Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Mateus 17 a 20 (dia 239)

MATEUS 17

Jesus, Moisés* e Elias

Marcos 9:2-13; Lucas 9:28-36

 

* [Comentário: - Será que não era Enoque, ao invés de Moisés?]

 

1 Seis dias depois, Jesus foi para um monte alto, levando consigo somente Pedro e os irmãos Tiago e João. 2 Ali, eles viram a aparência de Jesus mudar: o seu rosto ficou brilhante como o sol, e as suas roupas ficaram brancas como a luz. 3 E os três discípulos viram Moisés e Elias conversando com Jesus. 

 


 

4 Então Pedro disse a Jesus:

— Como é bom estarmos aqui, Senhor! Se o senhor quiser, eu armarei três barracas neste lugar: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias.


5 Enquanto Pedro estava falando, uma nuvem brilhante os cobriu, e dela veio uma voz, que disse:

— Este é o meu Filho querido, que me dá muita alegria. Escutem o que ele diz!


6 Quando os discípulos ouviram a voz, ficaram com tanto medo, que se ajoelharam e encostaram o rosto no chão. 7 Jesus veio, tocou neles e disse:

— Levantem-se e não tenham medo!


8 Então eles olharam em volta e não viram ninguém, a não ser Jesus.


9 Quando estavam descendo do monte, ele lhes deu esta ordem:

— Não contem para ninguém o que viram até que o Filho do Homem seja ressuscitado.

 

10 Então os discípulos perguntaram:

— Por que os mestres da Lei dizem que Elias deve vir primeiro?


11 Ele respondeu:

— É verdade que Elias vem para preparar tudo; 12 porém eu afirmo a vocês que Elias já veio, e não o reconheceram, mas o maltrataram como quiseram. Assim também maltratarão o Filho do Homem.


13 Então os discípulos entenderam que Jesus estava falando a respeito de João Batista.






A cura de um menino

Marcos 9:14-29; Lucas 9:37-43a


14 Quando eles chegaram perto da multidão, um homem foi até perto de Jesus, ajoelhou-se diante dele 15 e disse:

— Senhor, tenha pena do meu filho! Ele é epilético e tem ataques tão fortes, que muitas vezes cai no fogo ou na água. 16 Eu o trouxe para os seus discípulos a fim de que eles o curassem, mas eles não conseguiram.


17 Jesus respondeu:

— Gente má e sem fé! Até quando ficarei com vocês? Até quando terei de aguentá-los? Tragam o menino aqui!



 

18 Então deu uma ordem, o demônio saiu, e no mesmo instante o menino ficou curado.


19 Depois os discípulos chegaram perto de Jesus, em particular, e perguntaram:

— Por que foi que nós não pudemos expulsar aquele demônio?


20 Jesus respondeu:

— Foi porque vocês não têm bastante fé. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês tivessem fé, mesmo que fosse do tamanho de uma semente de mostarda, poderiam dizer a este monte: “Saia daqui e vá para lá”, e ele iria. E vocês teriam poder para fazer qualquer coisa! 21 [Mas esse tipo de demônio só pode ser expulso com oração e jejum.]






Jesus fala outra vez da sua morte e da sua ressurreição

Marcos 9:30-32; Lucas 9:43b-45


22 Um dia os discípulos estavam se reunindo na Galileia, e Jesus disse a eles:

— O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, 23 e eles vão matá-lo; mas três dias depois ele será ressuscitado.


E os discípulos ficaram muito tristes.






O imposto do Templo


24 Quando Jesus e os discípulos chegaram à cidade de Cafarnaum, os cobradores do imposto do Templo foram perguntar a Pedro:

— O mestre de vocês não paga o imposto do Templo?


25 — Paga, sim! — respondeu Pedro.


Depois Pedro entrou em casa, mas, antes que falasse alguma coisa, Jesus disse:

— Simão, o que é que você acha? Quem paga impostos e taxas aos reis deste mundo? São os cidadãos do país ou são os estrangeiros?


26 — São os estrangeiros! — respondeu Pedro.


— Certo! — disse Jesus. — Isso quer dizer que os cidadãos não precisam pagar. 27 Mas nós não queremos ofender [ou escandalizar] essa gente. Por isso vá até o lago, jogue o anzol e puxe o primeiro peixe que você fisgar. Na boca dele você encontrará uma moeda. Então vá e pague com ela o meu imposto e o seu.






MATEUS 18

Quem é o mais importante

Marcos 9.33-37; Lucas 9.46-48


1 Naquele momento os discípulos chegaram perto de Jesus e perguntaram:

— Quem é o mais importante no Reino do Céu?


2 Jesus chamou uma criança, colocou-a na frente deles 3 e disse:

— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: se vocês não mudarem de vida e não ficarem iguais às crianças, nunca entrarão no Reino do Céu. 4 A pessoa mais importante no Reino do Céu é aquela que se humilha e fica igual a esta criança. 5 E aquele que, por ser meu seguidor, receber uma criança como esta estará recebendo a mim.






O perigo do pecado

Marcos 9:42-48; Lucas 17:1-2


6 — Quanto a estes pequeninos que creem em mim , se alguém for culpado de um deles me abandonar, seria melhor para essa pessoa que ela fosse jogada no lugar mais fundo do mar, com uma pedra grande amarrada no pescoço. 7 Ai do mundo por causa das coisas que fazem com que as pessoas me abandonem! Essas coisas têm de acontecer, mas ai do culpado!


8 — Se uma das suas mãos ou um dos seus pés faz com que você peque, corte-o e jogue fora! Pois é melhor você entrar na vida eterna sem uma das mãos ou sem um dos pés do que ter as duas mãos e os dois pés e ser jogado no fogo eterno. 9 Se um dos seus olhos faz com que você peque, arranque-o e jogue fora! Pois é melhor você entrar na vida eterna com um olho só do que ter os dois e ser jogado no fogo do inferno.






A ovelha perdida

Lucas 15:3-7


10 — Cuidado, não desprezem nenhum destes pequeninos! Eu afirmo a vocês que os anjos deles estão sempre na presença do meu Pai, que está no céu. 11 [Porque o Filho do Homem veio salvar quem está perdido.]


12 — O que é que vocês acham que faz um homem que tem cem ovelhas, e uma delas se perde? Será que não deixa as noventa e nove pastando no monte e vai procurar a ovelha perdida? 13 Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando ele a encontrar, ficará muito mais contente por causa dessa ovelha do que pelas noventa e nove que não se perderam. 14 Assim também o Pai de vocês, que está no céu, não quer que nenhum destes pequeninos se perca.






O irmão que peca


15 — Se o seu irmão pecar contra você, vá e mostre-lhe o seu erro. Mas faça isso em particular, só entre vocês dois. Se essa pessoa ouvir o seu conselho, então você ganhou de volta o seu irmão. 16 Mas, se não ouvir, leve com você uma ou duas pessoas, para fazer o que mandam as Escrituras Sagradas. Elas dizem: “Qualquer acusação precisa ser confirmada pela palavra de pelo menos duas testemunhas.” 17 Mas, se a pessoa que pecou não ouvir essas pessoas, então conte tudo à igreja. E, se ela não ouvir a igreja, trate-a como um pagão ou como um cobrador de impostos.






O poder de permitir e de proibir


18 — Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o que vocês proibirem na terra será proibido no céu, e o que permitirem na terra será permitido no céu.


19 — E afirmo a vocês que isto também é verdade: todas as vezes que dois de vocês que estão na terra pedirem a mesma coisa em oração, isso será feito pelo meu Pai, que está no céu. 20 Porque, onde dois ou três estão juntos em meu nome, eu estou ali com eles.






O empregado mau


21 Então Pedro chegou perto de Jesus e perguntou:

— Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes?


22 — Não! — respondeu Jesus. — Você não deve perdoar sete vezes, mas setenta e sete vezes. 23 Porque o Reino do Céu é como um rei que resolveu fazer um acerto de contas com os seus empregados. 24 Logo no começo trouxeram um que lhe devia milhões de moedas de prata. 25 Mas o empregado não tinha dinheiro para pagar. Então, para pagar a dívida, o seu patrão, o rei, ordenou que fossem vendidos como escravos o empregado, a sua esposa e os seus filhos e que fosse vendido também tudo o que ele possuía. 26 Mas o empregado se ajoelhou diante do patrão e pediu: “Tenha paciência comigo, e eu pagarei tudo ao senhor.”

27 — O patrão teve pena dele, perdoou a dívida e deixou que ele fosse embora. 28 O empregado saiu e encontrou um dos seus companheiros de trabalho que lhe devia cem moedas de prata. Ele pegou esse companheiro pelo pescoço e começou a sacudi-lo, dizendo: “Pague o que me deve!”

29 — Então o seu companheiro se ajoelhou e pediu: “Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei tudo.”

30 — Mas ele não concordou. Pelo contrário, mandou pôr o outro na cadeia até que pagasse a dívida. 31 Quando os outros empregados viram o que havia acontecido, ficaram revoltados e foram contar tudo ao patrão. 32 Aí o patrão chamou aquele empregado e disse: “Empregado miserável! Você me pediu, e por isso eu perdoei tudo o que você me devia. 33 Portanto, você deveria ter pena do seu companheiro, como eu tive pena de você.”

34 — O patrão ficou com muita raiva e mandou o empregado para a cadeia a fim de ser castigado até que pagasse toda a dívida.


35 E Jesus terminou, dizendo:

— É isso o que o meu Pai, que está no céu, vai fazer com vocês se cada um não perdoar sinceramente o seu irmão.






MATEUS 19

Jesus fala sobre o divórcio

Mateus 5.31-32; Marcos 10.1-12; Lucas 16.18


1 Depois de dizer isso, Jesus saiu da Galileia e foi para a região da Judeia que fica no lado leste do rio Jordão. 2 Uma grande multidão o seguiu, e ali ele curou os doentes.

 

3 Alguns fariseus chegaram perto dele e, querendo conseguir alguma prova contra ele, perguntaram:

— Será que pela nossa Lei um homem pode, por qualquer motivo, mandar a sua esposa embora?


4 Jesus respondeu:

— Por acaso vocês não leram o trecho das Escrituras que diz: “No começo o Criador os fez homem e mulher”? 5 E Deus disse: “Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa.” 6 Assim já não são duas pessoas, mas uma só. Portanto, que ninguém separe o que Deus uniu.


7 Os fariseus perguntaram:

— Nesse caso, por que é que Moisés permitiu ao homem mandar a sua esposa embora se der a ela um documento de divórcio?


8 Jesus respondeu:

— Moisés deu essa permissão por causa da dureza do coração de vocês; mas no princípio da criação não era assim. 9 Portanto, eu afirmo a vocês o seguinte: o homem que mandar a sua esposa embora, a não ser em caso de adultério, se tornará adúltero se casar com outra mulher.


10 Os discípulos de Jesus disseram:

— Se é esta a situação entre o homem e a sua esposa, então é melhor não casar.


11 Jesus respondeu:

— Este ensinamento não é para todos, mas somente para aqueles a quem Deus o tem dado. 12 Pois há razões diferentes que tornam alguns homens incapazes para o casamento: uns, porque nasceram assim; outros, porque foram castrados; e outros ainda não casam por causa do Reino do Céu. Quem puder, que aceite este ensinamento.






Jesus e as crianças

Marcos 10:13-16; Lucas 18:15-17


13 Depois disso, algumas pessoas levaram as suas crianças para Jesus pôr as mãos sobre elas e orar, mas os discípulos repreenderam as pessoas que fizeram isso. 14 Aí ele disse:

— Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino do Céu é das pessoas que são como estas crianças.


15 Então Jesus pôs as mãos sobre elas e foi embora.






O moço rico

Marcos 10:17-31; Lucas 18:18-30


16 Certa vez um homem chegou perto de Jesus e perguntou:

— Mestre, o que devo fazer de bom para conseguir a vida eterna?


17 Jesus respondeu:

— Por que é que você está me perguntando a respeito do que é bom? Bom só existe um. Se você quer entrar na vida eterna, guarde os mandamentos.


18 — Que mandamentos? — perguntou ele.


Jesus respondeu:

— “Não mate, não cometa adultério, não roube, não dê falso testemunho contra ninguém, 19 respeite o seu pai e a sua mãe e ame os outros como você ama a você mesmo.”

[É interessante reparar que, se fosse para os seguidores de Jesus guardarem todos os mandamentos da Lei de Moisés para conseguir a vida eterna, Jesus simplesmente teria respondido “TODOS”, mas não foi isso que Ele respondeu.]


20 — Eu tenho obedecido a todos esses mandamentos! — respondeu o moço. — O que mais me falta fazer?


21 Jesus respondeu:

— Se você quer ser perfeito, vá, venda tudo o que tem, e dê o dinheiro aos pobres, e assim você terá riquezas no céu. Depois venha e me siga.


22 Quando o moço ouviu isso, foi embora triste, pois era muito rico.

 

23 Jesus então disse aos discípulos:

— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: é muito difícil um rico entrar no Reino do Céu. 24 E digo ainda que é mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha.


25 Quando ouviram isso, os discípulos ficaram muito admirados e perguntavam:

— Então, quem é que pode se salvar?


26 Jesus olhou para eles e respondeu:

— Para os seres humanos isso não é possível; mas, para Deus, tudo é possível.


27 Aí Pedro disse:

— Veja! Nós deixamos tudo e seguimos o senhor. O que é que nós vamos ganhar?


28 Jesus respondeu:

— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando chegar o tempo em que Deus vai renovar tudo e o Filho do Homem se sentar no seu trono glorioso, vocês, os meus discípulos, também vão sentar-se em doze tronos para julgar as doze tribos do povo de Israel. 29 E todos os que, por minha causa, deixarem casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou terras receberão cem vezes mais e também a vida eterna. 30 Muitos que agora são os primeiros serão os últimos, e muitos que agora são os últimos serão os primeiros.






MATEUS 20

Os trabalhadores da plantação de uvas


1 Jesus disse:

— O Reino do Céu é como o dono de uma plantação de uvas que saiu de manhã bem cedo para contratar trabalhadores para a sua plantação. 2 Ele combinou com eles o salário de costume, isto é, uma moeda de prata por dia, e mandou que fossem trabalhar na sua plantação. 3 Às nove horas, saiu outra vez, foi até a praça do mercado e viu ali alguns homens que não estavam fazendo nada. 4 Então disse: “Vão vocês também trabalhar na minha plantação de uvas, e eu pagarei o que for justo.”


5 — E eles foram. Ao meio-dia e às três horas da tarde o dono da plantação fez a mesma coisa com outros trabalhadores. 6 Eram quase cinco horas da tarde quando ele voltou à praça. Viu outros homens que ainda estavam ali e perguntou: “Por que vocês estão o dia todo aqui sem fazer nada?”


7 — “É porque ninguém nos contratou!” — responderam eles.

— Então ele disse: “Vão vocês também trabalhar na minha plantação.”

8 — No fim do dia, ele disse ao administrador: “Chame os trabalhadores e faça o pagamento, começando com os que foram contratados por último e terminando pelos primeiros.”


9 — Os homens que começaram a trabalhar às cinco horas da tarde receberam uma moeda de prata cada um. 10 Então os primeiros que tinham sido contratados pensaram que iam receber mais; porém eles também receberam uma moeda de prata cada um. 11 Pegaram o dinheiro e começaram a resmungar contra o patrão, 12 dizendo: “Estes homens que foram contratados por último trabalharam somente uma hora, mas nós aguentamos o dia todo debaixo deste sol quente. No entanto, o pagamento deles foi igual ao nosso!”


13 — Aí o dono disse a um deles: “Escute, amigo! Eu não fui injusto com você. Você não concordou em trabalhar o dia todo por uma moeda de prata? 14 Pegue o seu pagamento e vá embora. Pois eu quero dar a este homem, que foi contratado por último, o mesmo que dei a você. 15 Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com o meu próprio dinheiro? Ou você está com inveja somente porque fui bom para ele?”


16 E Jesus terminou, dizendo:

— Assim, aqueles que são os primeiros serão os últimos, e os últimos serão os primeiros.






Jesus anuncia outra vez a sua morte e a sua ressurreição

Marcos 10:32-34; Lucas 18:31-34


17 Quando Jesus estava subindo para Jerusalém, chamou os discípulos para um lado e falou com eles em particular, enquanto caminhavam. Ele disse:

18 — Escutem! Nós estamos indo para Jerusalém, onde o Filho do Homem será entregue aos chefes dos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte 19 e o entregarão aos não judeus. Estes vão zombar dele, bater nele e crucificá-lo; mas no terceiro dia ele será ressuscitado.






O pedido de uma mãe

Marcos 10.35-45


20 Então a mãe dos filhos de Zebedeu [ou seja, de Tiago e de João] chegou com os seus filhos perto de Jesus, curvou-se e pediu a ele um favor.


21 — O que é que você quer? — perguntou Jesus.


Ela respondeu:

— Prometa que, quando o senhor se tornar Rei, estes meus dois filhos sentarão à sua direita e à sua esquerda.


22 Jesus disse aos dois filhos dela:

— Vocês não sabem o que estão pedindo. Por acaso vocês podem beber o cálice que eu vou beber?

— Podemos! — responderam eles.


23 Então Jesus disse:

— De fato, vocês beberão o cálice que eu vou beber, mas eu não tenho o direito de escolher quem vai sentar à minha direita e à minha esquerda. Pois foi o meu Pai quem preparou esses lugares e ele os dará a quem quiser.


24 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram zangados com os dois irmãos.

 

25 Então Jesus chamou todos para perto de si e disse:

— Como vocês sabem, os governadores dos povos pagãos têm autoridade sobre eles, e os poderosos mandam neles. 26 Mas entre vocês não pode ser assim. Pelo contrário, quem quiser ser importante, que sirva os outros, 27 e quem quiser ser o primeiro, que seja o escravo de vocês. 28 Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente.






Jesus cura dois cegos

Marcos 10:46-52; Lucas 18:35-43

 

29 Quando Jesus e os discípulos estavam saindo de Jericó, uma grande multidão seguia Jesus. 30 Dois cegos, sentados na beira do caminho, ouviram alguém dizer que ele estava passando e começaram a gritar:

— Senhor, Filho de Davi, tenha pena de nós!


31 A multidão os repreendeu e mandou que calassem a boca, mas eles gritaram ainda mais:

— Senhor, Filho de Davi, tenha pena de nós!


32 Então Jesus parou, chamou os cegos e perguntou:

— O que é que vocês querem que eu faça?


33 — Senhor, queremos poder enxergar! — responderam eles.


34 Jesus teve pena dos cegos e tocou nos olhos deles. No mesmo instante eles puderam ver e então seguiram Jesus.

  


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terça-feira, 19 de junho de 2012

1º Reis 14 a 17 (dia 77)

I Reis 14

A morte do filho de Jeroboão

1 Nesse tempo, o filho do rei Jeroboão, que se chamava Abias, ficou doente.

2 Jeroboão disse à sua mulher:
— Ponha um disfarce para que ninguém possa reconhecer você e vá até Siló, onde mora Aías, o profeta que disse que eu seria rei deste povo. 3 Leve para ele dez pães, alguns bolos e um jarro de mel. Pergunte o que vai acontecer com o nosso filho, que ele lhe dirá.

4 Então ela foi até a casa de Aías, em Siló.

Aías tinha ficado cego por causa da velhice. 5 Mas Deus lhe disse que a mulher de Jeroboão vinha vindo perguntar sobre o filho dela, que estava doente. E Deus disse a Aías o que devia dizer a ela.

A mulher de Jeroboão chegou, fazendo de conta que era outra pessoa. 6 Porém, quando ela vinha entrando pela porta, Aías ouviu o barulho dos seus passos e disse:
— Entre, mulher de Jeroboão. Por que você está fingindo que é outra pessoa? Eu estou encarregado de lhe dar más notícias. 7 Vá dizer a Jeroboão que o Senhor, o Deus de Israel, manda dizer a ele o seguinte: “Eu escolhi você do meio do povo e o tornei governador do meu povo de Israel. 8 Eu tomei o reino dos descendentes de Davi e dei a você. Mas você não tem sido como o meu servo Davi, que foi fiel a mim em tudo, que obedeceu aos meus mandamentos e me seguiu com todo o coração, fazendo aquilo que eu aprovo. 9 Você tem pecado muito mais do que todos aqueles que foram reis antes de você. Você me rejeitou e me deixou irado por ter feito ídolos e imagens de metal para adorar. 10 Por causa disso, eu vou trazer desgraça para a sua família e vou matar todos os seus descendentes do sexo masculino, tanto os jovens como os velhos. Vou varrer a sua família como se varre esterco. 11 As pessoas da sua família que morrerem na cidade serão comidas pelos cachorros e as que morrerem no campo serão comidas pelos urubus. Eu, o Senhor, falei.”

12 E Aías ainda disse o seguinte à mulher de Jeroboão:
— Agora volte para casa. Assim que você entrar na cidade, o seu filho vai morrer. 13 Todo o povo de Israel vai chorar por ele e vai sepultá-lo. O seu filho vai ser a única pessoa da família de Jeroboão que será sepultada porque ele foi o único de quem o Senhor, o Deus de Israel, se agradou. 14 O Senhor vai pôr em Israel um rei que acabará com a família de Jeroboão. E já está acontecendo isso. 15 O Senhor vai castigar o povo de Israel, que vai tremer de medo como varas verdes. Deus vai arrancar o povo de Israel desta terra boa que ele deu aos seus antepassados e vai espalhá-lo para além do rio Eufrates porque eles o deixaram irado, fazendo postes da deusa Aserá para adorar. 16 Deus vai abandonar Israel porque Jeroboão pecou e fez com que o povo de Israel pecasse.

17 Aí a mulher de Jeroboão saiu e voltou para Tirza. Quando ela pôs os pés em casa, a criança morreu.

18 E todo o povo de Israel chorou pelo menino e o sepultou, conforme o Senhor Deus tinha dito por meio do seu servo, o profeta Aías.

 



A morte de Jeroboão

19 Todas as outras coisas que o rei Jeroboão fez, como guerreou e como governou, tudo isso está escrito na História dos Reis de Israel.

20 Jeroboão foi rei vinte e dois anos. Ele morreu e foi sepultado, e o seu filho Nadabe ficou no lugar dele como rei.

 



O reinado de Roboão, de Judá

(II Crônicas 11:5; 12:16)

21 Roboão, filho de Salomão, tinha quarenta e um anos de idade quando se tornou rei de Judá. Ele governou dezessete anos em Jerusalém, a cidade que o Senhor Deus havia escolhido entre todas as cidades da terra de Israel como o lugar onde devia ser adorado. A mãe de Roboão se chamava Naama e era do país de Amom.

22 O povo de Judá pecou contra o Senhor e deu mais motivos para ele ficar irado do que todos os seus antepassados haviam dado. 23 Eles construíram altares nos morros para a adoração de falsos deuses e, no alto dos morros e debaixo de árvores que dão sombra, levantaram colunas do deus Baal e postes da deusa Aserá para adorar.

24 E havia também homens e mulheres que serviam como prostitutos nesses lugares pagãos de adoração. O povo de Israel fez todas as coisas vergonhosas que faziam os povos que o Senhor Deus havia expulsado da terra, conforme os israelitas iam avançando para dentro do país.

25 No quinto ano do reinado de Roboão, Sisaque, rei do Egito, atacou Jerusalém. 26 Sisaque levou embora todos os tesouros do Templo e do palácio e também os escudos de ouro que Salomão havia feito. 27 Para colocar no lugar deles, o rei Roboão fez escudos de bronze e os entregou aos oficiais encarregados de guardar os portões do palácio.

28 Sempre que o rei ia ao Templo, os guardas usavam os escudos e depois os levavam de volta para a sala dos guardas.

29 Todas as outras coisas que o rei Roboão fez estão escritas na História dos Reis de Judá.

30 Durante todo esse tempo, Roboão e Jeroboão estiveram em guerra um contra o outro. 31 Roboão morreu e foi sepultado nos túmulos dos reis, na Cidade de Davi, e o seu filho Abias ficou no lugar dele como rei. (A mãe de Roboão se chamava Naama e era do país de Amom.)

 



I Reis 15

O reinado de Abias, de Judá

(II Crônicas 13:1; 14:1)

1 No ano dezoito do reinado de Jeroboão, filho de Nebate, em Israel, Abias se tornou rei de Judá. 2 Ele governou três anos em Jerusalém. A mãe dele se chamava Maacá e era filha de Absalão.

3 Abias cometeu os mesmos pecados que o seu pai havia cometido e não foi fiel em tudo ao Senhor, seu Deus, como o seu bisavô Davi tinha sido. 4 Mas, por causa de Davi, o Senhor, seu Deus, deu a Abias um filho para governar em Jerusalém depois dele e para conservar Jerusalém em segurança. 5 O Senhor fez isso porque Davi tinha feito o que lhe agradava e nunca havia desobedecido a nenhum dos seus mandamentos, a não ser no caso de Urias, o heteu.

6 Abias e Jeroboão estiveram sempre em guerra um contra o outro durante o reinado de Abias.

7 Todas as outras coisas que Abias fez estão escritas na História dos Reis de Judá.

8 Abias morreu e foi sepultado na Cidade de Davi, e o seu filho Asa ficou no lugar dele como rei.

 



O reinado de Asa, de Judá

(II Crônicas 14:1; 16:14)

9 No ano vinte do reinado de Jeroboão em Israel, Asa se tornou rei de Judá 10 e governou quarenta e um anos em Jerusalém. A sua mãe [OUTRAS TRADUÇÕES FALAM EM "AVÓ" E "RAINHA-MÃE"] se chamava Maacá e era filha de Absalão.

11 Asa fez o que agradava ao Senhor Deus, como havia feito o seu antepassado Davi. 12 Asa expulsou do país todos os que praticavam a prostituição como parte dos cultos pagãos e retirou todos os ídolos feitos por aqueles que haviam sido reis antes dele. 13 Ele tirou a sua mãe [OUTRAS TRADUÇÕES FALAM EM AVÓ] Maacá da posição de rainha-mãe porque ela havia mandado fazer uma figura nojenta para servir como poste da deusa Aserá. Asa derrubou esse poste e o queimou no vale do Cedrom. 14 Ele não destruiu todos os lugares pagãos de adoração, porém foi fiel ao Senhor Deus durante toda a sua vida.

15 Asa colocou no Templo todos os objetos que o seu pai havia separado para Deus e também os objetos de prata e de ouro que ele mesmo havia separado.

16 O rei Asa, de Judá, e o rei Baasa, de Israel, estiveram sempre em guerra um contra o outro durante todo o tempo em que ficaram no poder. 17 Baasa invadiu Judá e começou a cercar de muralhas a cidade de Ramá, para assim controlar o movimento na estrada que ia até Jerusalém. 18 Por isso, o rei Asa pegou toda a prata e todo o ouro que haviam ficado no Templo e no palácio e entregou a alguns dos seus servidores, a fim de que levassem para Damasco e entregassem ao rei Ben-Hadade, que era filho de Tabrimom e neto de Heziom. Junto foi a seguinte mensagem:

19 “Vamos ser aliados como eram os nossos pais. Esta prata e este ouro são um presente para você. Retire agora o apoio que você está dando a Baasa, rei de Israel, para que assim ele tenha de tirar os seus soldados do meu território.”

20 O rei Ben-Hadade concordou com a proposta de Asa e mandou que os seus comandantes e os seus exércitos atacassem as cidades de Israel. Eles conquistaram as cidades de Ijom, Dã e Abel-Bete-Maacá, a região que fica perto do lago da Galileia, e todo o território de Naftali.

21 Quando o rei Baasa soube do que havia acontecido, parou de construir as muralhas de Ramá e voltou para Tirza.

22 O rei Asa mandou avisar em toda a região de Judá que todos, sem faltar ninguém, deviam ir ajudar a carregar para fora de Ramá as pedras e a madeira que Baasa havia estado usando para construir as muralhas em volta da cidade. Com esse material, Asa cercou de muralhas a cidade de Mispa e também a cidade de Geba, que ficava no território da tribo de Benjamim.

23 Todas as outras coisas que o rei Asa fez, os seus atos de coragem e as cidades que ele cercou de muralhas, tudo isso está escrito na História dos Reis de Judá. Na sua velhice ele foi atacado por uma doença nos pés.

24 Asa morreu e foi sepultado nos túmulos dos reis, na Cidade de Davi. O seu filho Josafá ficou como rei no lugar dele.

 



O reinado de Nadabe, de Israel

25 No segundo ano do reinado de Asa em Judá, Nadabe, filho do rei Jeroboão, se tornou rei de Israel. Ele foi rei dois anos.

26 Como havia feito o seu pai antes dele, Nadabe pecou contra Deus e fez com que o povo de Israel também pecasse.

27 Baasa, filho de Aías, da tribo de Issacar, fez uma conspiração contra Nadabe e o matou no país dos filisteus, em Gibetom, a cidade que Nadabe e o seu exército estavam cercando. 28 Isso aconteceu no terceiro ano do governo do rei Asa em Judá. E assim Baasa ficou no lugar de Nadabe como rei de Israel.

29 Logo que começou a reinar, ele matou as pessoas da família de Jeroboão. E, de acordo com o que o Senhor Deus tinha dito por meio do seu servo, o profeta Aías, de Siló, toda a família de Jeroboão foi morta; não escapou ninguém.

30 Isso aconteceu porque Jeroboão havia feito com que o Senhor, o Deus de Israel, ficasse irado com os pecados que ele cometeu e que fez o povo de Israel cometer.

31 Todas as outras coisas que Nadabe fez estão escritas na História dos Reis de Israel.

32 O rei Asa, de Judá, e o rei Baasa, de Israel, estiveram em guerra um contra o outro durante todo o tempo em que ficaram no poder.

 



O reinado de Baasa, de Israel

33 No terceiro ano do reinado de Asa em Judá, Baasa, filho de Aías, se tornou rei de todo o povo de Israel e governou vinte e quatro anos em Tirza.

34 Como o rei Jeroboão havia feito antes dele, Baasa pecou contra o Senhor Deus e fez com que o povo de Israel também pecasse.

 



I Reis 16

1 O Senhor Deus falou com o profeta Jeú, filho de Hanani, e lhe deu esta mensagem a respeito de Baasa: 2 “Você não era ninguém, mas eu fiz com que você se tornasse o chefe do meu povo de Israel. E agora você pecou como Jeroboão e fez o meu povo pecar. Os pecados deles me fizeram ficar irado, 3 e por isso vou acabar com você e com a sua família, como fiz com Jeroboão. 4 As pessoas da sua família que morrerem na cidade serão comidas pelos cachorros, e aquelas que morrerem nos campos serão comidas pelos urubus.”

5 Todas as outras coisas que Baasa fez e todos os seus atos de coragem estão escritos na História dos Reis de Israel.

6 Baasa morreu e foi sepultado em Tirza, e o seu filho Elá ficou como rei no lugar dele.

7 O profeta Jeú deu aquela mensagem do Senhor Deus a respeito de Baasa e da sua família por causa dos pecados que Baasa havia cometido contra o Senhor. Ele fez com que o Senhor ficasse irado não somente por causa do mal que praticou, como o rei Jeroboão havia feito antes dele, mas também porque ele matou toda a família de Jeroboão.

 



O reinado de Elá, de Israel

8 No ano vinte e seis do reinado de Asa em Judá, Elá, filho de Baasa, se tornou rei de Israel e governou dois anos em Tirza.

9 Zinri, um dos seus oficiais, que comandava a metade dos seus carros de guerra, fez uma conspiração contra ele.

Certo dia em Tirza, Elá estava se embebedando na casa de Arsa, que era o administrador do palácio. 10 Zinri entrou na casa, matou Elá e ficou no lugar dele como rei. Isso aconteceu no ano vinte e sete do reinado de Asa em Judá.

11 Assim que Zinri se tornou rei, matou todas as pessoas da família de Baasa. Todos os seus parentes do sexo masculino e todos os seus amigos foram mortos. 12 E assim Zinri matou toda a família de Baasa, de acordo com aquilo que o Senhor, por meio do profeta Jeú, tinha dito a respeito de Baasa. 13 Por terem adorado ídolos e por terem feito com que o povo de Israel pecasse, Baasa e o seu filho Elá haviam feito o Senhor, o Deus de Israel, ficar irado.

14 Todas as outras coisas que Elá fez estão escritas na História dos Reis de Israel.

 



O reinado de Zinri, de Israel

15 No ano vinte e sete do reinado de Asa em Judá, Zinri foi rei de todo o povo de Israel, em Tirza, durante sete dias.

Os soldados israelitas estavam cercando a cidade de Gibetom, na terra dos filisteus. 16 Eles souberam que Zinri havia feito uma conspiração contra o rei e que o havia assassinado. Por isso, naquele mesmo dia ali no acampamento, eles escolheram Onri, o comandante do exército, como rei de Israel.

17 Onri e todos os seus soldados saíram de Gibetom e foram cercar a cidade de Tirza. 18 Quando Zinri viu que a cidade havia sido conquistada, foi para a fortaleza interna do palácio, pôs fogo no palácio e morreu queimado.

19 Isso aconteceu por causa dos seus pecados contra Deus, o Senhor. Ele seguiu o exemplo de Jeroboão, que havia sido rei antes dele; Zinri desagradou ao Senhor por causa dos seus pecados e por ter feito o povo de Israel pecar.

20 Todas as outras coisas que Zinri fez e também a sua conspiração estão escritas na História dos Reis de Israel.

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O reinado de Onri, de Israel

21 O povo de Israel estava dividido em dois partidos. A metade deles queria fazer de Tibni, filho de Ginate, o seu rei, e os outros estavam do lado de Onri. 22 Mas aqueles que estavam a favor de Onri ganharam; Tibni morreu, e Onri se tornou rei.

23 No ano trinta e um do reinado de Asa em Judá, Onri se tornou rei de Israel e governou doze anos. Nos seis primeiros anos ele governou em Tirza. 24 Então comprou o monte de Samaria de um homem chamado Semer por mais ou menos setenta quilos de prata. Onri fez defesas militares no monte, construiu ali uma cidade e a chamou de Samaria, por causa do nome de Semer, que havia sido o primeiro dono do monte.

25 Onri pecou contra o Senhor Deus mais do que todos aqueles que haviam sido reis antes dele. 26 Como Jeroboão havia feito antes dele, Onri fez com que o Senhor, o Deus de Israel, ficasse irado por causa dos seus pecados e por fazer o povo de Israel adorar ídolos. 27 Todas as outras coisas que Onri fez e todas as suas realizações estão escritas na História dos Reis de Israel.

28 Onri morreu e foi sepultado em Samaria, e o seu filho Acabe ficou como rei no lugar dele.

 



O reinado de Acabe, de Israel

29 No ano trinta e oito do reinado de Asa em Judá, Acabe, filho de Onri, se tornou rei de Israel e governou vinte e dois anos em Samaria. 30 Ele pecou contra o Senhor Deus mais do que qualquer um dos que haviam sido reis antes dele.

31 Não se contentando em pecar como o rei Jeroboão, Acabe fez pior e casou com Jezabel, filha de Etbaal, rei de Sidom, e adorou o deus Baal.

32 Acabe construiu um templo para Baal em Samaria, fez para ele um altar e o colocou no templo.

33 Levantou também um poste da deusa Aserá e assim fez mais coisas para deixar o Senhor Deus irado do que todos os reis de Israel haviam feito antes dele.

34 Durante o reinado de Acabe, Hiel, que era de Betel, reconstruiu a cidade de Jericó. E, como o Senhor tinha dito por meio de Josué [VER JOSUÉ 6:26], filho de Num, Hiel perdeu Abirão, o seu filho mais velho, quando colocou os alicerces de Jericó, e perdeu Segube, o seu filho mais novo, quando colocou os portões.

 



I Reis 17

Elias e a seca


1 Um profeta chamado Elias, de Tisbé, na região de Gileade, disse ao rei Acabe:
— Em nome do Senhor, o Deus vivo de Israel, de quem sou servo, digo ao senhor que não vai cair orvalho nem chuva durante os próximos anos, até que eu diga para cair orvalho e chuva de novo.

2 Então o Senhor Deus disse a Elias:
3 — Saia daqui, vá para o leste e esconda-se perto do riacho de Querite, a leste do rio Jordão. 4 Você terá água do riacho para beber; e eu mandei que os corvos levem comida para você ali.

5 Elias obedeceu à ordem do Senhor e foi e ficou morando perto do riacho de Querite. 6 Ele bebia água do riacho, e os corvos vinham trazer pão e carne todas as manhãs e todas as tardes.

7 Mas algum tempo depois o riacho secou por falta de chuva.

 



Elias e a viúva de Sarepta

8 Então o Senhor Deus disse a Elias:

9 — Apronte-se e vá até a cidade de Sarepta, perto de Sidom, e fique lá. Eu mandei que uma viúva que mora ali dê comida para você.

10 Então Elias foi para Sarepta. Quando estava chegando ao portão da cidade, ele encontrou a viúva, que estava catando lenha.

Elias disse a ela:
— Por favor, me dê um pouco de água para eu beber.

11 Quando ela ia indo buscar a água, ele a chamou e disse:
— E traga pão também, por favor.

12 Porém ela respondeu:
— Juro pelo seu Deus vivo, o Senhor, que não tenho mais pão. Só tenho um punhado de farinha de trigo numa tigela e um pouco de azeite num jarro. Estou aqui catando uns dois pedaços de pau para cozinhar alguma coisa para mim e para o meu filho. Vamos comer e depois morreremos de fome.

13 — Não se preocupe! — disse Elias. — Vá preparar a sua comida. Mas primeiro faça um pãozinho com a farinha que você tem e traga-o para mim. Depois prepare o resto para você e para o seu filho. 14 Pois o Senhor, o Deus de Israel, diz isto: “Não acabará a farinha da sua tigela, nem faltará azeite no seu jarro até o dia em que eu, o Senhor, fizer cair chuva.”

15 Então a viúva foi e fez como Elias tinha dito. E todos eles tiveram comida para muitos dias. 16 Como o Senhor havia prometido por meio de Elias, não faltou farinha na tigela nem azeite no jarro.





17 Algum tempo depois, o filho da viúva ficou doente. Ele foi ficando cada vez pior e acabou morrendo.

18 Então ela disse a Elias:
— Homem de Deus, o que o senhor tem contra mim? Será que o senhor veio aqui para fazer com que Deus lembrasse dos meus pecados e assim provocar a morte do meu filho?

19 — Dê-me o seu filho! — disse Elias.

Então pegou o menino dos braços da mãe e o levou para o andar de cima, para o quarto onde estava morando, e o colocou na sua cama.

20 Então orou em voz alta, assim:
— Ó Senhor, meu Deus, por que fizeste esta coisa tão terrível para esta viúva? Ela me hospedou, e agora tu mataste o filho dela!

21 Aí Elias se deitou em cima do menino três vezes e orou deste modo:
— Ó Senhor, meu Deus, faze com que esta criança viva de novo!

22 E o Senhor Deus respondeu à oração de Elias. O menino começou a respirar outra vez e tornou a viver.

23 Elias pegou o menino, e o levou para baixo, para a sua mãe, e disse:
— Veja! O seu filho está vivo!

 



24 Então ela disse a Elias:
— Agora eu sei que o senhor é um homem de Deus e que Deus realmente fala por meio do senhor!