vocês serão conhecidos como sacerdotes do
Senhor,
como servos do nosso Deus.
As riquezas das outras nações serão de vocês,
e vocês se orgulharão de serem donos dessa imensa fortuna.
7A vergonha e a desgraça que vocês passaram
eram duas vezes mais do que mereciam;
mas agora vocês viverão no seu país,
onde receberão o dobro de riquezas
e serão felizes para sempre.


8O Senhor diz:

 

“Eu amo a justiça e odeio o roubo e o crime.
Serei fiel, e darei ao meu povo a sua recompensa,
e farei com ele uma aliança eterna.
9Os seus descendentes serão famosos em todas as nações;
todos os que os virem
reconhecerão que eles são um povo que eu abençoei.”




Hino de louvor dos moradores de Jerusalém

10Nós nos alegraremos e cantaremos um hino de louvor
por causa daquilo que o Senhor, nosso Deus, fez.
Ele nos vestiu com a roupa da salvação
e com a capa da vitória.
Somos como um noivo que põe um turbante de festa na cabeça,
como uma noiva enfeitada com joias.

11Assim como a terra faz crescer as árvores,
e no jardim o chão faz brotar o que foi semeado,
também o Senhor Deus fará com que brote a sua salvação.
E todas as nações cantarão hinos de louvor a ele.




ISAÍAS 62

 

Jerusalém, a esposa de Deus, o Senhor

1Eu amo Sião e por isso não me calarei;
não descansarei até que a sua vitória brilhe como o sol,
e a sua salvação brilhe como uma tocha acesa.
 

2Jerusalém, todas as nações verão a sua vitória,
todos os reis ficarão admirados com a sua beleza.
Você terá um novo nome,
um nome que o
Senhor lhe dará.

3Você será como uma bela coroa
que pertence ao Senhor, seu Deus.
 

4Nunca mais a chamarão de “Abandonada”,
e a sua terra não será mais chamada de “Arrasada”.
Você será chamada de “Minha querida”,
e a sua terra, de “Minha esposa”.
Pois o Senhor está contente com você,
e a sua terra será a esposa dele.
 

5Assim como um moço casa com a sua noiva,
também aquele que a construiu casará com você;
assim como o noivo fica feliz com a noiva,
também o seu Deus se alegrará com você.
 

6Nas muralhas de Jerusalém,
o Senhor colocou vigias,
que não deverão ficar calados
nem de dia nem de noite.
 

Vocês, vigias, que fazem com que Deus lembre das suas promessas,
não descansem,
7nem deixem que ele descanse
até que tenha reconstruído Jerusalém,
fazendo dela uma cidade elogiada no mundo inteiro.

 

8Com o seu forte braço direito levantado,
o Senhor fez ao seu povo este juramento:
 

“Nunca mais deixarei que o seu trigo
seja comido pelos seus inimigos,
nem permitirei que o seu vinho,
que vocês fizeram com tanto trabalho,
seja bebido por estrangeiros.
 

9Vocês mesmos colherão o seu trigo,
comerão o pão e louvarão a mim, o Senhor.
Vocês mesmos colherão as suas uvas
e beberão o vinho nos pátios do meu Templo.”
 

10Moradores de Jerusalém, saiam da cidade
e preparem o caminho para o seu povo que está voltando.
Aplanem a estrada, tirem todas as pedras
e levantem uma bandeira como sinal
para que todos os povos saibam o que está acontecendo.

11Pelo mundo inteiro,
o Senhor anunciou esta mensagem:
 

“Digam ao povo de Jerusalém
que o seu Salvador está chegando.
Ele traz consigo o povo que ele salvou.”
 

12Vocês serão chamados de “Povo Santo”,
o “
Povo que o Senhor Salvou”.
Jerusalém será chamada de “
Aquela que Deus Ama”,
“
Cidade que Deus não Abandonou”.


sábado, 7 de julho de 2012

1º Crônicas 11 a 14 (dia 88)

1º Crônicas 11

Davi, rei de Israel e de Judá

2º Samuel 5:1-10


1 Todo o povo de Israel foi encontrar-se com Davi em Hebrom e disse:
— Nós pertencemos ao mesmo povo que você, ó rei.

2 No passado, quando Saul era o nosso rei, você comandava o povo de Israel na batalha. E o Senhor, seu Deus, prometeu que você seria o protetor e o chefe do povo dele.

3 Assim todos os líderes de Israel foram se encontrar com Davi em Hebrom. Davi fez um acordo sagrado com eles, eles o ungiram, e ele se tornou rei de Israel, como o Senhor Deus havia prometido por meio de Samuel.
4 O rei Davi e todos os israelitas foram atacar a cidade de Jerusalém. Nessa época a cidade se chamava Jebus, e os jebuseus, os primeiros moradores daquela terra, ainda moravam ali. 5 Os jebuseus disseram a Davi que ele nunca entraria na cidade, mas ele conquistou a fortaleza de Sião, e ela passou a se chamar Cidade de Davi.

6 Davi disse:
— O primeiro que matar um jebuseu será o comandante do exército.
Joabe, cuja mãe era Zeruia, dirigiu o ataque e se tornou o comandante. 7 Assim Davi ficou morando na fortaleza, e por isso ela foi chamada de “Cidade de Davi”. 8 Ele construiu a cidade de novo, começando pelo lugar que havia sido aterrado no lado leste do monte Sião, e Joabe reconstruiu o resto da cidade.

9 Davi foi ficando cada vez mais forte porque o Senhor Todo-Poderoso estava com ele.



Os soldados famosos de Davi

2º Samuel 23:8-39


10 Esta é a lista dos famosos soldados de Davi. Junto com o resto do povo de Israel, estes soldados ajudaram Davi a se tornar rei, como o Senhor Deus havia prometido, e conservaram forte o seu reino.
11 O primeiro foi Jasobeão, do grupo de famílias de Hacmoni. Jasobeão era o líder do grupo chamado “Os Três”. Com a sua lança ele lutou contra trezentos homens e os matou numa só batalha. 12 Depois dele, entre os famosos “Três”, vinha Eleazar, filho de Dodo, do grupo de famílias de Aoí. 13 Eleazar lutou ao lado de Davi contra os filisteus na batalha de Pas-Damim. Ele estava numa plantação de cevada quando os israelitas começaram a fugir.

14 Então Eleazar e os seus soldados ficaram no meio da plantação e lutaram contra os filisteus. E o Senhor lhe deu uma grande vitória.
15 Um dia, três dos trinta oficiais foram até uma rocha perto da caverna de Adulã, onde Davi estava, enquanto que um bando de filisteus acampava no vale dos Gigantes. 16 Um grupo de filisteus havia ocupado a cidade de Belém, e Davi se encontrava na fortaleza.

17 Então ele suspirou e disse:
— Como eu gostaria que alguém me trouxesse um pouco da água do poço que fica perto do portão de Belém!
18 Então “Os Três” passaram pelo meio do acampamento dos filisteus, tiraram água do poço e levaram para Davi. Mas ele não quis beber daquela água; em vez disso, a derramou como oferta a Deus

19 e disse:
— Ó Deus, eu não poderia beber desta água! Isso seria o mesmo que beber o sangue destes homens que arriscaram a sua vida para trazê-la!
E assim ele não tomou daquela água.
Foram essas as coisas que fizeram os famosos “Três”.
20 Abisai, irmão de Joabe, era o líder dos famosos “Trinta”. Com a sua lança ele lutou contra trezentos homens e os matou, ficando famoso entre “Os Trinta”.

21 Abisai foi o mais famoso dos “Trinta” e se tornou o seu líder, mas ele não foi tão famoso quanto “Os Três”.
22 Benaías, filho de Jeoiada, da cidade de Cabzeel, foi um soldado famoso e praticou muitos atos de coragem. Ele matou dois grandes soldados moabitas. Num dia de neve, um leão caiu numa cova. Benaías desceu lá e o matou. 23 Matou também um egípcio, um homem muito grande, de dois metros e vinte de altura, que estava armado com uma lança enorme, muito grande e pesada. Benaías atacou o egípcio com o seu bastão, arrancou a lança da mão dele e o matou com ela. 24 Esses foram os atos de coragem de Benaías, que foi um dos “Trinta”.

25 Ele tinha uma posição de destaque entre “Os Trinta”, mas não foi tão famoso quanto os “Três”. Davi o pôs como chefe da sua guarda pessoal.

26-47 Os outros soldados famosos foram os seguintes:
Asael, irmão de Joabe; Elanã, filho de Dodo, da cidade de Belém; Samote, da cidade de Harode; Heres, da cidade de Pelete; Ira, filho de Iques, da cidade de Tecoa; Abiezer, da cidade de Anatote; Sibecai, da cidade de Husa; Ilai, da cidade de Aoí; Helede, filho de Baaná, e Maarai, os dois da cidade de Netofa; Itai, filho de Ribai, da cidade de Gibeá, no território da tribo de Benjamim; Benaías, da cidade de Piratom; Hurai, dos vales de Gaás; Abiel, da cidade de Arba; Azmavete, da cidade de Baarum; Eliaba, da cidade de Saalbom; Hasém, da cidade de Gizom; Jônatas, filho de Sage, e Aião, filho de Sacar, da cidade de Harar; Elifal, filho de Ur; Héfer, da cidade de Mequerá; Aías, da cidade de Pelom; Hezro, da cidade de Carmelo; Naarai, filho de Ezbai; Joel, irmão de Natã; Mibar, filho de Hagri; Zeleque, do país de Amom; Naarai, da cidade de Beerote, que era quem carregava as armas de Joabe; Ira e Garebe, da cidade de Jatir; Urias, o heteu; Zabade, filho de Alai; Adina, filho de Sizá (um dos principais membros da tribo de Rúben, que tinha o seu próprio grupo de trinta soldados); Hanã, filho de Maacá; Josafá, da cidade de Mitã; Uzias, da cidade de Asterá; Sama e Jeiel, filhos de Hotão, da cidade de Aroer; Jediael e Joá, filhos de Sinri, da cidade de Tiz; Eliel, da cidade de Maavá; Jeribai e Josavias, filhos de Elnaã; Itma, do país de Moabe; Eliel, Obede e Jaaziel, da cidade de Zoba.



1º Crônicas 12

Os primeiros membros da tribo de Benjamim que seguiram Davi


1 Davi estava morando na cidade de Ziclague, para onde havia ido a fim de fugir do rei Saul. Ali foram juntar-se a ele alguns soldados corajosos e de confiança.

2 Eles eram da tribo de Benjamim, como Saul era. Atiravam flechas com o arco e pedras com fundas, tanto com a mão direita como com a esquerda.

3-7 Os comandantes deles eram Aiezer e Joás, filhos de Semaá, da cidade de Gibeá.
Os soldados eram estes:
Jeziel e Pelete, filhos de Azmavete; Beraca e Jeú, que era da cidade de Anatote; Ismaías, da cidade de Gibeão, soldado famoso e um dos líderes do grupo chamado “Os Trinta”; Jeremias, Jaaziel, Joanã e Jozabade, que era da cidade de Gedera; Eluzai, Jerimote, Bealias, Semarias e Sefatias, que era da cidade de Harife; Elcana, Issias, Azarel, Joezer e Jasobeão, que eram do grupo de famílias de Corá; Joela e Zebadias, filhos de Jeroão, da cidade de Gedor.



Membros da tribo de Gade que seguiram Davi

8 São estes os nomes dos soldados corajosos e treinados da tribo de Gade que foram juntar-se ao exército de Davi quando ele estava na fortaleza do deserto. Eles sabiam lutar com escudo e lança e eram ferozes como os leões e ligeiros como as gazelas.

9-13 Os nomes deles foram escritos numa lista na seguinte ordem:
Ézer, Obadias, Eliabe, Mismana, Jeremias, Atai, Eliel, Joanã, Elzabade, Jeremias e Macbanai.
14 Alguns desses homens da tribo de Gade comandavam mil homens, e outros, cem.

15 Certa vez, no primeiro mês do ano, quando o Jordão alaga as suas margens, eles atravessaram o rio e puseram em fuga o povo que morava nos vales, tanto no lado leste como no lado oeste do rio.



Membros das tribos de Benjamim e Judá que seguiram Davi

16 Também um grupo de homens das tribos de Benjamim e Judá foi até a fortaleza onde Davi estava.

17 Davi saiu para encontrar-se com eles e disse:
— Se vocês vieram como amigos, para me ajudar, aceito de todo o coração que façam parte do meu grupo. Mas, se vieram para me trair e me entregar aos meus inimigos, embora eu não tenha cometido nenhum crime, o Deus dos nossos antepassados ficará sabendo e castigará vocês.

18 Então o Espírito de Deus tomou conta de Amasai, que depois veio a ser o comandante dos “Trinta”, e ele gritou:
— Davi, filho de Jessé, nós somos seus! Tudo de bom para você e para aqueles que o ajudam! Deus está do seu lado!
Então Davi os recebeu e os colocou como oficiais do seu exército.



Membros da tribo de Manassés que seguiram Davi

19 Alguns soldados da tribo de Manassés passaram para o lado de Davi quando ele havia saído junto com os filisteus para lutar contra o rei Saul. Na verdade ele não ajudou os filisteus. Os seus governadores mandaram que Davi voltasse para Ziclague porque ficaram com medo que ele os entregasse ao seu antigo chefe, o rei Saul. 20 São estes os soldados da tribo de Manassés que passaram para o lado de Davi quando ele estava voltando para lá: Adna, Jozabade, Jediael, Micael, Jozabade, Eliú e Ziletai. Em Manassés todos eles haviam sido comandantes de grupos de mil homens. 21 Eles serviram Davi como oficiais das suas tropas porque eram soldados capazes. Mais tarde, eles foram oficiais do exército israelita.

22 Quase todos os dias, novos homens vinham juntar-se ao grupo de Davi, e por isso em pouco tempo o seu exército ficou enorme.



A lista do exército de Davi

23-37 Quando Davi estava em Hebrom, muitos soldados treinados foram se juntar ao seu exército para ajudar a fazê-lo rei no lugar de Saul, como o Senhor Deus havia prometido. Este é o número deles:
Da tribo de Judá: seis mil e oitocentos homens bem equipados, armados com escudos e lanças.
Da tribo de Simeão: sete mil e cem homens bem treinados.
Da tribo de Levi: quatro mil e seiscentos homens; seguidores de Joiada, descendente de Arão: três mil e setecentos homens; e Zadoque, um soldado jovem e capaz, veio com vinte e dois chefes do seu grupo de famílias.
Da tribo de Benjamim, a tribo de Saul: só três mil homens, pois a maior parte do povo de Benjamim continuava fiel a Saul.
Da tribo de Efraim: vinte mil e oitocentos homens valentes, que eram famosos nos seus grupos de famílias.
Da tribo de Manassés do Oeste: dezoito mil homens que foram escolhidos para irem fazer Davi rei.
Da tribo de Issacar: duzentos líderes e os homens comandados por eles. Esses líderes sabiam o que o povo de Israel devia fazer e a melhor ocasião para fazê-lo.
Da tribo de Zebulom: cinquenta mil homens fiéis e de confiança, treinados para usar todos os tipos de armas e prontos para lutar.
Da tribo de Naftali: mil líderes e mais trinta e sete mil homens armados com escudos e lanças.
Da tribo de Dã: vinte e oito mil e seiscentos homens treinados.
Da tribo de Aser: quarenta mil homens preparados para a batalha.
Das tribos que ficavam a leste do rio Jordão, isto é, Rúben, Gade e Manassés do Leste: cento e vinte mil homens treinados para usar todos os tipos de armas.
38 Todos esses soldados preparados para a batalha foram até Hebrom, resolvidos a fazerem Davi rei de todos os israelitas. Todo o resto do povo de Israel estava unido no mesmo propósito. 39 Eles ficaram três dias ali com Davi, comendo e bebendo aquilo que os seus irmãos israelitas haviam preparado para eles. 40 De bem longe, até das tribos de Issacar, Zebulom e Naftali, no Norte, vieram pessoas trazendo jumentos, camelos, mulas e bois carregados de comida, isto é, farinha de trigo, figos, passas, vinho e azeite. Também trouxeram gado e ovelhas para matar e comer. Tudo isso mostrava a alegria que havia em todo o país.



1º Crônicas 13

A arca da aliança é tirada de Quiriate-Jearim

2º Samuel 6:1-11


1 O rei Davi consultou todos os oficiais que comandavam grupos de mil homens e grupos de cem.

2 Depois anunciou a todo o povo de Israel o seguinte:
— Se vocês acharem bom, e se isso for da vontade do Senhor, nosso Deus, vamos mandar mensageiros ao resto dos nossos irmãos israelitas e aos sacerdotes e levitas nas suas cidades, para dizerem a eles que venham se reunir aqui com a gente.

3 Aí nós iremos buscar a arca da aliança, pois ela ficou esquecida durante o reinado de Saul.

4 Essa proposta agradou ao povo, e todos concordaram com ela.
5 Então Davi reuniu todo o povo de Israel, desde a fronteira do Egito, no Sul, até a subida de Hamate, no Norte, a fim de levarem a arca da aliança de Quiriate-Jearim para Jerusalém. 6 Davi e o povo foram até a cidade de Baalá, isto é, Quiriate-Jearim, no território da tribo de Judá, para tirar dali a arca da aliança de Deus, a qual tem o nome do Senhor, que se assenta no seu trono, acima dos querubins. 7 Colocaram a arca num carro de bois, novo, e a levaram embora da casa de Abinadabe. Uzá e Aiô guiavam o carro.

8 Então Davi e todo o povo começaram a dançar com todas as suas forças em louvor a Deus. Eles cantavam e tocavam instrumentos musicais, isto é, harpas, liras, tambores, pratos e trombetas.
9 Quando chegaram ao campo de debulhar cereais que pertencia a Quidom, os bois tropeçaram. Então Uzá estendeu a mão e segurou a arca da aliança. 10 Na mesma hora, o Senhor ficou irado por Uzá ter tocado na arca e o matou. Ele morreu ali, na presença de Deus.

11 Davi ficou furioso porque Deus, na sua ira, havia castigado Uzá; assim até hoje aquele lugar é chamado de Peres-Uzá [Peres em hebraico quer dizer “castigo”].

12 Então Davi ficou com medo de Deus e disse:
— E agora como poderei levar comigo a arca da aliança?
13 Assim Davi não levou a arca consigo para a Cidade de Davi. Em vez disso, ele a deixou na casa de um homem chamado Obede-Edom, que era da cidade de Gate. 14 A arca ficou ali três meses, e Deus abençoou a família de Obede-Edom e tudo o que era dele.




1º Crônicas 14

O reinado de Davi é reconhecido por Hirão

2º Samuel 5:11-12


1 O rei Hirão, da cidade de Tiro, enviou embaixadores a Davi. Ele mandou toras de cedro e também carpinteiros e pedreiros para construírem um palácio para Davi.

2 E assim Davi entendeu que o Senhor o havia confirmado como rei de Israel e que, por amor ao seu povo, estava fazendo o seu reino progredir.



Os filhos de Davi nascidos em Jerusalém

2º Samuel 5:13-16; 1º Crônicas 3:5-9


3 Em Jerusalém, Davi casou com outras mulheres e foi pai de mais filhos e filhas.

4 São estes os nomes dos seus filhos que nasceram em Jerusalém:
Samua, Sobabe, Natã, Salomão, 5 Ibar, Elisua, Elpelete, 6 Noga, Nefegue, Jafia,

7 Elisama, Beeliada e Elifelete.



Davi derrota os filisteus

2º Samuel 5:17-25


8 Quando os filisteus souberam que Davi tinha sido ungido como rei do país inteiro de Israel, o seu exército saiu para prendê-lo. Davi soube disso e saiu para encontrar-se com eles. 9 Os filisteus chegaram ao vale dos Gigantes e começaram a atacar e a roubar.

10 Então Davi perguntou a Deus:
— Devo lutar contra os filisteus? Tu me darás a vitória?
— Vá! — disse o Senhor. — Eu lhe darei a vitória.

11 Davi os atacou em Baal-Perazim e os derrotou. Ele disse:
— Como se eu fosse uma enchente que derruba tudo, Deus me usou para abrir uma brecha no meio do exército inimigo.
Por isso, aquele lugar é chamado de Baal-Perazim.

12 Quando os filisteus fugiram, deixaram os seus ídolos para trás, e Davi ordenou que fossem queimados.
13 Mas logo os filisteus voltaram ao vale e começaram a atacar.

14 Mais uma vez Davi consultou a Deus, e ele respondeu:
— Não os ataque daqui. Dê a volta e ataque pelo outro lado, perto das amoreiras.

15 Quando você ouvir o barulho de marcha por cima das amoreiras, ataque-os porque isso quer dizer que eu estou indo na sua frente para derrotar o exército dos filisteus.
16 Davi fez o que Deus havia mandado e obrigou os inimigos a recuar desde Gibeão até Gezer. 17 A fama de Davi se espalhou por toda parte, e o Senhor fez com que todas as nações ficassem com medo dele.

2º Reis 16 a 19 (dia 83)

2º Reis 16


O reinado de Acaz, de Judá


2º Crônicas 28:1-27

1 No ano dezessete do reinado de Peca, filho de Remalias, em Israel, Acaz, filho de Jotão, se tornou rei de Judá. 2 Acaz começou a reinar quando tinha vinte anos de idade. Ele governou dezesseis anos em Jerusalém. Acaz não seguiu o bom exemplo do seu antepassado, o rei Davi; pelo contrário, fez o que não agrada ao Senhor, seu Deus, 3 e seguiu o exemplo dos reis de Israel. Ele chegou até a oferecer o próprio filho, queimando-o como oferta aos ídolos, seguindo o nojento costume dos povos que o Senhor havia expulsado da Terra Prometida conforme os israelitas avançavam.

4 Acaz ofereceu sacrifícios e queimou incenso nos lugares pagãos de adoração, nos morros e debaixo de todas as árvores que dão sombra.

5 Rezim, rei da Síria, e o rei Peca, de Israel, atacaram e cercaram a cidade de Jerusalém, porém não puderam derrotar Acaz.

6 Nessa mesma época o rei de Edom reconquistou a cidade de Elate e expulsou os judeus que moravam lá. Os edomitas foram para Elate e ainda moram lá.

7 Acaz mandou alguns mensageiros a Tiglate-Pileser, rei da Assíria, para entregarem a ele esta mensagem: “Eu sou seu criado e seu filho. Venha me salvar dos reis da Síria e de Israel, que estão me atacando.”

8 Acaz pegou a prata e o ouro do Templo e o tesouro do palácio e mandou de presente ao rei da Assíria.

9 Em resposta ao pedido de Acaz, o rei da Assíria marchou com o seu exército para a cidade de Damasco, conquistou-a, matou o rei Rezim e levou o povo para Quir como prisioneiro.

10 O rei Acaz foi a Damasco para se encontrar com o rei Tiglate-Pileser e viu o altar que havia ali. Então mandou para o sacerdote Urias o desenho e o modelo do altar, com todos os detalhes. 11 E Urias construiu um altar, seguindo todas as instruções que o rei Acaz havia mandado de Damasco, e terminou o trabalho antes que Acaz voltasse. 12 Ao chegar de Damasco, Acaz viu que o altar estava pronto, 13 e então queimou sobre ele sacrifícios de animais, ofertas de cereais, e derramou em cima dele uma oferta de vinho e o sangue de uma oferta de paz. 14 O altar de bronze, que era dedicado ao Senhor Deus, ficava entre o novo altar e o Templo, e por isso Acaz o mudou para o lado norte do seu novo altar.

15 Então deu a Urias a seguinte ordem:

— Use este meu altar grande para as ofertas que são completamente queimadas de manhã e para a oferta de cereais da tarde, para as ofertas que são completamente queimadas e as ofertas de cereais do rei e do povo e também para as ofertas de vinho do povo. Derrame sobre o altar o sangue de todos os animais que forem sacrificados. Mas deixe o altar de bronze a fim de que eu o use para adivinhações.

16 E Urias fez o que o rei mandou.

17 O rei Acaz desmontou as carretas de bronze que eram usadas no Templo e tirou as bacias que estavam em cima delas. Tirou também o tanque de bronze de cima das costas dos doze touros e colocou-o sobre uma base de pedra.

18 E, para agradar o rei da Assíria, Acaz também tirou do Templo a plataforma onde ficava o trono real e fechou a entrada particular por onde os reis entravam no Templo.

19 Todas as outras coisas que o rei Acaz fez estão escritas na História dos Reis de Judá. 20 Acaz morreu e foi sepultado nos túmulos dos reis, na Cidade de Davi, e o seu filho Ezequias ficou no lugar dele como rei.



2º Reis 17


O reinado de Oseias, de Israel

1 No ano doze do reinado de Acaz, de Judá, Oseias, filho de Elá, se tornou rei de Israel e governou nove anos em Samaria. 2 Ele fez coisas erradas, que não agradam a Deus, o Senhor, porém não tanto quanto os reis que governaram Israel antes dele. 3 O rei Salmaneser, da Assíria, fez guerra contra ele; Oseias foi dominado por Salmaneser e lhe pagava um imposto todos os anos.

4 Mas certo ano Oseias mandou alguns mensageiros a Sô, rei do Egito, pedindo a sua ajuda, e parou de pagar o imposto anual à Assíria. Quando Salmaneser soube dessa revolta, mandou prender Oseias e colocá-lo na prisão.



Os assírios conquistam Samaria

5 Então Salmaneser invadiu Israel e cercou a cidade de Samaria. No terceiro ano do cerco,

6 que era o nono ano do reinado de Oseias, o rei da Assíria conquistou a cidade de Samaria e levou os israelitas para a Assíria como prisioneiros. Ele mandou que alguns fossem morar na cidade de Hala, outros, perto do rio Habor, que fica no distrito de Gozã, e ainda outros, nas cidades da Média.

7 A cidade de Samaria foi conquistada porque os israelitas pecaram contra o Senhor, seu Deus, que os havia livrado de Faraó, rei do Egito, e os havia tirado para fora daquele país. Eles adoraram outros deuses, 8 seguiram os costumes dos povos que o Senhor havia expulsado conforme eles avançavam e seguiram também os costumes adotados pelos reis de Israel. 9 Os israelitas fizeram coisas que o Senhor, seu Deus, não aprova. Eles construíram lugares pagãos de adoração em todas as suas cidades, desde o menor povoado até a maior cidade. 10 Em todos os morros e debaixo de todas as árvores que dão sombra, eles levantaram colunas do deus Baal e postes da deusa Aserá. 11 E também queimaram incenso em todos os altares pagãos, seguindo o costume dos povos que o Senhor havia expulsado da Terra Prometida. Eles provocaram a ira de Deus, o Senhor, com todas as coisas más que fizeram;

12 e adoraram ídolos, coisa que o Senhor havia proibido.

13 O Senhor Deus havia mandado mensageiros e profetas darem o seguinte aviso a Israel e a Judá: “Abandonem os seus maus caminhos e obedeçam aos meus mandamentos, que estão na Lei que eu dei aos seus antepassados e que entreguei a vocês por meio dos meus servos, os profetas.” 14 Mas os israelitas do Reino do Norte não quiseram obedecer; foram teimosos como os seus antepassados, que não confiaram no Senhor, o Deus deles. 15 Eles não quiseram obedecer aos seus ensinamentos e não guardaram a aliança que ele tinha feito com os seus antepassados e desprezaram os avisos dele. Adoraram ídolos sem valor e desse modo eles mesmos ficaram sem valor. Seguiram os costumes das nações vizinhas, desobedecendo à ordem que o Senhor tinha dado para que não as imitassem. 16 Eles desobedeceram a todas as leis do Senhor, seu Deus, e fizeram dois touros de metal para adorar. Também fizeram um poste da deusa Aserá, adoraram as estrelas e serviram o deus Baal. 17 Queimaram os seus filhos e filhas como sacrifício a deuses pagãos, consultaram médiuns e adivinhos e só fizeram coisas erradas, que o Senhor não aprova, e por isso ele ficou irado com eles.

18 O Senhor ficou tão irado, que os expulsou da sua presença, deixando somente o Reino de Judá.

19 Mas mesmo o povo de Judá não obedeceu às leis do Senhor, seu Deus; eles imitaram os costumes adotados pelo povo de Israel.

20 Por isso, o Senhor rejeitou todos os descendentes de Israel; ele os castigou, entregando-os a inimigos cruéis, e no fim os expulsou da sua presença.

21 Depois que o Senhor Deus separou Israel de Judá, os israelitas colocaram Jeroboão, filho de Nebate, como seu rei. Jeroboão os fez abandonar o Senhor e os levou a cometer um terrível pecado. 22 Os israelitas seguiram Jeroboão e continuaram a praticar todos os pecados que ele havia cometido,

23 até que finalmente o Senhor os expulsou da sua presença, como havia avisado por meio dos seus servos, os profetas. E assim o povo de Israel foi levado para o cativeiro na Assíria, onde eles moram até hoje.



Os assírios vão morar em Israel

24 O rei da Assíria trouxe gente das cidades de Babilônia, Cutá, Iva, Hamate e Sefarvaim e os fez morar nas cidades de Samaria, em lugar dos israelitas que haviam sido levados como prisioneiros. Esses assírios tomaram posse daquelas cidades e ficaram morando ali. 25 Quando foram morar lá, eles não adoravam a Deus, o Senhor, e por isso ele mandou leões, que mataram alguns deles.

 


 

26 O rei da Assíria ficou sabendo que as pessoas que ele havia mandado morar nas cidades de Samaria não conheciam a lei do deus daquela terra, e por isso esse deus havia mandado leões, que estavam matando aquelas pessoas.

27 Então o rei deu a seguinte ordem: “Mandem de volta um dos sacerdotes que nós trouxemos como prisioneiros. Façam com que ele volte e fique morando lá, para ensinar ao povo a lei do deus daquela terra.”

28 Então um sacerdote israelita que havia sido levado da cidade de Samaria foi e ficou morando em Betel, onde ensinava ao povo como adorar a Deus, o Senhor.

29 Mas o povo que ficou morando no território de Samaria continuou a fazer os seus próprios ídolos e os colocou nos santuários que os samaritanos haviam construído. Cada povo, nas cidades onde estava morando, fez os seus próprios ídolos: 30 isto é, o povo de Babilônia fez imagens do deus Sucote-Benote; o povo de Cutá, imagens de Nergal; o povo de Hamate, imagens de Asima; 31 o povo de Iva, imagens de Nibaz e Tartaque; e o povo de Sefarvaim queimava os seus filhos em sacrifício aos seus deuses Adrameleque e Anameleque. 32 Esses povos também adoravam a Deus, o Senhor, mas ao mesmo tempo escolhiam no meio deles todos os tipos de pessoas para servirem como sacerdotes nos lugares pagãos de adoração e para oferecerem sacrifícios por eles naqueles lugares.

33 E assim eles adoravam o Senhor, mas também adoravam os seus próprios deuses, de acordo com os costumes dos países de onde tinham vindo.

34 Até hoje eles continuam com os seus antigos costumes. Eles não adoram a Deus, o Senhor, nem obedecem às leis e aos mandamentos que ele deu aos descendentes de Jacó, a quem tinha dado o nome de Israel.

35 O Senhor havia feito uma aliança com eles e havia ordenado o seguinte: “Não adorem outros deuses; não se ajoelhem diante deles, não os sirvam, nem ofereçam sacrifícios a eles. 36 Obedeçam a mim, o Senhor, que tirei vocês do Egito com grande poder e força; ajoelhem-se diante de mim e ofereçam sacrifícios a mim. 37 Obedeçam sempre às leis e aos mandamentos que escrevi para vocês. Não adorem outros deuses, 38 nem esqueçam a aliança que fiz com vocês.

39 Adorem a mim, o Senhor, o Deus de vocês, e eu os livrarei de todos os seus inimigos.”

40 Mas esses povos não atenderam e continuaram a seguir os seus velhos costumes. 41 E assim eles adoravam a Deus, o Senhor, mas também adoravam os seus ídolos; e até hoje os seus descendentes continuam a fazer a mesma coisa.



2º Reis 18


O reinado de Ezequias, de Judá


2º Crônicas 29:1-2; 31:1

1 No terceiro ano do reinado de Oseias, filho de Elá, como rei de Israel, Ezequias, filho de Acaz, se tornou rei de Judá. 2 Quando isso aconteceu, Ezequias tinha vinte e cinco anos de idade. Ele governou vinte e nove anos em Jerusalém. A sua mãe se chamava Abia e era filha de Zacarias. 3 Seguindo o exemplo do seu antepassado, o rei Davi, Ezequias fez aquilo que agrada a Deus, o Senhor. 4 Ele destruiu os lugares pagãos de adoração, quebrou as colunas do deus Baal e derrubou os postes da deusa Aserá. Também fez em pedaços a cobra de bronze que Moisés havia feito e que era chamada de Neustã. Até aquela época o povo de Israel queimava incenso em honra dela. 5 Ezequias confiou no Senhor, o Deus de Israel; Judá nunca teve um rei como ele, nem antes nem depois daquela época. 6 Ezequias ficou ligado com o Senhor e nunca desobedeceu a ele, mas guardou cuidadosamente todos os mandamentos que o Senhor Deus tinha dado a Moisés. 7 Por isso, o Senhor estava com ele, e ele teve sucesso em tudo o que fez. Ezequias se revoltou contra o rei da Assíria e não quis ser dominado por ele.

8 Venceu os filisteus, invadiu o seu território, desde o menor povoado até a maior cidade, e atacou a cidade de Gaza e a região ao seu redor.

9 No quarto ano do reinado de Ezequias, que era o sétimo ano do reinado de Oseias, filho de Elá, como rei de Israel, o rei Salmaneser, da Assíria, invadiu Israel, e o seu exército cercou a cidade de Samaria. 10 No terceiro ano do cerco, Samaria foi conquistada. Isso aconteceu no sexto ano do reinado de Ezequias, que era o nono ano do reinado de Oseias.

11 O rei da Assíria levou os israelitas como prisioneiros para a sua terra; mandou que alguns deles fossem morar na cidade de Hala, outros, perto do rio Habor, no distrito de Gozã, e ainda outros, nas cidades da Média.

12 Essas coisas aconteceram porque os israelitas não obedeceram ao Senhor, o Deus deles, mas quebraram a aliança que o Senhor havia feito com eles e desobedeceram a todas as leis dadas por Moisés, servo do Senhor. Eles não quiseram atender, nem obedecer.



Os assírios ameaçam Jerusalém


2º Crônicas 32:1-19; Isaías 36:1-22

13 No ano catorze do reinado de Ezequias, de Judá, Senaqueribe, rei da Assíria, atacou todas as cidades de Judá que eram cercadas de muralhas e as conquistou.

14 Ezequias mandou uma mensagem a Senaqueribe, que estava em Laquis. A mensagem foi esta: “Eu errei. Por favor, saia do meu país, que eu pagarei tudo o que o senhor exigir.”

O rei mandou uma resposta, dizendo que Ezequias devia lhe mandar dez mil quilos de prata e mil quilos de ouro. 15 Então Ezequias mandou para ele toda a prata do Templo e do tesouro do palácio. 16 Ele também arrancou o ouro das portas do Templo e o ouro com que ele mesmo havia revestido os batentes e mandou tudo para Senaqueribe. 17 Mas o rei da Assíria mandou de Laquis um grande exército para atacar Ezequias em Jerusalém. O exército era comandado pelos seus três mais altos oficiais. Quando chegaram a Jerusalém, eles ocuparam a estrada onde os tintureiros trabalham, perto do canal que traz água do açude de cima. 18 Então os oficiais mandaram chamar o rei Ezequias, e três autoridades de Judá saíram para falar com eles. Eram Eliaquim, filho de Hilquias, que era o encarregado do palácio, Sebna, o escrivão, e Joá, filho de Asafe, que era o conselheiro do rei.

19 Um dos oficiais assírios lhes disse:

— Levem para Ezequias esta mensagem do grande rei, o rei da Assíria: “Em que você está baseando a sua confiança? 20 Você está pensando que as palavras podem tomar o lugar da experiência militar e da força? Quem você pensa que vai ajudá-lo na sua revolta contra o rei da Assíria? 21 Você está confiando na ajuda do Egito, mas isso é o mesmo que usar um caniço como bengala, isto é, ele vai quebrar e furar a sua mão. Assim é Faraó, rei do Egito, para aqueles que confiam nele. 22 Ou, por acaso, você vai me dizer que confia no Senhor, seu Deus? E não foram os santuários e os altares do Senhor que Ezequias destruiu quando mandou que o povo de Judá e de Jerusalém adorasse somente no altar de Jerusalém? 23 Eu vou fazer um trato com você em nome do rei da Assíria. Eu lhe darei dois mil cavalos se você puder arranjar homens suficientes para montá-los. 24 Você não poderia vencer nem o oficial assírio menos graduado e, no entanto, espera que os egípcios lhe mandem carros de guerra e cavalaria!

25 Você pensa que eu ataquei e destruí o seu país sem a ajuda de Deus, o Senhor? Foi ele mesmo quem me mandou atacá-lo e destruí-lo!”

26 Então Eliaquim, Sebna e Joá disseram ao oficial:

— Fale em aramaico, pois nós entendemos. Não fale em hebraico, pois todas as pessoas que estão nas muralhas estão escutando.

27 Ele respondeu:

— Vocês pensam que o rei me mandou dizer todas essas coisas somente para vocês e para o seu rei? Não! Não foi só isso. Eu estou falando também com as pessoas que estão sentadas nas muralhas e que terão de comer as suas próprias fezes e beber a sua própria urina; e vocês também vão fazer isso.

28 Então o oficial ficou de pé e gritou em hebraico:

— Escutem o que o grande rei, o rei da Assíria, está dizendo a vocês! 29 Ele mandou avisar que não deixem que Ezequias os engane, pois ele não poderá salvá-los. 30 E não deixem que ele os convença a confiar em Deus, o Senhor. Não pensem que o Senhor os salvará e não deixará que o nosso exército assírio conquiste a cidade de vocês. 31 Não deem atenção a Ezequias. O rei da Assíria manda que vocês saiam da cidade e se entreguem. Vocês terão licença para comer uvas das suas próprias parreiras e figos das suas figueiras e para beber água dos seus próprios poços, 32 até que o rei os leve para morar num país parecido com o de vocês, onde há plantações de uvas para fazer vinho e onde há trigo para fazer pão. É uma terra de oliveiras, azeite e mel. Se fizerem o que ele está mandando, vocês não morrerão, mas viverão. Não deixem que Ezequias os engane, fazendo vocês pensarem que o Senhor vai salvá-los. 33 Será que os deuses das outras nações as salvaram do rei da Assíria? 34 Onde estão agora os deuses de Hamate e de Arpade? Onde estão os deuses de Sefarvaim, de Hena e de Iva? Será que os deuses de Samaria salvaram Samaria do meu poder?

35 Quando foi que os deuses de todos esses países os salvaram do nosso rei? O que é, então, que faz vocês pensarem que o Senhor pode salvar Jerusalém do poder dele?

36 Mas o povo ficou calado, de acordo com a ordem do rei Ezequias; eles não disseram nem uma só palavra. 37 Então Eliaquim, Sebna e Joá rasgaram as suas roupas em sinal de tristeza e foram contar ao rei aquilo que o oficial assírio tinha dito.



2º Reis 19


O rei pede o conselho de Isaías


Isaías 37:1-7

1 Assim que o rei Ezequias ouviu o que eles contaram, rasgou as suas roupas em sinal de tristeza, vestiu uma roupa feita de pano grosseiro e foi para o Templo do Senhor. 2 Ele mandou que Eliaquim, o encarregado do palácio, Sebna, o escrivão, e os sacerdotes mais velhos fossem falar com o profeta Isaías, filho de Amoz. Eles também estavam vestindo roupas de pano grosseiro. 3 A mensagem que o rei mandou entregar a Isaías foi esta: “Hoje é um dia de sofrimento; nós estamos sendo castigados e estamos envergonhados. Somos como uma mulher que está para dar à luz, mas não tem forças para isso.

4 O rei da Assíria nos mandou o chefe do seu exército para insultar o Deus vivo. Que o Senhor, nosso Deus, escute esses insultos e castigue quem os disse! Portanto, ore a Deus pelas pessoas do nosso povo que ainda estão vivas.”

5 Os funcionários do rei Ezequias levaram a mensagem, 6 e Isaías mandou esta resposta: “O Senhor Deus diz que o senhor não deve deixar que os assírios o assustem, dizendo que Deus não pode salvá-lo.

7 Deus vai fazer o rei assírio ouvir uma notícia que o fará voltar para a terra dele, e Deus vai fazer com que ele seja morto ali.”



Os assírios ameaçam outra vez


Isaías 37:8-20

8 O oficial assírio soube que o rei da Assíria havia saído de Laquis e que estava lutando contra a cidade de Libna. Então foi até lá para falar com ele. 9 Os assírios souberam que o exército dos egípcios, comandado pelo rei Tiraca, da Etiópia, vinha vindo para atacá-los. Quando o rei da Assíria soube disso, mandou uma carta para o rei Ezequias, de Judá. 10 A carta dizia assim: “O seu deus, em quem você confia, lhe disse que Jerusalém não vai cair nas minhas mãos; mas não deixe que ele o engane. 11 Você já ouviu falar daquilo que um rei assírio faz com qualquer país que ele resolve destruir? Por acaso, você pensa que poderá escapar? 12 Os meus antepassados destruíram as cidades de Gozã, Harã e Rezefe e mataram o povo de Éden, que morava em Telassar, e nenhum dos seus deuses os pôde salvar.

13 Onde estão os reis das cidades de Hamate, Arpade, Sefarvaim, Hena e Iva?”

14 O rei Ezequias recebeu a carta das mãos dos mensageiros e a leu. Então foi até o Templo, pôs a carta ali, na presença de Deus, o Senhor,

15 e orou assim:

— Ó Senhor, Deus de Israel, que estás sentado no teu trono que fica acima dos querubins! Só tu és Deus e governas todos os reinos do mundo. Tu fizeste os céus e a terra. 16 Ó Senhor, olha para o que está acontecendo com a gente. Escuta todas as coisas que Senaqueribe está dizendo a fim de insultar a ti, o Deus vivo. 17 Todos nós sabemos, ó Senhor, que os reis da Assíria destruíram muitas nações, arrasaram as suas terras 18 e queimaram os seus deuses, que não eram deuses de verdade e sim imagens de madeira e de pedra feitas por mãos humanas.

19 Agora, ó Senhor, nosso Deus, salva-nos dos assírios, para que todas as nações do mundo fiquem sabendo que só tu, ó Senhor, és Deus.



A mensagem de Isaías para o rei


Isaías 37:21-38

20 Então Isaías mandou uma mensagem para o rei Ezequias. Nela, ele dizia que, em resposta à oração do rei, 21 o Senhor, o Deus de Israel, tinha dito o seguinte: “A cidade de Jerusalém ri e caçoa de você, Senaqueribe. 22 Contra quem você pensa que falou? Para quem você olhou com orgulho? A quem você pensa que ofendeu e insultou? Você fez tudo isso contra mim, o Santo Deus de Israel. 23 Você me mandou os seus mensageiros para se gabarem de que com os seus muitos carros de guerra você conquistou as mais altas montanhas do Líbano. Você se gabou de ter cortado os mais altos cedros e os melhores ciprestes e de ter chegado até os lugares mais distantes das lindas florestas.

24 Você se gabou de ter cavado poços em terras estrangeiras e de ter bebido da água deles. Gabou-se também de que os pés dos seus soldados fizeram secar o rio Nilo.

25 “Por acaso, você não sabe que fui eu que planejei tudo isso há muito tempo e agora fiz tudo acontecer? Eu dei a você o poder de fazer cidades cercadas de muralhas virarem montões de entulho.

26 Por isso, os seus moradores ficaram fracos e andavam cheios de medo e de vergonha. Eles ficaram como o capim do campo e a erva verde e como a erva que cresce nos telhados, quando o vento quente do leste sopra e os faz secar.

27 “Mas eu o conheço muito bem; sei o que você faz e aonde vai. Sei que você me odeia.

28 Eu soube do seu ódio e do seu orgulho, e agora vou pôr uma argola no seu nariz e um freio na sua boca, e farei você voltar pelo mesmo caminho por onde veio.”

29 Depois Isaías disse ao rei Ezequias:

— Este é o sinal daquilo que vai acontecer: neste ano e no ano que vem, vocês terão para comer somente aquilo que nascer por si mesmo, sem ser plantado. Mas no ano seguinte vocês poderão semear e colher cereais, plantar parreiras e comer as uvas. 30 As pessoas de Judá que não tiverem morrido vão florescer como plantas que firmam as suas raízes na terra e dão frutas.

31 Pois ficará gente em Jerusalém e no monte Sião porque o Senhor Deus resolveu fazer com que isso aconteça.

32 Isaías continuou:

— Portanto, o Senhor Deus diz o seguinte a respeito do rei da Assíria: “Ele não entrará nesta cidade e não atirará uma só flecha contra ela. Nenhum soldado com escudo chegará perto da cidade, e não serão construídas rampas de ataque ao redor dela. 33 O rei da Assíria vai voltar pelo mesmo caminho por onde veio, sem ter entrado nesta cidade.

34 Eu defenderei e protegerei esta cidade por causa da minha honra e por causa da promessa que fiz ao meu servo Davi. Eu, o Senhor, falei.”

35 Naquela noite o Anjo do Senhor foi até o acampamento dos assírios e matou cento e oitenta e cinco mil soldados. De manhã, os que sobraram viram os corpos dos mortos.

 


 

36 Então Senaqueribe, rei da Assíria, se retirou, voltou para Nínive e ficou lá. 37 Certo dia, quando ele estava adorando no templo do seu deus Nisroque, os seus filhos Adrameleque e Sarezer o mataram à espada e fugiram para a terra de Ararate. Outro filho seu, chamado Esar-Hadom, ficou no lugar dele como rei.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Êxodo 31 a 34 (dia 21)

LIVRO DE ÊXODO - CAPÍTULO 31

Deus escolhe operários especializados

(Êxodo 35:30 - 36:1)

O SENHOR Deus disse a Moisés:
- Eu escolhi Bezalel, filho de Uri e neto de Hur, da tribo de Judá, e o enchi com o meu Espírito. Eu lhe dei inteligência, competência e habilidade para fazer todo tipo de trabalho artístico; para fazer desenhos e trabalhar em ouro, prata e bronze; para lapidar e montar pedras preciosas; para entalhar madeira; e para fazer todo tipo de artesanato. Escolhi Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, para trabalhar com ele. Dei também capacidade a todos os homens habilidosos para fazerem todas as seguintes coisas que eu mandei:

* a Tenda da Minha Presença,
* a arca da aliança e a sua tampa,
* todos os objetos da Tenda,
* a mesa com as suas vasilhas,
*
o candelabro de ouro puro com todo o seu equipamento,
* o altar de queimar incenso,
*
o altar de queimar as ofertas, junto com todo o seu equipamento,* a pia com o seu suporte,
* as roupas de tecido fino,
*
as roupas sagradas que os sacerdotes Arão e os seus filhos usarão quando servirem como sacerdotes,
*
o azeite de ungir
*
e o incenso cheiroso para o Lugar Santo.

-
Todas essas coisas deverão ser feitas exatamente como eu ordenei.



Sábado, o dia do descanso

O SENHOR Deus mandou que Moisés dissesse ao povo de Israel o seguinte:
- Guardem o sábado, o meu dia de descanso, pois é um sinal de união entre mim e vocês para sempre, a fim de mostrar que eu, o SENHOR, os separei para serem o meu próprio povo. Portanto, guardem o dia de descanso porque ele é sagrado para vocês. Quem não o guardar, mas trabalhar nesse dia, deverá ser morto. Vocês têm seis dias para trabalhar, porém o sétimo dia é o dia solene de descanso, separado para mim. Quem fizer qualquer serviço nesse dia deverá ser morto. O povo de Israel deverá guardar esse dia como um sinal da aliança. É um sinal de união para sempre entre mim e o povo de Israel porque eu, o SENHOR, fiz o céu e a terra em seis dias e no sétimo dia parei de trabalhar e descansei.

Quando Deus acabou de falar com Moisés no monte Sinai, entregou a ele as duas placas de pedra onde o próprio Deus havia escrito os mandamentos.



LIVRO DE ÊXODO - CAPÍTULO 32

O bezerro de ouro

(Deuteronômio 9:7-29)

O povo viu que Moisés estava demorando muito para descer do monte.

Então eles se reuniram em volta de Arão e lhe disseram:
- Não sabemos o que aconteceu com Moisés, aquele homem que nos tirou do Egito. Portanto, faça para nós deuses que vão à nossa frente.

Arão lhes disse:
- Tirem os brincos de ouro que as suas mulheres, os seus filhos e as suas filhas estão usando e tragam para mim.

Então os israelitas tiraram das orelhas os brincos de ouro e os trouxeram a Arão. Ele pegou os brincos, derreteu-os, derramou o ouro dentro de um molde e fez um bezerro de ouro.

Então disseram:
- Povo de Israel, estes são os nossos deuses, que nos tiraram do Egito!

Arão construiu um altar diante do bezerro de ouro e anunciou ao povo:
- Amanhã haverá uma festa em honra de Deus, o SENHOR.

No dia seguinte, de manhã cedo, eles trouxeram alguns animais para serem queimados como sacrifício e outros para serem comidos como ofertas de paz. Depois o povo sentou-se para comer e beber e se levantou para se divertir.


Então o SENHOR Deus disse a Moisés:
- Desça depressa porque o seu povo, o povo que você tirou do Egito, pecou e me rejeitou. Eles já deixaram o caminho que eu mandei que seguissem; fizeram um bezerro de ouro fundido, e o adoraram, e lhe ofereceram sacrifícios. Estão dizendo que estes são os deuses deles, os deuses que os tiraram do Egito. Eu conheço este povo e sei que é muito teimoso. Agora não tente me impedir, pois vou descarregar a minha ira sobre esta gente e vou acabar com eles. Depois farei de você e dos seus descendentes uma grande nação.

Porém Moisés fez um pedido ao SENHOR, seu Deus.

Ele disse:
- Ó SENHOR, por que ficaste assim tão irado com o teu povo, que tiraste do Egito com grande poder e força? Por que deixar que os egípcios venham a dizer que tiraste o teu povo do Egito para matá-lo nos montes e destruí-lo completamente? Não fiques assim irado; muda de idéia e não faças cair sobre o teu povo essa desgraça. Lembra dos teus servos Abraão, Isaque e Jacó. Lembra do juramento que fizeste de lhes dar tantos descendentes quantas estrelas há no céu. Lembra também que prometeste que darias aos seus descendentes toda aquela terra para ser propriedade deles para sempre.

Então o SENHOR Deus mudou de idéia e não fez cair sobre o seu povo a desgraça que havia prometido.

Moisés desceu do monte, carregando as duas placas de pedra com os mandamentos escritos nos dois lados de cada pedra. O próprio Deus havia feito as placas e tinha gravado nelas os mandamentos.

 


Josué ouviu o povo gritando e disse a Moisés:
- Estou ouvindo um barulho de guerra no acampamento.

Moisés disse:
- Não parece um barulho de vitória, nem um grito de derrota; o que estou ouvindo é gente cantando.

Quando Moisés chegou perto do acampamento, viu o bezerro de ouro e o povo, que estava dançando, e ficou furioso. Ali, ao pé do monte, ele jogou no chão as placas de pedra que estava carregando e quebrou-as.
 
 

 



 
 Então pegou o bezerro de ouro que eles haviam feito, queimou-o no fogo e o moeu até virar pó e espalhou o pó na água. Em seguida mandou que o povo de Israel bebesse daquela água.

E Moisés disse a Arão:
- O que é que esta gente lhe fez, para que você a levasse a cometer esse pecado tão horrível?

Arão respondeu:
- Não fique com raiva de mim. Você sabe como este povo está sempre pronto para fazer o mal. Eles me disseram: "Não sabemos o que aconteceu com Moisés, aquele homem que nos tirou do Egito. Portanto, faça para nós deuses que sejam os nossos líderes." Aí eu mandei que quem tivesse enfeites de ouro os tirasse e me desse. Joguei aqueles enfeites no fogo, e saiu este bezerro!

Moisés viu que Arão havia deixado o povo completamente sem controle, fazendo assim que os seus inimigos zombassem deles.

Então ficou na entrada do acampamento e disse:
- Quem estiver do lado de Deus, o SENHOR, que chegue até aqui!

Então todos os levitas se reuniram em volta de Moisés, e ele disse:
- O SENHOR, o Deus do povo de Israel, manda que cada um de vocês pegue a sua espada e vá pelo acampamento, de ponta a ponta, matando os seus parentes, os seus amigos e os seus vizinhos.

Os levitas obedeceram à ordem de Moisés e mataram naquele dia mais ou menos três mil homens.

Moisés disse aos levitas:
- Hoje vocês mataram os seus filhos e os seus irmãos e assim se consagraram como sacerdotes para o serviço de Deus, o SENHOR. E, porque vocês fizeram isso, Deus lhes deu hoje uma bênção.



No dia seguinte, Moisés disse ao povo:
- Vocês cometeram um pecado horrível. Porém agora vou subir outra vez o monte para falar com o SENHOR. Talvez eu consiga que ele perdoe o pecado de vocês.

Moisés voltou para o lugar onde o SENHOR estava e disse:
- Este povo cometeu um pecado terrível. Eles fizeram um deus de ouro e o adoraram. Por favor, perdoa o pecado deles! Porém, se não quiseres perdoar, então tira o meu nome do teu livro, onde escreveste os nomes dos que são teus.

Então o SENHOR disse a Moisés:
- Riscarei do meu livro todos os que pecaram contra mim. Agora vá e leve o povo para o lugar que eu mandei. Lembre que o meu Anjo guiará você. Porém já está chegando o tempo em que vou castigar este povo pelo seu pecado.

Por isso o SENHOR Deus castigou os israelitas com uma doença, pois eles haviam obrigado Arão a fazer o bezerro de ouro.



LIVRO DE ÊXODO - CAPÍTULO 33

Deus manda o povo de Israel sair do monte Sinai

O SENHOR Deus disse a Moisés:
- Saiam deste lugar, você e o povo que você tirou do Egito, e vão para a terra que eu jurei dar a Abraão, a Isaque, a Jacó e aos seus descendentes. Eu mandarei um anjo para guiar você e expulsarei os cananeus, os amorreus, os heteus, os perizeus, os heveus e os jebuseus. Vocês irão para uma terra boa e rica. Porém eu não irei, pois vocês são um povo teimoso, e eu os poderia destruir no caminho.

Quando Moisés deu essa mensagem aos israelitas, eles começaram a chorar, e ninguém usou as suas jóias.

Então o SENHOR mandou que Moisés dissesse a eles:
- Vocês são um povo teimoso. Se eu fosse junto com vocês, mesmo que fosse por apenas um momento, eu os destruiria completamente. Agora tirem as suas jóias, e eu vou resolver o que fazer com vocês.

Assim, depois que os israelitas saíram do monte Sinai, não usaram mais jóias.



A Tenda da Presença de Deus

Sempre que o povo de Israel acampava, Moisés costumava armar a Tenda Sagrada a certa distância fora do acampamento. Ela era chamada de "Tenda da Presença de Deus", e quem quisesse consultar o SENHOR ia até lá.

Quando Moisés saía para ir à Tenda, o povo ficava na porta das suas barracas olhando Moisés até que ele entrasse. Depois que ele entrava, uma coluna de nuvem descia e parava na porta da Tenda; e da nuvem o SENHOR falava com Moisés. Logo que o povo via a coluna de nuvem na porta da Tenda, todos se ajoelhavam. O SENHOR Deus falava com Moisés face a face, como alguém que conversa com um amigo. Depois Moisés voltava para o acampamento. Porém Josué, filho de Num, o moço que era o auxiliar de Moisés, ficava na Tenda.



Deus promete estar com o seu povo

Moisés disse a Deus, o SENHOR:
- É verdade que me mandaste guiar este povo para aquela terra, porém não me disseste quem é que irá comigo. Disseste que me conheces bem e que estás contente comigo. Agora, se isso é assim mesmo, fala-me dos teus planos para que eu possa te servir e continuar a te agradar. Lembra que escolheste esta nação para ser tua.

Deus disse:
- Eu irei com você e lhe darei a vitória.

Então Moisés respondeu:
- Se não fores com o teu povo, não nos faças sair deste lugar. Como é que os outros povos poderão saber que estás contente com o teu povo e comigo, se não fores conosco? A tua presença é que mostrará que somos diferentes dos outros povos da terra.

O SENHOR Deus disse a Moisés:
- Vou atender o seu pedido porque conheço você bem, e você conseguiu a minha aprovação.

Aí Moisés suplicou:
- Por favor, deixa que eu veja a tua glória.

Deus respondeu:
- Eu farei com que todo o meu brilho passe diante de você e direi qual é o meu nome sagrado. Eu sou o SENHOR e terei compaixão de quem eu quiser e terei misericórdia de quem eu desejar.

E disse ainda:
- Não vou deixar que você veja o meu rosto, pois ninguém pode ver o meu rosto e continuar vivo. Mas aqui há um lugar perto de mim, onde você poderá ficar em cima de uma rocha. Quando a minha glória passar, eu porei você numa rachadura da rocha e o cobrirei com a minha mão até que eu passe. Depois tirarei a mão, e você me verá pelas costas, porém não verá o meu rosto.



LIVRO DE ÊXODO - CAPÍTULO 34

As novas placas da Lei

(Deuteronômio 10:1-5) 

O SENHOR Deus disse a Moisés:
- Corte duas placas de pedra iguais àquelas que você quebrou, e eu escreverei nelas as mesmas palavras que estavam nas primeiras. Amanhã cedo esteja pronto para subir o monte Sinai a fim de se encontrar comigo ali no alto do monte. Ninguém deverá subir com você; ninguém deverá estar em qualquer parte do monte. As ovelhas, as cabras e o gado não deverão ficar pastando perto do monte.

Então Moisés cortou outras duas placas de pedra, iguais às primeiras, e, no dia seguinte, como o SENHOR havia ordenado, ele se levantou bem cedo e subiu o monte Sinai, levando consigo as duas placas.

O SENHOR desceu numa nuvem, ficou ali com Moisés e disse qual era o seu nome, isto é, o SENHOR*.

Então Deus passou diante de Moisés e disse em voz alta:
- Eu sou o SENHOR, o Deus Eterno! Eu tenho compaixão e misericórdia, não fico irado com facilidade, e a minha fidelidade e o meu amor são tão grandes, que não podem ser medidos. Cumpro a minha promessa a milhares de gerações e perdôo o mal e o pecado. Porém não deixo de castigar os seus filhos e até os netos, os bisnetos e os trinetos pelos pecados dos pais.

Moisés se ajoelhou, encostou o rosto no chão e adorou a Deus.

Ele disse:
- Ó Senhor, se estás, de fato, contente comigo, eu te peço que vás conosco. Este povo é teimoso, mas perdoa o nosso pecado e a nossa maldade e aceita-nos como o teu povo.



A renovação da aliança

(Êxodo 23:14-19; Deuteronômio 7:1-11; 16:1-17)

O SENHOR Deus disse a Moisés:
- Eu estou fazendo agora uma aliança com o seu povo. Na presença deles farei maravilhas como nunca foram feitas em toda a terra e em nenhuma nação. Todo o povo verá que milagres eu, o SENHOR, posso fazer, pois vou realizar uma coisa terrível em favor de vocês. Obedeçam às leis que estou dando a vocês hoje. Conforme vocês forem avançando, eu expulsarei os amorreus, os cananeus, os heteus, os perizeus, os heveus e os jebuseus. Não façam nenhum acordo com os moradores da terra para onde vocês vão, pois isso poderia ser uma armadilha mortal para vocês. Pelo contrário, derrubem os altares deles, destruam as colunas do deus Baal e cortem os postes-ídolos.

- Não adorem nenhum outro deus, pois eu, o SENHOR, me chamo Deus Exigente e exijo que vocês adorem somente a mim. Não façam acordos com os moradores da terra que vai ser de vocês. Nos seus cultos eles adoram deuses pagãos e lhes oferecem sacrifícios. Eles vão convidar vocês para as suas reuniões religiosas, e vocês poderão ficar tentados a comer os alimentos que eles oferecem aos seus deuses. Os filhos de vocês poderiam casar com mulheres estrangeiras, e elas fariam com que vocês fossem infiéis a mim e adorassem os deuses pagãos que elas adoram.

- Não façam deuses de metal, nem os adorem.

- Comemorem a Festa dos Pães sem Fermento. Como lhes ordenei, comam pão sem fermento durante sete dias no mês de abibe, que é o tempo certo, pois foi nesse mês que vocês saíram do Egito.

- Todo primeiro filho é meu e também o primeiro filhote macho dos animais domésticos. Mas, se vocês quiserem ficar com o primeiro filhote macho de uma jumenta, ofereçam-me um carneiro; se não quiserem, quebrem o pescoço do jumentinho. Para ficarem com todo primeiro filho de vocês, paguem o preço determinado.

- Ninguém deverá aparecer diante de mim sem trazer uma oferta.

- Vocês têm seis dias para trabalhar, porém não trabalhem no sétimo dia, nem mesmo no tempo de arar ou de fazer a colheita.

- Comemorem a Festa da Colheita quando começarem a fazer a primeira colheita do trigo. E comemorem a Festa das Barracas no outono, quando vocês colherem as suas frutas.

- Três vezes por ano todos os homens israelitas deverão ir adorar a mim, o SENHOR, o Deus do povo de Israel. Eu vou expulsar as outras nações que estão diante de vocês e assim aumentarei o seu território; então ninguém tentará conquistar a terra de vocês durante as três festas, quando vocês vierem me adorar.

- Quando me oferecerem um animal em sacrifício, não tragam pão feito com fermento, nem guardem para o dia seguinte o que sobrar do animal oferecido na Festa da Páscoa.

- Todos os anos levem à casa do SENHOR, seu Deus, os primeiros cereais que vocês colherem.

- Não cozinhem um cabrito ou um carneirinho no leite da sua própria mãe.

O SENHOR Deus disse ainda a Moisés:
- Escreva essas palavras porque é com base nelas que estou fazendo uma aliança com você e com o povo de Israel.

Moisés ficou ali com Deus, o SENHOR, quarenta dias e quarenta noites e durante esse tempo não comeu nem bebeu nada. Ele escreveu nas placas de pedra as palavras da aliança, isto é, os dez mandamentos.



Moisés desce do monte Sinai

Quando Moisés desceu do monte Sinai, carregando as duas placas da aliança, o seu rosto estava brilhando, pois ele havia falado com Deus. Mas ele não sabia disso.


Arão e todo o povo ficaram com medo de chegar perto de Moisés quando viram o seu rosto brilhando. Porém Moisés os chamou, e Arão e todos os líderes do povo chegaram perto dele, e ele falou com todos.

Depois disso, todo o povo de Israel se reuniu em volta de Moisés, e ele lhes entregou todas as leis que o SENHOR Deus lhe tinha dado no monte Sinai.

Quando Moisés acabou de falar com eles, ele cobriu o rosto com um véu. Sempre que entrava na Tenda Sagrada para falar com o SENHOR, Moisés tirava o véu. Quando saía, ele contava ao povo de Israel tudo o que Deus lhe havia mandado dizer, e o povo via que o seu rosto continuava brilhando. Porém Moisés cobria de novo o rosto com o véu até que entrava de novo na Tenda para falar com Deus.



*SENHOR = YHVH.