Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)
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sexta-feira, 8 de junho de 2012

2º Samuel 2 a 5 (dia 68)

II Samuel 2


Davi é feito rei de Judá

 

1 Depois disso Davi perguntou a Deus, o Senhor:

— Devo ir e governar alguma das cidades de Judá?

— Sim! — o Senhor respondeu.

— Qual delas? — perguntou ele.

— Hebrom! — foi a resposta.


2 Então Davi foi para Hebrom, levando consigo as suas duas esposas. Uma era Ainoã, da cidade de Jezreel, e a outra era Abigail, viúva de Nabal, da cidade de Carmelo.

3 Davi também levou os seus soldados com as suas famílias, e eles ficaram morando nas cidades vizinhas de Hebrom. 4 Aí os homens de Judá foram a Hebrom e ungiram Davi como rei de Judá.

Quando Davi soube que os moradores da cidade de Jabes, da região de Gileade, tinham sepultado Saul, 5 mandou que alguns homens fossem lá com a seguinte mensagem:

— Que o Senhor abençoe vocês por terem feito a caridade de sepultar o nosso rei! 6 Que o Senhor seja bom e fiel para vocês! Por causa do que fizeram, eu também os tratarei bem. 7 Sejam fortes e valentes! Saul, o rei de vocês, morreu, e o povo de Judá me ungiu como rei deles.

8 O comandante do exército de Saul, Abner, filho de Ner, havia fugido com Isbosete, filho de Saul, para Maanaim, no outro lado do rio Jordão. 9 Lá, Abner fez Isbosete rei das terras de Gileade, Aser, Jezreel, Efraim e Benjamim; na verdade, ele o fez rei de todo o povo de Israel.

10 Isbosete tinha quarenta anos de idade quando começou a reinar em Israel e reinou dois anos. Mas a tribo de Judá ficou fiel a Davi, 11 e ele a governou em Hebrom sete anos e meio.




Guerra entre o povo de Israel e o de Judá

12 Abner e os oficiais de Isbosete foram de Maanaim para a cidade de Gibeão.

13 Joabe, cuja mãe era Zeruia, e os oficiais de Davi foram encontrá-los perto da represa de Gibeão.

Lá todos eles se sentaram, um grupo de um lado da represa e o outro do outro lado. 14 Então Abner disse a Joabe:

— Deixe que alguns dos nossos moços enfrentem alguns dos seus, em uma luta armada.

— Está bem! — respondeu Joabe.

15 Aí doze soldados, representando Isbosete e a tribo de Benjamim, lutaram contra doze soldados de Davi. 16 Cada um pegou o seu adversário pela cabeça e enfiou a espada no lado dele. E assim todos eles caíram mortos juntos. É por isso que aquele lugar perto da cidade de Gibeão é chamado de “Campo das Espadas”.

 


 

17 Em seguida houve ali uma violenta batalha, e Abner e os israelitas foram derrotados pelos soldados de Davi.

18 Joabe, Abisai e Asael, os três filhos de Zeruia, estavam lá.

Asael, que era tão ligeiro como uma gazela selvagem, 19 começou a perseguir Abner, correndo atrás dele.

20 Abner olhou para trás e perguntou:

— Asael, é você?

— Sim, sou eu! — respondeu ele.

21 — Pare de me perseguir! — disse Abner. — Corra atrás de um dos soldados e pegue para você as coisas dele.

Porém Asael continuou a persegui-lo.

 

22 Mais uma vez Abner disse:

— Pare de me perseguir! Você está me forçando a matá-lo! Como é que eu poderia, depois, olhar o seu irmão Joabe nos olhos?

23 Porém Asael não parou de persegui-lo. Então Abner deu um golpe para trás com a sua lança. Ela entrou na barriga de Asael e saiu pelas costas. Ele caiu morto no chão, e todos os que chegavam paravam no lugar onde ele estava caído.

24 Mas Joabe e Abisai continuaram a perseguir Abner e, quando o sol estava se pondo, chegaram ao monte de Amá, a leste da cidade de Giá, na estrada que vai para o deserto de Gibeão.

25 Os soldados da tribo de Benjamim se reuniram novamente em volta de Abner e ficaram no alto de um morro.

26 Então Abner gritou para Joabe:

— Será que vamos ter de continuar lutando para sempre? Você não vê que, no fim, não vai sobrar nada, a não ser amargura? Nós somos seus irmãos! Até quando você vai esperar para mandar que os seus soldados parem de nos perseguir?

27 Joabe respondeu:

— Juro pelo Deus vivo que, se você não tivesse falado, os meus soldados continuariam a perseguir vocês até amanhã cedo.

28 Então Joabe tocou a corneta. Todos os seus soldados pararam de perseguir os israelitas, e a luta acabou.

 

29 Durante toda aquela noite, Abner e os seus soldados marcharam pelo vale do Jordão. Atravessaram o rio Jordão e, depois de marcharem toda a manhã do dia seguinte, chegaram à cidade de Maanaim.

30 Quando Joabe parou a perseguição, reuniu todos os seus soldados e viu que estavam faltando dezenove, além de Asael. 31 Porém os soldados de Davi haviam matado trezentos e sessenta soldados de Abner, todos eles da tribo de Benjamim.

32 Aí Joabe e os seus soldados pegaram o corpo de Asael e o sepultaram no túmulo da sua família, em Belém. Então marcharam durante a noite inteira e, ao amanhecer, chegaram a Hebrom.



 

II Samuel 3

1 Durou muito tempo a guerra entre os que apoiavam a família de Saul e os que apoiavam Davi. Davi ia ficando cada vez mais forte, e a gente de Saul, cada vez mais fraca.




Os filhos de Davi

2 Os filhos de Davi que nasceram na cidade de Hebrom são estes: o primeiro foi Amnom, filho de Ainoã, da cidade de Jezreel.

3 O segundo foi Quileabe, filho de Abigail, viúva de Nabal, da cidade de Carmelo.

O terceiro foi Absalão, filho de Maacá, que era filha de Talmai, rei de Gesur.

4 O quarto foi Adonias, filho de Hagite.

O quinto foi Sefatias, filho de Abital.

5 O sexto foi Itreão, filho de Eglá, esposa de Davi.

Todos esses filhos de Davi nasceram em Hebrom.




Abner faz um acordo com Davi

6 Enquanto continuava a luta entre os que apoiavam a família de Saul e os que seguiam Davi, Abner ficava cada vez mais poderoso entre a gente de Saul.

7 Um dia Isbosete, filho de Saul, acusou Abner de ter tido relações com uma concubina de Saul chamada Rispa, filha de Aías.

8 Abner ficou furioso com isso e disse:

— Você pensa que eu sou traidor? Pensa que passei para o lado da tribo de Judá?

E continuou:

— Desde o começo tenho sido fiel à causa de Saul, o seu pai, aos seus irmãos e aos seus amigos e tenho evitado que você seja derrotado por Davi. No entanto, hoje você me acusa de ser culpado no caso dessa mulher! 9-10 O Senhor Deus prometeu a Davi que tiraria o reino de Saul e dos seus descendentes e que tornaria Davi rei tanto de Israel como de Judá, para governar o país inteiro. Que Deus me mate se eu não fizer que isso aconteça!

11 Isbosete tinha medo de Abner; por isso, não disse nada.

 

12 Naquela época Davi estava na cidade de Hebrom, e Abner lhe mandou mensageiros com o seguinte recado:

— Quem vai governar esta terra? Faça um acordo comigo, e eu o ajudarei a levar todo o povo de Israel para o seu lado.

13 Davi respondeu:

— Muito bem. Eu farei um acordo com você, porém com uma condição: quando vier falar comigo, você vai me trazer Mical, filha de Saul.


14 Então Davi mandou alguns mensageiros dizerem a Isbosete:

— Entregue-me a minha esposa Mical. Eu paguei cem prepúcios de filisteus para ter o direito de casar com ela.

 

15 Então Isbosete mandou tirá-la do seu marido Paltiel, filho de Laís.

16 Paltiel seguiu-a chorando pelo caminho, até chegarem à cidade de Baurim. Aí Abner lhe ordenou:

— Volte para casa.

E ele voltou.


17 Então Abner foi falar com os líderes de Israel. Ele disse:

— Há muito tempo que vocês queriam que Davi fosse rei de Israel. 18 Esta é a hora de agir. Lembrem que o Senhor disse: “Eu usarei o meu servo Davi para salvar Israel, o meu povo, tanto dos filisteus como de todos os outros inimigos.”

19 Abner falou também com o povo da tribo de Benjamim e depois foi a Hebrom para contar a Davi o que o povo de Benjamim e o povo de Israel tinham resolvido.

20 Abner, com vinte homens, foi a Hebrom para se encontrar com Davi, e este lhe ofereceu uma festa.

21 Abner disse a Davi:

— Eu irei agora e conquistarei todo o povo de Israel para o senhor. E eles o aceitarão como rei. Aí o senhor terá o que desejava e governará o país inteiro.

Então Davi deixou Abner ir embora em paz.




Abner é assassinado

22 Pouco tempo depois, Joabe e os outros oficiais de Davi voltaram de um ataque rápido, trazendo muitas coisas que haviam tomado dos inimigos. Mas Abner não estava mais em Hebrom com Davi porque este já o havia deixado ir embora em paz.

23 Quando Joabe chegou com os seus soldados, contaram-lhe que Abner havia ido falar com o rei Davi e que este o havia deixado ir embora em paz.

24 Então Joabe foi falar com o rei. Ele disse:

— O que foi que o senhor fez? Abner veio aqui, e o senhor deixou que ele fosse embora sem mais nem menos? 25 Ele veio para enganá-lo, para ficar conhecendo todos os lugares aonde o senhor vai e tudo o que faz. E o senhor sabe disso!

26 Logo que saiu de perto de Davi, Joabe mandou mensageiros atrás de Abner. Eles o alcançaram no poço de Sira e o trouxeram de volta. Mas Davi não ficou sabendo disso.

27 Quando Abner chegou a Hebrom, Joabe o levou para o lado do portão, como se quisesse falar com ele em particular, e enfiou um punhal na barriga dele. Assim Abner, filho de Ner, foi assassinado por ter matado Asael, irmão de Joabe.

 

28 Quando soube disso, Davi disse:

— O Senhor Deus sabe que eu e os meus seguidores não temos nenhuma culpa no assassinato de Abner. 29 Que o castigo por esse crime caia sobre Joabe e toda a sua família! Que nunca faltem na sua família homens que tenham gonorreia ou doença contagiosa de pele, ou que sejam capazes de fazer somente trabalho de mulher, ou que sejam mortos em batalha, ou que não tenham o que comer!

30 Assim Joabe e o seu irmão Abisai assassinaram Abner porque ele havia matado Asael, o irmão deles, na batalha de Gibeão.

31 Então Davi mandou que Joabe e os seus soldados chorassem por Abner e que, em sinal de tristeza, rasgassem as suas roupas e vestissem roupas de luto. E no sepultamento o próprio rei Davi ia caminhando atrás do caixão.

32 Abner foi sepultado em Hebrom, e o rei chorou alto perto do seu túmulo. E todo o povo fez o mesmo.

33 E Davi fez esta lamentação para Abner:

“Por que teria Abner de morrer como se fosse um louco?

34 As suas mãos não estavam amarradas,

nem estavam atados os seus pés;

ele morreu como alguém que é morto por criminosos!”

 

Então o povo chorou novamente por Abner.

35 O povo tentou convencer Davi a comer alguma coisa antes que o dia terminasse, mas ele fez este juramento:

— Que Deus me mate se eu comer alguma coisa antes que o dia acabe!

36 O povo ouviu isso e gostou. De fato, o povo gostava de tudo o que o rei fazia. 37 Assim todos os seguidores do rei Davi e todo o povo de Israel entenderam que ele não tinha tomado parte no assassinato de Abner.

38 E ele disse aos seus oficiais:

— Fiquem sabendo que hoje morreu um grande líder de Israel. 39 Embora eu seja o rei escolhido por Deus, hoje me sinto fraco. Os filhos de Zeruia são homens violentos demais para mim! Que o Senhor castigue esses criminosos como eles merecem!




II Samuel 4


Isbosete é assassinado

1 Quando Isbosete, filho de Saul, soube que Abner havia sido assassinado na cidade de Hebrom, perdeu a coragem, e todo o povo de Israel ficou com medo.

2 Havia dois oficiais de Isbosete que comandavam os ataques rápidos ao território inimigo. Eles se chamavam Baaná e Recabe e eram filhos de Rimom, da cidade de Beerote, da tribo de Benjamim.

(A cidade de Beerote é considerada como parte do território de Benjamim. 3 Os antigos moradores de Beerote haviam fugido para a cidade de Gitaim e eles vivem ali como estrangeiros até hoje.)

4 Quando Saul e Jônatas foram mortos em Jezreel, Mefibosete, filho de Jônatas, tinha cinco anos de idade. Ao chegar a notícia da morte de Saul e de Jônatas, a mulher que cuidava de Mefibosete o pegou e fugiu. Mas estava com tanta pressa, que o deixou cair, e ele ficou manco.

5 Recabe e Baaná foram para a casa de Isbosete e chegaram lá quando ele estava tirando a sua soneca depois do almoço. 6 A mulher que estava na porta peneirando trigo havia ficado com sono e estava dormindo. Por isso, Baaná e Recabe entraram em silêncio, 7 foram ao quarto onde Isbosete dormia um sono pesado e o mataram. Então cortaram a cabeça dele e a levaram consigo. Eles caminharam a noite toda pelo vale do rio Jordão.

8 Quando chegaram a Hebrom, mostraram a cabeça de Isbosete ao rei Davi e disseram:

— Aqui está a cabeça de Isbosete, filho do seu inimigo Saul, que queria matá-lo. Hoje o Senhor Deus vingou o rei, meu senhor, de Saul e dos seus descendentes.

9-11 Davi respondeu:

— Eu agarrei e mandei matar o mensageiro que foi ao meu encontro na cidade de Ziclague; pois ele, pensando que estava me dando uma boa notícia, me contou a respeito da morte de Saul. Agora, juro pelo Senhor, o Deus vivo, que me salvou de todos os perigos, que eu castigarei muito mais os homens traiçoeiros que mataram um inocente que estava dormindo na sua própria casa! Agora vou me vingar de vocês por terem matado Isbosete e vou varrer vocês da face da terra.

12 Então Davi deu ordem, e os seus soldados mataram Recabe e Baaná. Depois cortaram as mãos e os pés deles e penduraram perto da represa de Hebrom. E pegaram a cabeça de Isbosete e sepultaram no túmulo de Abner, em Hebrom.




II Samuel 5


Davi é feito rei de Israel e de Judá

(1º Crônicas 11:1-9; 14:1-7)

1 Então todas as tribos de Israel foram se encontrar com Davi em Hebrom e disseram:

— Nós pertencemos ao mesmo povo que você, ó rei. 2 No passado, quando Saul era o nosso rei, você comandou o povo de Israel na batalha. E o Senhor Deus lhe disse que você seria comandante e governador do povo dele.

3 Assim todos os líderes de Israel foram se encontrar com Davi em Hebrom. Davi fez um acordo sagrado com eles, e eles o ungiram rei de Israel. 4 Ele tinha trinta anos de idade quando se tornou rei e reinou quarenta anos.

5 Governou Judá, em Hebrom, sete anos e meio; e governou Israel e Judá, em Jerusalém, trinta e três anos.

6 O rei Davi e os seus soldados foram atacar Jerusalém. Os jebuseus, que eram os moradores da cidade, pensaram que ele não seria capaz de conquistá-la e por isso disseram:

— Você nunca entrará aqui. Para fazer você ficar do lado de fora, bastam os cegos e os aleijados.

7 Mas Davi tomou a fortaleza de Sião, e ela passou a ser chamada de “Cidade de Davi”.

 

A coisa aconteceu assim. 8 Naquele dia Davi disse aos seus soldados:

— Se alguém quiser matar os jebuseus, aqueles pobres cegos e aleijados, que eu tanto odeio, então que suba pelo túnel da água e os ataque.

É por isso que se diz: “Os cegos e os aleijados não podem entrar na casa de Deus.”

9 Davi ficou morando na fortaleza e a chamou de Cidade de Davi. Em volta ele construiu defesas que iam desde o aterro que ficava no lado leste da cidade até o palácio.

10 E Davi ia ficando cada vez mais forte porque o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, estava com ele.

 

11 O rei Hirão, da cidade de Tiro, enviou embaixadores a Davi. Ele mandou toras de cedro e também carpinteiros e pedreiros, e eles construíram um palácio para Davi. 12 E assim Davi entendeu que o Senhor o havia confirmado como rei de Israel e que, por amor ao seu povo, estava fazendo o seu reino progredir.

 

13 Depois que saiu da cidade de Hebrom, Davi arranjou mais concubinas e esposas em Jerusalém e com elas teve mais filhos e filhas. 14 Os filhos de Davi que nasceram em Jerusalém foram: Samua, Sobabe, Natã, Salomão, 15 Ibar, Elisua, Nefegue, Jafia, 16 Elisama, Eliada e Elifelete.




Davi derrota os filisteus

(1º Crônicas 14:8-17)

17 Quando os filisteus souberam que Davi tinha sido ungido como rei de Israel, o seu exército saiu para prendê-lo.

Quando soube disso, Davi desceu para a fortaleza.

18 Os filisteus chegaram ao vale dos Gigantes e o ocuparam.

19 Aí Davi perguntou a Deus, o Senhor:

— Devo lutar contra os filisteus? Tu me darás a vitória?

— Vá! — disse o Senhor. — Eu lhe darei a vitória.


20 Então Davi foi até Baal-Perazim e ali venceu os filisteus.

Ele disse:

— Como uma enchente que derruba tudo, assim o Senhor abriu uma brecha no meio dos meus inimigos.

Por isso, aquele lugar é chamado de Baal-Perazim. 21 Ali os filisteus abandonaram os seus ídolos, e Davi e os seus soldados os levaram embora.

22 Então os filisteus voltaram para o vale dos Gigantes e o ocuparam.

23 Mais uma vez Davi consultou o Senhor, e ele respondeu:

— Não os ataque daqui. Dê a volta, vá até as amoreiras e ataque por trás. 24 Quando você ouvir o barulho de marcha por cima das amoreiras, fique pronto para atacar porque isso quer dizer que eu estou indo na sua frente para derrotar o exército dos filisteus.

25 Davi fez o que o Senhor havia mandado e obrigou os filisteus a recuarem desde Geba até Gezer.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

1º Samuel 13 a 16 (dia 63)

I Samuel 13


Guerra contra os filisteus


1 Saul já era adulto quando se tornou rei e governou o povo de Israel dois anos.

2 Ele escolheu três mil israelitas e mandou todos os outros de volta para casa. Dois mil estavam na cidade de Micmás e na região montanhosa de Betel. Mil homens ficaram com o seu filho Jônatas, na cidade de Gibeá, no território da tribo de Benjamim.

3 Jônatas matou o comandante filisteu, em Geba, e os filisteus ficaram sabendo disso. Aí Saul mandou mensageiros para tocarem corneta por todo o país, chamando os hebreus para a guerra.

4 E todo o povo ouviu esta mensagem: “Saul matou o comandante dos filisteus, e agora eles estão com ódio dos israelitas.”

Então o povo respondeu ao chamado e foi juntar-se a Saul, em Gilgal.

5 Os filisteus se reuniram para lutar contra os israelitas. Eles tinham trinta mil carros de guerra, seis mil cavaleiros e tantos soldados quantos os grãos de areia da praia do mar. Foram até Micmás, a leste da cidade de Bete-Avém, e acamparam ali.

6 Os israelitas perceberam que estavam sem saída e numa situação muito difícil. Alguns se esconderam em cavernas e em buracos, e outros, entre rochas, em covas e em poços. 7 Outros ainda atravessaram o rio Jordão e foram para as terras de Gade e de Gileade.

Saul havia ficado em Gilgal, e o povo dali estava apavorado. 8 Seguindo as instruções de Samuel, Saul esperou sete dias, mas Samuel não foi até lá. E o povo começou a abandonar Saul e sair dali.

9 Então Saul lhes disse:
— Tragam os animais para o sacrifício que é completamente queimado e para as ofertas de paz.

Ele ofereceu o sacrifício, 10 e, quando estava terminando, Samuel chegou. Saul foi ao encontro dele, para o cumprimentar, 11 mas Samuel disse:
— O que foi que você fez?

Saul respondeu:
— Eu percebi que o povo estava me abandonando e indo embora. Você também não veio como havia prometido, e os filisteus já estavam reunidos em Micmás. 12 Aí eu pensei: “Os filisteus vão descer a Gilgal para me atacar, e eu ainda não tentei conseguir a ajuda de Deus, o Senhor.” Então achei que tinha de oferecer o sacrifício.

13 — O que você fez foi uma loucura! — respondeu Samuel. — Você não obedeceu à ordem do Senhor, nosso Deus. Se tivesse obedecido, ele teria deixado que você e os seus descendentes governassem o povo de Israel para sempre. 14 Mas agora você não continuará a governar. Você desobedeceu ao Senhor, e por isso ele vai encontrar um homem do tipo que ele quer e o fará chefe deste povo.

15 Aí Samuel saiu de Gilgal e foi embora.

Saul, acompanhado pelo resto do povo, também deixou Gilgal e foi para junto dos seus soldados, em Gibeá, no território da tribo de Benjamim. Então ele fez uma contagem dos seus soldados: eram mais ou menos seiscentos homens. 16 Saul, o seu filho Jônatas e os seus homens ficaram em Geba, no território de Benjamim. Os filisteus estavam acampados em Micmás. 17 Os soldados filisteus saíram para patrulhar em três grupos: um grupo foi na direção de Ofra, na terra de Sual, 18 o outro seguiu rumo a Bete-Horom, e o terceiro, na direção do monte de onde se avista o vale de Zeboim e o deserto.

19 Os filisteus haviam proibido os hebreus de fazerem espadas e lanças. Por isso, não havia nenhum ferreiro na terra de Israel. 20 Assim, quando os arados, as enxadas, os machados e as foices dos israelitas precisavam ser amolados, eles os levavam aos filisteus. 21 Estes cobravam caro dos israelitas para afiar machados e ferrões de tocar bois e mais caro ainda para afiar arados e enxadas. 22 Por isso, no dia da batalha, nenhum soldado israelita tinha nem espada nem lança; só Saul e o seu filho Jônatas é que tinham.

23 Os filisteus mandaram um grupo de soldados para defender o desfiladeiro de Micmás.




I Samuel 14


A vitória de Jônatas


1 Um dia Jônatas disse ao rapaz que carregava as suas armas:
— Vamos até o acampamento filisteu, que está no outro lado do desfiladeiro.

Mas Jônatas não contou ao pai o que ia fazer. 2 Saul estava em Migrom, perto de Gibeá, acampado debaixo de um pé de romã. Com ele estavam mais ou menos seiscentos homens.

3 O sacerdote que usava o manto sacerdotal era Aías, filho de Aitube e sobrinho de Icabô. (Icabô era filho de Fineias e neto de Eli, que havia sido sacerdote do Senhor Deus em Siló.) Os homens não sabiam que Jônatas havia saído do acampamento.
 

4 No desfiladeiro que Jônatas tinha de atravessar para chegar ao acampamento dos filisteus, havia duas grandes pedras, uma de cada lado da passagem. Uma era chamada de Bosês, e a outra, de Senê.

5 Uma estava no lado norte do desfiladeiro, de frente para Micmás, e a outra, no lado sul, de frente para Geba.

6 Jônatas disse ao rapaz que o acompanhava:
— Vamos até o acampamento desses filisteus pagãos. Pode ser que o Senhor nos ajude. E, se ele nos ajudar, nada poderá impedi-lo de nos dar a vitória, ainda que sejamos poucos.

7 O rapaz respondeu:
— Faça o que achar melhor! Eu estou com o senhor.

8 — Muito bem! — respondeu Jônatas. — Vamos até lá e deixemos que aqueles homens nos vejam. 9 Se eles disserem para ficarmos parados até que cheguem perto de nós, nós obedeceremos. 10 Mas, se disserem para irmos até o lugar onde eles estão, nós iremos, pois isso será o sinal de que o Senhor Deus nos deu a vitória.

11 Aí os dois deixaram que os filisteus os vissem. E estes disseram:
— Vejam! Alguns hebreus estão saindo das tocas onde estavam escondidos.

12 Então os soldados filisteus chamaram Jônatas e o rapaz:
— Subam até aqui! Queremos mostrar uma coisa a vocês.
 

Jônatas disse ao rapaz:
— Siga-me, pois o Senhor Deus deu ao povo de Israel a vitória sobre os filisteus.
 

13 Ele subiu engatinhando, e o rapaz o seguiu. Jônatas ia atacando e derrubando os filisteus, e o rapaz os ia matando. 14 Nesse primeiro ataque eles mataram cerca de vinte homens, em uma área de mais ou menos mil e duzentos metros quadrados.

15 Todos os filisteus que estavam no acampamento ficaram apavorados. Os patrulheiros e os soldados do acampamento tremeram de medo. A terra também tremeu, e houve uma grande confusão.




A derrota dos filisteus

16 Os espiões de Saul que estavam em Gibeá, no território da tribo de Benjamim, viram que os filisteus estavam tontos, correndo para cá e para lá.

17 Então Saul disse aos seus oficiais:
— Contem os nossos soldados e vejam quem está faltando.

Eles contaram e descobriram que estavam faltando Jônatas e o rapaz que carregava as suas armas.

18 Aí Saul disse a Aías, o sacerdote:
— Traga aqui a arca da aliança.

Ele disse isso porque naquele tempo a arca ia na frente do povo de Israel.

19 Enquanto Saul falava com o sacerdote, a confusão no acampamento filisteu aumentava cada vez mais.

Então Saul disse ao sacerdote:
— Você não precisa mais consultar o Senhor.
 

20 Aí ele e os seus homens entraram na batalha contra os filisteus. Estes, em completa confusão, estavam lutando uns contra os outros.

21 Os hebreus que haviam passado para o lado dos filisteus e tinham ido para o acampamento com eles mudaram de lado outra vez e se juntaram com Saul e Jônatas. 22 Os israelitas que estavam escondidos nas montanhas de Efraim também souberam que os filisteus estavam fugindo. Eles se reuniram e atacaram os filisteus, 23 lutando todo o caminho até além de Bete-Avém. E o Senhor Deus deu naquele dia a vitória ao povo de Israel.




Depois da batalha


24 Naquele dia os israelitas estavam fracos de fome porque Saul havia feito este juramento: “Quem comer qualquer coisa hoje, antes de eu me vingar dos meus inimigos, será amaldiçoado.” Por isso, ninguém tinha comido nada o dia inteiro. 25 Todos eles chegaram a um bosque e ali acharam mel por toda parte. 26 As árvores estavam cheias de mel, mas ninguém comeu nada porque eles estavam com medo do juramento de Saul. 27 Mas Jônatas não tinha ouvido o seu pai dar a ordem ao povo. Por isso, estendeu o bastão que tinha na mão, molhou a ponta num favo e comeu um pouco de mel. E logo se sentiu melhor.

28 Mas um dos homens disse:
— Todos estão fracos de fome porque o seu pai nos ameaçou, dizendo: “Quem comer qualquer coisa hoje será amaldiçoado!”

29 Então Jônatas respondeu:
— O meu pai fez uma coisa terrível com o nosso povo. Vejam como estou me sentindo melhor depois de comer um pouco deste mel! 30 Teria sido bem melhor se hoje o nosso povo tivesse comido o alimento que tomou do inimigo quando o derrotou. Imaginem quantos filisteus mais eles teriam matado!

31 Naquele dia os israelitas derrotaram os filisteus, lutando desde Micmás até Aijalom. A essa altura os israelitas estavam muito fracos de fome. 32 Por isso, avançaram sobre o que haviam tirado dos inimigos, isto é, as ovelhas, as vacas e os bezerros, e os mataram ali mesmo e comeram a carne com o sangue.

33 Aí alguém foi dizer a Saul:
— Olhe! O povo está pecando contra Deus, comendo carne sem primeiro deixar escorrer o sangue.
 

Saul gritou:
— Isso é traição! Rolem aqui para mim uma pedra grande.

34 E ordenou ainda:
— Vão para o meio do povo e digam a eles que tragam aqui o seu gado e as suas ovelhas. E que os matem e os comam aqui. E que não pequem contra Deus, comendo carne com sangue.

Por isso, naquela noite, todos trouxeram o seu gado e o mataram ali.

35 E Saul construiu um altar para o Senhor Deus, e esse foi o primeiro que ele construiu.




O povo salva Jônatas


36 Aí Saul disse aos seus soldados:
— Vamos descer de noite e atacar os filisteus. Até o amanhecer nós tomaremos tudo o que eles têm e não deixaremos nenhum filisteu vivo.
 

 Eles responderam:
— Faça o que achar melhor.
 

Mas o sacerdote disse:
— Primeiro vamos consultar a Deus.

37 Aí Saul perguntou a Deus:
— Devo atacar os filisteus? Tu darás a vitória ao povo de Israel?
 

Mas naquele dia Deus não respondeu nada.

38 Então Saul disse aos oficiais:
— Venham aqui e descubram que pecado foi cometido hoje. 39 Eu prometo pelo Senhor, o Deus vivo, o Salvador de Israel, que, mesmo que o culpado seja o meu filho Jônatas, eu o matarei.
 

Mas ninguém respondeu nada.

40 Então Saul ordenou:
— Fiquem todos de um lado. Eu e o meu filho Jônatas ficaremos do outro.
 

— Faça o que achar melhor! — responderam eles.

41 Então Saul disse ao Senhor, o Deus de Israel:
— Ó Deus, por que não me respondeste hoje? Ó Senhor, Deus de Israel, responde por meio do sorteio. Se a culpa for minha ou de Jônatas, responde pela pedra marcada Urim; mas, se a culpa for de Israel, o teu povo, responde pela pedra marcada Tumim.
 

E a resposta indicou Jônatas e Saul e não os soldados.

42 Então Saul disse:
— Façam o sorteio para saber se a culpa é minha ou do meu filho Jônatas.

E Jônatas foi indicado.

43 Então Saul perguntou:
— O que foi que você fez?

— Eu comi um pouco de mel que tirei com a ponta do bastão que eu tinha na mão! — respondeu Jônatas. — E estou aqui, pronto para morrer.

44 — Que Deus me mate se você não for morto! — disse Saul.

45 Mas os soldados responderam:
— Isso, nunca! Jônatas, que deu esta grande vitória ao povo de Israel, não deve morrer. Nós prometemos pelo Senhor, o Deus vivo, que ele não vai perder nem um fio de cabelo. O que ele fez hoje foi conseguido com a ajuda de Deus.
 

E assim os soldados salvaram Jônatas da morte.

46 Saul parou de perseguir os filisteus, e eles voltaram para a sua terra.




O reinado e a família de Saul


47 Depois que se tornou o rei de Israel, Saul lutou contra todos os povos vizinhos que eram seus inimigos: os povos de Moabe, de Amom e de Edom, os reis de Zoba e os filisteus. E em toda parte em que lutava era vitorioso.

48 Saul lutou corajosamente e venceu os amalequitas. E defendeu o povo de Israel de todos os ataques.
 

49 Saul tinha três filhos homens: Jônatas, Isvi e Malquisua. A sua filha mais velha chamava-se Merabe, e a mais nova, Mical. 50 A sua mulher chamava-se Ainoã e era filha de Aimaás. O comandante do exército de Saul era o seu primo Abner, filho de seu tio Ner.

51 Quis, o pai de Saul, e Ner, o pai de Abner, eram filhos de Abiel.

52 Durante toda a sua vida Saul lutou ferozmente contra os filisteus. E, sempre que encontrava um homem forte e valente, ele o alistava no seu exército.




I Samuel 15


Guerra contra os amalequitas


1 Samuel disse a Saul:
— O Senhor Deus me mandou ungir você para ser rei de Israel, o povo dele. Agora escute isto que o Senhor Todo-Poderoso diz. 2 Ele castigará os amalequitas porque eles lutaram contra os israelitas quando estes vieram do Egito.

3 Vá, ataque os amalequitas e destrua completamente tudo o que eles têm. Não tenha dó nem piedade. Mate todos os homens e mulheres, crianças e bebês, gado e ovelhas, camelos e jumentos.
 

4 Então Saul convocou o seu exército e em Telaim fez uma contagem dos seus soldados. Havia duzentos mil soldados do povo de Israel e dez mil de Judá. 5 Aí Saul e todos os seus soldados foram para a cidade de Amaleque e ficaram esperando escondidos no leito seco de um rio.

6 Saul preveniu os queneus:
— Saiam do meio dos amalequitas para que eu não os mate junto com eles, pois vocês foram bondosos com os israelitas quando eles vieram do Egito.

Então os queneus saíram. 7 E Saul derrotou os amalequitas, desde Havilá até Sur, a leste do Egito. 8 Prendeu Agague, o rei dos amalequitas, porém matou todo o povo.

9 Saul e os seus soldados não mataram Agague; também não mataram as melhores ovelhas, os melhores touros, bezerros e carneiros e tudo o mais que era bom. Mas destruíram tudo o que era imprestável e sem valor.




Saul é rejeitado como rei


10 O Senhor Deus falou com Samuel:

11 — Eu estou arrependido de ter feito Saul rei, pois ele me abandonou e desobedeceu às minhas ordens.

Samuel ficou triste com isso e a noite inteira orou em voz bem alta a Deus, o Senhor, em favor de Saul. 

12 Na manhã seguinte, bem cedo, ele saiu para procurar Saul. Soube que ele tinha ido para a cidade de Carmelo, onde havia construído um monumento em honra de si mesmo, e que depois tinha seguido para Gilgal.

13 Samuel encontrou Saul, e este o cumprimentou, dizendo:
— Que o Senhor Deus o abençoe, Samuel! Eu obedeci às ordens do Senhor.

14 E Samuel perguntou:
— Então por que é que estou ouvindo o mugido de gado e o berro de ovelhas?

15 Saul respondeu:
— Os meus soldados os tomaram dos amalequitas. Pegaram as melhores ovelhas e o melhor gado para oferecer como sacrifício ao Senhor, o Deus de você. E destruímos completamente o resto.

16 — Espere! — interrompeu Samuel. — Eu vou lhe contar o que o Senhor Deus me disse na noite passada.

— Fale! — disse Saul.

17 E Samuel continuou:
— Você pode pensar que é uma pessoa sem importância, mas é o líder das tribos de Israel. O Senhor Deus o ungiu como rei do povo de Israel 18 e mandou que você fosse e destruísse os amalequitas, essa gente má. E disse para você lutar até acabar com eles. 19 Então por que é que você não obedeceu? Por que é que você teve pressa de ficar com as coisas do inimigo, fazendo assim uma coisa que para Deus é errada?

20 — Mas eu obedeci a Deus, o Senhor! — respondeu Saul. — Saí como ele me ordenou, trouxe o rei Agague e matei todos os amalequitas. 21 Porém os meus soldados não mataram o melhor gado e as melhores ovelhas, que estavam condenados à destruição. Em vez disso, eles os trouxeram aqui para Gilgal a fim de os oferecer como sacrifício ao Senhor, o Deus de você.

22 Samuel respondeu:
— O que é que o Senhor Deus prefere? Obediência ou oferta de sacrifícios? É melhor obedecer a Deus do que oferecer-lhe em sacrifício as melhores ovelhas. 23 A revolta contra o Senhor é tão grave como a feitiçaria, e o orgulho é pecado como é pecado a idolatria. O Senhor o rejeitou como rei porque você rejeitou as ordens dele.

24 — Eu pequei! — respondeu Saul. — Desobedeci às ordens de Deus, o Senhor, e às instruções que você deu. Fiquei com medo do povo e fiz o que eles queriam. 25 Mas agora, Samuel, eu peço que perdoe o meu pecado e volte comigo para que eu possa adorar o Senhor.

26 — Eu não voltarei com você! — respondeu Samuel. — Você rejeitou as ordens de Deus, o Senhor, e por isso ele também o rejeitou como rei de Israel.

27 Então Samuel virou-se para sair. Mas Saul o segurou pela barra da capa, e ela se rasgou.

28 E Samuel disse:
— Hoje Deus rasgou das suas mãos o Reino de Israel e o deu a alguém que é melhor do que você. 29 O glorioso Deus de Israel não mente, nem muda de ideia. Ele não é um ser humano e por isso não se arrepende.

30 — Eu pequei! — repetiu Saul. — Mas pelo menos me respeite na frente dos líderes e de todo o povo de Israel. Volte comigo para que eu possa adorar o Senhor, seu Deus.

31 Então Samuel voltou com ele, e Saul adorou a Deus, o Senhor.

32 E Samuel ordenou:
— Tragam aqui o rei Agague.

Tremendo de medo, Agague foi até o lugar onde Saul estava e disse:
— Como é amargo morrer!

33 Samuel disse:
— Assim como a sua espada fez muitas mães ficarem sem filhos, agora também a sua mãe vai ficar sem o seu filho.

 


 

Em seguida Samuel cortou Agague em pedaços, em Gilgal, em frente do altar.

34 Aí Samuel foi para Ramá, e Saul voltou para a sua casa em Gibeá. 35 E nunca mais Samuel tornou a ver Saul, mas ficou com muita pena dele. E o Senhor Deus se arrependeu de ter colocado Saul como rei de Israel.




I Samuel 16


Davi é ungido rei


1 O Senhor Deus disse a Samuel:
— Até quando você vai continuar a ter pena de Saul? Eu não quero mais que ele seja rei de Israel. Encha um chifre com azeite e leve com você. Depois vá a Belém, até a casa de um homem chamado Jessé, pois eu escolhi um dos filhos dele para ser rei.

2 — Como posso fazer isso? — respondeu Samuel. — Se Saul souber disso, ele me mata!

O Senhor Deus respondeu:
— Leve um bezerro e diga que você foi lá para oferecer um sacrifício ao Senhor. 3 Convide Jessé para o sacrifício, e depois eu lhe digo o que fazer. Você ungirá como rei aquele que eu indicar.

4 Samuel fez o que o Senhor Deus havia mandado e foi a Belém. Quando chegou lá, os líderes da cidade foram tremendo encontrá-lo e perguntaram:
— A sua visita é de paz?

5 — Sim! — respondeu ele. — Eu vim oferecer um sacrifício a Deus. Purifiquem-se e venham comigo.
Ele mandou que Jessé e os seus filhos se purificassem e os convidou para o sacrifício.

6 Quando eles chegaram, Samuel viu Eliabe, um dos filhos de Jessé, e pensou:
— Este homem que está aqui na presença de Deus, o Senhor, certamente é aquele que o Senhor escolheu.

7 Mas o Senhor disse:
— Não se impressione com a aparência nem com a altura deste homem. Eu o rejeitei porque não julgo como as pessoas julgam. Elas olham para a aparência, mas eu vejo o coração.

8 Então Jessé chamou o seu filho Abinadabe e o levou a Samuel. Mas Samuel disse:
— Este também não foi escolhido pelo Senhor.

9 Aí Jessé trouxe o seu filho Simeia. E Samuel disse:
— O Senhor Deus também não escolheu este.

10 Assim Jessé apresentou a Samuel sete dos seus filhos. E Samuel disse:
— O Senhor Deus não escolheu nenhum destes.

11 E perguntou a Jessé:
— Você não tem mais nenhum filho?
 

Jessé respondeu:
— Tenho mais um, o caçula, mas ele está fora, tomando conta das ovelhas.

— Então mande chamá-lo! — disse Samuel. — Nós não vamos oferecer o sacrifício enquanto ele não vier.

12 Aí Jessé mandou buscá-lo. Era um belo rapaz, saudável e de olhos brilhantes. E o Senhor disse a Samuel:
— É este mesmo. Unja-o.

13 Samuel pegou o chifre cheio de azeite e ungiu Davi na frente dos seus irmãos. E o Espírito do Senhor dominou Davi e daquele dia em diante ficou com ele. E Samuel voltou para Ramá.




Davi e Saul


14 O Espírito do Senhor saiu de Saul, e um espírito mau, mandado por Deus, começou a atormentá-lo.

15 Então os empregados de Saul lhe disseram:
— Sabemos que um espírito mau mandado por Deus está atormentando o senhor. 16 Mande, e nós iremos procurar um homem que saiba tocar lira. Assim, quando o espírito mau vier sobre o senhor, o homem tocará a lira, e o senhor ficará bom de novo.

17 E Saul ordenou:
— Procurem um homem que toque bem lira e o tragam aqui.

18 Um dos empregados respondeu:
— Jessé, da cidade de Belém, tem um filho que é bom músico. Ele também é valente, bom soldado, fala bem, tem boa aparência, e o Senhor Deus está com ele.

19 Aí Saul enviou mensageiros com este recado para Jessé:
— Mande-me o seu filho Davi, aquele que toma conta das ovelhas.

20 Então Jessé mandou Davi a Saul, e Davi levou de presente um odre cheio de vinho, um cabrito e um jumento carregado de pão. 21 Davi foi e ficou trabalhando para Saul. Este gostou muito de Davi e o escolheu para carregar as suas armas.

22 E mandou a seguinte mensagem a Jessé:
— Eu gostei de Davi. Deixe que ele fique aqui a meu serviço.

23 Daí em diante, toda vez que o espírito mau mandado por Deus vinha sobre Saul, Davi pegava a sua lira e tocava. O espírito mau saía de Saul, e ele se sentia melhor e ficava bom novamente.