Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Ezequiel 44 a 47 (dia 215)

EZEQUIEL 44

O portão do leste

 

1 O homem me levou até o portão de fora, no lado leste da área do Templo. O portão estava fechado.

2 Então o Senhor me disse:

— Este portão ficará fechado; nunca será aberto. Ninguém poderá usá-lo, porque eu, o Senhor, o Deus de Israel, entrei por ele. Deve ficar sempre fechado, 3 mas o rei poderá ir lá para comer uma refeição santa na minha presença. Ele entrará e sairá pelo salão interno desse portão.






Leis para entrar no Templo

 

4 Então o homem me fez passar pelo portão do norte e me levou para a frente do Templo. Olhei e vi que o Templo estava cheio da glória do Senhor. Eu me atirei de comprido no chão.

5 Então o Senhor me disse:

— Homem mortal, preste atenção em tudo o que você vir e ouvir. Eu vou lhe dar as leis e regulamentos do Templo. Note bem quais as pessoas que têm permissão para entrar no Templo e as que não têm.

6 — Diga a esses israelitas rebeldes que eu, o Senhor Deus, não vou tolerar mais as coisas vergonhosas que eles estão fazendo. 7 Eles têm profanado o meu Templo, deixando estrangeiros que não foram circuncidados, gente que não me conhece, entrar no pátio do Templo quando a gordura e o sangue dos sacrifícios estão sendo oferecidos a mim. Assim, fazendo todas essas coisas vergonhosas, o meu povo tem quebrado a minha aliança. 8 Eles deixaram que estrangeiros realizassem no meu Templo as cerimônias sagradas, em vez de eles mesmos fazerem isso.

9 — Eu, o Senhor Deus, afirmo que nenhum estrangeiro que não foi circuncidado, que não me obedece, entrará no pátio do meu Templo, nem mesmo o estrangeiro que esteja vivendo no meio do povo de Israel.

10 — Os levitas me abandonaram juntamente com o resto do povo de Israel, e adoraram ídolos, e por isso estão sendo castigados. 11 Eles podem me servir tomando conta dos portões e fazendo os serviços do Templo; podem matar os animais que o povo traz como ofertas para serem completamente queimadas e como sacrifícios. E ficarão no meio do povo prontos para servir. 12 Eles se encarregaram do culto de ídolos para o povo de Israel e assim fizeram os israelitas pecarem; por isso, eu, o Senhor Deus, juro solenemente que serão castigados. 13 Eles não me servirão como sacerdotes, nem chegarão perto de nada que seja santo para mim, nem entrarão no Lugar Santíssimo. O castigo pelas coisas vergonhosas que eles fizeram é este: 14 eu os encarrego de guardar o Templo e de fazer todos os serviços dele.






Os sacerdotes

 

15 O Senhor Deus disse:

— Porém, quando todo o resto do povo de Israel se afastou de mim, os sacerdotes da tribo de Levi que são descendentes de Zadoque continuaram a me servir fielmente no Templo. Agora, eles me servirão e virão até a minha presença para me oferecer a gordura e o sangue dos sacrifícios. 16 Somente eles entrarão no meu Templo, servirão no meu altar e se encarregarão do culto no Templo. 17 Quando entrarem pelo portão do pátio de dentro do Templo, deverão vestir roupas de linho. Quando estiverem de serviço no pátio de dentro ou no Templo, não deverão usar nada que seja feito de lã. 18 Deverão usar turbantes de linho e calças de linho; mas, para não suarem, não usarão cinto. 19 Antes de saírem para o pátio de fora, onde o povo está, deverão primeiro tirar as roupas que usaram ao servirem no Templo, deixando-as nas salas sagradas. Eles deverão vestir outra roupa a fim de evitar que a sua roupa sagrada prejudique o povo.

20 — Os sacerdotes não devem rapar a cabeça, nem deixar o cabelo ficar comprido, mas devem cortá-lo com decência. 21 Os sacerdotes não beberão vinho antes de entrar no pátio de dentro. 22 O sacerdote não poderá casar nem com viúva nem com mulher divorciada, mas somente com uma virgem israelita ou com a viúva de um sacerdote.

23 — Os sacerdotes ensinarão ao meu povo a diferença entre o que é santo e o que não é e entre o que é puro e o que é impuro. 24 Quando houver uma questão legal, os sacerdotes decidirão o caso de acordo com as minhas leis. Eles comemorarão as festas religiosas de acordo com as minhas leis e regulamentos e manterão santos os sábados.

25 — O sacerdote não deverá tocar num morto porque, se fizer isso, ficará impuro. Mas poderá tocar no cadáver do pai ou da mãe, ou de um filho, ou de um irmão, ou de uma irmã solteira. 26 Depois que ele se purificar de novo, deverá esperar sete dias; 27 então entrará no pátio de dentro do Templo e oferecerá um sacrifício pela sua purificação, para que assim possa servir de novo no Templo. Sou eu, o Senhor Deus, quem está falando.

28 — Os sacerdotes terão uma herança: eu sou a sua herança. Eles não terão propriedades em Israel: eu sou a sua propriedade. 29 As ofertas de cereais e as ofertas feitas para tirar pecados ou culpas serão o alimento dos sacerdotes, e tudo o que for separado para mim em Israel será deles. 30 Os sacerdotes receberão o melhor de todas as primeiras colheitas e de tudo mais que for oferecido a mim. Toda vez que as pessoas assarem pão, darão aos sacerdotes o primeiro pão como oferta, e assim a minha bênção ficará sobre as suas casas. 31 Os sacerdotes não deverão comer nenhum pássaro ou animal que tenha tido morte natural ou que tenha sido morto por outro animal.





EZEQUIEL 45

A parte da terra separada para Deus


1 Quando a terra for dividida entre as tribos, uma parte deverá ser separada para Deus, o Senhor. Essa parte medirá doze quilômetros e meio por dez quilômetros e será santa. 2 Nessa área, será reservado para o Templo um terreno quadrado, de duzentos e cinquenta metros de cada lado. Em volta desse terreno haverá um espaço livre de vinte e cinco metros de largura.

3 Da área total será separado um terreno de doze quilômetros e meio de comprimento por cinco de largura. Ali ficará o Templo, que é o lugar mais sagrado de todos. 4 Esta será a parte santa da terra de Israel, separada para os sacerdotes que servem o Senhor no seu Templo. Ali eles terão as suas casas, e ali ficará a área sagrada do Templo.

5 Além disso, haverá outro terreno de doze quilômetros e meio de comprimento por cinco de largura, separado para ser propriedade dos levitas, que fazem o serviço no Templo. Ali haverá cidades para eles morarem.

6 Ao lado da área santa haverá outra área de doze quilômetros e meio por dois e meio, separada para ser uma cidade em que qualquer israelita poderá morar.






Terra para o rei

 

7 Uma parte da terra de Israel será do rei. Partindo da área santa e dos terrenos da cidade, a parte do rei irá na direção oeste até o mar Mediterrâneo, e a leste até a divisa oriental. De leste a oeste, terá o mesmo comprimento de uma das áreas das tribos de Israel. 8 Esta será a parte que o rei terá na terra de Israel; assim ele nunca mais explorará o povo, porém deixará que o resto do país pertença às tribos de Israel.






Pesos e medidas

 

9 O Senhor Deus diz:

— Autoridades de Israel, parem de pecar! Deixem a violência! Deixem de explorar o povo! Façam o que é direito e justo! Nunca mais expulsem o meu povo da terra deles! Sou eu, o Senhor Deus, quem está dizendo isso.

10 — Todos devem usar medidas e pesos certos.

11 — O efa, para medir cereais, deverá ser igual ao bato, que mede líquidos. O padrão é o ômer. Um ômer será igual a dez efas ou dez batos.

12 — O peso de um siclo será igual ao de vinte geras. Uma mina será igual a sessenta siclos.
13-14 — As suas ofertas deverão ser feitas nas seguintes bases: do trigo que vocês colherem, entreguem uma parte em sessenta; da cevada, a mesma coisa; do azeite, uma parte em cem do que as suas árvores produzirem. Usem o bato como medida. Dez batos são iguais a um ômer ou a um coro. 15 Das ovelhas dos pastos de Israel, entreguem uma de cada duzentas.

— Vocês trarão as ofertas de cereais, os animais para serem completamente queimados e os animais para as ofertas de paz a fim de que assim os pecados de vocês sejam perdoados. Eu, o Senhor Deus, ordeno isso.

16 — Todo o povo do país deverá levar essas ofertas ao rei de Israel. 17 Em favor de toda a nação de Israel, o rei terá o dever de apresentar os animais que serão completamente queimados, as ofertas de cereais e as ofertas de vinho. Ele fará isso nas Festas da Lua Nova, nos sábados e em todas as outras festas. O rei apresentará as ofertas para tirar pecados, as ofertas de cereais, as ofertas a serem completamente queimadas e as ofertas de paz para que os pecados do povo de Israel sejam perdoados.






A Páscoa

(Êxodo 12:1-20)

 

18 O Senhor Deus disse:

— No primeiro dia do primeiro mês, vocês oferecerão como sacrifício um touro sem nenhum defeito e purificarão o Templo. 19 O sacerdote pegará uma parte do sangue do animal apresentado como oferta para tirar pecados e porá esse sangue nos batentes da porta do Templo, nas quatro pontas do altar e nos batentes dos portões do pátio de dentro. 20 No sétimo dia do mês, ele fará a mesma coisa em favor de qualquer pessoa que tenha cometido algum pecado sem intenção ou por ignorância. Assim vocês conservarão santo o Templo.

21 — No dia catorze do primeiro mês, vocês começarão a comemorar a Festa da Páscoa. Durante sete dias, todos comerão pão sem fermento. 22 No primeiro dia da Festa, o rei oferecerá um touro como sacrifício para tirar os seus pecados e os pecados do povo. 23 Em cada um dos sete dias da Festa, ele oferecerá como sacrifício ao Senhor Deus sete touros e sete carneiros sem defeito e os queimará completamente. E todos os dias também oferecerá como sacrifício um bode como oferta para tirar pecados. 24 Para cada touro e cada carneiro que for oferecido em sacrifício, haverá uma oferta de dezessete litros e meio de cereais e três litros de azeite.






A Festa das Barracas

(Levítico 23:33-43)

 

25 — Na Festa das Barracas, que começa no dia quinze do sétimo mês, o rei oferecerá em cada um dos sete dias o mesmo sacrifício para tirar pecados, as mesmas ofertas que serão completamente queimadas e as mesmas ofertas de cereais e de azeite.






EZEQUIEL 46

O rei e as festas

 

1 O Senhor Deus diz:

— O portão do leste que dá para o pátio de dentro deverá ficar fechado nos seis dias úteis, mas será aberto no sábado e na Festa da Lua Nova. 2 O rei irá do pátio de fora para o salão do portão e ficará ao lado do portão. Enquanto isso, os sacerdotes oferecerão os sacrifícios que serão completamente queimados e também as ofertas de paz. Ali o rei deverá prestar culto e depois sair. O portão deverá ficar aberto até a tarde. 3 No sábado e na Festa da Lua Nova, todo o povo também se curvará e adorará o Senhor na frente do portão. 4 No sábado, o rei deverá apresentar ao Senhor, como sacrifícios que deverão ser completamente queimados, um carneiro e seis carneirinhos, todos sem defeito. 5 Para cada carneiro que ele trouxer, dará a Deus uma oferta de dezessete litros e meio de cereais. E, junto com cada carneirinho que for oferecido em sacrifício, ele dará o que quiser. Para cada dezessete litros e meio de oferta de cereais, ele deverá trazer três litros de azeite. 6 Na Festa da Lua Nova, ele oferecerá um touro novo, um carneiro e seis carneirinhos, todos sem defeito. 7 Junto com o touro novo e com o carneiro haverá uma oferta de dezessete litros e meio de cereais; e junto com os carneirinhos o rei dará o que quiser. Para cada dezessete litros e meio de cereais, serão oferecidos três litros de azeite. 8 O rei deverá voltar do portão, passando pelo salão, como fez para entrar.

9 — Quando o povo prestar culto ao Senhor em qualquer festa, os que entrarem pelo portão do norte sairão pelo portão do sul, depois que acabarem de adorar. Aqueles que entrarem pelo portão do sul sairão pelo portão do norte. Ninguém sairá pelo mesmo portão pelo qual entrou, mas pelo portão do lado contrário. 10 O rei entrará quando o povo entrar e sairá quando o povo sair. 11 Nos dias de festa e de comemorações solenes, a oferta de cereais será de dezessete litros e meio por touro ou carneiro. E junto com cada carneirinho o adorador dará o que quiser. Para cada dezessete litros e meio de cereais, serão oferecidos três litros de azeite.

12 — Quando o rei tiver vontade de dar uma oferta ao Senhor, seja uma oferta que deverá ser completamente queimada ou uma oferta de paz, o portão do leste que dá para o pátio de dentro será aberto para ele. Ele fará a oferta do mesmo modo que faz no sábado, e, depois que ele sair, o portão deverá ser fechado.






A oferta diária

 

13 O Senhor diz:

— Todas as manhãs, deverá ser oferecido ao Senhor um carneirinho de um ano, sem defeito. Essa oferta deverá ser feita todos os dias. 14 Também será feita todas as manhãs a oferta de um quilo e meio de farinha e, junto com ela, um litro de azeite para misturar com a farinha. As leis para essa oferta ao Senhor deverão ser obedecidas para sempre. 15 O carneirinho, a farinha e o azeite deverão ser oferecidos ao Senhor todas as manhãs, para sempre.






O rei e a terra

 

16 O Senhor Deus diz o seguinte:

— Se o rei der de presente uma parte das suas terras a um dos seus filhos, essa terra será do filho como parte da propriedade da sua família. 17 Mas, se o rei der de presente uma parte das suas terras a um dos seus servidores, essa terra voltará a ser do rei quando chegar o Ano da Libertação. A terra será dele e depois será dos seus filhos. 18 O rei não deverá tomar nenhuma propriedade do povo. Das suas próprias terras é que ele dará terras aos seus filhos; assim ele não explorará ninguém do meu povo, tomando a sua terra.






As cozinhas do Templo

 

19 Depois disso, o homem me levou para a entrada dos cômodos de perto do portão, que ficavam de frente para o norte. São esses os cômodos santos dos sacerdotes. Ele me mostrou um lugar no lado oeste dos cômodos 20 e disse:

— Este é o lugar onde os sacerdotes irão cozinhar a carne oferecida como sacrifício para tirar pecados ou culpas e onde assarão as ofertas de farinha. Assim nenhuma coisa santa será levada para o pátio de fora, onde poderia prejudicar o povo.

21-22 Então ele me levou para o pátio de fora e me mostrou que em cada uma das áreas dos quatro cantos havia um pátio menor, com vinte metros de comprimento por quinze de largura. 23 Cada pátio era cercado por um muro de pedra, e, encostados nesses muros, havia fogões. 24 O homem me disse:

— São estas as cozinhas onde os servidores do Templo irão cozinhar os sacrifícios que o povo oferece.






EZEQUIEL 47

Um riacho no Templo

 

1 O homem me levou de volta até a entrada do Templo. Debaixo da entrada, saía água que corria na direção do leste, pois o Templo dava frente para esse lado. A água corria por baixo do lado sul do Templo, ao sul do altar. 2 Então o homem me fez sair da área do Templo pelo portão norte e me levou pelo lado de fora até o portão que dá para o leste. Um riacho saía do lado sul do portão. 3 Com a sua vara de medir, o homem mediu quinhentos metros na direção da correnteza, para o leste. Ele me fez atravessar o riacho ali, e a água chegou aos meus tornozelos. 4 Em seguida, ele mediu mais quinhentos metros, e a água subiu até os meus joelhos. Mais quinhentos metros, e a água chegou até a minha cintura. 5 Finalmente, mediu mais quinhentos metros, e o rio era tão fundo, que eu não podia atravessar. Era fundo demais para ser atravessado, a não ser a nado. 6 Aí ele me disse:

— Homem mortal, preste muita atenção em tudo isso!

Então o homem me levou de novo para a margem.

7 Quando cheguei lá, vi que havia muitas árvores nos dois lados. 8 Então ele me disse:

— Esta água corre para o leste e desce até o rio Jordão e até o mar Morto. Quando entra neste mar, ela faz com que a água salgada do mar vire água doce. 9 Em todo lugar por onde esse rio passar, haverá todo tipo de animais e de peixes. O rio fará com que as águas do mar Morto fiquem boas e ele trará vida por onde passar. 10 Desde a Fonte de Gedi até a de Eglaim haverá pescadores na praia do mar, e ali eles estenderão as suas redes para secarem. Haverá ali muito peixe e muitas espécies de peixes, como no mar Mediterrâneo. 11 Mas nos brejos e nos charcos a água não ficará boa. Essa água servirá para a produção de sal. 12 Nas duas margens do rio, crescerão árvores frutíferas de todo tipo. As suas folhas nunca murcharão, e as árvores nunca deixarão de dar frutas. Darão frutas novas todos os meses, pois são regadas pelo rio que vem do Templo. As frutas servirão de alimento, e as folhas, de remédio.







As fronteiras do país

 

13 O Senhor Deus disse:

— São estes os limites da terra que será dividida entre as doze tribos, sendo que a tribo de José receberá duas partes. 14 Eu jurei aos antepassados de vocês que daria esta terra a eles para ser sua propriedade. Agora dividam entre vocês a terra em partes iguais.

15 — Ao norte, a fronteira vai para o leste, do mar Mediterrâneo até a cidade de Hetlom, até a subida de Hamate, até as cidades de Zedade, 16 Berota e Sibraim (que ficam entre o território do Reino de Damasco e o do Reino de Hamate) e a cidade de Haticom (que está na fronteira do Reino de Haurã). 17 Ao norte, a fronteira vai para o leste, do mar Mediterrâneo até a cidade de Enom, ficando ao norte as regiões das fronteiras de Damasco e Hamate.

18 — A leste, a fronteira vai para o sul, de um lugar entre o território de Damasco e o de Haurã, sendo que o rio Jordão forma a divisa entre a terra de Israel, a oeste, e Gileade, a leste, até a cidade de Tamar, no mar Morto.

19 — Ao sul, a fronteira vai na direção do sudoeste, de Tamar até o oásis de Cades Meribá, e daí na direção noroeste ao longo da divisa do Egito até o mar Mediterrâneo.

20 — A oeste, a divisa é formada pelo Mediterrâneo e vai para o norte até um lugar a oeste da subida de Hamate.

21 — Dividam essa terra entre as suas tribos; 22 ela será de vocês como propriedade permanente. Quando vocês dividirem a terra, os estrangeiros que estiverem vivendo no meio de vocês e que tiverem tido filhos nascidos aqui receberão também a parte deles. Eles serão tratados como cidadãos israelitas e tirarão sorte para receber a sua parte junto com as tribos de Israel. 23 Cada estrangeiro que estiver morando em Israel receberá a sua parte junto com o povo da tribo no meio da qual estiver vivendo. Eu, o Senhor Deus, falei.

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Ezequiel 40 a 43 (dia 214)

EZEQUIEL 40

A visão do futuro Templo

(Caps. 40-48)

Ezequiel é levado a Jerusalém

 

1 O que vou contar aconteceu no dia dez do ano novo, vinte e cinco anos depois de termos sido levados para o cativeiro e catorze anos depois que Jerusalém foi tomada. Naquele dia, senti a presença poderosa do Senhor. 2 Numa visão, Deus me levou à terra de Israel e me pôs numa montanha muito alta. Na minha frente, vi um grupo de prédios que parecia uma cidade. 3 Ele me levou mais para perto, e vi um homem que parecia de bronze. Ele estava de pé, junto ao lado do portão, e segurava uma fita de medir, feita de linho, e uma vara de medir.

 

4 Ele me disse:

— Homem mortal, olhe bem. Escute com cuidado e preste bem atenção em tudo o que lhe vou mostrar, pois você foi trazido aqui por causa disso. Vá contar ao povo de Israel tudo o que você está vendo.






O portão do leste

 

5 Vi um templo, que era cercado por uma muralha. O homem pegou a vara de medir, que tinha três metros de comprimento, e mediu a muralha. A altura era de três metros, e a grossura também. 6 Então ele foi até o portão do lado leste e subiu a escadaria. No alto, mediu a entrada: tinha três metros de extensão. 7 Adiante havia uma passagem, com três salas de cada lado. Cada uma das salas era quadrada e media três metros de cada lado, e as paredes entre elas tinham dois metros e meio. Depois das salas havia uma passagem de três metros de comprimento, que dava para um salão que ficava em frente do Templo. 8-9 Ele mediu esse salão e notou que tinha quatro metros de extensão. O salão estava ligado com o portão que ficava mais perto do Templo, e no seu fim as paredes tinham um metro de grossura. 10 Essas salas de cada lado da passagem eram todas do mesmo tamanho, e as paredes entre elas eram todas da mesma grossura.

11 Em seguida, o homem mediu a largura da passagem do portão, e era de seis metros e meio; e o espaço entre os portões, quando abertos, era de cinco metros. 12 Em frente de cada uma das salas havia uma mureta, que tinha meio metro de altura e meio metro de grossura. Essas salas tinham três metros de cada lado. 13 Depois, o homem mediu a distância da parede dos fundos de uma sala até a parede dos fundos da sala do outro lado da passagem, e deu doze metros e meio. 14 O salão da extremidade dava num pátio. Ele mediu o salão e viu que tinha dez metros de largura. 15 O comprimento total da passagem, de fora da porta até a parede mais distante, na última sala, era de vinte e cinco metros. 16 Havia pequenas janelas nas paredes de fora de todas as salas e também nas paredes de dentro. Figuras de palmeiras estavam gravadas nas paredes de dentro, que davam para a passagem.






O pátio exterior

17 Em seguida, o homem me levou ao pátio de fora. Havia trinta salas encostadas na parede de fora, e na frente delas havia uma área calçada de pedras, 18 em volta de todo o pátio. O pátio de fora ficava mais baixo do que o pátio de dentro.

19 Havia um portão em nível mais alto que dava para o pátio de dentro. O homem mediu a distância entre os dois portões, e era de cinquenta metros.






O portão do norte

20 Depois, o homem mediu o portão do norte, que dava para o pátio de fora. 21 As três salas de cada lado da passagem, as paredes que ficavam entre elas e também o salão tinham as mesmas medidas do portão do lado leste. O comprimento total era de vinte e cinco metros; e a largura, doze metros e meio. 22 O salão, as janelas e as figuras de palmeiras gravadas eram iguais aos do portão do lado leste. Havia uma escada de sete degraus, que ia até o portão. E o salão estava no fim, de frente para o pátio. 23 Do outro lado do pátio desse portão do norte havia uma entrada que dava para o pátio de dentro, igual à do lado leste. O homem mediu a distância entre esses dois portões, e deu cinquenta metros.






O portão do sul

24 Depois, o homem me levou para o lado sul, e lá vi outro portão. Ele o mediu, e era do mesmo tamanho que os outros. 25 Nas salas desse portão havia janelas, exatamente como nos outros. O comprimento total era de vinte e cinco metros; e a largura, doze metros e meio. 26 Havia uma escada de sete degraus, que ia até o portão; e o seu salão também estava no fim, de frente para o pátio. Figuras de palmeiras estavam gravadas nas paredes de dentro, que davam para a passagem. 27 Aqui também havia um portão que dava para o pátio de dentro. O homem mediu, e a distância até esse segundo portão era de cinquenta metros.






O pátio de dentro: o portão do sul

28 O homem me levou pelo portão do sul até o pátio de dentro. Ele mediu o portão, e era do mesmo tamanho que os outros. 29-30 As suas salas, o seu salão e as suas paredes de dentro eram iguais aos dos outros portões. Nas salas desse portão também havia janelas. O comprimento total era de vinte e cinco metros; e a largura, doze metros e meio. 31 Havia um salão que dava para o pátio de fora, e por toda a passagem havia figuras de palmeiras gravadas nas paredes. Havia uma escada de oito degraus, que ia até esse portão.






O pátio de dentro: o portão do leste

32 O homem me levou pelo portão do lado leste até o pátio de dentro. Ele mediu o portão, e era do mesmo tamanho que os outros. 33 As suas salas, o seu salão e as suas paredes de dentro tinham as mesmas medidas que os outros portões. Havia janelas em toda a volta e também no salão. O comprimento total era de vinte e cinco metros; e a largura, doze metros e meio. 34 O salão dava para o pátio de fora, e por toda a passagem havia figuras de palmeiras gravadas nas paredes. Havia uma escada de oito degraus, que ia até esse portão.






O pátio de dentro: o portão do norte

35 Então o homem me levou até o portão do norte. Ele o mediu, e era do mesmo tamanho que os outros. 36 Esse portão também tinha salas, paredes inteiras enfeitadas, um salão e janelas em toda a volta. O comprimento total era de vinte e cinco metros; e a largura, doze metros e meio.

37 O salão dava para o pátio de fora, e por toda a passagem havia figuras de palmeiras gravadas nas paredes. Havia uma escada de oito degraus, que ia até esse portão.






Os edifícios perto do portão do norte

38 No pátio de fora havia uma sala ligada com o portão de dentro. Essa sala dava para o salão que ficava em frente do pátio. Aí eram lavadas as partes dos animais que eram completamente queimados como sacrifícios. 39 Havia quatro mesas, duas de cada lado do salão. Nessas mesas, matavam os animais que eram oferecidos em sacrifício, não só os que eram completamente queimados, mas também os que eram oferecidos para tirar pecados ou culpas. 40 Do lado de fora do salão também havia quatro mesas, duas de cada lado da entrada da porta do norte. 41 Assim, havia quatro mesas dentro do salão, e quatro fora, ao todo oito mesas, sobre as quais eram mortos os animais oferecidos em sacrifício. 42 As quatro mesas, em cima das quais se preparavam os animais que iam ser completamente queimados, eram de pedra cortada. Tinham meio metro de altura e setenta e cinco centímetros tanto de comprimento como de largura. Sobre essas mesas eram colocados todos os instrumentos usados para matar os animais que iam ser oferecidos em sacrifício. 43 Em volta das mesas havia abas de sete centímetros e meio de largura. A carne que ia ser oferecida em sacrifício era colocada em cima das mesas.

44 Então ele me levou para o pátio de dentro, onde havia duas salas. Uma, com frente para o sul, ficava ao lado do portão do norte; a outra, com frente para o norte, ficava ao lado do portão do sul. 45 O homem me disse que a sala com frente para o sul era para os sacerdotes que trabalhavam no Templo 46 e a sala com frente para o norte era para os sacerdotes que faziam o serviço do altar. Todos os sacerdotes eram descendentes de Zadoque, que era da tribo de Levi. Só eles tinham o direito de entrar na presença do Senhor para servi-lo.






O pátio de dentro e o Templo

47 O homem mediu o pátio de dentro: era quadrado, tendo cinquenta metros de lado. Na frente do Templo havia um altar. 48 O homem me levou até o salão de entrada do Templo. Ele mediu a passagem, na entrada, e tinha dois metros e meio de comprimento por sete de largura. E nos dois lados havia muros de um metro e meio de grossura. 49 O salão de entrada tinha dez metros de comprimento por seis de largura, e havia degraus para subir até lá. Havia duas colunas, uma de cada lado da entrada.






EZEQUIEL 41


1 Depois, o homem me levou ao salão central, o Lugar Santo.

Ele mediu a passagem que dava para esse salão, e tinha três metros de comprimento 2 por cinco de largura, com paredes de dois metros e meio de cada lado. E mediu o salão, que tinha vinte metros de comprimento por dez de largura.

3 Em seguida, ele foi até o último salão. Mediu a passagem que dava para ele, e tinha um metro de comprimento por três de largura; dos dois lados havia paredes de três metros e meio de grossura. 4 Também mediu o salão; era quadrado, com dez metros de cada lado, e ficava adiante do salão central. Aí o homem me disse:

— Este é o Lugar Santíssimo.






Os cômodos encostados nas paredes do Templo

5 O homem mediu a grossura da parede interna do Templo, e era de três metros. Em toda a volta do Templo havia uma porção de pequenos cômodos encostados na parede, medindo dois metros de largura cada um. 6 Esses cômodos estavam em três andares, trinta cômodos em cada andar. A parede de fora do Templo ia ficando mais estreita em cada andar, e assim os cômodos estavam encostados na parede, mas não eram presos nela. 7 Portanto, as paredes do Templo, vistas de fora, pareciam ter a mesma grossura de cima abaixo. Havia duas escadarias largas do lado de fora dos cômodos que estavam construídos encostados na parede do Templo, em toda a sua volta. Assim, podia-se subir do térreo ao andar do meio e ao andar de cima. 8-11 A parede de fora desses cômodos tinha dois metros e meio de grossura. Havia uma porta que dava para os cômodos do lado norte do Templo, e uma que dava para os cômodos do lado sul. Vi que em volta do Templo havia um terraço que media dois metros e meio de largura. Esse terraço estava a três metros acima do chão e ficava no mesmo nível do alicerce dos cômodos que estavam ao lado das paredes do Templo. Em volta do Templo, entre o terraço e os edifícios usados pelos sacerdotes, havia um espaço livre de dez metros de largura.






O edifício do lado oeste

12 Do lado oeste, no fim do espaço livre, havia um edifício que dava para o Templo. Tinha trinta e cinco metros de um lado e quarenta e cinco do outro. As suas paredes eram de dois metros e meio de grossura em toda a volta.






As medidas totais do Templo

13 O homem mediu o lado de fora do Templo: tinha cinquenta metros de comprimento. Do fundo do Templo, atravessando o pátio até a ponta do edifício do lado oeste, a distância também era de cinquenta metros. 14 A largura da frente do Templo, junto com o espaço livre dos dois lados, era de cinquenta metros. 15 O homem mediu o comprimento do edifício que ficava do lado oeste do Templo, no fim do espaço livre, e também os seus corredores de cada lado, e esse comprimento também era de cinquenta metros.






Detalhes do Templo

O salão de entrada do Templo, o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo 16 eram todos forrados de madeira, desde o chão até as janelas. Essas janelas podiam ser cobertas. 17 Por dentro, as paredes do Templo, até o alto das portas, estavam todas cobertas de figuras entalhadas 18 de palmeiras e de animais com asas. Vinha primeiro uma palmeira e depois um animal e continuava assim em toda a volta. Cada animal tinha duas caras: 19 uma cara de homem, virada para a palmeira de um lado, e uma cara de leão, virada para a palmeira do outro lado. Era assim em toda a volta da parede, 20 desde o chão até o alto das portas. 21 Os batentes do Lugar Santo eram quadrados.






O altar de madeira

Na frente da entrada do Lugar Santíssimo havia uma coisa que parecia 22 um altar de madeira. Tinha um metro e meio de altura por um metro de largura. Os cantos, a base e os lados eram de madeira. O homem me disse:

— Esta é a mesa que fica na presença de Deus, o Senhor.






As portas

23 Havia uma porta na ponta da passagem que dava para o Lugar Santo, e outra porta na ponta da passagem que dava para o Lugar Santíssimo. 24 Eram portas de duas folhas, de abrir no meio. 25 Havia figuras de palmeiras e de animais com asas entalhadas nas portas do Lugar Santo, como havia nas paredes. 26 Nos lados do Lugar Santo havia janelas, e as paredes eram decoradas com figuras de palmeiras.






EZEQUIEL 42

Os dois edifícios perto do Templo

 

1 Então o homem me fez sair para o pátio de fora e me levou para o lado norte do Templo, a um edifício que não ficava longe do edifício construído na ponta oeste do Templo. 2 Esse edifício do lado norte media cinquenta metros de comprimento por vinte e cinco de largura. 3 De um lado, dava frente para o espaço de dez metros ao longo do Templo e, do outro lado, dava frente para a calçada do pátio de fora. Tinha três andares, e cada um deles ficava mais para dentro do que o de baixo. 4 No lado norte desse edifício havia uma passagem de cinco metros de largura por cinquenta de comprimento, com entradas desse lado. 5 Os cômodos do andar de cima eram mais estreitos do que os do andar do meio e do térreo porque ficavam mais para dentro. 6 Nos três andares, os cômodos ficavam em terraços e não eram sustentados por colunas como os outros edifícios do pátio. 7-8 No andar térreo, a parede de fora do edifício media cinquenta metros. Numa metade dessa parede havia cômodos; na outra metade não havia. Todo o andar de cima era dividido em cômodos. 9-10 Na ponta leste do edifício, onde começava a parede, havia, debaixo dos cômodos, uma entrada que dava para o pátio de fora.

No lado sul do Templo havia um edifício igual ao anterior, perto do prédio que ficava na ponta oeste do Templo. 11 Na frente dos cômodos havia uma passagem igual à do lado norte. Tinha as mesmas medidas, o mesmo desenho e o mesmo tipo de entradas. 12 Havia, debaixo dos cômodos, uma porta no lado sul do edifício, na ponta leste onde começava a parede.

13 O homem me disse:

— Estes dois edifícios são sagrados. Neles, os sacerdotes que entram na presença do Senhor comem as coisas santíssimas. E, porque os cômodos são santos, os sacerdotes colocarão neles as ofertas santíssimas, isto é, as ofertas de cereais e as ofertas feitas para tirar pecados e culpas. 14 Quando os sacerdotes estiverem no Templo e quiserem sair para o pátio de fora, terão de deixar nesses cômodos as roupas santas que tiverem usado durante o culto religioso. Eles terão de vestir outras roupas antes de saírem para o lugar onde o povo se reúne.






As medidas da área do Templo

15 Quando acabou de medir por dentro a área do Templo, o homem me fez sair pelo portão do lado leste e então mediu a área por fora. 16 Com a vara de medir, ele mediu o lado leste: tinha duzentos e cinquenta metros. 17-19 Aí ele mediu os lados norte, sul e oeste, e cada lado tinha a mesma largura, isto é, duzentos e cinquenta metros. 20 Assim o muro cercava uma área quadrada que tinha duzentos e cinquenta metros de cada lado. O muro servia para separar o que era santo do que não era.






EZEQUIEL 43


Deus volta ao Templo

1 O homem me levou até o portão do lado leste, 2 e eu vi que daquele lado vinha vindo a glória do Deus de Israel. A voz de Deus parecia o rugido do mar, e a terra ficou iluminada com a sua glória. 3 Essa visão foi parecida com aquela que eu tive quando Deus veio para destruir Jerusalém. Também foi parecida com aquela que eu tive na beira do rio Quebar. Então caí de comprido no chão. 4 A glória do Senhor passou pelo portão do lado leste e entrou no Templo.

5 Então o Espírito de Deus me levantou e me levou até o pátio de dentro, e eu vi que o Templo estava cheio da glória do Senhor. 6 O homem ficou ali ao meu lado, e eu ouvi o Senhor me dizer de dentro do Templo:

7 — Homem mortal, o meu trono está neste lugar. Vou morar aqui no meio do povo de Israel e vou governá-lo para sempre. O povo de Israel e os seus reis nunca mais tornarão impuro o meu santo nome, adorando outros deuses, nem sepultando perto do Templo os corpos dos seus reis. 8 Os reis construíram a entrada e os pilares do seu palácio encostados na entrada e nos pilares do meu Templo, e assim entre nós ficou apenas uma parede. Eles profanaram o meu santo nome por causa de todas as coisas vergonhosas que fizeram, e por isso na minha ira eu os destruí. 9 Agora, eles que deixem de adorar outros deuses e levem para longe os corpos dos seus reis. Se fizerem isso, eu viverei no meio deles para sempre.


10 E o Senhor continuou:

— Homem mortal, fale com o povo de Israel a respeito do Templo, para que eles estudem a sua planta. Faça com que fiquem envergonhados por causa dos seus pecados. 11 Se eles ficarem com vergonha do que têm feito, explique a planta do Templo para eles, isto é, o seu modelo, as entradas e saídas, as formas, o modo como tudo está arrumado e todas as leis e regulamentos. Escreva todas essas coisas para que eles possam ver como tudo está arrumado e para que cumpram todos os regulamentos. 12 Esta é a lei do Templo: todo o terreno que fica em volta dele no alto da montanha é santo e sagrado.






O altar

13 Seguem as medidas do altar, usando-se as mesmas que foram usadas para medir o Templo. Na base do altar, em toda a volta, havia uma valeta de meio metro de fundura por meio metro de largura. Do lado de fora havia uma beirada de vinte e cinco centímetros de altura. 14 A parte mais baixa do altar tinha um metro de altura. A parte do meio media dois metros de altura e estava afastada meio metro da beirada, em toda a volta. A parte de cima também estava afastada meio metro da beirada, em toda a volta. 15 Essa parte de cima também tinha dois metros de altura, e sobre ela eram queimados os sacrifícios. Os quatro cantos dessa parte eram salientes e virados para cima. 16 A parte de cima do altar era quadrada, medindo seis metros de cada lado. 17 A parte do meio também era quadrada, medindo sete metros de cada lado. Em volta dela havia uma beirada de vinte e cinco centímetros de altura. A valeta media meio metro de largura. Os degraus do altar ficavam no lado leste.






A consagração do altar

 

18 O Senhor Deus me disse:

— Homem mortal, escute o que estou lhe dizendo. Quando o altar estiver construído, você vai consagrá-lo, queimando sacrifícios em cima dele e borrifando nele o sangue dos animais que forem sacrificados. 19 Só os sacerdotes da tribo de Levi que são descendentes de Zadoque poderão vir até a minha presença para me servir. Eu, o Senhor Deus, ordeno isso. Você lhes dará um touro novo para oferecerem como sacrifício para tirar pecados. 20 Você pegará um pouco do sangue desse touro e porá nas pontas da parte de cima do altar e nas pontas da parte do meio do altar e em toda a volta das suas beiradas. Dessa maneira, você purificará o altar e o consagrará. 21 Você pegará o touro que for oferecido como sacrifício para tirar pecados e o queimará no lugar marcado, fora da área do Templo. 22 No dia seguinte, você pegará um bode sem defeito e o oferecerá como sacrifício para tirar pecados. Purifique o altar com o sangue dele, do mesmo modo que você tiver feito com o sangue do touro. 23 Quando terminar essa parte, pegue um touro novo e um carneirinho, os dois sem defeito, 24 e traga-os para mim, o Senhor. Depois de matarem os animais, os sacerdotes espalharão sal sobre eles e os queimarão como oferta para mim. 25 Sete dias em seguida, você oferecerá um bode, um touro e um carneirinho como sacrifícios para tirar pecados. Esses animais não devem ter nenhum defeito. 26 Durante sete dias, os sacerdotes consagrarão o altar e o aprontarão para ser usado. 27 Depois dessa semana, os sacerdotes começarão a oferecer sobre o altar as ofertas que serão completamente queimadas e as ofertas de paz trazidas pelo povo. Então ficarei contente com todos vocês. Eu, o Senhor Deus, falei.

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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Gênesis 29 a 32 (dia 8)

LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 29

O encontro com Raquel

Jacó continuou a sua viagem e chegou à terra do Oriente.

De repente, ele olhou e viu no campo um poço; em volta dele estavam três pastores, cada um com as suas ovelhas e cabras. A água para os animais era tirada desse poço, que era tapado com uma grande pedra. Quando todos os pastores se ajuntavam ali com os seus animais, então tiravam a pedra para dar água às ovelhas e cabras. Depois tornavam a pôr a pedra na boca do poço.

Jacó perguntou aos pastores:
- De onde são vocês, meus amigos?

- Somos de Harã - responderam eles.

Em seguida perguntou:
- Vocês conhecem Labão, filho de Naor?

- Conhecemos, sim - disseram.

- Ele vai bem? - perguntou Jacó.

Eles responderam:
- Sim, vai bem. Olhe! Raquel, a filha dele, vem vindo aí com as ovelhas.



Então Jacó disse:
- Ainda é dia, e é muito cedo para recolher as ovelhas. Por que vocês não lhes dão água e as levam de volta para pastar?

Eles responderam:
- Não podemos. Temos de esperar que todas as ovelhas e cabras estejam aqui e a pedra seja tirada da boca do poço. Aí daremos água para elas.

Jacó ainda estava falando com eles quando Raquel, que era pastora de ovelhas, chegou com os animais do seu pai. logo que Jacó a viu com as ovelhas e cabras do seu tio Labão, ele foi, e tirou a pedra da boca do poço, e deu água para os animais. Depois ele beijou Raquel e, muito emocionado, começou a chorar.

E disse:
- Eu sou parente do seu pai; sou filho de Rebeca.

Raquel foi correndo contar tudo ao pai. Ele ouviu as novidades a respeito do seu sobrinho e logo saiu correndo. Quando encontrou Jacó, Labão o abraçou, e beijou, e o levou para casa.

Jacó lhe contou tudo o que havia acontecido, e aí Labão disse:
- Sim, de fato, você é da minha própria carne e sangue.

Jacó ficou na casa do seu tio um mês inteiro.



Jacó casa com Leia e com Raquel

Aí Labão disse:
- Não está certo você trabalhar de graça para mim só porque é meu parente. Quanto você quer ganhar?

Acontece que Labão tinha duas filhas. A mais velha se chamava Léia, e a mais moça, Raquel. Léia tinha olhos meigos, mas Raquel era bonita de rosto e de corpo.

Como Jacó estava apaixonado por Raquel, respondeu:
- Trabalharei sete anos para o senhor a fim de poder casar com Raquel.

Labão disse:
- Eu prefiro dá-la a você em vez de a um estranho. Fique aqui comigo.

Assim, Jacó trabalhou sete anos para poder ter Raquel. Mas, porque ele a amava, esses anos pareceram poucos dias.



Quando passaram os sete anos, Jacó disse a Labão:
- Dê-me a minha mulher. O tempo combinado já passou, e eu quero casar com ela.

Labão deu uma festa de casamento e convidou toda a gente do lugar. Mas naquela noite, Labão pegou Léia e a entregou a Jacó, e ele teve relações com ela (Labão tinha dado a sua escrava Zilpa a Léia para ser escrava dela.). Só na manhã seguinte Jacó descobriu que havia dormido com Léia. Por isso foi reclamar com Labão.

Ele disse:
- Por que o senhor me fez uma coisa dessas? Eu trabalhei para ficar com Raquel. Por que foi que o senhor me enganou?

Labão respondeu:
- Aqui na nossa terra não é costume a filha mais moça casar antes da mais velha. Espere até que termine a semana de festas do casamento. Aí, se você prometer que vai trabalhar para mim outros sete anos, eu lhe darei Raquel.

Jacó concordou, e, quando terminou a semana de festas do casamento de Léia, Labão lhe deu a sua filha Raquel como esposa (Labão tinha dado a sua escrava Bila a Raquel para ser escrava dela.).

Jacó também teve relações com Raquel; e ele amava Raquel muito mais do que amava Léia. E ficou trabalhando para Labão mais sete anos.



Os filhos de Jacó

Quando o SENHOR Deus viu que Jacó desprezava Léia, fez com que ela pudesse ter filhos, mas Raquel não podia ter filhos. Léia ficou grávida e deu à luz um filho; e pôs nele o nome de Rúben.

Ela explicou assim:
- O SENHOR viu que eu estava triste, mas agora o meu marido vai me amar.



Léia ficou grávida outra vez e teve outro filho, a quem deu o nome de Simeão.

E disse:
- O SENHOR ouviu que eu era desprezada e por isso me deu mais este filho.



Léia engravidou ainda outra vez e teve mais um filho, a quem chamou de Levi, pois disse assim:
- Agora o meu marido ficará mais unido comigo, pois já lhe dei três filhos.



Léia ficou grávida mais uma vez e teve outro filho.

A esse deu o nome de Judá e disse:
- Desta vez louvarei a Deus, o SENHOR.

Depois disso não teve mais filhos.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 30

Quando Raquel percebeu que não podia ter filhos, ficou com inveja da sua irmã Léia e disse ao marido:
- Dê-me filhos; senão, eu morro!

Jacó ficou zangado com Raquel e disse:
- Você está pensando que eu sou Deus? É ele quem não deixa você ter filhos.

Então Raquel disse:
- Aqui está a minha escrava Bila; tenha relações com ela. Quando ela tiver um filho, será como se fosse meu. Desse modo eu serei mãe por meio dela.

Assim, Raquel deu a Jacó a sua escrava Bila para ser sua concubina, e ele teve relações com ela. Bila ficou grávida e deu a Jacó um filho.

Então Raquel disse:
- Este menino vai se chamar Dã porque Deus foi justo comigo. Ele ouviu a minha oração e me deu um filho.



Bila ficou grávida outra vez e deu a Jacó outro filho.

Aí Raquel disse:
- O nome deste menino será Naftali porque lutei muito contra minha irmã e venci.



Quando Léia percebeu que não ia ter mais filhos, deu a sua escrava Zilpa a Jacó para ser sua concubina. E Zilpa deu a Jacó um filho.

Então Léia disse:
- Que sorte! Este menino vai se chamar Gade.



Depois Zilpa deu a Jacó outro filho, e Léia disse:
- Como sou feliz! Agora as mulheres dirão que sou feliz. Por isso o menino se chamará Aser.



Um dia, no tempo da colheita do trigo, Rúben foi ao campo. Ali achou umas mandrágoras e as levou para Léia, a sua mãe.

Quando Raquel viu isso, disse a Léia:
- Por favor, dê-me algumas das mandrágoras que o seu filho trouxe.

Léia respondeu:
- Será que você acha que tomar o meu marido de mim ainda é pouco? Agora vai querer tomar também as mandrágoras que o meu filho me deu?

Aí Raquel disse:
- Vamos fazer uma troca: você me dá as mandrágoras, e eu deixo que você durma com Jacó esta noite.

De tardinha, quando Jacó chegou do campo, Léia foi encontrar-se com ele e disse:
- Esta noite você vai dormir comigo porque eu paguei para isso com as mandrágoras que o meu filho achou.

Naquela noite, Jacó teve relações com ela. Deus ouviu a oração de Léia, e ela ficou grávida e deu a Jacó um quinto filho.

Então Léia disse:
- Este menino se chamará Issacar, pois Deus me recompensou por ter dado a minha escrava ao meu marido.



Depois Léia engravidou pela sexta vez e deu a Jacó mais um filho.

E disse:
- Deus me deu um belo presente. Agora o meu marido vai ficar comigo porque lhe dei seis filhos. Por isso ela pôs nele o nome de Zebulom.



Por último, Léia teve uma filha e lhe deu o nome de Dina.



Então Deus lembrou de Raquel. Ele ouviu a sua oração e fez com que ela pudesse ter filhos. Ela engravidou e deu à luz um filho.

Então disse:
- Deus não deixou que eu continuasse envergonhada por não ter filhos. Que o SENHOR Deus me dê mais um filho. Por isso ela pôs nele o nome de José.



Jacó e Labão fazem um trato

Depois do nascimento de José, Jacó disse a Labão:
- Deixe-me voltar para a minha terra. Dê-me os meus filhos e as minhas mulheres, que eu ganhei trabalhando para o senhor, e eu irei embora. O senhor sabe muito bem quanto eu o tenho servido.

Labão respondeu:
- Fique comigo, por favor, pois por meio de adivinhações fiquei sabendo que o SENHOR Deus está me abençoando por causa de você. Diga quanto quer ganhar, que eu pagarei.

Então Jacó disse:
- O senhor sabe como tenho trabalhado e como tenho cuidado dos seus animais. Antes de eu chegar, o senhor tinha pouco, mas depois tudo aumentou muito. E Deus tem abençoado o senhor em todos os lugares por onde eu tenho andado. Mas agora preciso cuidar da minha própria família.

- Quanto você quer que eu lhe pague? - insistiu Labão.

Jacó respondeu:
- Não quero salário. Eu continuarei a cuidar das suas ovelhas se o senhor concordar com a proposta que vou fazer. Hoje vou passar por todo o seu rebanho a fim de separar para mim todos os carneirinhos pretos e todos os cabritos malhados e com manchas. É só isso que eu quero como salário. No futuro será fácil o senhor saber se eu tenho sido honesto. Na hora de conferir o meu salário, se houver no meu rebanho carneirinhos que não sejam pretos e cabritos que não sejam malhados ou não tenham manchas, o senhor saberá que fui eu que roubei.

Labão concordou, dizendo:
- Está bem. Aceito a sua proposta.

Mas naquele mesmo dia, Labão separou para si todos os cabritos que tinham listas ou manchas, todas as cabras malhadas e as manchadas ou que tinham algum branco e todos os carneirinhos pretos. Ele os entregou aos seus filhos para cuidarem deles e se afastou de Jacó a uma distância de três dias de viagem. E Jacó ficou cuidando dos outros animais de Labão.

Então Jacó pegou galhos verdes de choupo, de amendoeira e de plátano e descascou-os, fazendo aparecer listas brancas. Ele pôs esses galhos na frente dos animais, nos bebedouros onde iam beber. Ele fez isso porque eles cruzavam quando iam beber. E, como cruzavam diante dos galhos, as ovelhas davam crias listadas, com manchas e malhadas.

Jacó separou as ovelhas dos bodes e fez com que olhassem na direção dos animais listados e dos animais pretos do rebanho de Labão. Assim, Jacó foi formando o seu próprio rebanho, separando-o dos animais de Labão.

Quando os animais fortes estavam cruzando, Jacó punha os galhos das árvores na frente deles nos bebedouros, e assim eles cruzavam perto dos galhos.

Mas na frente dos animais fracos Jacó não punha os galhos. Por isso os animais fracos ficavam para Labão, e os mais fortes ficavam para Jacó. Desse modo ele ficou muito rico e chegou a ter muitas ovelhas e cabras, escravos, escravas, camelos e jumentos.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 31

Jacó foge de Labão

Jacó ficou sabendo que os filhos de Labão andavam dizendo o seguinte:
- Jacó está tirando tudo o que é do nosso pai. É às custas do nosso pai que ele está ficando rico.

Jacó também notou que Labão já não se mostrava tão amigo como antes.

Então o SENHOR Deus disse a Jacó:
- Volte para a terra dos seus pais, onde estão os seus parentes. Eu estarei com você.

Aí Jacó mandou chamar Raquel e Léia para que viessem ao campo, onde ele estava com as suas ovelhas e cabras.

Quando chegaram, ele disse:
- Tenho reparado que o pai de vocês já não se mostra tão meu amigo como antes; mas o Deus do meu pai tem estado comigo. Vocês sabem muito bem que tenho me esforçado muito, trabalhando para o pai de vocês. Mas ele me tem enganado e já mudou o meu salário umas dez vezes. Porém Deus não deixou que ele me prejudicasse. Quando ele dizia: "Os cabritos com manchas serão o seu salário", aí as fêmeas tinham crias manchadas. E, quando ele dizia: "Os cabritos listados serão o seu salário", aí as crias saíam todas listadas. Foi assim que Deus tirou os rebanhos do pai de vocês e os deu a mim.

- Um dia, quando os animais estavam no tempo do cruzamento, eu tive um sonho. Eu vi que os bodes que cobriam as fêmeas eram listados, malhados e manchados. O Anjo de Deus me chamou pelo nome, e eu respondi: "Aqui estou." Então ele continuou: "Veja! Todos os bodes que estão cruzando são listados, malhados e manchados. Eu estou fazendo com que isso aconteça porque tenho visto o que Labão está fazendo com você. Eu sou o Deus que apareceu a você em Betel, onde você me dedicou uma pedra, derramando azeite sobre ela, e onde você me fez uma promessa. Agora prepare-se, saia desta terra e volte para a terra onde você nasceu."

Então Raquel e Léia responderam:
- Não sobrou nada para herdarmos do nosso pai. Ele nos trata como se fôssemos estrangeiras. ele até nos vendeu e depois gastou todo o dinheiro que recebeu como pagamento. Toda a riqueza que Deus tirou do nosso pai é nossa e dos nossos filhos. Portanto, faça tudo o que Deus mandou.

Jacó se preparou para voltar a Canaã, onde morava Isaque, o seu pai. Fez com que os seus filhos e as suas mulheres montassem os camelos, ajuntou tudo o que tinha e partiu, levando todos os animais que havia conseguido com o seu trabalho na Mesopotâmia.

Labão, o pai de Raquel, havia ido para outro lugar a fim de cortar a lã das suas ovelhas; e, enquanto ele estava fora, Raquel roubou as imagens dos deuses da casa dele.



Foi assim que Jacó, sem avisar que ia embora, enganou Labão, o arameu, fugindo com tudo o que tinha. Atravessou o rio Eufrates e foi na direção da região montanhosa de Gileade.



Labão vai atrás de Jacó

Três dias depois, Labão ficou sabendo que Jacó havia fugido. Ele reuniu os seus parentes e foi atrás de Jacó. Sete dias depois, Labão alcançou Jacó na região montanhosa de Gileade.

Naquela noite, Deus apareceu num sonho a Labão, o arameu, e disse:
- Cuidado! Não faça nada a Jacó.

Labão alcançou Jacó na região montanhosa de Gileade, onde ele estava acampado. E Labão e os seus parentes acamparam no mesmo lugar.

Aí Labão disse a Jacó:
- Por que foi que você me enganou, levando as minhas filhas como se fossem prisioneiras de guerra? Por que você me enganou, fugindo desse jeito, sem me dizer nada? Se você tivesse falado comigo, eu teria preparado uma festa alegre de despedida, com canções acompanhadas de pandeiros e de liras. Você nem me deixou beijar os meus netos e as minhas filhas. O que você fez foi coisa de gente sem juízo. Eu poderia ter feito muito mal a vocês, mas na noite passada o Deus do seu pai me disse assim: "Cuidado! Não faça nada a Jacó." Eu sei que você foi embora porque tinha saudades de casa. Mas por que foi que você roubou as imagens dos deuses da minha casa?

Jacó respondeu:
- Eu fiquei com medo, pois pensei que o senhor ia me tirar as suas filhas à força. Mas, se o senhor achar as suas imagens com alguém aqui, essa pessoa será morta. Os nossos parentes são testemunhas: se o senhor encontrar aqui qualquer coisa que seja sua, pode levar.

Acontece que Jacó não sabia que Raquel havia roubado as imagens.

Labão entrou na barraca de Jacó, depois na de Léia e depois na das duas escravas, porém não encontrou as suas imagens. Então foi para a barraca de Raquel. Aí ele procurou em toda parte, porém não achou nada, pois Raquel havia posto as imagens numa sela de camelo e estava sentada em cima.

Ela disse ao pai:
- O senhor não fique zangado comigo por eu não me levantar, mas é que estou menstruada.

Foi assim que Labão procurou as suas imagens, sem as encontrar.

Aí Jacó ficou zangado. Ele disse a Labão:
- O que foi que eu fiz de errado? Qual foi a lei que eu quebrei para o senhor me perseguir com tanta raiva? Agora que mexeu em todas as minhas coisas, será que encontrou alguns objetos que são seus? Pois ponha esses objetos aqui, na frente dos meus parentes e dos seus, para que eles julguem qual de nós dois está com a razão. Durante os vinte anos que trabalhei para o senhor, as suas ovelhas e as suas cabras nunca tiveram abortos, e eu não comi um só carneiro do seu rebanho. Nunca lhe trouxe os animais que as feras mataram, mas eu mesmo pagava o prejuízo. O senhor me cobrava qualquer animal que fosse roubado de dia ou de noite. A minha vida era assim: de dia o calor me castigava, e de noite eu morria de frio. E quantas noites eu passei sem dormir! Fiquei vinte anos na sua casa. Trabalhei catorze anos para conseguir as suas duas filhas e seis anos para conseguir os seus animais. E, ainda por cima, o senhor mudou o meu salário umas dez vezes. Se o Deus dos meus antepassados - o Deus de Abraão, o Deus a quem Isaque temia - não tivesse estado comigo, o senhor teria me mandado embora com as mãos vazias. Mas Deus viu o meu sofrimento e o trabalho que tive e ontem à noite ele resolveu a questão.



Jacó e Labão fazem um trato

Labão respondeu a Jacó assim:
- Estas filhas são minhas, os netos são meus, estes animais são meus, e tudo o que você está vendo é meu. Agora, como não posso fazer nada para ficar com as minhas filhas e com os filhos que elas tiveram, estou disposto a fazer um trato com você. Vamos fazer aqui um montão de pedras para que lembremos desse trato.

Então Jacó pegou uma pedra e a pôs de pé como se fosse um pilar. Depois disse aos seus parentes que ajuntassem e amontoassem pedras. Eles fizeram um montão de pedras e depois tomaram uma refeição ali do lado dele. Labão pôs naquele lugar o nome de Jegar-Saaduta, e Jacó o chamou de Galeede.

Depois Labão disse:
- Este montão de pedras servirá para que nós dois lembremos desse trato.

Foi por isso que aquele lugar recebeu o nome de Galeede.

E também teve o nome de Mispa porque Labão disse:
- Que o SENHOR Deus fique nos vigiando quando estivermos separados um do outro! Se você maltratar as minhas filhas ou se você casar com outras mulheres, mesmo que eu não saiba o que está acontecendo, lembre que Deus está nos vigiando. Aqui estão as pedras e o pilar que coloquei entre nós dois. O montão de pedras e o pilar são para lembrarmos desse trato. Eu nunca passarei para lá deste pilar para atacá-lo, e você não passará para cá deste montão de pedras e deste pilar para me atacar. O Deus de Abraão e o Deus de Naor será juiz entre nós.

Então Jacó fez um juramento em nome do Deus a quem Isaque, o seu pai, temia. Ele ofereceu um animal em sacrifício ali na montanha e convidou os seus parentes para uma refeição. Naquela noite eles comeram e dormiram ali na montanha.

Na manhã seguinte, Labão se levantou bem cedo, beijou as suas filhas e os seus netos e os abençoou. E depois foi embora, voltando para a sua terra.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 32

Jacó faz planos para o encontro com Esaú

Jacó estava continuando a sua viagem quando alguns anjos de Deus foram encontrar-se com ele.

Quando Jacó os viu, disse:
- Este é o acampamento de Deus.

Por isso pôs naquele lugar o nome de Maanaim.

Jacó mandou mensageiros para a região de Seir, também chamada de Edom, a fim de se encontrarem com Esaú e lhe darem esta mensagem:

"Eu, Jacó, estou às suas ordens para servi-lo. Durante todo esse tempo morei com Labão. Tenho gado, jumentos, ovelhas, cabras, escravos e escravas. Estou mandando este recado ao senhor, esperando ser bem recebido."

Os mensageiros voltaram e disseram:
- Estivemos com Esaú, o seu irmão. Ele já vem vindo para se encontrar com o senhor. E vem com quatrocentos homens.

Quando Jacó ouviu isso, teve muito medo e ficou preocupado. Então dividiu em dois grupos a gente que estava com ele e também as ovelhas, as cabras, o gado e os camelos. Ele pensou que, se Esaú viesse e atacasse um grupo, o outro poderia escapar.

Depois Jacó fez esta oração:
- Ouve-me, ó SENHOR, Deus do meu avô Abraão e de Isaque, o meu pai! Tu me mandaste voltar para a minha terra e para os meus parentes, prometendo que tudo correria bem para mim. Eu, teu servo, não mereço toda a bondade e fidelidade com que me tens tratado. Quando atravessei o rio Jordão, eu tinha apenas um bastão e agora estou voltando com estes dois grupos de pessoas e animais. Ó SENHOR, eu te peço que me salves do meu irmão Esaú. Tenho medo de que ele venha e me mate e também as mulheres e as crianças. Lembra que prometeste que tudo me correria bem e que os meus descendentes seriam como a areia da praia, tantos que ninguém poderia contar.

 

Naquela noite Jacó dormiu ali. Depois ele escolheu alguns dos seus animais para dar de presente a Esaú. Escolheu duzentas cabras e vinte bodes, duzentas ovelhas e vinte carneiros, trinta camelas com as suas crias, que ainda mamavam, quarenta vacas e dez touros, e vinte jumentas e dez jumentos. Jacó dividiu esses animais em grupos e pôs um empregado para tomar conta de cada grupo.

E deu esta ordem:
- Vocês vão na frente, deixando um espaço entre os grupos.

Jacó disse ao primeiro empregado:
- Quando o meu irmão Esaú se encontrar com você, ele vai perguntar: "Quem é o seu patrão? Aonde você vai? E de quem são esses animais que você vai levando?" Então responda assim: "Estes animais são do seu criado Jacó. São um presente que ele está enviando ao seu patrão Esaú. E ele também vem vindo aí atrás."

Também ao segundo, e ao terceiro, e a todos os outros que tomavam conta dos grupos, Jacó disse:
- Quando vocês se encontrarem com Esaú, digam a mesma coisa. E não esqueçam de dizer isto: "O seu criado Jacó vem vindo aí atrás."

É que Jacó estava pensando assim: "Vou acalmar Esaú com os presentes que irão na minha frente. E, quando nos encontrarmos, talvez ele me perdoe."

Desse modo, Jacó mandou os presentes na frente e passou aquela noite no acampamento.



A luta de Jacó em Peniel

Naquela mesma noite, Jacó se levantou e atravessou o rio Jaboque, levando consigo as suas duas mulheres, as suas duas concubinas e os seus onze filhos.

Depois que as pessoas passaram, Jacó fez com que também passasse tudo o que era seu; mas ele ficou para trás, sozinho. Aí veio um homem que lutou com ele até o dia amanhecer. Quando o homem viu que não podia vencer, deu um golpe na junta da coxa de Jacó, de modo que ela ficou fora do lugar.

Então o homem disse:
- Solte-me, pois já está amanhecendo.

- Não solto enquanto o senhor não me abençoar - respondeu Jacó.



Aí o homem perguntou:
- Como você se chama?

- Jacó - respondeu ele.

Então o homem disse:
- O seu nome não será mais Jacó. Você lutou com Deus e com os homens e venceu; por isso o seu nome será Israel.

- Agora diga-me o seu nome - pediu Jacó.

O homem respondeu:
- Por que você quer saber o meu nome?

E ali ele abençoou Jacó.

Então Jacó disse:
- Eu vi Deus face a face, mas ainda estou vivo.

Por isso ele pôs naquele lugar o nome de Peniel.

O sol nasceu quando Jacó estava saindo de Peniel, e ele ia mancando por causa do golpe que havia levado na coxa.

Até hoje os descendentes de Israel não comem o músculo que fica na junta da coxa, pois foi nessa parte do corpo que ele recebeu o golpe.