I Reis 6
Salomão
constrói o Templo
1
Quatrocentos e oitenta anos depois que o povo de Israel havia saído
do Egito, no quarto ano do reinado de Salomão em Israel, no mês de
zive, o segundo mês, Salomão começou a construir o Templo.
2
O Templo media vinte e sete metros de comprimento por nove de
largura, por treze e meio de altura.
3 A sala de entrada media quatro
metros e meio de comprimento por nove de largura, isto é, a mesma
largura do santuário.
4 As paredes do Templo tinham janelas, que
eram mais estreitas do lado de fora do que do lado de dentro.
5
Encostados nos lados e nos fundos do Templo, Salomão construiu três
andares de salas, cada andar medindo dois metros e vinte centímetros
de altura.
6 As salas do andar de baixo tinham dois metros
e vinte de largura, as do andar do meio tinham dois metros e setenta
de largura, e as do andar de cima, três metros e dez de largura. Em
cada andar, as paredes do Templo eram mais finas do que as do andar
de baixo; assim as salas se apoiavam nas paredes, evitando que as
vigas entrassem nessas paredes.
7 O Templo foi construído
com pedras que haviam sido preparadas nas pedreiras, para que assim,
durante a construção, não se ouvisse o barulho de martelos,
machados ou qualquer outra ferramenta.
8 A entrada para as salas
do andar térreo ficava no lado sul do Templo, e havia escadas para
subir ao segundo e ao terceiro andares.
9 E assim o rei Salomão
terminou a construção do Templo, colocando um forro feito de vigas
e tábuas de cedro.
10 Salomão construiu três andares de
salas encostados nas paredes do Templo e ligados com elas por meio de
vigas de cedro. Cada andar media dois metros e vinte centímetros de
altura.
11 O Senhor Deus disse a Salomão:
12 — Se
você obedecer a todas as minhas leis e mandamentos, eu farei por
você aquilo que prometi a Davi, o seu pai.
13 Viverei
entre o meu povo de Israel neste Templo que você está construindo e
nunca os abandonarei.
14 E assim Salomão terminou a
construção do Templo.
O acabamento do Templo por dentro
(II
Crônicas 3:4-14)
15 As paredes do Templo foram forradas por
dentro com tábuas de cedro, desde o chão até o teto, e o assoalho
foi feito de pinho.
16 Na parte de trás do Templo, foi construída
uma sala interna, que foi chamada de Lugar Santíssimo. Ela media
nove metros de comprimento e era separada por uma divisão feita de
tábuas de cedro, que iam desde o chão até o teto. 17 O Lugar
Santo, que ficava em frente ao Lugar Santíssimo, tinha dezoito
metros de comprimento.
18 A forração de cedro era
enfeitada com entalhes em forma de cabaças e de flores. Toda a parte
de dentro da sala era revestida de cedro para que as pedras das
paredes não ficassem aparecendo.
19 Como já foi dito, na parte
de trás do Templo foi feita uma sala, o Lugar Santíssimo, para nela
ser colocada a arca da aliança de Deus. 20 Essa sala media nove
metros de comprimento por nove de largura, por nove de altura, e era
toda revestida de ouro puro. O altar era revestido com tábuas de
cedro. 21 O lado de dentro do Templo era revestido de ouro, e na
entrada do Lugar Santíssimo foram colocadas correntes de ouro. Essa
sala também era revestida de ouro.
22 Todo o Templo por
dentro e também o altar do Lugar Santíssimo eram revestidos de
ouro.
23 Foram feitos dois querubins de madeira de oliveira, os
quais foram colocados no Lugar Santíssimo. Cada um deles media
quatro metros e quarenta de altura. 24-26 Os dois querubins tinham o
mesmo tamanho e a mesma forma. Cada um tinha duas asas, e cada asa
media dois metros e vinte e cinco centímetros de comprimento; assim
a distância da ponta de uma asa até a outra era de quatro metros e
meio. 27 Os dois querubins foram colocados no Lugar Santíssimo; eles
estavam de asas estendidas, de maneira que a asa de um tocava numa
parede, e a asa do outro tocava na outra parede, e no meio da sala a
asa de um tocava na asa do outro. 28 Os dois querubins
eram folheados a ouro.
29 As paredes do Lugar Santo e do Lugar
Santíssimo eram todas enfeitadas com figuras entalhadas,
representando querubins, palmeiras e flores. 30 Até mesmo
o assoalho das duas divisões era revestido de ouro.
31 Na
entrada do Lugar Santíssimo foi colocada uma porta dupla feita de
madeira de oliveira; no alto as ombreiras formavam um arco em ponta.
32 As portas eram enfeitadas com figuras entalhadas, representando
querubins, palmeiras e flores. As portas, os querubins e as palmeiras
eram folheados a ouro.
33 Para a entrada do Lugar Santo foram feitos
batentes retangulares de madeira de oliveira. 34 Havia duas portas de
duas folhas, que eram feitas de pinho
35 e enfeitadas com
figuras entalhadas de querubins, palmeiras e flores, que também eram
folheadas a ouro.
36 Em frente ao Templo foi construído
um pátio interno, fechado por muros que tinham uma carreira de vigas
de cedro para cada três carreiras de pedras.
37 Os alicerces do
Templo foram colocados no mês de zive, o segundo mês, no quarto ano
do reinado de Salomão. 38 No décimo primeiro ano do reinado de
Salomão, no oitavo mês, o mês de bul, o Templo foi completamente
terminado, exatamente como havia sido planejado. Salomão levou sete
anos para construí-lo.
I Reis 7
O palácio de Salomão
1 Salomão também construiu o seu
palácio e levou treze anos para terminá-lo.
2-3 O Salão da
Floresta do Líbano media quarenta e quatro metros de comprimento por
vinte e dois de largura, por treze e meio de altura. Ele tinha três
fileiras de colunas de cedro, havendo quinze colunas em cada fileira,
com vigas de cedro que se apoiavam nelas. O teto era de cedro,
estendendo-se até as despensas, que eram apoiadas pelas colunas. 4
Nas paredes de cada lado havia três fileiras de janelas.
5
Todas as portas e todas as janelas eram quadradas, e as três
fileiras de janelas de cada parede ficavam exatamente em frente às
fileiras de janelas da parede do outro lado.
6 O Salão
das Colunas media vinte e dois metros de comprimento por treze e meio
de largura. Ele tinha um pórtico que era coberto e sustentado por
colunas.
7 A Sala do Trono, também chamada de Salão do
Julgamento, onde Salomão julgava as questões, era forrada de cedro
desde o chão até as vigas.
8 Em outro pátio, atrás da
Sala do Trono, ficava a casa onde Salomão morava. A construção era
do mesmo estilo das outras.
Salomão também fez uma casa do mesmo
tipo para a sua esposa, a filha do rei do Egito.
9 Todas essas
construções e também o grande pátio foram feitos de pedras
escolhidas, desde os alicerces até a beira do telhado. As pedras
foram preparadas na pedreira e cortadas sob medida, sendo os lados de
dentro e de fora cortados com serras. 10 Os alicerces foram feitos
com pedras grandes preparadas na pedreira; algumas tinham três
metros e meio de comprimento, e outras, quatro metros e meio de
comprimento. 11 Por cima delas, foram colocadas pedras caras,
cortadas sob medida, e vigas de cedro.
12 O pátio do
palácio, o pátio interno do Templo e a sala de entrada do Templo
tinham paredes feitas com uma carreira de vigas de cedro para cada
três carreiras de pedras cortadas.
A tarefa de Hurã
13 O rei Salomão mandou buscar um
homem chamado Hurã, um artífice que morava na cidade de Tiro e que
era especialista em trabalhos de bronze.
14 O seu pai, que
já havia morrido, era de Tiro e também havia sido artífice
especializado em bronze; a sua mãe era da tribo de Naftali. Hurã
era um artífice inteligente e capaz. Ele aceitou o convite de
Salomão e se encarregou de todo o trabalho em bronze.
As duas colunas de bronze
(II
Crônicas 3:15-17)
15 Hurã fundiu duas colunas de
bronze, cada uma com oito metros de altura e um metro e setenta de
diâmetro, e as colocou na entrada do Templo. 16 Ele fez também dois
remates de coluna, cada um com dois metros e vinte de altura, para
serem colocados no alto das colunas. 17 O alto de cada coluna era
enfeitado com um desenho de correntes entrelaçadas
18 e
duas carreiras de romãs feitas de bronze.
19 Os remates das
colunas tinham o formato de lírios, mediam um metro e oitenta de
altura 20 e foram colocados numa parte redonda que ficava
por cima do desenho de correntes. Em cada remate de coluna havia
duzentas romãs de bronze colocadas em duas carreiras.
21 Hurã
colocou essas duas colunas de bronze na frente da entrada do Templo.
A que ficava no lado sul se chamava Jaquim, e a que ficava no lado
norte se chamava Boaz.
22 Os remates das colunas em forma
de lírios, feitos de bronze, estavam no alto das colunas.
E
assim foi terminado o trabalho das colunas.
O tanque de bronze
(II
Crônicas 4:2-5)
23 Hurã fez um tanque redondo de
bronze, com dois metros e vinte de profundidade, quatro metros e
quarenta de diâmetro e treze metros e vinte de circunferência. 24
Ao redor da borda de fora do tanque havia duas carreiras de cabaças
de bronze que haviam sido fundidas todas em uma só peça junto com o
tanque. 25 O tanque se apoiava sobre as costas de doze touros de
bronze que olhavam para fora: três olhavam para o norte, três
olhavam para o oeste, três olhavam para o sul, e três olhavam para
o leste.
26 A grossura das paredes do tanque era de quatro
dedos. A sua borda era como a borda de um copo, curvando-se para fora
como as pétalas de um lírio. A capacidade do tanque era de mais ou
menos quarenta mil litros.
As carretas de bronze
27 Hurã fez também dez carretas de
bronze. Cada uma media um metro e oitenta de comprimento, um metro e
oitenta de largura e um metro e trinta de altura. 28 Elas foram
feitas de painéis quadrados, que eram montados em molduras. 29
Nesses painéis havia figuras de leões, touros e querubins. E, nas
molduras acima e abaixo dos leões e dos touros, havia desenhos de
espirais em relevo.
30 Cada carreta tinha quatro rodas de bronze, com
eixos de bronze. Nos quatro cantos havia apoios de bronze para uma
bacia; os apoios eram enfeitados com figuras de espirais em relevo.
31 No alto havia uma guarnição redonda para a bacia. Essa guarnição
passava quarenta e cinco centímetros para cima do alto da carreta e
dezoito centímetros para baixo, para dentro dela. Ao redor dela
havia entalhes.
32 As rodas tinham sessenta e sete centímetros de
altura; elas ficavam debaixo dos painéis, e os eixos eram feitos em
uma só peça com as carretas. 33 As rodas eram como as rodas de uma
carruagem; os seus eixos, bordas, raios e os seus cubos eram todos de
bronze. 34 Havia quatro apoios nos cantos, debaixo de cada carreta,
os quais formavam uma só peça com a carreta. 35 Havia uma
braçadeira de vinte e dois centímetros ao redor do alto de cada
carreta; os seus apoios e os painéis formavam uma só peça com a
carreta. 36 Os apoios e os painéis eram enfeitados com figuras de
querubins, leões e palmeiras, que cobriam todo o espaço que havia;
e ao redor dessas figuras havia desenhos em espiral.
37
Foi assim, então, que as carretas foram feitas; todas elas eram
iguais, tendo o mesmo tamanho e formato. 38 Hurã fez também
dez bacias de bronze, uma para cada carreta. Cada bacia tinha um
metro e oitenta de diâmetro, e a sua capacidade era de mais ou menos
oitocentos e trinta litros.
39 Ele colocou cinco carretas
no lado sul do Templo e as outras cinco no lado norte. O tanque ele
colocou no canto sudeste.
Lista resumida dos objetos do Templo
(II Crônicas 4:11;
5:1)
40-45 Hurã fez também caldeirões,
pás e bacias e assim terminou todo o trabalho encomendado pelo rei
Salomão para o Templo do Senhor. Esta é a lista do que ele fez:
-
duas colunas;
-
dois remates em forma de
taças, que ficavam em cima das colunas;
-
desenhos de correntes
entrelaçadas de cada remate;
-
quatrocentas romãs de bronze, em
duas carreiras de cem, ao redor do desenho de cada remate;
-
dez
carretas;
-
dez bacias;
-
um tanque;
-
doze touros que
sustentavam o tanque;
-
caldeirões, pás e bacias.
Todos os
objetos destinados ao Templo que Hurã fez para o rei Salomão eram
de bronze polido. 46 O rei mandou que tudo fosse feito na fundição,
entre Sucote e Sartã, no vale do rio Jordão.
47 Salomão
não mandou pesar esses objetos de bronze porque eram muitos, e por
isso o seu peso nunca foi calculado.
48 Salomão também mandou
fazer para o Templo os seguintes objetos de ouro: o altar; a mesa
para os pães oferecidos a Deus; 49 os dez castiçais que ficavam em
frente ao Lugar Santíssimo, cinco no lado sul e cinco no lado norte;
as flores, as lamparinas e as tenazes;
50 as taças, as
tesouras de cortar pavios de lamparinas, as bacias, os pratos para o
incenso e os braseiros; as dobradiças para as portas do Lugar
Santíssimo e para as portas do Templo que davam para fora. Todos
esses objetos foram feitos de ouro.
51 Quando o rei Salomão
terminou todo o trabalho do Templo, colocou na sala do tesouro do
Templo todas as coisas que Davi, o seu pai, havia separado para o
Senhor Deus, isto é, a prata, o ouro e outros objetos.
I Reis 8
A arca da aliança é levada para o
Templo
(II
Crônicas 5:2; 6.2)
1 Aí o rei Salomão convocou todos os
chefes das tribos e dos grupos de famílias de Israel para irem
encontrar-se com ele em Jerusalém a fim de levarem a arca da aliança
de Deus, de Sião, a Cidade de Davi, para o Templo.
2 Todos os
israelitas se reuniram durante a Festa das Barracas, no mês de
etanim, que é o sétimo mês.
3 Quando todos os chefes chegaram, os
sacerdotes pegaram a arca da aliança 4 e a levaram para o Templo. Os
levitas e os sacerdotes levaram também a Tenda da Presença de Deus
com todos os seus equipamentos para o Templo.
5 O rei Salomão e todo
o povo de Israel se reuniram em frente da arca da aliança e
ofereceram em sacrifício um grande número de ovelhas e touros,
tantos que nem dava para contar. 6 Então os sacerdotes levaram a
arca para dentro do Templo e a colocaram onde devia ficar, no Lugar
Santíssimo, debaixo das asas dos querubins. 7 Pois as suas asas
estendidas cobriam a arca e os seus cabos. 8 As pontas dos cabos
podiam ser vistas por qualquer pessoa que ficasse diretamente em
frente ao Lugar Santíssimo, mas não podiam ser vistas de nenhum
outro lugar. (Os cabos ainda estão ali até hoje.)
9
Dentro da arca estavam somente as duas placas de pedra que Moisés
havia colocado ali, quando, no monte Sinai, o Senhor Deus havia feito
uma aliança com os israelitas depois que eles saíram do Egito.
10
Quando os sacerdotes estavam saindo do Lugar Santo, uma nuvem encheu
o Templo do Senhor 11 com a glória do Senhor, e eles não puderam
voltar para dentro a fim de realizar os seus atos de culto.
12
Aí Salomão disse:
— Tu, ó Senhor, puseste o sol no
céu embora tivesses resolvido viver entre as nuvens
escuras.
13 Mas agora eu construí para ti uma casa, um
lugar onde viverás para sempre.
Salomão fala ao povo
(II Crônicas 6:3-11)
14 Aí Salomão virou-se, olhou para o
povo, que estava todo de pé, e pediu a bênção de Deus para
todos.
15 Depois disse:
— Bendito seja o Senhor, o
Deus de Israel! Pois, pelo seu poder, ele cumpriu a promessa que
tinha feito a Davi, o meu pai, quando lhe disse:
16 “Desde
o dia em que tirei do Egito o meu povo de Israel, eu não escolhi
nenhuma cidade de todas as tribos da terra de Israel para ali
construir um templo a fim de ser adorado nele. Mas escolhi você,
Davi, para governar o meu povo.”
17 E Salomão
continuou:
— Davi, o meu pai, tinha planos de construir um
templo para a adoração do Senhor, o Deus de Israel, 18 mas o Senhor
lhe disse: “Você fez bem quando planejou construir um templo para
mim, 19 mas você não o construirá. Será o seu filho quem
construirá o meu Templo.” 20 E agora Deus cumpriu a sua promessa.
Eu fiquei no lugar do meu pai como rei de Israel e construí o Templo
para a adoração do Senhor, o Deus de Israel.
21 Também
separei no Templo um lugar para colocar a arca da aliança, onde
estão guardadas as placas de pedra da aliança que o Senhor Deus fez
com os nossos antepassados quando os tirou do Egito.
Salomão ora a Deus
(II Crônicas
6:12-42)
22 Então, na presença de todo o povo
reunido, Salomão foi e ficou em frente do altar. Levantou as mãos
para o céu 23 e disse:
— Ó Senhor, Deus de
Israel! Não há Deus igual a ti em cima no céu nem embaixo na
terra. Tu cumpres a aliança que fizeste com o teu povo e lhes
mostras o teu amor quando eles, com todo o coração, vivem uma vida
de obediência a ti. 24 Pelo teu poder cumpriste a promessa que
fizeste a Davi, o meu pai; no dia de hoje todas as palavras da tua
promessa foram completamente cumpridas. 25 E agora, ó Senhor, Deus
de Israel, eu te peço que cumpras a outra promessa que fizeste ao
meu pai quando lhe disseste que sempre haveria um descendente dele
governando como rei de Israel, contanto que eles te obedecessem com o
mesmo cuidado com que ele obedeceu.
26 Portanto, ó Deus
de Israel, faze com que se cumpra aquilo que prometeste a Davi, o meu
pai, teu servo.
27 — Mas será que, de fato, ó Deus, tu podes
morar no meio de nós, criaturas humanas, aqui na terra? Tu és tão
grande, que não cabes nem mesmo no céu; como poderia este Templo
que eu construí ser bastante grande para isso? 28 Ó Senhor, meu
Deus, eu sou teu servo. Escuta a minha oração e atende os pedidos
que te faço hoje. 29 Olha de dia e de noite para este Templo, o
lugar que escolheste para nele seres adorado. Ouve-me quando eu orar
com o rosto virado para este lugar. 30 Escuta as minhas
orações e as orações do teu povo quando eles orarem com o rosto
virado para cá. Sim, da tua casa no céu, ouve-nos e perdoa-nos.
31
— Quando alguém for acusado de prejudicar outra pessoa e for
trazido até o teu altar neste Templo e jurar que é inocente, 32
ó Senhor, ouve do céu e julga os teus servos. Castiga o culpado
como ele merecer e declara que não tem culpa aquele que for
inocente, recompensando-o como ele merecer.
33 — Quando, por
ter pecado contra ti, o teu povo de Israel for derrotado pelos seus
inimigos e, quando ele se virar para ti e vier a este Templo para te
louvar e pedir o teu perdão, 34 escuta-o do céu. Perdoa
o pecado do teu povo e leva-o de volta para a terra que deste aos
seus antepassados.
35 — Quando o céu se fechar, e não
chover, porque o teu povo pecou contra ti, e eles se arrependerem e
virarem o rosto na direção deste Templo e orarem e te louvarem,
depois que os tiveres castigado,
36 escuta-os do céu.
Perdoa os pecados do rei e do povo de Israel e ensina-os a fazer o
que é direito. Então, ó Deus, faze cair chuva sobre esta tua terra
que deste ao teu povo para ser deles para sempre.
37 — Quando
nesta terra houver falta de alimentos, ou houver pragas, ou as
colheitas forem destruídas por ventos muito quentes ou por bandos de
gafanhotos, ou quando o teu povo for atacado pelos seus inimigos, ou
quando houver peste ou doença entre o povo, 38 escuta as suas
orações. Se alguém do teu povo de Israel, sentindo no seu coração
o peso da desgraça, estender as mãos na direção deste Templo e
orar, 39 escuta a sua oração. Lá do teu lar no céu, ouve o teu
povo, perdoa-o e ajuda-o. Só tu conheces os pensamentos secretos do
coração humano. Trata cada pessoa como merecer, 40 para
que o teu povo te tema e te obedeça durante todo o tempo em que eles
viverem na terra que deste aos nossos antepassados.
41-42 —
Quando um estrangeiro que vive numa terra bem longe daqui ouvir falar
da tua fama e das grandes coisas que tens feito pelo teu povo e vier
te adorar e orar a ti com o rosto virado para este Templo, 43
ouve a sua oração. Lá do céu, onde vives, escuta-o e faze tudo o
que ele te pedir, para que todos os povos da terra possam te conhecer
e temer, como faz o teu povo de Israel. Então eles ficarão sabendo
que este Templo que eu construí é o lugar onde deves ser
adorado.
44 — Quando ordenares que o teu povo saia para a
guerra contra os seus inimigos, e o teu povo orar a ti, virados para
esta cidade que escolheste e para este Templo que construí em honra
do teu nome,
45 escuta do céu as suas orações e os seus
pedidos. Ouve-os e dá-lhes a vitória.
46 — Quando eles
pecarem contra ti — e não há ninguém que não peque — e na tua
ira deixares que os inimigos deles os derrotem e os levem
prisioneiros para alguma terra inimiga, longe ou perto daqui, 47 ouve
as orações do teu povo. Se ali, naquela terra, eles se arrependerem
e orarem a ti, confessando que foram pecadores e maus, escuta as suas
orações, ó Senhor. 48 Se naquela terra eles verdadeiramente e
sinceramente se arrependerem e orarem a ti, virados na direção
desta terra que deste aos nossos antepassados, desta cidade que
escolheste e deste Templo que construí em honra do teu nome, 49
escuta as orações deles. Do teu lar no céu ouve-os e dá-lhes a
vitória. 50 Perdoa os pecados que o teu povo tem cometido contra ti
e a sua revolta contra ti e faze com que os seus inimigos os tratem
com bondade.
51 Eles são o teu povo que tiraste daquela
fornalha acesa, o Egito.
52 — Ó Senhor, nosso Deus, eu te
peço que olhes com simpatia para o teu povo de Israel e para o seu
rei e escutes as suas orações sempre que eles te chamarem pedindo
ajuda. 53 Tu os escolheste entre todos os povos para serem
o teu povo, conforme lhes disseste por meio do teu servo Moisés,
quando tiraste do Egito os nossos antepassados.
Salomão abençoa o povo
54 Depois que Salomão acabou de orar
ao Senhor Deus, ele se levantou e ficou em frente do altar, onde
havia estado ajoelhado com as mãos levantadas para o céu.
55
Então, em voz alta, pediu as bênçãos de Deus para todo o povo que
estava reunido ali.
Ele disse:
56 — Bendito seja o Senhor
Deus, que deu paz ao seu povo, como havia prometido! Ele tem cumprido
todas as abençoadas promessas que fez por meio do seu servo Moisés.
57 Que o Senhor, nosso Deus, esteja conosco assim como esteve com os
nossos antepassados! Que ele nunca nos deixe, nem nos abandone! 58
Que Deus nos faça obedientes a ele, para que sempre vivamos conforme
ele quer, obedecendo a todos os mandamentos, leis e ensinos que ele
deu aos nossos antepassados! 59 Que o Senhor, nosso Deus, lembre
sempre desta oração e dos pedidos que eu lhe fiz! Que ele sempre
tenha misericórdia do povo de Israel e do seu rei, de acordo com o
que precisarem! 60 E assim todas as nações do mundo ficarão
sabendo que somente o Senhor é Deus e que não há nenhum outro. 61
Que vocês sejam sempre fiéis ao Senhor, nosso Deus, obedecendo a
todos os seus mandamentos e leis, como fazem hoje!
A inauguração
do Templo
(II
Crônicas 7:4-10)
62 Então o
rei Salomão e todo o povo que estava ali ofereceram sacrifícios a
Deus, o Senhor.
63 Ele ofereceu em sacrifício vinte e dois mil bois
e cento e vinte mil ovelhas como ofertas de paz. E assim o rei e todo
o povo dedicaram o Templo ao serviço do Senhor.
64
Naquele mesmo dia Salomão separou, a fim de ser sagrada para Deus, a
parte central do pátio que ficava em frente ao Templo. Ali ele
apresentou as ofertas que foram completamente queimadas, as ofertas
de cereais e a gordura dos animais que haviam sido trazidos como
ofertas de paz. Salomão fez isso porque o altar de bronze era muito
pequeno para todas essas ofertas.
65 Naquela ocasião, ali no
Templo, Salomão e todo o povo de Israel comemoraram durante sete
dias a Festa das Barracas. O povo era uma enorme multidão de pessoas
que tinham vindo do país inteiro, desde a subida de Hamate, no
Norte, até a fronteira do Egito, no Sul.
66 No oitavo dia Salomão
mandou o povo para casa. Todos pediram as bênçãos de Deus para ele
e foram embora, felizes por causa de todas as coisas boas que o
Senhor Deus tinha dado ao seu servo Davi e ao seu povo de Israel.
I Reis 9
Deus aparece outra vez a Salomão
(2 Crônicas
7:11-22)
1 Depois que Salomão acabou de
construir o Templo e o palácio real e tudo mais que havia planejado
construir, 2 o Senhor Deus apareceu outra vez a ele, como havia
aparecido em Gibeão.
3 O Senhor lhe disse:
— Eu
ouvi a sua oração e o pedido que você fez na minha presença.
Declarei santo este Templo, que você construiu como o lugar onde
serei adorado para sempre. Eu tomarei conta dele e sempre o
protegerei. 4 Se você me servir com um coração sincero e honesto
como Davi, o seu pai, serviu e, se obedecer às minhas leis e ordens
e fizer tudo o que eu mandar, 5 então eu cumprirei a promessa que
fiz a Davi, o seu pai, quando lhe disse que Israel sempre seria
governado pelos descendentes dele. 6 Mas, se você ou os seus
descendentes deixarem de me seguir, se desobedecerem às leis e aos
mandamentos que eu lhes dei e se adorarem e servirem outros deuses, 7
então eu arrancarei Israel, o meu povo, da terra que lhe dei. E
também abandonarei este Templo que separei para ser o lugar onde
devo ser adorado. Aí todos os povos vão desprezar e zombar de
Israel. 8 Este Templo virará um monte de ruínas, e todos os que
passarem por perto dele ficarão chocados e espantados e perguntarão:
“Por que foi que Deus fez isto com esta terra e com este
Templo?”
9 E a resposta será: “Foi porque os
israelitas abandonaram o Senhor, seu Deus, que tirou os antepassados
deles do Egito. Eles seguiram outros deuses, e os adoraram, e os
serviram. Foi por isso que o Senhor fez com que toda esta desgraça
caísse sobre eles.”
Salomão e Hirão
(II
Crônicas 8:1-2)
10 Salomão levou vinte anos para construir
o Templo e o seu palácio. 11 O rei Hirão, da cidade de Tiro, havia
fornecido a ele toda a madeira de cedro e de pinho e todo o ouro que
ele precisou para esse trabalho.
Depois que terminaram as obras,
Salomão deu a Hirão vinte cidades na região da Galileia. 12 Hirão
foi vê-las e não gostou delas.
13 Aí disse a Salomão:
—
Então são estas as cidades que você me deu, meu irmão?
Por
isso, aquela região é chamada até hoje de Cabul.
14
Hirão havia mandado para Salomão mais de quatro mil quilos de ouro.
Outros
trabalhos e construções de Salomão
(II
Crônicas 8:3-18)
15 O rei
Salomão usou trabalhadores forçados para construir o Templo e o seu
próprio palácio, para aterrar o lado leste da cidade e para
construir as muralhas de Jerusalém.
Também usou esses trabalhadores
para reconstruir as cidades de Hazor, Megido e Gezer.
16 (Faraó, rei
do Egito, havia atacado e conquistado a cidade de Gezer, matando os
seus moradores, que eram cananeus, e pondo fogo na cidade. Depois o
rei do Egito tinha dado Gezer como presente de casamento à sua filha
quando ela casou com Salomão, 17 e Salomão reconstruiu a cidade.)
Usando os seus trabalhadores forçados, Salomão também reconstruiu
Bete-Horom-de-Baixo, 18 Baalate e Tadmor, no deserto de Judá.
19
Ainda reconstruiu as cidades onde armazenava mantimentos, as cidades
onde ficavam os seus cavalos e carros de guerra e tudo mais que ele
quis construir em Jerusalém, no Líbano e em outras partes do seu
reino. 20-21 Para esse trabalho forçado, Salomão usou os
descendentes do povo de Canaã que os israelitas não haviam matado
quando conquistaram o seu país. Entre esses trabalhadores forçados
estavam amorreus, heteus, perizeus, heveus e jebuseus. E os
descendentes deles continuam escravos até hoje.
22 Nenhum
israelita foi obrigado a trabalhar como escravo. Os israelitas
serviram como soldados, oficiais, comandantes, capitães de carros de
guerra e cavaleiros.
23 Quinhentos e cinquenta oficiais
estavam encarregados dos trabalhadores forçados que eram usados nas
várias construções de Salomão.
24 Salomão aterrou o
lado leste da cidade depois que a sua esposa, a filha do rei do
Egito, se mudou da Cidade de Davi para o palácio que Salomão havia
construído para ela.
25 Três vezes por ano Salomão
oferecia sacrifícios a serem queimados e ofertas de paz no altar que
ele havia construído para Deus, o Senhor. Ele também queimava
incenso ao Senhor. E assim Salomão terminou a construção do
Templo.
26 O rei Salomão também construiu uma frota de navios
em Eziom-Geber, que fica perto de Elate, no golfo de Ácaba, no país
de Edom. 27 O rei Hirão mandou alguns marinheiros competentes da sua
frota de navios para navegarem junto com os homens de Salomão. 28
Eles foram até a terra de Ofir e trouxeram para Salomão mais de
catorze mil quilos de ouro.