Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)
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terça-feira, 10 de julho de 2012

2º Crônicas 2 a 5 (dia 93)

2º Crônicas 2

O acordo de Salomão com Hirão

1º Reis 5:1-11; 7:13-14


1 O rei Salomão resolveu construir um templo para a adoração de Deus, o Senhor, e também um palácio para si mesmo. 2 Alistou setenta mil homens para carregarem o material e oitenta mil para cortarem pedras nas montanhas. E colocou três mil e seiscentos chefes para dirigirem o trabalho.

3 Depois mandou a Hirão, rei de Tiro, a seguinte mensagem:
“Você vendeu ao meu pai, o rei Davi, cedros para que ele construísse o seu palácio. Agora faça o mesmo comigo. 4 Estou pronto para construir um templo onde o Senhor, meu Deus, será adorado. Será um lugar santo, onde queimaremos incenso cheiroso em adoração a Deus e lhe apresentaremos sempre os pães sagrados. Todas as manhãs e todas as tardes, ofereceremos em sacrifício animais que serão completamente queimados; faremos a mesma coisa nos sábados, nas Festas da Lua Nova e nas outras festas em honra do Senhor, nosso Deus. É nossa obrigação fazer isso para sempre. 5 Vou construir um Templo enorme, pois o nosso Deus é maior do que todos os outros deuses. 6 Mas, se Deus não cabe nem mesmo no céu, que é tão grande, quem pode construir um templo para ele? E quem sou eu para levantar um templo digno de Deus, a não ser que seja um lugar onde se queime incenso em honra dele? 7 Portanto, mande-me um homem que saiba trabalhar em ouro, prata, bronze e ferro; que saiba fazer tecidos de fios de lã púrpura, vermelha e azul e que saiba entalhar madeira. Ele trabalhará em Judá e em Jerusalém com os meus artesãos que foram contratados por Davi, o meu pai. 8 Sei que os seus trabalhadores sabem cortar árvores; portanto, mande-me do Líbano madeira de cedro, de pinho e de sândalo. Os meus homens trabalharão junto com os seus, 9 a fim de preparar muita madeira, pois o templo que vou construir será grande e maravilhoso.

10 Para os seus trabalhadores que vão cortar as árvores eu fornecerei duas mil toneladas de trigo, duas mil toneladas de cevada, quatrocentos mil litros de vinho e quatrocentos mil litros de azeite.”

11 Em resposta, o rei Hirão mandou a Salomão a seguinte carta:
“O Senhor Deus ama o seu povo e por isso fez com que você fosse o rei deles. 12 Louvado seja o Senhor, o Deus de Israel, o Criador do céu e da terra! Louvado seja Deus, que deu ao rei Davi um filho tão cheio de sabedoria, tão inteligente e prudente, que vai construir um templo para Deus e um palácio para si mesmo! 13 E agora eu vou lhe mandar Hurã, um mestre artesão inteligente e capaz. 14 A sua mãe pertencia à tribo de Dã, e o seu pai era da cidade de Tiro. Ele trabalha em ouro, prata, bronze, ferro, pedra e madeira; sabe fazer tecidos de linho fino e de fios de lã púrpura, azul e vermelha. É perito também em obras de entalhe e sabe executar qualquer desenho que lhe seja apresentado. Ele trabalhará com os seus artesãos e com os artesãos do rei Davi, o seu ilustre pai. 15 Eu peço que você nos mande o trigo, a cevada, o vinho e o azeite que prometeu.

16 Nós cortaremos nos montes Líbanos todas as árvores que você precisar. Levaremos as toras até o mar, faremos jangadas com elas e as levaremos por mar até o porto de Jope. Dali você as levará para Jerusalém.”



Os preparativos para a construção do Templo


1º Reis 5:13-16


17 O rei Salomão fez uma contagem de todos os estrangeiros que moravam em Israel, como Davi, o seu pai, tinha feito. Havia no país cento e cinquenta e três mil e seiscentos estrangeiros. 18 Salomão separou setenta mil deles para carregarem o material, oitenta mil para cortarem pedras nas montanhas e três mil e seiscentos como chefes para dirigirem o trabalho.



2º Crônicas 3


A construção do Templo


1º Reis 6:1-30


1 Salomão começou a construir o Templo do Senhor Deus em Jerusalém, no monte Moriá, onde Deus havia aparecido ao rei Davi, o pai de Salomão. O lugar que Davi tinha escolhido era o terreiro de malhar trigo de Araúna, o jebuseu. 2 Salomão começou a construção no segundo mês do quarto ano do seu reinado. 3 O Templo que Salomão construiu media vinte e sete metros de comprimento por nove de largura, de acordo com o padrão antigo. 4 A sala de entrada tinha nove metros de largura, que era a mesma largura do santuário, e a sua altura era de nove metros. Salomão revestiu de ouro puro o lado de dentro da sala. 5 Ele forrou de madeira de pinho o Lugar Santo, revestiu de ouro puro a madeira e fez entalhes de figuras representando palmeiras e correntes. 6 Enfeitou o Templo com pedras preciosas e com ouro do país de Parvaim. 7 Revestiu de ouro as vigas, os batentes, as paredes e as portas do Templo e mandou gravar figuras de querubins nas paredes. 8 A sala interna, isto é, o Lugar Santíssimo, media nove metros de comprimento por nove de largura, que era a mesma largura do Templo. Para revestir as paredes do Lugar Santíssimo foram usados mais de vinte mil quilos de ouro.

9 O ouro usado para dourar os pregos pesava mais de meio quilo. E as paredes das salas de cima também foram revestidas de ouro.
10 Salomão mandou fazer dois querubins de madeira, que foram folheados a ouro, e os colocou no Lugar Santíssimo. 11-12 Cada querubim tinha duas asas, e cada asa media dois metros e vinte e cinco centímetros de comprimento. Os querubins estavam com as asas estendidas, de maneira que a asa de um tocava numa parede, e a asa do outro tocava na outra parede, e no meio da sala a asa de um tocava na asa do outro. Portanto, as asas se estendiam por nove metros, de uma parede à outra. 13 Os querubins estavam de pé, olhando para o Lugar Santo.

14 Salomão mandou fazer uma cortina para o Lugar Santíssimo. Era tecida de linho fino e de fios de lã azul, púrpura e vermelha e bordada com figuras de querubins.



As duas colunas


1º Reis 7:15-22


15 O rei mandou fazer duas colunas, cada uma medindo quinze metros e meio de altura, e as colocou em frente do Templo. Cada coluna tinha no alto um remate de dois metros e vinte de altura. 16 O alto das colunas era enfeitado com um desenho de correntes entrelaçadas e de romãs de bronze, que eram em número de cem. 17 As colunas foram postas na frente da entrada do Templo. A que ficava no lado sul se chamava Jaquim, e a que ficava no lado norte se chamava Boaz.



2º Crônicas 4


Os objetos do Templo


1º Reis 7:23-51


1 Salomão mandou fazer um altar de bronze, de nove metros de comprimento por nove de largura e quatro e meio de altura. 2 Também mandou fazer um tanque redondo de bronze, com dois metros e vinte e cinco de profundidade, quatro metros e meio de diâmetro e treze metros e meio de circunferência. 3 Ao redor da borda de fora do tanque, que media treze metros e meio, havia duas carreiras de figuras de touros de bronze, que tinham sido fundidas todas em uma só peça junto com o tanque. 4 O tanque se apoiava sobre as costas de doze touros de bronze que olhavam para fora: três olhavam para o norte; três, para o oeste; três, para o sul; e três, para o leste.

5 A grossura das paredes do tanque era de quatro dedos. A sua borda era como a borda de um copo, curvando-se para fora como as pétalas de um lírio. A capacidade do tanque era de mais ou menos sessenta mil litros.

6 Fizeram também dez bacias, nas quais era lavado tudo o que se usava para os sacrifícios dos animais. Cinco bacias foram colocadas no lado sul do Templo e cinco, no lado norte. A água do tanque era para os sacerdotes se lavarem.
7 Fizeram dez candelabros de ouro, como havia sido ordenado. Eles foram colocados no Templo: cinco, no lado sul e cinco, no lado norte.

8 Fizeram também dez mesas, que foram postas no Templo: cinco, no lado sul e cinco, no lado norte. Fizeram também cem vasilhas de ouro.
9 Construíram o pátio interno, para os sacerdotes, e o pátio principal. As portas dos pátios foram revestidas de bronze.

10 O tanque foi colocado no canto sudeste do Templo.

11-16 Hurã fez também caldeirões, pás e bacias e assim terminou todo o trabalho encomendado pelo rei Salomão para o Templo de Deus. Esta é a lista do que ele fez:


- duas colunas;

- dois remates em forma de taças, que ficavam no alto das colunas;

- desenhos de correntes entrelaçadas de cada remate;

- quatrocentas romãs de bronze, em duas carreiras ao redor do desenho de cada remate;

- dez carretas;

- dez bacias;

- um tanque;

- doze touros que sustentavam o tanque;

- panelas, pás e garfos.


Como Salomão havia ordenado, Hurã, o mestre artesão, fez de bronze polido todas as panelas, pás e garfos para o Templo de Deus, o Senhor. 17 O rei mandou que tudo fosse feito na fundição que ficava entre Sucote e Zereda, no vale do rio Jordão.


18 Esses objetos de bronze que Salomão mandou fazer eram tantos, que o seu peso nunca foi calculado.
19 Salomão também mandou fazer para o Templo os seguintes objetos de ouro: o altar; as mesas para os pães oferecidos a Deus; 20 os candelabros e as lamparinas de ouro puro, que ficavam acesas em frente ao Lugar Santíssimo, conforme havia sido ordenado; 21 as flores, as lamparinas e as tenazes; 22 as tesouras de cortar pavios de lamparinas, as vasilhas, os pratos para o incenso e os braseiros. Todos esses objetos foram feitos de ouro puro. As portas de entrada para o Lugar Santo e as portas do Lugar Santíssimo também eram de ouro.



2º Crônicas 5


1 Quando o rei Salomão terminou todo o trabalho do Templo, colocou na sala do tesouro do Templo todas as coisas que Davi, o seu pai, havia separado para Deus, o Senhor, isto é, a prata, o ouro e outros objetos.



A arca da aliança é levada para o Templo


1º Reis 8:1-11


2 Aí o rei Salomão mandou que os líderes de Israel, todos os chefes das tribos e os chefes dos grupos de famílias de Israel se reunissem em Jerusalém, a fim de levar a arca da aliança do Senhor de Sião, a Cidade de Davi, para o Templo. 3 Todos os israelitas se reuniram no sétimo mês, durante a Festa das Barracas. 4 Quando todos os líderes chegaram, os levitas pegaram a arca da aliança 5 e a levaram para o Templo. Os sacerdotes e os levitas levaram também a Tenda da Presença de Deus, com todo o seu equipamento, para o Templo. 6 O rei Salomão e todo o povo de Israel se reuniram em frente da arca da aliança e ofereceram em sacrifício um grande número de ovelhas e touros, tantos que nem dava para contar. 7 Então os sacerdotes levaram a arca para dentro do Templo e a colocaram onde devia ficar, no Lugar Santíssimo, debaixo das asas dos querubins. 8 Pois as suas asas estendidas cobriam a arca e os cabos usados para carregá-la. 9 As pontas dos cabos podiam ser vistas por qualquer pessoa que ficasse diretamente em frente ao Lugar Santíssimo, mas não podiam ser vistas de nenhum outro lugar. (Os cabos ainda estão ali até hoje.)


10 Dentro da arca estavam somente as duas placas de pedra que Moisés havia colocado ali, quando, no monte Sinai, o Senhor Deus havia feito uma aliança com os israelitas depois que eles saíram do Egito.


11 Os sacerdotes se prepararam para sair do Templo. Todos os que estavam ali haviam se purificado, sem levar em conta o grupo a que pertenciam. 12 E todos os levitas que eram músicos, isto é, Asafe, Hemã e Jedutum, e os membros dos seus grupos de famílias estavam de pé no lado leste do altar, vestidos de roupas de linho e com pratos musicais, harpas e liras nas mãos. Junto com eles estavam cento e vinte sacerdotes que sabiam tocar trombetas.


13 Aí todos juntos começaram a tocar as trombetas e a cantar em voz alta para dar graças a Deus, o Senhor, e o louvarem. Com acompanhamento de trombetas, pratos e outros instrumentos musicais, eles louvaram a Deus e cantaram assim:

“Louvem a Deus, o Senhor, porque ele é bom,

e porque o seu amor dura para sempre.”


Quando os sacerdotes estavam saindo, uma nuvem encheu o Templo de Deus, o Senhor, 14 com a glória do Senhor. Por isso, eles não puderam voltar para dentro a fim de realizar os seus atos de culto.

terça-feira, 19 de junho de 2012

1º Reis 6 a 9 (dia 75)

I Reis 6


Salomão constrói o Templo


1 Quatrocentos e oitenta anos depois que o povo de Israel havia saído do Egito, no quarto ano do reinado de Salomão em Israel, no mês de zive, o segundo mês, Salomão começou a construir o Templo.

2 O Templo media vinte e sete metros de comprimento por nove de largura, por treze e meio de altura.

3 A sala de entrada media quatro metros e meio de comprimento por nove de largura, isto é, a mesma largura do santuário.

4 As paredes do Templo tinham janelas, que eram mais estreitas do lado de fora do que do lado de dentro.

5 Encostados nos lados e nos fundos do Templo, Salomão construiu três andares de salas, cada andar medindo dois metros e vinte centímetros de altura. 6 As salas do andar de baixo tinham dois metros e vinte de largura, as do andar do meio tinham dois metros e setenta de largura, e as do andar de cima, três metros e dez de largura. Em cada andar, as paredes do Templo eram mais finas do que as do andar de baixo; assim as salas se apoiavam nas paredes, evitando que as vigas entrassem nessas paredes.

7 O Templo foi construído com pedras que haviam sido preparadas nas pedreiras, para que assim, durante a construção, não se ouvisse o barulho de martelos, machados ou qualquer outra ferramenta.

8 A entrada para as salas do andar térreo ficava no lado sul do Templo, e havia escadas para subir ao segundo e ao terceiro andares. 

9 E assim o rei Salomão terminou a construção do Templo, colocando um forro feito de vigas e tábuas de cedro.

10 Salomão construiu três andares de salas encostados nas paredes do Templo e ligados com elas por meio de vigas de cedro. Cada andar media dois metros e vinte centímetros de altura.

11 O Senhor Deus disse a Salomão:
12 — Se você obedecer a todas as minhas leis e mandamentos, eu farei por você aquilo que prometi a Davi, o seu pai. 13 Viverei entre o meu povo de Israel neste Templo que você está construindo e nunca os abandonarei.

14 E assim Salomão terminou a construção do Templo.

 



O acabamento do Templo por dentro


(II Crônicas 3:4-14)


15 As paredes do Templo foram forradas por dentro com tábuas de cedro, desde o chão até o teto, e o assoalho foi feito de pinho.

16 Na parte de trás do Templo, foi construída uma sala interna, que foi chamada de Lugar Santíssimo. Ela media nove metros de comprimento e era separada por uma divisão feita de tábuas de cedro, que iam desde o chão até o teto. 17 O Lugar Santo, que ficava em frente ao Lugar Santíssimo, tinha dezoito metros de comprimento.

18 A forração de cedro era enfeitada com entalhes em forma de cabaças e de flores. Toda a parte de dentro da sala era revestida de cedro para que as pedras das paredes não ficassem aparecendo.

19 Como já foi dito, na parte de trás do Templo foi feita uma sala, o Lugar Santíssimo, para nela ser colocada a arca da aliança de Deus. 20 Essa sala media nove metros de comprimento por nove de largura, por nove de altura, e era toda revestida de ouro puro. O altar era revestido com tábuas de cedro. 21 O lado de dentro do Templo era revestido de ouro, e na entrada do Lugar Santíssimo foram colocadas correntes de ouro. Essa sala também era revestida de ouro. 22 Todo o Templo por dentro e também o altar do Lugar Santíssimo eram revestidos de ouro.

23 Foram feitos dois querubins de madeira de oliveira, os quais foram colocados no Lugar Santíssimo. Cada um deles media quatro metros e quarenta de altura. 24-26 Os dois querubins tinham o mesmo tamanho e a mesma forma. Cada um tinha duas asas, e cada asa media dois metros e vinte e cinco centímetros de comprimento; assim a distância da ponta de uma asa até a outra era de quatro metros e meio. 27 Os dois querubins foram colocados no Lugar Santíssimo; eles estavam de asas estendidas, de maneira que a asa de um tocava numa parede, e a asa do outro tocava na outra parede, e no meio da sala a asa de um tocava na asa do outro. 28 Os dois querubins eram folheados a ouro.

29 As paredes do Lugar Santo e do Lugar Santíssimo eram todas enfeitadas com figuras entalhadas, representando querubins, palmeiras e flores. 30 Até mesmo o assoalho das duas divisões era revestido de ouro.

31 Na entrada do Lugar Santíssimo foi colocada uma porta dupla feita de madeira de oliveira; no alto as ombreiras formavam um arco em ponta. 32 As portas eram enfeitadas com figuras entalhadas, representando querubins, palmeiras e flores. As portas, os querubins e as palmeiras eram folheados a ouro.

33 Para a entrada do Lugar Santo foram feitos batentes retangulares de madeira de oliveira. 34 Havia duas portas de duas folhas, que eram feitas de pinho 35 e enfeitadas com figuras entalhadas de querubins, palmeiras e flores, que também eram folheadas a ouro.

36 Em frente ao Templo foi construído um pátio interno, fechado por muros que tinham uma carreira de vigas de cedro para cada três carreiras de pedras.

37 Os alicerces do Templo foram colocados no mês de zive, o segundo mês, no quarto ano do reinado de Salomão. 38 No décimo primeiro ano do reinado de Salomão, no oitavo mês, o mês de bul, o Templo foi completamente terminado, exatamente como havia sido planejado. Salomão levou sete anos para construí-lo.

 



I Reis 7


O palácio de Salomão


1 Salomão também construiu o seu palácio e levou treze anos para terminá-lo.

2-3 O Salão da Floresta do Líbano media quarenta e quatro metros de comprimento por vinte e dois de largura, por treze e meio de altura. Ele tinha três fileiras de colunas de cedro, havendo quinze colunas em cada fileira, com vigas de cedro que se apoiavam nelas. O teto era de cedro, estendendo-se até as despensas, que eram apoiadas pelas colunas. 4 Nas paredes de cada lado havia três fileiras de janelas. 5 Todas as portas e todas as janelas eram quadradas, e as três fileiras de janelas de cada parede ficavam exatamente em frente às fileiras de janelas da parede do outro lado.

6 O Salão das Colunas media vinte e dois metros de comprimento por treze e meio de largura. Ele tinha um pórtico que era coberto e sustentado por colunas.

7 A Sala do Trono, também chamada de Salão do Julgamento, onde Salomão julgava as questões, era forrada de cedro desde o chão até as vigas.

8 Em outro pátio, atrás da Sala do Trono, ficava a casa onde Salomão morava. A construção era do mesmo estilo das outras.

Salomão também fez uma casa do mesmo tipo para a sua esposa, a filha do rei do Egito.

9 Todas essas construções e também o grande pátio foram feitos de pedras escolhidas, desde os alicerces até a beira do telhado. As pedras foram preparadas na pedreira e cortadas sob medida, sendo os lados de dentro e de fora cortados com serras. 10 Os alicerces foram feitos com pedras grandes preparadas na pedreira; algumas tinham três metros e meio de comprimento, e outras, quatro metros e meio de comprimento. 11 Por cima delas, foram colocadas pedras caras, cortadas sob medida, e vigas de cedro.

12 O pátio do palácio, o pátio interno do Templo e a sala de entrada do Templo tinham paredes feitas com uma carreira de vigas de cedro para cada três carreiras de pedras cortadas.




A tarefa de Hurã


13 O rei Salomão mandou buscar um homem chamado Hurã, um artífice que morava na cidade de Tiro e que era especialista em trabalhos de bronze.

14 O seu pai, que já havia morrido, era de Tiro e também havia sido artífice especializado em bronze; a sua mãe era da tribo de Naftali. Hurã era um artífice inteligente e capaz. Ele aceitou o convite de Salomão e se encarregou de todo o trabalho em bronze.




As duas colunas de bronze


(II Crônicas 3:15-17)


15 Hurã fundiu duas colunas de bronze, cada uma com oito metros de altura e um metro e setenta de diâmetro, e as colocou na entrada do Templo. 16 Ele fez também dois remates de coluna, cada um com dois metros e vinte de altura, para serem colocados no alto das colunas. 17 O alto de cada coluna era enfeitado com um desenho de correntes entrelaçadas 18 e duas carreiras de romãs feitas de bronze.

19 Os remates das colunas tinham o formato de lírios, mediam um metro e oitenta de altura 20 e foram colocados numa parte redonda que ficava por cima do desenho de correntes. Em cada remate de coluna havia duzentas romãs de bronze colocadas em duas carreiras.

21 Hurã colocou essas duas colunas de bronze na frente da entrada do Templo. A que ficava no lado sul se chamava Jaquim, e a que ficava no lado norte se chamava Boaz.

22 Os remates das colunas em forma de lírios, feitos de bronze, estavam no alto das colunas.
E assim foi terminado o trabalho das colunas.




O tanque de bronze


(II Crônicas 4:2-5)


23 Hurã fez um tanque redondo de bronze, com dois metros e vinte de profundidade, quatro metros e quarenta de diâmetro e treze metros e vinte de circunferência. 24 Ao redor da borda de fora do tanque havia duas carreiras de cabaças de bronze que haviam sido fundidas todas em uma só peça junto com o tanque. 25 O tanque se apoiava sobre as costas de doze touros de bronze que olhavam para fora: três olhavam para o norte, três olhavam para o oeste, três olhavam para o sul, e três olhavam para o leste.

26 A grossura das paredes do tanque era de quatro dedos. A sua borda era como a borda de um copo, curvando-se para fora como as pétalas de um lírio. A capacidade do tanque era de mais ou menos quarenta mil litros.




As carretas de bronze


27 Hurã fez também dez carretas de bronze. Cada uma media um metro e oitenta de comprimento, um metro e oitenta de largura e um metro e trinta de altura. 28 Elas foram feitas de painéis quadrados, que eram montados em molduras. 29 Nesses painéis havia figuras de leões, touros e querubins. E, nas molduras acima e abaixo dos leões e dos touros, havia desenhos de espirais em relevo.

30 Cada carreta tinha quatro rodas de bronze, com eixos de bronze. Nos quatro cantos havia apoios de bronze para uma bacia; os apoios eram enfeitados com figuras de espirais em relevo. 31 No alto havia uma guarnição redonda para a bacia. Essa guarnição passava quarenta e cinco centímetros para cima do alto da carreta e dezoito centímetros para baixo, para dentro dela. Ao redor dela havia entalhes.

32 As rodas tinham sessenta e sete centímetros de altura; elas ficavam debaixo dos painéis, e os eixos eram feitos em uma só peça com as carretas. 33 As rodas eram como as rodas de uma carruagem; os seus eixos, bordas, raios e os seus cubos eram todos de bronze. 34 Havia quatro apoios nos cantos, debaixo de cada carreta, os quais formavam uma só peça com a carreta. 35 Havia uma braçadeira de vinte e dois centímetros ao redor do alto de cada carreta; os seus apoios e os painéis formavam uma só peça com a carreta. 36 Os apoios e os painéis eram enfeitados com figuras de querubins, leões e palmeiras, que cobriam todo o espaço que havia; e ao redor dessas figuras havia desenhos em espiral.

37 Foi assim, então, que as carretas foram feitas; todas elas eram iguais, tendo o mesmo tamanho e formato. 38 Hurã fez também dez bacias de bronze, uma para cada carreta. Cada bacia tinha um metro e oitenta de diâmetro, e a sua capacidade era de mais ou menos oitocentos e trinta litros.

39 Ele colocou cinco carretas no lado sul do Templo e as outras cinco no lado norte. O tanque ele colocou no canto sudeste.




Lista resumida dos objetos do Templo

(II Crônicas 4:11; 5:1)


40-45 Hurã fez também caldeirões, pás e bacias e assim terminou todo o trabalho encomendado pelo rei Salomão para o Templo do Senhor. Esta é a lista do que ele fez:

  • duas colunas;
  • dois remates em forma de taças, que ficavam em cima das colunas;
  • desenhos de correntes entrelaçadas de cada remate;
  • quatrocentas romãs de bronze, em duas carreiras de cem, ao redor do desenho de cada remate;
  • dez carretas;
  • dez bacias;
  • um tanque;
  • doze touros que sustentavam o tanque;
  • caldeirões, pás e bacias.

Todos os objetos destinados ao Templo que Hurã fez para o rei Salomão eram de bronze polido. 46 O rei mandou que tudo fosse feito na fundição, entre Sucote e Sartã, no vale do rio Jordão.

47 Salomão não mandou pesar esses objetos de bronze porque eram muitos, e por isso o seu peso nunca foi calculado.

48 Salomão também mandou fazer para o Templo os seguintes objetos de ouro: o altar; a mesa para os pães oferecidos a Deus; 49 os dez castiçais que ficavam em frente ao Lugar Santíssimo, cinco no lado sul e cinco no lado norte; as flores, as lamparinas e as tenazes; 50 as taças, as tesouras de cortar pavios de lamparinas, as bacias, os pratos para o incenso e os braseiros; as dobradiças para as portas do Lugar Santíssimo e para as portas do Templo que davam para fora. Todos esses objetos foram feitos de ouro.

51 Quando o rei Salomão terminou todo o trabalho do Templo, colocou na sala do tesouro do Templo todas as coisas que Davi, o seu pai, havia separado para o Senhor Deus, isto é, a prata, o ouro e outros objetos.




I Reis 8

A arca da aliança é levada para o Templo

(II Crônicas 5:2; 6.2)


1 Aí o rei Salomão convocou todos os chefes das tribos e dos grupos de famílias de Israel para irem encontrar-se com ele em Jerusalém a fim de levarem a arca da aliança de Deus, de Sião, a Cidade de Davi, para o Templo.

2 Todos os israelitas se reuniram durante a Festa das Barracas, no mês de etanim, que é o sétimo mês.

3 Quando todos os chefes chegaram, os sacerdotes pegaram a arca da aliança 4 e a levaram para o Templo. Os levitas e os sacerdotes levaram também a Tenda da Presença de Deus com todos os seus equipamentos para o Templo.

5 O rei Salomão e todo o povo de Israel se reuniram em frente da arca da aliança e ofereceram em sacrifício um grande número de ovelhas e touros, tantos que nem dava para contar. 6 Então os sacerdotes levaram a arca para dentro do Templo e a colocaram onde devia ficar, no Lugar Santíssimo, debaixo das asas dos querubins. 7 Pois as suas asas estendidas cobriam a arca e os seus cabos. 8 As pontas dos cabos podiam ser vistas por qualquer pessoa que ficasse diretamente em frente ao Lugar Santíssimo, mas não podiam ser vistas de nenhum outro lugar. (Os cabos ainda estão ali até hoje.)

9 Dentro da arca estavam somente as duas placas de pedra que Moisés havia colocado ali, quando, no monte Sinai, o Senhor Deus havia feito uma aliança com os israelitas depois que eles saíram do Egito.

10 Quando os sacerdotes estavam saindo do Lugar Santo, uma nuvem encheu o Templo do Senhor 11 com a glória do Senhor, e eles não puderam voltar para dentro a fim de realizar os seus atos de culto.

12 Aí Salomão disse:
— Tu, ó Senhor, puseste o sol no céu embora tivesses resolvido viver entre as nuvens escuras. 13 Mas agora eu construí para ti uma casa, um lugar onde viverás para sempre.




Salomão fala ao povo


(II Crônicas 6:3-11)


14 Aí Salomão virou-se, olhou para o povo, que estava todo de pé, e pediu a bênção de Deus para todos.

15 Depois disse:
— Bendito seja o Senhor, o Deus de Israel! Pois, pelo seu poder, ele cumpriu a promessa que tinha feito a Davi, o meu pai, quando lhe disse: 16 “Desde o dia em que tirei do Egito o meu povo de Israel, eu não escolhi nenhuma cidade de todas as tribos da terra de Israel para ali construir um templo a fim de ser adorado nele. Mas escolhi você, Davi, para governar o meu povo.”

17 E Salomão continuou:
— Davi, o meu pai, tinha planos de construir um templo para a adoração do Senhor, o Deus de Israel, 18 mas o Senhor lhe disse: “Você fez bem quando planejou construir um templo para mim, 19 mas você não o construirá. Será o seu filho quem construirá o meu Templo.” 20 E agora Deus cumpriu a sua promessa. Eu fiquei no lugar do meu pai como rei de Israel e construí o Templo para a adoração do Senhor, o Deus de Israel. 21 Também separei no Templo um lugar para colocar a arca da aliança, onde estão guardadas as placas de pedra da aliança que o Senhor Deus fez com os nossos antepassados quando os tirou do Egito.




Salomão ora a Deus

(II Crônicas 6:12-42)


22 Então, na presença de todo o povo reunido, Salomão foi e ficou em frente do altar. Levantou as mãos para o céu 23 e disse:
— Ó Senhor, Deus de Israel! Não há Deus igual a ti em cima no céu nem embaixo na terra. Tu cumpres a aliança que fizeste com o teu povo e lhes mostras o teu amor quando eles, com todo o coração, vivem uma vida de obediência a ti. 24 Pelo teu poder cumpriste a promessa que fizeste a Davi, o meu pai; no dia de hoje todas as palavras da tua promessa foram completamente cumpridas. 25 E agora, ó Senhor, Deus de Israel, eu te peço que cumpras a outra promessa que fizeste ao meu pai quando lhe disseste que sempre haveria um descendente dele governando como rei de Israel, contanto que eles te obedecessem com o mesmo cuidado com que ele obedeceu. 26 Portanto, ó Deus de Israel, faze com que se cumpra aquilo que prometeste a Davi, o meu pai, teu servo.

27 — Mas será que, de fato, ó Deus, tu podes morar no meio de nós, criaturas humanas, aqui na terra? Tu és tão grande, que não cabes nem mesmo no céu; como poderia este Templo que eu construí ser bastante grande para isso? 28 Ó Senhor, meu Deus, eu sou teu servo. Escuta a minha oração e atende os pedidos que te faço hoje. 29 Olha de dia e de noite para este Templo, o lugar que escolheste para nele seres adorado. Ouve-me quando eu orar com o rosto virado para este lugar. 30 Escuta as minhas orações e as orações do teu povo quando eles orarem com o rosto virado para cá. Sim, da tua casa no céu, ouve-nos e perdoa-nos.

31 — Quando alguém for acusado de prejudicar outra pessoa e for trazido até o teu altar neste Templo e jurar que é inocente, 32 ó Senhor, ouve do céu e julga os teus servos. Castiga o culpado como ele merecer e declara que não tem culpa aquele que for inocente, recompensando-o como ele merecer.

33 — Quando, por ter pecado contra ti, o teu povo de Israel for derrotado pelos seus inimigos e, quando ele se virar para ti e vier a este Templo para te louvar e pedir o teu perdão, 34 escuta-o do céu. Perdoa o pecado do teu povo e leva-o de volta para a terra que deste aos seus antepassados.

35 — Quando o céu se fechar, e não chover, porque o teu povo pecou contra ti, e eles se arrependerem e virarem o rosto na direção deste Templo e orarem e te louvarem, depois que os tiveres castigado, 36 escuta-os do céu. Perdoa os pecados do rei e do povo de Israel e ensina-os a fazer o que é direito. Então, ó Deus, faze cair chuva sobre esta tua terra que deste ao teu povo para ser deles para sempre.

37 — Quando nesta terra houver falta de alimentos, ou houver pragas, ou as colheitas forem destruídas por ventos muito quentes ou por bandos de gafanhotos, ou quando o teu povo for atacado pelos seus inimigos, ou quando houver peste ou doença entre o povo, 38 escuta as suas orações. Se alguém do teu povo de Israel, sentindo no seu coração o peso da desgraça, estender as mãos na direção deste Templo e orar, 39 escuta a sua oração. Lá do teu lar no céu, ouve o teu povo, perdoa-o e ajuda-o. Só tu conheces os pensamentos secretos do coração humano. Trata cada pessoa como merecer, 40 para que o teu povo te tema e te obedeça durante todo o tempo em que eles viverem na terra que deste aos nossos antepassados.

41-42 — Quando um estrangeiro que vive numa terra bem longe daqui ouvir falar da tua fama e das grandes coisas que tens feito pelo teu povo e vier te adorar e orar a ti com o rosto virado para este Templo, 43 ouve a sua oração. Lá do céu, onde vives, escuta-o e faze tudo o que ele te pedir, para que todos os povos da terra possam te conhecer e temer, como faz o teu povo de Israel. Então eles ficarão sabendo que este Templo que eu construí é o lugar onde deves ser adorado.

44 — Quando ordenares que o teu povo saia para a guerra contra os seus inimigos, e o teu povo orar a ti, virados para esta cidade que escolheste e para este Templo que construí em honra do teu nome, 45 escuta do céu as suas orações e os seus pedidos. Ouve-os e dá-lhes a vitória.

46 — Quando eles pecarem contra ti — e não há ninguém que não peque — e na tua ira deixares que os inimigos deles os derrotem e os levem prisioneiros para alguma terra inimiga, longe ou perto daqui, 47 ouve as orações do teu povo. Se ali, naquela terra, eles se arrependerem e orarem a ti, confessando que foram pecadores e maus, escuta as suas orações, ó Senhor. 48 Se naquela terra eles verdadeiramente e sinceramente se arrependerem e orarem a ti, virados na direção desta terra que deste aos nossos antepassados, desta cidade que escolheste e deste Templo que construí em honra do teu nome, 49 escuta as orações deles. Do teu lar no céu ouve-os e dá-lhes a vitória. 50 Perdoa os pecados que o teu povo tem cometido contra ti e a sua revolta contra ti e faze com que os seus inimigos os tratem com bondade. 51 Eles são o teu povo que tiraste daquela fornalha acesa, o Egito.

52 — Ó Senhor, nosso Deus, eu te peço que olhes com simpatia para o teu povo de Israel e para o seu rei e escutes as suas orações sempre que eles te chamarem pedindo ajuda. 53 Tu os escolheste entre todos os povos para serem o teu povo, conforme lhes disseste por meio do teu servo Moisés, quando tiraste do Egito os nossos antepassados.




Salomão abençoa o povo


54 Depois que Salomão acabou de orar ao Senhor Deus, ele se levantou e ficou em frente do altar, onde havia estado ajoelhado com as mãos levantadas para o céu. 55 Então, em voz alta, pediu as bênçãos de Deus para todo o povo que estava reunido ali.

Ele disse:
56 — Bendito seja o Senhor Deus, que deu paz ao seu povo, como havia prometido! Ele tem cumprido todas as abençoadas promessas que fez por meio do seu servo Moisés. 57 Que o Senhor, nosso Deus, esteja conosco assim como esteve com os nossos antepassados! Que ele nunca nos deixe, nem nos abandone! 58 Que Deus nos faça obedientes a ele, para que sempre vivamos conforme ele quer, obedecendo a todos os mandamentos, leis e ensinos que ele deu aos nossos antepassados! 59 Que o Senhor, nosso Deus, lembre sempre desta oração e dos pedidos que eu lhe fiz! Que ele sempre tenha misericórdia do povo de Israel e do seu rei, de acordo com o que precisarem! 60 E assim todas as nações do mundo ficarão sabendo que somente o Senhor é Deus e que não há nenhum outro. 61 Que vocês sejam sempre fiéis ao Senhor, nosso Deus, obedecendo a todos os seus mandamentos e leis, como fazem hoje!

 



A inauguração do Templo


(II Crônicas 7:4-10)


62 Então o rei Salomão e todo o povo que estava ali ofereceram sacrifícios a Deus, o Senhor.

63 Ele ofereceu em sacrifício vinte e dois mil bois e cento e vinte mil ovelhas como ofertas de paz. E assim o rei e todo o povo dedicaram o Templo ao serviço do Senhor.

64 Naquele mesmo dia Salomão separou, a fim de ser sagrada para Deus, a parte central do pátio que ficava em frente ao Templo. Ali ele apresentou as ofertas que foram completamente queimadas, as ofertas de cereais e a gordura dos animais que haviam sido trazidos como ofertas de paz. Salomão fez isso porque o altar de bronze era muito pequeno para todas essas ofertas.

65 Naquela ocasião, ali no Templo, Salomão e todo o povo de Israel comemoraram durante sete dias a Festa das Barracas. O povo era uma enorme multidão de pessoas que tinham vindo do país inteiro, desde a subida de Hamate, no Norte, até a fronteira do Egito, no Sul.

66 No oitavo dia Salomão mandou o povo para casa. Todos pediram as bênçãos de Deus para ele e foram embora, felizes por causa de todas as coisas boas que o Senhor Deus tinha dado ao seu servo Davi e ao seu povo de Israel.




I Reis 9


Deus aparece outra vez a Salomão

(2 Crônicas 7:11-22)


1 Depois que Salomão acabou de construir o Templo e o palácio real e tudo mais que havia planejado construir, 2 o Senhor Deus apareceu outra vez a ele, como havia aparecido em Gibeão.

3 O Senhor lhe disse:
— Eu ouvi a sua oração e o pedido que você fez na minha presença. Declarei santo este Templo, que você construiu como o lugar onde serei adorado para sempre. Eu tomarei conta dele e sempre o protegerei. 4 Se você me servir com um coração sincero e honesto como Davi, o seu pai, serviu e, se obedecer às minhas leis e ordens e fizer tudo o que eu mandar, 5 então eu cumprirei a promessa que fiz a Davi, o seu pai, quando lhe disse que Israel sempre seria governado pelos descendentes dele. 6 Mas, se você ou os seus descendentes deixarem de me seguir, se desobedecerem às leis e aos mandamentos que eu lhes dei e se adorarem e servirem outros deuses, 7 então eu arrancarei Israel, o meu povo, da terra que lhe dei. E também abandonarei este Templo que separei para ser o lugar onde devo ser adorado. Aí todos os povos vão desprezar e zombar de Israel. 8 Este Templo virará um monte de ruínas, e todos os que passarem por perto dele ficarão chocados e espantados e perguntarão: “Por que foi que Deus fez isto com esta terra e com este Templo?” 9 E a resposta será: “Foi porque os israelitas abandonaram o Senhor, seu Deus, que tirou os antepassados deles do Egito. Eles seguiram outros deuses, e os adoraram, e os serviram. Foi por isso que o Senhor fez com que toda esta desgraça caísse sobre eles.”




Salomão e Hirão

(II Crônicas 8:1-2)

10 Salomão levou vinte anos para construir o Templo e o seu palácio. 11 O rei Hirão, da cidade de Tiro, havia fornecido a ele toda a madeira de cedro e de pinho e todo o ouro que ele precisou para esse trabalho.

Depois que terminaram as obras, Salomão deu a Hirão vinte cidades na região da Galileia. 12 Hirão foi vê-las e não gostou delas.

13 Aí disse a Salomão:
— Então são estas as cidades que você me deu, meu irmão?

Por isso, aquela região é chamada até hoje de Cabul.

14 Hirão havia mandado para Salomão mais de quatro mil quilos de ouro.




Outros trabalhos e construções de Salomão


(II Crônicas 8:3-18)


15 O rei Salomão usou trabalhadores forçados para construir o Templo e o seu próprio palácio, para aterrar o lado leste da cidade e para construir as muralhas de Jerusalém.

Também usou esses trabalhadores para reconstruir as cidades de Hazor, Megido e Gezer.

16 (Faraó, rei do Egito, havia atacado e conquistado a cidade de Gezer, matando os seus moradores, que eram cananeus, e pondo fogo na cidade. Depois o rei do Egito tinha dado Gezer como presente de casamento à sua filha quando ela casou com Salomão, 17 e Salomão reconstruiu a cidade.)

Usando os seus trabalhadores forçados, Salomão também reconstruiu Bete-Horom-de-Baixo, 18 Baalate e Tadmor, no deserto de Judá.

19 Ainda reconstruiu as cidades onde armazenava mantimentos, as cidades onde ficavam os seus cavalos e carros de guerra e tudo mais que ele quis construir em Jerusalém, no Líbano e em outras partes do seu reino. 20-21 Para esse trabalho forçado, Salomão usou os descendentes do povo de Canaã que os israelitas não haviam matado quando conquistaram o seu país. Entre esses trabalhadores forçados estavam amorreus, heteus, perizeus, heveus e jebuseus. E os descendentes deles continuam escravos até hoje.

22 Nenhum israelita foi obrigado a trabalhar como escravo. Os israelitas serviram como soldados, oficiais, comandantes, capitães de carros de guerra e cavaleiros.

23 Quinhentos e cinquenta oficiais estavam encarregados dos trabalhadores forçados que eram usados nas várias construções de Salomão.

24 Salomão aterrou o lado leste da cidade depois que a sua esposa, a filha do rei do Egito, se mudou da Cidade de Davi para o palácio que Salomão havia construído para ela.

25 Três vezes por ano Salomão oferecia sacrifícios a serem queimados e ofertas de paz no altar que ele havia construído para Deus, o Senhor. Ele também queimava incenso ao Senhor. E assim Salomão terminou a construção do Templo.

26 O rei Salomão também construiu uma frota de navios em Eziom-Geber, que fica perto de Elate, no golfo de Ácaba, no país de Edom. 27 O rei Hirão mandou alguns marinheiros competentes da sua frota de navios para navegarem junto com os homens de Salomão. 28 Eles foram até a terra de Ofir e trouxeram para Salomão mais de catorze mil quilos de ouro.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

2º Samuel 6 a 9 (dia 69)

II Samuel 6

A arca da aliança é levada para Jerusalém

(1º Crônicas 13:1-14; 15:25 - 16:3,37)

1 Mais uma vez Davi reuniu os melhores soldados de Israel, num total de trinta mil homens. 2 Levou-os à cidade de Baalá, em Judá, para pegarem a arca da aliança, que tem o nome do Senhor Todo-Poderoso, que se assenta no seu trono, entre os querubins. 3 Colocaram a arca num carro de bois, novo, e a tiraram da casa de Abinadabe, que ficava num monte. Uzá e Aiô, filhos de Abinadabe, guiavam o carro 4 que carregava a arca. Aiô caminhava na frente.

5 Davi e todos os israelitas dançavam e cantavam com todas as suas forças em louvor a Deus, o Senhor. Eles tocavam harpas, liras, tambores, castanholas e pratos.

6 Quando chegaram ao campo de descascar cereais que pertencia a Nacom, os bois tropeçaram. Então Uzá estendeu a mão e segurou a arca da aliança. 7 O Senhor Deus ficou irado com Uzá, por sua falta de respeito, e o matou. E Uzá morreu ali, ao lado da arca.

8 Davi ficou furioso porque o Senhor, na sua ira, havia castigado Uzá; assim até hoje aquele lugar é chamado de Peres-Uzá.

9 Então Davi ficou com medo de Deus, o Senhor, e disse:
— E agora como é que poderei levar comigo a arca da aliança?

10 Assim Davi resolveu não levar a arca para a sua cidade de Jerusalém; em vez disso, ele mudou de direção e a levou para a casa de Obede-Edom, que era da cidade de Gate.

11 A arca da aliança ficou ali três meses, e o Senhor abençoou Obede-Edom e a sua família.

12 O rei Davi soube que, por causa da arca, o Senhor havia abençoado a família de Obede-Edom e tudo o que ele tinha. Então tirou a arca da casa de Obede-Edom e, com uma grande festa, a levou para a Cidade de Davi.

13 Depois que os homens que carregavam a arca deram seis passos, Davi ofereceu a Deus em sacrifício um touro e um bezerro gordo. 14 Davi, vestindo um manto sacerdotal de linho, dançou com todo o entusiasmo em louvor a Deus, o Senhor. 15 E assim ele e todos os israelitas levaram a arca da aliança para Jerusalém, com gritos de alegria e sons de trombetas.

16 Quando a arca estava entrando na cidade, Mical, filha de Saul, olhou pela janela, viu o rei Davi pulando e dançando em louvor ao Senhor. Então sentiu por ele um profundo desprezo.

17 Levaram a arca e a colocaram no seu lugar, na barraca que Davi tinha preparado para ela. Então ele ofereceu a Deus, o Senhor, sacrifícios que foram completamente queimados e ofertas de paz.

18 Quando acabou de oferecer os sacrifícios e as ofertas, Davi abençoou o povo em nome do Senhor Todo-Poderoso. 19 Depois deu a cada homem e a cada mulher de Israel um pão, um pedaço de carne assada e passas. Em seguida todos foram para casa.

20 Davi voltou para casa a fim de estar com a sua família, e Mical, filha de Saul, saiu para encontrá-lo.

Ela disse:
— Que bela figura fez hoje o rei de Israel! Parecia um sem-vergonha, mostrando o corpo para as empregadas dos seus funcionários!

21 Davi respondeu:
— Eu estava dançando em louvor ao Senhor, que preferiu me escolher em vez de escolher o seu pai e os descendentes dele e me fez o líder de Israel, o seu povo. Pois eu continuarei a dançar em louvor ao Senhor 22 e me humilharei ainda mais diante dele. Você pode pensar que eu não sou nada, mas aquelas moças de quem você falou vão me dar muito valor!

23 E Mical, filha de Saul, nunca teve filhos.

 



II Samuel 7

A mensagem de Natã para Davi

(1º Crônicas 17:1-15)

1 O rei Davi conseguiu controlar completamente o seu reino, e o Senhor Deus o livrou de todos os seus inimigos.

2 Um dia Davi disse ao profeta Natã:
— Veja só! Aqui estou eu, morando numa casa revestida de madeira de cedro, enquanto a arca da aliança está guardada numa barraca!

3 Natã respondeu:
— Faça tudo o que quiser porque o Senhor Deus está com você.

4 Mas naquela noite o Senhor disse a Natã:
5 — Vá e diga ao meu servo Davi que eu mandei dizer o seguinte: “Não é você a pessoa que deve construir um templo para eu morar nele. 6 Desde que tirei do Egito o povo de Israel e até hoje, eu não tenho morado em nenhum templo. Tenho viajado morando numa barraca. 7 Em todas as minhas viagens com o povo de Israel, nunca perguntei aos líderes que escolhi por que razão eles não construíram para mim um templo revestido de cedro.” 8 Portanto, diga ao meu servo Davi que eu, o Senhor Todo-Poderoso, digo o seguinte: “Eu tirei você do trabalho de cuidar de ovelhas nos campos, para que governasse o meu povo de Israel. 9 Estive com você em todos os lugares por onde tem ido e, conforme você foi avançando, eu o defendi de todos os seus inimigos. Eu farei com que você seja famoso, tão famoso quanto os maiores líderes do mundo. 10-11 Escolhi um lugar para o meu povo de Israel e o fiz morar ali, onde eles viverão em paz. Desde que entraram nesta terra, eles têm sido atacados por povos violentos, mas isso não acontecerá mais. Eu prometo que livrarei você de todos os seus inimigos e que lhe darei descendentes. 12 E, quando você morrer e for sepultado ao lado dos seus antepassados, eu colocarei um dos seus filhos como rei e tornarei forte o reino dele. 13 Será ele quem construirá um templo para mim, e eu farei com que os seus descendentes governem para sempre. 14 Eu serei o pai dele, e ele será meu filho. Quando ele errar, eu o castigarei como um pai castiga seu filho. 15 Porém não retirarei dele o meu amor, como fiz com Saul, para que você pudesse ser rei. 16 Você sempre terá descendentes, e eu farei com que o seu reino dure para sempre. E a sua descendência real nunca terminará.”

17 E Natã contou a Davi tudo o que Deus lhe havia revelado.

 



A oração de agradecimento de Davi

(1º Crônicas 17:16-27)


18 O rei Davi entrou na barraca, sentou-se e orou assim:
— Ó Senhor, meu Deus, eu não mereço tudo o que fizeste por mim no passado, e a minha família também não merece. 19 E, como se as bênçãos do passado ainda fossem poucas, agora estás fazendo promessas a respeito dos meus descendentes no futuro. E deixaste um homem ver isso, ó Senhor, meu Deus! 20 O que mais posso te dizer? Tu me conheces, pois sou teu servo. 21 Era o teu desejo e propósito fazer isso; e tu me deixaste saber de todas essas grandes coisas. 22 Como és grande, ó Senhor, nosso Deus! Não há ninguém igual a ti; como temos ouvido dizer, somente tu és Deus; não existe outro. 23 Não há nenhuma outra nação na terra como o teu povo de Israel, que libertaste para ser o teu próprio povo. Tu te tornaste famoso e fizeste grandes e maravilhosas coisas por eles. Tu libertaste o teu povo do Egito e expulsaste as outras nações e os seus deuses conforme o teu povo ia avançando. 24 Ó Senhor, tu fizeste com que o teu povo de Israel fosse teu para sempre e te tornaste o seu Deus.

25 — E agora, ó Senhor, nosso Deus, confirma a promessa que fizeste a meu respeito e a respeito da minha família e cumpre o que disseste que ia acontecer. 26 A tua fama será grande, e para sempre as pessoas dirão: “O Senhor Todo-Poderoso é o Deus de Israel.” E tu farás com que sempre haja reis entre os meus descendentes. 27 Senhor Todo-Poderoso, Deus de Israel! Eu tenho coragem para te fazer esta oração porque revelaste a mim, teu servo, que farás com que os meus descendentes sejam reis.

28 — E mais. Tu, ó Senhor, me fizeste esta maravilhosa promessa, e as tuas promessas sempre se cumprem porque tu és Deus. 29 Eu te peço agora que abençoes os meus descendentes para que eles continuem a ter sempre a tua proteção. Tu, ó Senhor, meu Deus, prometeste isso. Que a tua bênção esteja com os meus descendentes para sempre!




II Samuel 8

Diversas vitórias de Davi

(1º Crônicas 18:1-17)

1 Algum tempo depois, Davi atacou os filisteus, derrotou-os e acabou com o poder deles naquela região.

2 Ele também derrotou os moabitas. Fez com que se deitassem no chão, mediu-os com uma corda e matou dois terços deles. Assim os moabitas se tornaram escravos de Davi e lhe pagavam impostos.

3 Então Davi atacou o rei de Zoba, Hadadezer, filho de Reobe, quando este foi tomar de novo as terras que ficam perto do rio Eufrates. 4 Davi prendeu mil e setecentos cavaleiros de Hadadezer e vinte mil dos seus soldados da infantaria; também aleijou os cavalos que puxavam os carros, deixando cavalos somente para cem carros.

5 Os sírios de Damasco foram socorrer Hadadezer, e Davi matou vinte e dois mil deles. 6 Em seguida colocou acampamentos militares na terra deles. Davi os dominou, e eles lhe pagavam impostos.

O Senhor Deus fez com que Davi fosse vitorioso em todos os lugares aonde ia. 7 Davi tomou dos oficiais de Hadadezer os escudos de ouro que eles usavam e os levou para Jerusalém. 8 Também levou uma grande quantidade de bronze das cidades de Betá e Berotai, que eram governadas por Hadadezer.

9 O rei Toí, da cidade de Hamate, soube que Davi tinha derrotado todo o exército de Hadadezer. 10 Então enviou o seu filho Jorão para cumprimentar Davi e para lhe dar parabéns por ter vencido Hadadezer. Acontece que Toí havia lutado muitas vezes contra Hadadezer. Jorão levou para Davi objetos feitos de prata, de ouro e de bronze. 11 E o rei Davi os separou para serem usados na adoração ao Senhor, juntamente com a prata e o ouro que havia tomado dos povos que havia conquistado, 12 isto é, os edomitas, os moabitas, os amonitas, os filisteus e os amalequitas. E fez a mesma coisa com parte do que havia tirado de Hadadezer.

13 Davi se tornou ainda mais famoso quando voltou depois de ter matado dezoito mil edomitas no vale do Sal. 14 Ele colocou acampamentos militares em todo o país de Edom e dominou o povo dali. O Senhor Deus fez com que Davi fosse vitorioso em todos os lugares aonde ia. 15 Davi governou todo o povo de Israel e fez com que eles fossem sempre tratados com igualdade e justiça.

16 Joabe, cuja mãe era Zeruia, comandava o seu exército.

Josafá, filho de Ailude, era o conselheiro do rei.

17 Zadoque, filho de Aitube, e Aimeleque, filho de Abiatar, eram sacerdotes.

Seraías era o escrivão.

18 Benaías, filho de Joiada, era o chefe dos queretitas e dos peletitas.

E os filhos de Davi eram sacerdotes.




II Samuel 9


Davi e Mefibosete


1 Certo dia Davi perguntou:
— Será que alguma pessoa da família de Saul ainda está viva? Se está, eu quero fazer alguma coisa boa para essa pessoa, por causa de Jônatas.

2 Havia um empregado chamado Ziba, da família de Saul. Alguém lhe disse que fosse falar com o rei Davi.
— Você é Ziba? — perguntou o rei.

— Sim, sou eu mesmo, às suas ordens! — respondeu ele.

3 E o rei lhe perguntou:
— Ainda existe alguém da família de Saul para quem eu possa fazer alguma coisa boa, como prometi a Deus?

Ziba respondeu:
— Sim. Existe um filho de Jônatas. Ele é aleijado dos dois pés.

4 — Onde está ele? — perguntou o rei.

— Na casa de Maquir, filho de Amiel, na cidade de Lo-Debar! — respondeu Ziba.

5 Então o rei Davi mandou buscá-lo.

6 Quando Mefibosete, filho de Jônatas e neto de Saul, chegou, ele ajoelhou-se e encostou o rosto no chão diante de Davi em sinal de respeito.

Davi disse:
— Mefibosete!

— Às suas ordens, senhor! — respondeu ele.

7 — Não fique com medo! — disse Davi. — Eu serei bondoso com você por causa de Jônatas, o seu pai. Eu lhe darei de volta todas as terras que pertenciam ao seu avô Saul, e você será sempre bem-vindo à minha mesa.

8 Mefibosete se curvou novamente e respondeu:
— Eu não valho mais do que um cachorro morto! Por que o senhor é tão bondoso comigo?

9 Então o rei chamou Ziba, o empregado de Saul, e disse:
— Eu estou devolvendo a Mefibosete, o neto do seu patrão, tudo o que pertencia a Saul e à sua família. 10 Você, os seus filhos e os seus empregados cultivarão a terra para a família do seu patrão Saul e farão a colheita para que eles tenham comida. Mas Mefibosete comerá sempre à minha mesa.

Ziba tinha quinze filhos e vinte empregados.

11 Ele respondeu:
— Farei tudo o que o senhor mandar.

Daí em diante Mefibosete passou a comer junto com o rei, como se fosse filho dele.

12 Mefibosete tinha um filho pequeno chamado Mica. Todos os que eram da família de Ziba se tornaram empregados de Mefibosete. 13 Assim Mefibosete, que era aleijado dos dois pés, ficou morando em Jerusalém e todos os dias comia junto com o rei.

domingo, 1 de maio de 2011

Números 4 a 7 (dia 31)

LIVRO DE NÚMEROS - CAPÍTULO 4

Os deveres dos coatitas

O SENHOR Deus disse a Moisés:

- Faça a contagem dos levitas descendentes de Coate, por grupos de famílias e por famílias. E registre todos os homens de trinta a cinqüenta anos de idade que tiverem capacidade para trabalhar na Tenda Sagrada. O serviço dos coatitas na Tenda é o de cuidar das coisas santíssimas.

- Quando o acampamento for desarmado, Arão e os seus filhos entrarão na Tenda, tirarão a cortina que está em frente da arca da aliança e cobrirão a arca com ela. Eles porão em cima dela uma coberta feita de peles finas e sobre essa coberta estenderão um pano azul; e depois enfiarão os cabos nas argolas da arca.

- Eles estenderão um pano azul em cima da mesa onde são colocados os pães oferecidos ao SENHOR e colocarão sobre ela os pratos, as taças de incenso, as taças das ofertas e os jarros para as ofertas de vinho. Em cima da mesa sempre deverá haver pão. Depois estenderão por cima de tudo isso um pano vermelho. E por cima desse pano colocarão a coberta feita de peles finas; em seguida enfiarão os cabos nas argolas da mesa.

- Pegarão um pano azul e cobrirão o candelabro com as suas lamparinas, as tesouras de cortar pavios de lamparinas, os apagadores e as vasilhas necessárias para distribuir o azeite. Depois embrulharão tudo isso numa coberta feita de peles finas e colocarão sobre os cabos para carregar. Em cima do altar de ouro estenderão um pano azul e por cima colocarão uma coberta feita de peles finas. Em seguida enfiarão os cabos nas argolas do altar. Depois pegarão todos os objetos usados no Lugar Santo, embrulharão num pano azul, cobrirão com uma coberta feita de peles finas e os colocarão sobre os cabos para carregá-los.

- Eles tirarão as cinzas do altar e estenderão por cima dele um pano vermelho. Colocarão sobre ele todos os objetos usados no serviço do altar: os braseiros, os garfos, as pás e as bacias. E por cima estenderão uma coberta feita de peles finas. Em seguida colocarão os cabos nas argolas do altar. Quando o acampamento for desarmado, os descendentes de Coate virão para pegar os objetos sagrados somente depois que Arão e os seus filhos tiverem acabado de cobrir a Tenda e todos os seus objetos. O grupo de famílias de Coate não deverá tocar nos objetos sagrados; se fizerem isso, eles morrerão.

- São essas as coisas da Tenda que o grupo de famílias de Coate deverá levar.

- Eleazar, filho do sacerdote Arão, será o responsável pela Tenda e pelo azeite das lamparinas, pelo incenso, pelas ofertas de cereais e pelo azeite de ungir. Será ele mesmo o responsável pela Tenda e por todos os seus objetos.

 



O SENHOR Deus disse a Moisés e a Arão:

- Não deixem que as famílias de Coate morram por chegarem perto desses objetos sagrados. Para evitar que isso aconteça, Arão e os seus filhos entrarão na Tenda e dirão a cada homem o que fazer e o que carregar. Porém os coatitas não deverão entrar, nem por um instante, para ver as coisas santas; se fizerem isso, eles morrerão.


  

Os deveres dos gersonitas


O SENHOR Deus disse ainda a Moisés:

- Faça a contagem dos descendentes de Gérson, por grupos de famílias e por famílias. E registre todos os homens de trinta a cinqüenta anos de idade que tiverem capacidade para trabalhar na Tenda Sagrada. O serviço dos gersonitas é trabalhar na Tenda e carregar cargas.

* Eles levarão a Tenda, as coberturas de dentro e de fora, a coberta de peles finas e a cortina da entrada. Levarão também as cortinas do pátio, a cortina da porta do pátio que está ao redor da Tenda e do altar, as suas cordas e todos os objetos que precisam para o seu trabalho. Todo o serviço dos gersonitas, o que eles deverão levar e fazer, estará debaixo das ordens de Arão e dos seus filhos. Estes darão ordens a respeito de tudo o que eles devem carregar. É esse o serviço que o grupo de famílias de Gérson fará na Tenda; o serviço será dirigido por Itamar, filho do sacerdote Arão.

 



Os deveres dos meraritas


O SENHOR disse também a Moisés:

- Faça a contagem dos descendentes de Merari, por famílias e por grupos de famílias, e registre todos os homens de trinta a cinqüenta anos de idade que tiverem capacidade para trabalhar na Tenda Sagrada.

* O que terão de levar, de acordo com o serviço deles na Tenda, é o seguinte: as tábuas, os cabos, as colunas e as bases da Tenda; as colunas do pátio que fica ao redor da Tenda, as suas bases, as estacas e as cordas, com todos os seus objetos e com tudo o que pertence ao seu serviço. Entregue a cada homem uma lista das coisas que ele deve levar. É essa a responsabilidade do grupo de famílias de Merari, de acordo com o serviço deles na Tenda. Esse serviço será dirigido por Itamar, filho do sacerdote Arão.


 

A contagem dos levitas

Conforme o SENHOR havia ordenado, Moisés, Arão e os líderes do povo fizeram a contagem dos três grupos de famílias levitas, isto é, de Coate, de Gérson e de Merari.

Eles fizeram isso por grupos menores de famílias e por famílias e registraram todos os homens de trinta a cinqüenta anos de idade que tinham capacidade para trabalhar na Tenda Sagrada.

O número de coatitas foi de 2.750 homens; de gersonitas, 2.630; e de meraritas, 3.200. O total de todos eles foi de 8.580 homens.

Os nomes desses homens foram colocados numa lista, como o SENHOR havia ordenado a Moisés. E Moisés disse a cada um qual seria a sua tarefa ou qual a carga que devia carregar. A contagem foi feita de acordo com as instruções que o SENHOR tinha dado a Moisés.

 



LIVRO DE NÚMEROS - CAPÍTULO 5

As pessoas impuras

O SENHOR Deus disse a Moisés:

- Mande que os israelitas expulsem do acampamento todos os que têm uma doença contagiosa da pele, todos os que têm corrimento no membro e todos os que estão impuros por terem tocado em algum morto. Mande para fora do acampamento os que estão impuros, sejam homens ou mulheres, para que não tornem impuro o lugar onde eu moro.

Os israelitas fizeram como o SENHOR havia ordenado a Moisés, isto é, expulsaram todas essas pessoas do acampamento.



O pagamento por prejuízos

O SENHOR Deus disse ainda a Moisés:

- Diga aos israelitas o seguinte: se um homem ou uma mulher prejudicar alguém, essa pessoa estará ofendendo ao SENHOR e por isso será culpada. Terá de confessar o pecado, devolver tudo e pagar mais um quinto para a pessoa que foi prejudicada.

* Mas, se essa pessoa morreu e não existe parente chegado que receba o pagamento, então o culpado deverá pagar ao SENHOR, e o pagamento será do sacerdote. Além desse pagamento, também será entregue o carneiro que o sacerdote oferecerá em sacrifício para conseguir o perdão do pecado dessa pessoa.

* Todas as ofertas especiais que os israelitas entregam ao SENHOR pertencem ao sacerdote a quem elas forem apresentadas. Cada sacerdote ficará com as ofertas sagradas que lhe forem apresentadas.

 



Como saber se a esposa é fiel ou não

O SENHOR Deus disse a Moisés:

- Fale com os israelitas e diga o seguinte: pode acontecer que uma mulher se desvie e seja infiel ao marido e tenha relações sexuais com outro homem, tornando-se assim impura. O marido não sabe disso, pois não houve testemunhas, e ela não foi apanhada no ato; mesmo assim ele fica desconfiado. Pode acontecer também que o marido fique desconfiado, embora a mulher não tenha cometido adultério.

* Em qualquer desses dois casos o homem levará a sua mulher ao sacerdote. E levará também a oferta de um quilo de farinha de cevada. Mas o sacerdote não porá azeite nem incenso em cima dessa farinha, pois é uma oferta de um marido desconfiado, isto é, uma oferta para descobrir a verdade.

- O sacerdote levará a mulher para a frente e a colocará diante do altar de Deus, o SENHOR. Ele derramará água santa num jarro de barro, e pegará um pouco de terra do chão da Tenda Sagrada, e porá na água. E, com a mulher ainda em frente do altar, o sacerdote soltará os cabelos dela e porá nas suas mãos a oferta de farinha de cevada, que é a oferta por causa de ciúme. O sacerdote terá na mão o jarro de água amarga, que traz maldição.

- Então o sacerdote fará com que a mulher concorde com o seguinte juramento dito por ele:


"Se você, estando debaixo da autoridade do seu marido,
não teve relações com outro homem,
nem cometeu com outro homem nenhum ato que a tenha tornado impura,
então que nada lhe aconteça quando beber esta água amarga que traz maldição.

Mas, se você foi infiel e assim se tornou impura,
que o SENHOR Deus faça do seu nome uma maldição no meio do seu povo,
e que os seus órgãos sexuais sequem, e a sua barriga fique inchada.
Que esta água entre no seu estômago e faça com que fique inchado,
e os seus órgãos sexuais sequem."


* Então a mulher responderá:

"Que assim seja!"


- Aí o sacerdote escreverá essas maldições numa tira de couro e em seguida lavará as palavras para dentro da água amarga.

* Depois fará com que a mulher beba a água amarga que traz maldição. E a mulher sentirá dentro de si fortes dores.

*Porém antes o sacerdote pegará da mão da mulher a oferta de cereais feita por causa de ciúmes; ele levantará a oferta na presença de Deus, o SENHOR, e a trará ao altar.

* Então pegará um punhado da oferta de cereais e a queimará em cima do altar para lembrar que é dada a Deus.

* Finalmente fará com que a mulher beba a água; e, se, de fato, a mulher cometeu adultério e ficou impura, a água entrará nela, e ela sentirá fortes dores. A sua barriga ficará inchada, e os seus órgãos sexuais secarão. E ela será amaldiçoada no meio do seu povo.

* Porém, se a mulher não cometeu adultério e for inocente, então ficará livre do castigo e poderá ter filhos.

- Essa é a lei para os casos em que uma mulher casada comete adultério, e o marido fica desconfiado, ou em que um homem, sem motivo, fica desconfiado da mulher.

* Ele deverá levar a mulher até o altar de Deus, o SENHOR, e o sacerdote fará o que essa lei manda. O marido ficará livre da culpa; mas, se a mulher for culpada, sofrerá o castigo.

 



LIVRO DE NÚMEROS - CAPÍTULO 6

Leis para os nazireus

O SENHOR Deus disse a Moisés:

- Fale com os israelitas e diga o seguinte: qualquer homem ou mulher que fizer uma promessa especial de ser nazireu e dedicar-se ao serviço do SENHOR Deus, não deverá beber vinho nem cerveja. Não deverá beber nenhum tipo de vinho, nem qualquer outra bebida feita de suco de uvas; não comerá uvas frescas nem passas. Enquanto for nazireu, não comerá nada que venha da parreira, nem mesmo as sementes ou as cascas das uvas.

- Durante todo o tempo do seu voto de nazireu, não deverá cortar o cabelo, nem fazer a barba. Até acabar o tempo que ele separou para se dedicar ao serviço de Deus, ele se dedicará somente ao SENHOR e deixará crescer completamente o cabelo. O seu cabelo é um sinal da sua dedicação ao serviço de Deus. Por isso ele não deve se tornar impuro, chegando perto de algum morto, mesmo que seja o corpo do seu pai, ou da sua mãe, ou do seu irmão, ou da sua irmã. Enquanto for nazireu, ele está separado para o serviço de Deus, o SENHOR.

- Se alguém morrer de repente perto dele e fizer com que o seu cabelo de nazireu fique impuro, então sete dias depois ele deverá rapar a cabeça e fazer a barba e assim ficará puro.

* No oitavo dia deverá trazer duas rolas ou dois pombinhos para o sacerdote na entrada da Tenda Sagrada.

* O sacerdote apresentará um deles como oferta para tirar pecados e o outro como oferta que vai ser completamente queimada, para conseguir o perdão do pecado que cometeu quando chegou perto do morto.

* Naquele mesmo dia o nazireu dedicará de novo o seu cabelo. Então dedicará de novo ao serviço de Deus, o SENHOR, o seu tempo como nazireu. Esse tempo em que o seu cabelo se tornou impuro não será contado. E, como oferta para tirar a culpa, ele trará um carneirinho de um ano.

- A lei para o nazireu, quando chegar o fim do tempo da sua dedicação ao serviço de Deus, será esta: ele irá até a porta da Tenda e entregará a Deus, o SENHOR, três animais sem defeito, isto é, um carneirinho de um ano como sacrifício que vai ser completamente queimado, uma ovelhinha de um ano como sacrifício para tirar pecados e um carneiro como oferta de paz.

* Ele também oferecerá uma cesta de pães feitos sem fermento, isto é, pães grandes de farinha misturada com azeite e pães pequenos e achatados, com um pouco de azeite passado por cima; e também apresentará as ofertas de cereais e as ofertas de vinho.

- O sacerdote apresentará tudo isso diante de Deus, o SENHOR, e oferecerá o seu sacrifício para tirar pecados e a oferta que será completamente queimada. Ele apresentará ao SENHOR o carneiro como oferta de paz e também oferecerá a cesta de pães feitos sem fermento. Ele dará ainda as ofertas de cereais e as ofertas de vinho.

* Na porta da Tenda o nazireu rapará a cabeça, pegará o cabelo e o colocará no fogo onde está sendo queimada a oferta de paz.

- Então, depois que o quarto dianteiro do carneiro estiver assado, o sacerdote o pegará e colocará nas mãos do nazireu, junto com dois pães tirados da cesta, um grande e um pequeno (Isso será feito depois que o nazireu rapar a cabeça.).

* Depois o sacerdote apresentará essas coisas como uma oferta especial a Deus, o SENHOR. São uma oferta sagrada para o sacerdote junto com o peito e a coxa do carneiro, que, pela lei, pertencem ao sacerdote. Depois disso o nazireu poderá beber vinho.

- Essa é a lei para quem faz o voto de dedicar-se como nazireu ao serviço de Deus, o SENHOR. Porém, se um nazireu prometer uma oferta além do que o seu voto de nazireu exige, então deverá cumprir o que prometeu.

 



A bênção do sacerdote


O SENHOR Deus disse a Moisés:
- Fale com Arão e com os seus filhos e diga-lhes que abençoem o povo de Israel do seguinte modo:


"Que o SENHOR os abençoe e os guarde;
que o SENHOR os trate com bondade e misericórdia;
que o SENHOR olhe para vocês com amor e lhes dê a paz."


E Deus disse:
- Assim, Arão e os seus filhos pedirão as minhas bênçãos para o povo de Israel, e eu os abençoarei.

 


 

LIVRO DE NÚMEROS - CAPÍTULO 7

As ofertas dos chefes das tribos

No dia em que Moisés acabou de armar a Tenda Sagrada, ele a ungiu e a dedicou ao serviço de Deus, junto com todos os objetos da Tenda e do altar.

Então os chefes dos grupos de famílias, que eram líderes das tribos do povo de Israel, os mesmos homens que estavam cuidando da contagem do povo, trouxeram as suas ofertas a Deus, o SENHOR, isto é, 6 carroças cobertas e 12 bois. Cada dois chefes ofereceram uma carroça, e cada um deles, um boi; e puseram tudo na frente da Tenda.

O SENHOR disse a Moisés:
- Receba as carroças e os bois a fim de serem usados para o serviço da Tenda; e dê essas ofertas aos levitas, a cada um de acordo com o serviço que faz.

Então Moisés deu aos levitas as carroças e os bois.

* Aos descendentes de Gérson ele deu duas carroças e quatro bois, de acordo com o serviço que faziam.
* Aos descendentes de Merari, também de acordo com o serviço deles, Moisés deu quatro carroças e oito bois. Esse serviço era dirigido por Itamar, filho do sacerdote Arão.
* Porém Moisés não deu aos descendentes de Coate nem carroças nem bois, pois os objetos sagrados de que eles cuidavam tinham de ser carregados nos ombros.

Os chefes também trouxeram as ofertas para comemorar a dedicação do altar ao serviço de Deus.

Quando eles já estavam prontos para apresentar as suas ofertas no altar, o SENHOR Deus disse a Moisés:
- Os chefes, cada um no seu próprio dia, deverão apresentar as suas ofertas para a dedicação do altar ao meu serviço.

Os doze chefes apresentaram as suas ofertas na seguinte ordem:


* no primeiro dia o chefe da tribo de Judá, Nasom, filho de Aminadabe;
* no segundo dia o chefe da tribo de Issacar, Netanel, filho de Zuar;
* no terceiro dia o chefe da tribo de Zebulom, Eliabe, filho de Helom;
* no quarto dia o chefe da tribo de Rúben, Elisur, filho de Sedeur;
* no quinto dia o chefe da tribo de Simeão, Selumiel, filho de Zurisadai;
* no sexto dia o chefe da tribo de Gade, Eliasafe, filho de Deuel;
* no sétimo dia o chefe da tribo de Efraim, Elisama, filho de Amiúde;
* no oitavo dia o chefe da tribo de Manassés, Gamaliel, filho de Pedasur;
* no nono dia o chefe da tribo de Benjamim, Abidã, filho de Gideoni;
* no dia dez o chefe da tribo de Dã, Aiezer, filho de Amisadai;
* no dia onze o chefe da tribo de Aser, Pagiel, filho de Ocrã;
* no dia doze o chefe da tribo de Naftali, Aira, filho de Enã.


As ofertas que cada um trouxe eram iguais:


* uma bandeja de prata pesando um quilo e meio;
* uma bacia de prata pesando oitocentos gramas, segundo a tabela oficial (a bandeja e a bacia estavam cheias de farinha de trigo misturada com azeite, para a oferta de cereais);
* um prato de ouro pesando cento e quinze gramas, cheio de incenso;
* um touro novo, um carneiro e um carneirinho de um ano para serem completamente queimados;
* um bode como oferta para tirar pecados;
* e como oferta de paz, dois bois, cinco carneiros, cinco bodes e cinco carneirinhos de um ano.


O total de todas as ofertas feitas pelos chefes do povo de Israel para a cerimônia da dedicação do altar ao serviço de Deus foi o seguinte:

* doze bandejas de prata e doze bacias de prata, num peso total de vinte e sete quilos e meio;
* doze pratos de ouro pesando um quilo trezentos e oitenta gramas (os pratos estavam cheios de incenso);
* como ofertas a serem completamente queimadas, doze touros novos, doze carneiros e doze carneirinhos de um ano, junto com as ofertas de cereais que acompanham essas ofertas; como ofertas para tirar pecados, doze bodes;
* e como ofertas de paz, vinte e quatro bois, sessenta carneiros, sessenta bodes e sessenta carneirinhos de um ano.

Quando Moisés entrou na Tenda Sagrada para falar com o SENHOR, ouviu a voz de Deus falando com ele de cima da tampa da arca da aliança, do meio dos dois querubins (era assim que Deus falava com Moisés).

sábado, 30 de abril de 2011

Números 1 a 3 (dia 30) + Levítico 27

LIVRO DE LEVÍTICO - CAPÍTULO 27

Pessoas e coisas dedicadas a Deus

O SENHOR Deus deu a Moisés as seguintes leis para o povo de Israel:

* Quando uma pessoa que foi separada para o serviço do SENHOR Deus quiser ficar livre do seu compromisso, ela pagará um preço certo, de acordo com a tabela oficial.

* Os homens de vinte a sessenta anos de idade pagarão cinqüenta barras de prata, e as mulheres da mesma idade pagarão trinta.

* Os jovens de cinco a vinte anos de idade pagarão vinte barras de prata, e as jovens pagarão dez.

* Os meninos de um mês a cinco anos pagarão cinco barras de prata, e as meninas pagarão três.

* Os homens de sessenta anos para cima pagarão quinze barras de prata, e as mulheres pagarão dez.

* Se a pessoa for pobre e não puder pagar a quantia marcada, ela irá falar com o sacerdote, e ele cobrará o que a pessoa puder pagar.

* Quando alguém promete a Deus, o SENHOR, um animal que pode ser oferecido em sacrifício, esse animal é considerado sagrado e não poderá ser trocado por outro, seja melhor ou pior. Mas, se houver troca, então os dois animais pertencem ao SENHOR.

* Se o animal for impuro, isto é, um dos animais que o SENHOR não aceita, então o dono o levará ao sacerdote para que ele veja quanto vale. O sacerdote dará o preço de acordo com a condição do animal. Se o dono quiser tornar a comprar o animal, ele pagará o preço, mais um quinto.

* Quando alguém dedicar a sua casa a Deus, o SENHOR, o sacerdote fará a avaliação da casa de acordo com a sua condição e dará o preço. Se o dono quiser tornar a comprar a casa, pagará o preço, mais um quinto.

* Se alguém oferecer para o serviço de Deus, o SENHOR, uma parte dos terrenos que recebeu do pai, o sacerdote fará a avaliação do terreno de acordo com a quantidade de sementes necessária para semeá-lo, na base de cinqüenta barras de prata por cem quilos de cevada.

* Se ele dedicar o terreno a Deus no Ano da Libertação, o terreno valerá o preço máximo; mas, se for depois do Ano da Libertação, o sacerdote calculará o seu valor, tendo como base os anos que ainda faltarem para o seguinte Ano da Libertação, e assim o preço será mais baixo.

* Se o dono do terreno quiser tornar a comprá-lo, ele pagará o preço calculado, mais um quinto.

* Mas, se não quiser tornar a comprá-lo ou se outra pessoa o comprar, ele perderá o direito de tornar a comprá-lo.

* No Ano da Libertação, quando o terreno ficar livre, ele será oferecido para o serviço de Deus, o SENHOR; é um terreno sagrado que pertence aos sacerdotes.

* Se alguém oferecer para o serviço de Deus, o SENHOR, um terreno que comprou, o sacerdote calculará o valor do terreno, tendo como base os anos que ainda faltarem para o Ano da Libertação. Nesse mesmo dia o homem pagará o preço total e oferecerá o dinheiro para o serviço do SENHOR.

* No seguinte Ano da Libertação o terreno voltará a pertencer ao seu dono, isto é, ao homem que o recebeu como herança.

* Todos os preços serão calculados de acordo com a tabela oficial; a barra padrão, o siclo, vale vinte geras.

* A primeira cria das vacas, ovelhas ou cabras pertence a Deus, o SENHOR. Portanto, ninguém poderá oferecê-la ao SENHOR, pois já pertence a ele.

* Mas a primeira cria de um animal impuro poderá ser comprada de novo; deverá ser pago o preço da tabela, mais um quinto. Se não for comprada de novo, a cria poderá ser vendida pelo preço da tabela.

* Ninguém poderá vender ou tornar a comprar uma coisa, seja pessoa, animal ou terreno, que tiver sido dedicada para ser usada somente no serviço de Deus, o SENHOR. É uma coisa sagrada e pertence completamente ao SENHOR.

* Nem mesmo uma pessoa que tenha sido dedicada assim poderá ser comprada de novo; ela será morta.

* A décima parte das colheitas, tanto dos cereais como das frutas, pertence a Deus, o SENHOR, e será dada a ele.

* Se o dono quiser tornar a comprar alguma porção dessa décima parte, pagará o preço marcado, mais um quinto.

* De cada dez animais domésticos um pertence a Deus, o SENHOR. Quando o dono contar o seu gado e as suas ovelhas e cabras, cada décimo animal pertencerá ao SENHOR, qualquer que seja a condição do animal. O dono não poderá trocar um animal por outro. Mas, se houver troca, então os dois animais pertencem ao SENHOR e não poderão ser comprados de novo.

Foram esses os mandamentos que o SENHOR Deus deu a Moisés, no monte Sinai, para o povo de Israel.



LIVRO DE NÚMEROS - CAPÍTULO 1

A primeira contagem do povo

No segundo ano depois da saída dos israelitas do Egito, no dia primeiro do segundo mês, o SENHOR Deus falou com Moisés no deserto do Sinai, na Tenda Sagrada.

Ele disse:

- Você e Arão devem fazer a contagem do povo de Israel por grupos de famílias e por famílias. Façam a lista de todos os homens de vinte anos para cima, isto é, todos os que já têm idade para o serviço militar. Vocês chamarão um chefe de grupo de famílias de cada tribo para ajudá-los.

- São estes os nomes dos homens que vão ajudar vocês:

Tribo

Chefe de Grupo de Famílias

Rúben

Elisur, filho de Sedeur

Simeão

Selumiel, filho de Zurisadai

Judá

Nasom, filho de Aminadabe

Issacar

Netanel, filho de Zuar

Zebulom

Eliabe, filho de Helom

Efraim

Elisama, filho de Amiúde

Manassés

Gamaliel, filho de Pedasur

Benjamim

Abidã, filho de Gideoni

Dã

Aiezer, filho de Amisadai

Aser

Pagiel, filho de Ocrã

Gade

Eliasafe, filho de Deuel

Naftali

Aira, filho de Enã


Esses foram os chefes de tribo escolhidos no meio do povo de Israel para representar os seus grupos de famílias.




Então, no dia primeiro do segundo mês, Moisés e Arão, junto com esses doze homens, reuniram todo o povo e fizeram a contagem por grupos de famílias e por famílias, registrando nome por nome os homens de vinte anos para cima.

Assim, a contagem no deserto do Sinai foi feita como o SENHOR havia ordenado a Moisés. Os homens de vinte anos para cima, que tinham idade para o serviço militar, foram registrados pelo seu nome, cada um no seu grupo de famílias e na sua família. Começaram pela tribo de Rúben, o filho mais velho de Jacó.

A soma total das tribos foi a seguinte:

* Da tribo de Rúben: 46.500 homens.
* Da tribo de Simeão: 59.300 homens.
* Da tribo de Gade: 45.650.

* Da tribo de Judá: 74.600.
* Da tribo de Issacar: 54.400.
* Da tribo de Zebulom: 57.400.

* Da tribo de Efraim: 40.500.
* Da tribo de Manassés: 32.200.
* Da tribo de Benjamim: 35.400.

* Da tribo de Dã: 62.700.
* Da tribo de Aser: 41.500.
* Da tribo de Naftali: 53.400.

A soma total de todos os homens de vinte anos para cima, que tinham idade para o serviço militar, foi de 603.550.



Os levitas

Mas os levitas não foram registrados com as outras tribos, pois o SENHOR tinha dito a Moisés o seguinte:

- Quando você fizer a contagem dos homens com idade para o serviço militar, deixe de fora os homens da tribo de Levi. Mas ponha os levitas para cuidarem da Tenda Sagrada e de todos os seus móveis e objetos. Eles carregarão a Tenda e todo o seu equipamento, farão ali o serviço religioso e acamparão ao redor dela.

* Quando a Tenda tiver de ser transportada, os levitas a desarmarão e, quando for preciso acampar de novo, eles a armarão outra vez.

* Quem não for levita e chegar perto da Tenda deverá ser morto.

* Os outros israelitas ficarão cada um no seu próprio acampamento, perto da sua própria bandeira, de acordo com o seu grupo.

* Mas os levitas acamparão ao redor da Tenda para guardá-la a fim de que ninguém chegue perto, e assim eu não fique irado com o povo de Israel.

E o povo fez tudo como o SENHOR havia ordenado a Moisés.



LIVRO DE NÚMEROS - CAPÍTULO 2

A ordem das tribos no acampamento

O SENHOR Deus disse a Moisés e a Arão o seguinte:

- Quando os israelitas armarem o acampamento, cada um ficará perto da bandeira do seu grupo e do estandarte do seu grupo de famílias. Eles acamparão em volta da Tenda Sagrada e de frente para ela.

- Do lado LESTE acamparão os exércitos que marcham debaixo da bandeira da tribo de Judá. O exército de Judá tem setenta e quatro mil e seiscentos homens, e o chefe é Nasom, filho de Aminadabe.

* Ao lado deles acampará o exército da tribo de Issacar. Esse exército tem cinqüenta e quatro mil e quatrocentos homens, e o chefe é Netanel, filho de Zuar.

* Acampará com eles também o exército da tribo de Zebulom. Esse exército tem cinqüenta e sete mil e quatrocentos homens, e o chefe é Eliabe, filho de Helom.

* O grupo de Judá, num total de 186.400 homens, marchará primeiro.

 



- Do lado SUL acamparão os exércitos que marcham debaixo da bandeira da tribo de Rúben. O exército de Rúben tem quarenta e seis mil e quinhentos homens, e o seu chefe é Elisur, filho de Sedeur.

* Ao lado deles acampará o exército da tribo de Simeão. Esse exército tem cinqüenta e nove mil e trezentos homens, e o chefe é Selumiel, filho de Zurisadai.

* Acampará com eles também o exército da tribo de Gade. Esse exército tem quarenta e cinco mil seiscentos e cinqüenta homens, e o chefe é Eliasafe, filho de Deuel.

* O grupo de Rúben, num total de 151.450 homens, marchará em segundo lugar.

 



- Entre os primeiros dois grupos e os dois últimos, marcharão os levitas, levando a Tenda. Os grupos marcharão na mesma ordem em que acamparem, cada um no seu lugar, seguindo a sua bandeira.

 



- Do lado OESTE acamparão os exércitos que marcham debaixo da bandeira da tribo de Efraim. O exército de Efraim tem quarenta mil e quinhentos homens, e o chefe é Elisama, filho de Amiúde.

* Ao lado deles acampará o exército da tribo de Manassés. Esse exército tem trinta e dois mil e duzentos homens, e o chefe é Gamaliel, filho de Pedasur.

* Acampará com eles também o exército da tribo de Benjamim. Esse exército tem trinta e cinco mil e quatrocentos homens, e o chefe é Abidã, filho de Gideoni.

* O grupo de Efraim, num total de cento e oito mil e cem homens, marchará em terceiro lugar.

 



- Do lado NORTE acamparão os exércitos que marcham debaixo da bandeira da tribo de Dã. O exército de Dã tem sessenta e dois mil e setecentos homens, e o chefe é Aiezer, filho de Amisadai.

* Ao lado deles acampará o exército da tribo de Aser. Esse exército tem quarenta e um mil e quinhentos homens, e o chefe é Pagiel, filho de Ocrã.

* Acampará com eles também o exército da tribo de Naftali. Esse exército tem cinqüenta e três mil e quatrocentos homens, e o chefe é Aira, filho de Enã.

* O grupo de Dã, num total de cento e cinqüenta e sete mil e seiscentos homens, marchará por último.

 



O número total dos homens de Israel registrados nos exércitos, grupo por grupo, foi de 603.550.

Como o SENHOR havia ordenado a Moisés, os levitas não foram contados com os outros israelitas.

Assim, o povo de Israel fez tudo como o SENHOR havia ordenado a Moisés.

Eles acamparam, cada grupo debaixo da sua própria bandeira, e cada israelita começou a marchar com o seu grupo de famílias.

 



LIVRO DE NÚMEROS - CAPÍTULO 3

Os filhos de Arão

Eram estes os descendentes de Arão e de Moisés no tempo em que o SENHOR falou com Moisés no monte Sinai.

Os nomes dos filhos de Arão são os seguintes:
* Nadabe, o mais velho; depois
* Abiú,
* Eleazar e
* Itamar.

Eles foram ungidos e ordenados para servirem como sacerdotes. Porém Nadabe e Abiú foram mortos quando, no deserto do Sinai, estavam oferecendo a Deus, o SENHOR, fogo que não era sagrado. Eles não tinham filhos, e por isso Eleazar e Itamar serviram como sacerdotes durante a vida de Arão.




Os serviços dos levitas

O SENHOR Deus disse a Moisés:

- Mande chamar a tribo de Levi e ponha os seus membros para ajudarem Arão, o sacerdote, no serviço religioso. Eles farão tudo o que for necessário na Tenda Sagrada e estarão a serviço dos sacerdotes e de todo o povo. Cuidarão de todos os móveis e objetos da Tenda e cumprirão as suas obrigações para com os israelitas no serviço religioso. A única responsabilidade dos levitas é servir Arão e os seus descendentes. Mas você ordenará a Arão e aos seus descendentes que cuidem somente dos seus serviços como sacerdotes. Qualquer outro homem que tentar fazer esse serviço será condenado à morte.

O SENHOR Deus disse mais a Moisés:
- Os levitas agora são meus. Quando matei os primeiros filhos dos egípcios, eu separei para mim todos os primeiros filhos de cada família israelita e as primeiras crias dos animais. E agora, em vez de ter os primeiros filhos do povo de Israel, eu tenho os levitas. Eles são meus. Eu sou Deus, o SENHOR.

 



A contagem dos levitas

No deserto do Sinai o SENHOR Deus mandou que Moisés registrasse os levitas por grupos de famílias e por famílias, todos os do sexo masculino da idade de um mês para cima. E Moisés os contou como o SENHOR havia mandado.

Levi tinha três filhos: Gérson, Coate e Merari, que foram os antepassados dos grupos de famílias que têm os nomes deles.
* Gérson tinha dois filhos: Libni e Simei.
* Coate tinha quatro filhos: Anrão, Isar, Hebrom e Uziel.
* E Merari tinha dois filhos: Mali e Musi.

Eles são os antepassados das famílias levitas que têm os nomes deles.

O grupo de famílias de Gérson era formado pelas famílias de Libni e de Simei. O número total das pessoas do sexo masculino, contadas uma por uma, da idade de um mês para cima, foi de 7.500. Esse grupo acampava atrás da Tenda, no lado OESTE. Eliasafe, filho de Lael, era o chefe desse grupo de famílias. Os gersonitas cuidavam da Tenda, da sua cobertura de dentro, da cobertura de fora, das cortinas da entrada, das cortinas do pátio que fica ao redor da Tenda e do altar e das cortinas da porta do pátio e das suas cordas.

O grupo de famílias de Coate era formado pelas famílias de Anrão, Isar, Hebrom e Uziel. O número total das pessoas do sexo masculino, da idade de um mês para cima, foi de 8.600; e essas pessoas tinham de cuidar da Tenda. Esse grupo de famílias, isto é, os coatitas, acampava no lado SUL da Tenda. O chefe desse grupo era Elisafã, filho de Uziel. Eles cuidavam da arca da aliança, da mesa, do candelabro, dos altares, dos utensílios do Lugar Santo e da cortina da entrada do Lugar Santíssimo. Eles cuidavam de todos esses serviços.

O líder dos chefes dos levitas era Eleazar, filho do sacerdote Arão. Ele era o chefe dos que faziam o serviço religioso no Lugar Santo.

O grupo de famílias de Merari era formado pelas famílias de Mali e Musi. O número total das pessoas do sexo masculino, da idade de um mês para cima, foi de 6.200. O chefe do grupo de famílias de Merari era Zuriel, filho de Abiail. Os meraritas acampavam no lado NORTE da Tenda e cuidavam das tábuas da Tenda, das vigas, das colunas, das bases e de todos os seus utensílios. Cuidavam também das colunas que ficavam no pátio ao redor da Tenda e das suas bases, estacas e cordas.

Moisés, Arão e os filhos de Arão acampavam em frente da Tenda, no lado leste. Eles cuidavam dos serviços religiosos no Lugar Santo para o povo de Israel. Porém, se qualquer outro homem tentasse fazer esse serviço, devia ser condenado à morte.

Como o SENHOR havia ordenado, Moisés e Arão fizeram uma lista de todos os levitas do sexo masculino, da idade de um mês para cima, conforme os grupos de famílias; o total foi de 22.000.

 



Os levitas ficam no lugar dos primeiros filhos

O SENHOR Deus disse a Moisés:
- Registre todos os primeiros filhos israelitas do sexo masculino, de um mês para cima, pois todos eles são meus. Porém no lugar deles eu ponho todos os levitas para serem meus. Eu sou Deus, o SENHOR. Ponha também os animais dos levitas no lugar de todas as primeiras crias dos animais dos outros israelitas.

Como o SENHOR havia ordenado, Moisés registrou todos os primeiros filhos dos israelitas. O total dos que foram contados, de um mês para cima, foi de 22.273.

Depois o SENHOR Deus disse a Moisés:

- Ponha os levitas no lugar de todos os primeiros filhos dos outros israelitas e os animais dos levitas, no lugar dos animais dos outros israelitas. Os levitas serão meus. Eu sou Deus, o SENHOR.

* Como os primeiros filhos dos israelitas são 273 a mais do que os levitas, você deve pagar por eles. Você pagará cinco barras de prata por pessoa e entregará esse dinheiro a Arão e aos seus filhos (De acordo com a tabela oficial, a barra de prata, o siclo, vale vinte geras.).

Então Moisés pegou o dinheiro, isto é, quinze quilos e meio de prata, e entregou a Arão e aos seus filhos, conforme o SENHOR havia mandado.