Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)

terça-feira, 19 de junho de 2012

2º Reis 12 a 15 (dia 82)

2 Reis 12

O reinado de Joás, de Judá

2 Crônicas 24:1-16


1 No sétimo ano do reinado de Jeú, de Israel, Joás se tornou rei de Judá. Ele governou em Jerusalém quarenta anos. A mãe dele se chamava Zíbia e era da cidade de Berseba. 2 Durante toda a sua vida Joás fez o que agrada a Deus, o Senhor, pois o sacerdote Joiada o aconselhava.

3 No entanto, os lugares pagãos de adoração não foram destruídos, e o povo continuou a oferecer sacrifícios e a queimar incenso ali.
4 Joás chamou os sacerdotes e mandou que eles juntassem todo o dinheiro recolhido no Templo, isto é, os pagamentos pelos sacrifícios, os impostos do Templo, o dinheiro das promessas e as ofertas voluntárias.

5 Cada sacerdote era responsável pelo dinheiro trazido pelas pessoas que ele servia, e o dinheiro era para ser usado nos consertos do Templo.
6 Mas, no ano vinte e três do reinado de Joás, os sacerdotes ainda não haviam feito nenhum conserto.

7 Por isso Joás chamou Joiada e os outros sacerdotes e lhes perguntou:
— Por que vocês não estão consertando o Templo? De agora em diante, não fiquem com o dinheiro que receberem, mas entreguem para que os consertos possam ser feitos.

8 Os sacerdotes concordaram com isso e também concordaram em não ficarem encarregados de fazer os consertos no Templo.
9 Então Joiada pegou uma caixa, fez uma abertura na tampa e pôs a caixa perto do altar, do lado direito de quem entra no Templo. Os sacerdotes que tomavam conta da entrada punham na caixa todo o dinheiro dado pelos adoradores. 10 Quando viam que já havia muito dinheiro na caixa, o secretário do rei e o Grande Sacerdote vinham, contavam o dinheiro e o punham em sacos. 11 Depois de registrarem a quantia certa, eles entregavam o dinheiro aos homens que estavam encarregados do trabalho no Templo, e estes pagavam os carpinteiros, os construtores, 12 os pedreiros e os cortadores de pedras. Também compravam a madeira e as pedras para os consertos e pagavam todas as outras despesas necessárias. 13 No entanto, nenhuma parte do dinheiro era usada para se fazerem taças de prata, bacias, trombetas, tesouras de aparar pavios de lamparinas ou qualquer outro objeto de prata ou de ouro. 14 Todo o dinheiro era usado para pagar os trabalhadores e para comprar o material dos consertos. 15 Os homens encarregados do trabalho eram honestos em tudo, e por isso não havia necessidade de pedir que prestassem contas do dinheiro.

16 O dinheiro das ofertas para tirar culpas e das ofertas para tirar pecados não era colocado na caixa, mas ficava com os sacerdotes.
17 Nessa época o rei Hazael, da Síria, atacou a cidade de Gate e a conquistou; depois resolveu atacar Jerusalém.

18 O rei Joás, de Judá, pegou todas as ofertas que Josafá, Jeorão e Acazias, que haviam sido reis antes dele, haviam separado para Deus, o Senhor. Junto com essas ofertas ele pôs as suas próprias ofertas e todo o ouro que havia no tesouro do Templo e do palácio e mandou tudo como presente para o rei Hazael. Então Hazael desistiu de atacar Jerusalém.

19 Todas as outras coisas que o rei Joás fez estão escritas na História dos Reis de Judá.
20-21 Os oficiais do rei Joás fizeram uma revolta contra ele. Então dois deles, Jozacar, filho de Simeate, e Jozabade, filho de Somer, o mataram na casa construída no aterro que havia sido feito no lado leste da cidade de Jerusalém, na estrada que desce para a cidade de Sila. Joás foi sepultado nos túmulos dos reis, na Cidade de Davi, e o seu filho Amazias ficou no lugar dele como rei.



2 Reis 13

O reinado de Jeoacaz, de Israel


1 No ano vinte e três do reinado de Joás, filho de Acazias, em Judá, Jeoacaz, filho de Jeú, se tornou rei de Israel e governou dezessete anos em Samaria. 2 Jeoacaz fez coisas erradas, que não agradam a Deus, o Senhor, e cometeu aqueles mesmos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, havia feito o povo de Israel cometer no passado. Ele nunca se afastou dos seus maus caminhos. 3 Por isso, o Senhor ficou irado com Israel e deixou que o rei Hazael, da Síria, e o seu filho Ben-Hadade vencessem os israelitas muitas e muitas vezes. 4 Então Jeoacaz orou a Deus, o Senhor, e ele respondeu à sua oração, pois viu como o rei da Síria fazia o povo de Israel sofrer. 5 O Senhor mandou um líder que livrou os israelitas dos sírios, e assim eles viveram em paz, como antes.

6 Porém não abandonaram aqueles pecados que Jeroboão havia feito o povo de Israel cometer no passado, mas continuaram cometendo-os; e o poste da deusa Aserá ficou em Samaria.

7 De todo o seu exército, Jeoacaz ficou somente com cinquenta cavaleiros, dez carros de guerra e dez mil soldados de infantaria porque o rei da Síria havia acabado com os outros, esmagando-os como pó.
8 Todas as outras coisas que Jeoacaz fez e também os seus atos de coragem estão escritos na História dos Reis de Israel.

9 Ele morreu e foi sepultado em Samaria, e o seu filho Jeoás ficou no lugar dele como rei.



O reinado de Jeoás, de Israel

10 No ano trinta e sete do reinado de Joás, de Judá, Jeoás, filho de Jeoacaz, se tornou rei de Israel e governou dezesseis anos em Samaria. 11 Jeoás fez coisas erradas, que não agradam a Deus, o Senhor. Ele não abandonou aqueles mesmos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, havia feito o povo de Israel cometer no passado, mas continuou cometendo-os. 12 Todas as outras coisas que Jeoás fez e também a sua coragem na batalha contra o rei Amazias, de Judá, estão escritas na História dos Reis de Israel.

13 Jeoás morreu e foi sepultado nos túmulos dos reis, em Samaria, e o seu filho Jeroboão II ficou no lugar dele como rei.



A morte de Eliseu

14 O profeta Eliseu foi atacado por uma doença sem cura. Quando ele estava para morrer, o rei Jeoás foi visitá-lo. Então o abraçou e chorou, dizendo:
— Meu pai, meu pai! O senhor foi como um exército para defender Israel!

15 Então Eliseu disse:
— Pegue um arco e algumas flechas.
Jeoás pegou o arco e as flechas, 16 e Eliseu lhe disse que se preparasse para atirar. E o rei fez o que ele mandava. Aí Eliseu pôs as mãos por cima das mãos do rei

17 e disse:
— Abra a janela que dá para o lado da Síria.
O rei abriu. Então Eliseu mandou:
— Atire a flecha!
Assim que o rei atirou, Eliseu disse:
— O senhor é a flecha do Senhor Deus; é por meio do senhor que Deus vai conseguir a vitória contra a Síria. O senhor lutará contra os sírios em Afeca até vencê-los.
18 Depois Eliseu disse a Jeoás que pegasse as outras flechas e batesse no chão com elas. O rei bateu três vezes no chão e parou.

19 Eliseu ficou zangado com isso e disse:
— O senhor devia ter batido cinco ou seis vezes e assim venceria completamente os sírios; mas agora vai vencê-los só três vezes.

20 Então Eliseu morreu e foi sepultado.
Todos os anos bandos de moabitas costumavam invadir a terra de Israel.

21 Certa vez, alguns israelitas que estavam fazendo um sepultamento viram um desses bandos. Então os israelitas jogaram o defunto na sepultura de Eliseu e fugiram. Assim que o corpo tocou nos ossos de Eliseu, o homem ficou vivo de novo e se levantou.



Guerra entre Israel e a Síria

22 O rei Hazael, da Síria, dominou o povo de Israel durante todo o tempo em que Jeoacaz foi rei.

23 Mas o Senhor Deus foi bondoso com os israelitas. Ele não deixou que fossem destruídos, mas ajudou-os por causa da aliança que havia feito com Abraão, com Isaque e com Jacó. Ele nunca esqueceu o seu povo.
24 Quando o rei Hazael, da Síria, morreu, o seu filho Ben-Hadade se tornou rei. 25 O rei Jeoás, de Israel, derrotou Ben-Hadade três vezes e reconquistou as cidades que haviam sido tomadas por Ben-Hadade durante o reinado de Jeoacaz, o pai de Jeoás.



2 Reis 14

O reinado de Amazias, de Judá

2 Crônicas 25:1-24


1 No segundo ano do reinado de Jeoás, filho de Jeoacaz, em Israel, Amazias, filho de Joás, se tornou rei de Judá. 2 Quando isso aconteceu, Amazias tinha vinte e cinco anos. Ele governou vinte e nove anos em Jerusalém. A mãe dele se chamava Jeoadã e era da cidade de Jerusalém. 3 Amazias fez o que é agradável a Deus, o Senhor, porém não foi tão correto como o seu antepassado, o rei Davi; pelo contrário, fez aquilo que o seu pai Joás havia feito.

4 Ele não derrubou os lugares pagãos de adoração, e o povo continuou a oferecer sacrifícios e a queimar incenso nesses lugares.
5 Assim que se firmou no poder, Amazias mandou matar os oficiais que haviam assassinado o seu pai, o rei.

6 No entanto, não matou os filhos deles, mas seguiu o que o Senhor havia mandado na Lei de Moisés: “Os pais não serão mortos por causa de crimes cometidos pelos filhos, nem os filhos, por causa de crimes cometidos pelos pais; uma pessoa será morta somente como castigo pelo crime que ela mesma cometeu.”

7 No vale do Sal, Amazias matou dez mil soldados do país de Edom; ele conquistou na guerra a cidade de Selá e pôs nela o nome de Jocteel, e assim é conhecida até hoje.
8 Então Amazias mandou mensageiros ao rei Jeoás, de Israel, desafiando-o para uma batalha.

9 Mas o rei Jeoás respondeu assim:
— Uma vez um espinheiro dos montes Líbanos mandou a seguinte mensagem para um cedro: “Dê a sua filha em casamento para o meu filho.” Mas um animal selvagem passou por ali e pisou em cima do espinheiro.

10 De fato, você, Amazias, venceu os edomitas e por isso está todo orgulhoso. Alegre-se com a sua fama e fique em casa. Para que arranjar um problema que trará somente a desgraça para você e para o seu povo?
11 Mas Amazias não quis atendê-lo. Então o rei Jeoás saiu com os seus soldados e lutou contra ele em Bete-Semes, na região de Judá. 12 O exército de Amazias foi derrotado, e todos os seus soldados fugiram para casa. 13 Jeoás prendeu Amazias em Bete-Semes, avançou para Jerusalém e derrubou as muralhas da cidade desde o Portão de Efraim até o Portão da Esquina, um trecho de mais ou menos duzentos metros.

14 Ele pegou toda a prata e todo o ouro que achou, pegou todos os objetos do Templo e todos os tesouros do palácio e também levou reféns. E voltou para Samaria.
15 Todas as outras coisas que Jeoás fez e também a sua coragem na batalha contra o rei Amazias, de Judá, estão escritas na História dos Reis de Israel.

16 Jeoás morreu e foi sepultado nos túmulos dos reis, em Samaria, e o seu filho Jeroboão II ficou no lugar dele como rei.



A morte do rei Amazias

2 Crônicas 25:25-28


17 O rei Amazias, de Judá, viveu quinze anos depois da morte do rei de Israel, Jeoás, filho de Jeoacaz.

18 Todas as outras coisas que Amazias fez estão escritas na História dos Reis de Judá.
19 Houve uma conspiração em Jerusalém para matar Amazias, e por isso ele fugiu para a cidade de Laquis; mas os seus inimigos o seguiram até lá e o mataram. 20 O seu corpo foi levado de volta para Jerusalém num cavalo e foi sepultado nos túmulos dos reis, na Cidade de Davi. 21 Então o povo pôs no seu lugar como rei o seu filho Uzias, que tinha dezesseis anos de idade.

22 Depois da morte do seu pai, Uzias reconquistou e construiu de novo a cidade de Elate.



O reinado de Jeroboão II, de Israel

23 No ano quinze do reinado de Amazias, filho de Joás, em Judá, Jeroboão II, filho de Jeoás, se tornou rei de Israel e governou quarenta e um anos em Samaria. 24 Jeroboão II fez coisas erradas, que não agradam a Deus, o Senhor. Não abandonou aqueles mesmos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, havia feito o povo de Israel cometer no passado.

25 Jeroboão II conquistou de novo todo o território que havia sido de Israel, desde a subida de Hamate, no Norte, até o mar Morto, no Sul. O Senhor, o Deus de Israel, havia prometido isso por meio do seu servo, o profeta Jonas, filho de Amitai, que era de Gate-Hefer.
26 O Senhor Deus viu o terrível sofrimento dos israelitas; não havia ninguém, ninguém mesmo, que os ajudasse.

27 Mas o Senhor não tinha a intenção de destruir o povo de Israel completamente e para sempre; por isso, ele os livrou por meio do rei Jeroboão II.
28 Todas as outras coisas que Jeroboão II fez, o seu poder, como ele lutou e como conquistou de novo as cidades de Damasco e Hamate para Israel, tudo está escrito na História dos Reis de Israel. 29 Jeroboão II morreu e foi sepultado nos túmulos dos reis, e o seu filho Zacarias ficou no lugar dele como rei.



2 Reis 15

O reinado de Uzias, de Judá

2 Crônicas 26:1-23


1 No ano vinte e sete do reinado de Jeroboão II de Israel, Uzias, filho de Amazias, se tornou rei de Judá 2 com a idade de dezesseis anos. Ele governou cinquenta e dois anos em Jerusalém. A sua mãe se chamava Jecolias e era da cidade de Jerusalém. 3 Seguindo o exemplo do seu pai, Uzias fez aquilo que agrada a Deus, o Senhor. 4 Mas os lugares pagãos de adoração não foram destruídos, e o povo continuou a oferecer sacrifícios e a queimar incenso naqueles lugares.

5 O Senhor Deus feriu o rei Uzias, e ele ficou sofrendo de uma doença contagiosa da pele até o fim da sua vida. Ele morava numa casa separada, e era o seu filho Jotão quem cuidava das coisas do governo e reinava no país.
6 Todas as outras coisas que Uzias fez estão escritas na História dos Reis de Judá.

7 Uzias morreu e foi sepultado nos túmulos dos reis, na Cidade de Davi, e o seu filho Jotão ficou no lugar dele como rei.



O reinado de Zacarias, de Israel

8 No ano trinta e oito do reinado de Uzias, de Judá, Zacarias, filho de Jeroboão II, se tornou rei de Israel e governou seis meses em Samaria. 9 Como aqueles que haviam sido reis antes dele, Zacarias fez coisas erradas, que não agradam a Deus, o Senhor. Ele não abandonou aqueles mesmos pecados que o rei Jeroboão, filho de Nebate, havia feito o povo de Israel cometer no passado.

10 Salum, filho de Jabes, fez uma revolta contra o rei Zacarias, matou-o na cidade de Ibleão e ficou no lugar dele como rei.

11 Todas as outras coisas que Zacarias fez estão escritas na História dos Reis de Israel.

12 E assim foi cumprida a promessa que o Senhor havia feito ao rei Jeú: “Os seus descendentes serão reis de Israel até a quarta geração.”



O reinado de Salum, de Israel

13 No ano trinta e nove do reinado de Uzias, de Judá, Salum, filho de Jabes, se tornou rei de Israel e governou um mês em Samaria.
14 Menaém, filho de Gadi, foi da cidade de Tirza até Samaria, matou Salum e ficou no lugar dele como rei. 15 Todas as outras coisas que Salum fez e também a história da sua revolta, tudo está escrito na História dos Reis de Israel.

16 Menaém destruiu a cidade de Tapua, matou os seus moradores e arrasou a região vizinha até Tirza; ele fez isso porque a cidade não se entregou a ele. Menaém mandou rasgar a barriga de todas as mulheres grávidas.



O reinado de Menaém, de Israel

17 No ano trinta e nove do reinado de Uzias, de Judá, Menaém, filho de Gadi, se tornou rei de Israel e governou dez anos em Samaria. 18 Ele fez coisas erradas, que não agradam a Deus, o Senhor. Nunca abandonou aqueles mesmos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, havia feito o povo de Israel cometer no passado. 19 Tiglate-Pileser, rei da Assíria, invadiu a terra de Israel, e Menaém lhe entregou trinta e quatro toneladas de prata para que ele o ajudasse a se firmar no poder.

20 Para conseguir esse dinheiro, Menaém obrigou os homens ricos de Israel a contribuírem com cinquenta barras de prata cada um. E assim Tiglate-Pileser voltou para a sua terra.
21 Todas as outras coisas que Menaém fez estão escritas na História dos Reis de Israel.

22 Ele morreu e foi sepultado, e o seu filho Pecaías ficou no lugar dele como rei.



O reinado de Pecaías, de Israel

23 No ano cinquenta do reinado de Uzias, de Judá, Pecaías, filho de Menaém, se tornou rei de Israel e governou dois anos em Samaria. 24 Ele fez coisas erradas, que não agradam a Deus, o Senhor, e nunca abandonou aqueles mesmos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, havia feito o povo de Israel cometer no passado.

25 Um oficial do exército de Pecaías, chamado Peca, filho de Remalias, junto com cinquenta homens de Gileade, fez uma revolta, matou Pecaías na fortaleza do palácio de Samaria e ficou no lugar dele como rei.

26 Todas as outras coisas que Pecaías fez estão escritas na História dos Reis de Israel.



O reinado de Peca, de Israel

27 No ano cinquenta e dois do reinado de Uzias, de Judá, Peca, filho de Remalias, se tornou rei de Israel e governou vinte anos em Samaria.

28 Ele fez coisas erradas, que não agradam a Deus, o Senhor, e nunca abandonou aqueles mesmos pecados que Jeroboão, filho de Nebate, havia feito o povo de Israel cometer no passado.

29 Foi durante o reinado de Peca que Tiglate-Pileser, rei da Assíria, conquistou as cidades de Ijom, Abel-Bete-Maacá, Janoa, Quedes, Hazor e as regiões de Gileade, Galileia e Naftali e levou os seus moradores como prisioneiros para a Assíria.

30 No ano vinte do reinado de Jotão, filho de Uzias, como rei de Judá, Oseias, filho de Elá, fez uma revolta contra o rei Peca, matou-o e ficou no lugar dele como rei.

31 Todas as outras coisas que Peca fez estão escritas na História dos Reis de Israel.



O reinado de Jotão, de Judá

2 Crônicas 27:1-9


32 No segundo ano do reinado de Peca, filho de Remalias, como rei de Israel, Jotão, filho de Uzias, se tornou rei de Judá 33 com a idade de vinte e cinco anos. Ele governou dezesseis anos em Jerusalém. A sua mãe se chamava Jerusa e era filha de Zadoque. 34 Seguindo o exemplo de Uzias, o seu pai, Jotão fez aquilo que agrada a Deus, o Senhor.

35 Mas os lugares pagãos de adoração não foram destruídos, e o povo continuou a oferecer sacrifícios e a queimar incenso naqueles lugares.
Foi Jotão quem construiu o Portão Norte do Templo.
36 Todas as outras coisas que Jotão fez estão escritas na História dos Reis de Judá. 37 Foi durante o reinado dele que pela primeira vez o Senhor mandou Rezim, rei da Síria, e Peca, rei de Israel, atacar Judá. 38 Jotão morreu e foi sepultado nos túmulos dos reis, na Cidade de Davi, e o seu filho Acaz ficou no lugar dele como rei.

2º Reis 8 a 11 (dia 81)

2 Reis 8

A mulher de Suném volta para a sua terra


1 Eliseu tinha dito à mulher que morava em Suném, a mãe do menino que ele tinha ressuscitado, que o Senhor Deus tinha avisado que ia haver uma grande falta de alimentos. Disse também que a fome ia durar sete anos naquela terra e, por isso, ela devia sair de lá com a sua família e ir morar em outro lugar.

2 Ela havia seguido o conselho do profeta e tinha ido com a sua família morar na terra dos filisteus, onde ficou sete anos.
3 Quando passaram os sete anos, ela voltou para Israel e foi falar com o rei a fim de pedir que devolvessem a sua casa e as suas terras. 4 O rei estava falando com Geazi, o empregado de Eliseu, pois queria saber dos milagres que Eliseu havia feito.

5 Geazi estava contando ao rei como Eliseu havia feito um morto viver de novo. Nesse momento a mulher chegou para fazer o seu pedido ao rei. Então Geazi disse:
— Ó rei, aqui está a mulher, e aqui está o filho dela que Eliseu ressuscitou.

6 O rei fez perguntas à mulher, e ela confirmou a história de Geazi. Então o rei chamou um oficial e lhe disse que devolvesse à mulher tudo o que era dela e também o valor de todas as colheitas que as suas terras haviam produzido durante os sete anos em que ela havia estado fora.



Eliseu e o rei da Síria

7 Eliseu foi até a cidade de Damasco numa época em que o rei Ben-Hadade, da Síria, estava doente. Quando o rei soube que Eliseu estava lá,

8 disse a Hazael, um dos seus oficiais:
— Leve um presente para o profeta e peça a ele que consulte a Deus, o Senhor, para saber se vou ficar bom.

9 Então Hazael carregou quarenta camelos com todos os tipos dos mais finos produtos de Damasco e foi falar com Eliseu. Quando se encontrou com ele, disse:
— O rei Ben-Hadade, que é como se fosse seu filho, mandou perguntar ao senhor se ele vai ficar bom da sua doença.

10 Eliseu disse:
— O Senhor Deus me disse que o rei vai morrer; mas diga a ele que ele vai ficar bom.
11 E ficou olhando firmemente para Hazael durante tanto tempo, que ele ficou sem jeito. De repente, Eliseu começou a chorar,

12 e Hazael perguntou:
— Por que é que o senhor está chorando?
Eliseu respondeu:
— Porque sei das coisas terríveis que você vai fazer contra o povo de Israel.
E continuou:
— Você vai pôr fogo nas fortalezas de Israel, vai matar os moços, esmagar as crianças e rasgar a barriga das mulheres grávidas.

13 — Como poderia eu chegar a ser tão poderoso? — perguntou Hazael. — Eu não sou ninguém!
— O Senhor Deus me mostrou que você vai ser o rei da Síria! — respondeu Eliseu.

14 Hazael voltou até o lugar onde estava o rei Ben-Hadade, e este lhe perguntou:
— O que foi que Eliseu disse?
— Ele disse que o senhor vai ficar bom, com certeza! — respondeu Hazael.

15 Mas no dia seguinte Hazael pegou um cobertor, molhou-o bem e com ele sufocou o rei.
E Hazael ficou no lugar de Ben-Hadade como rei da Síria.



O reinado de Jeorão, de Judá

2 Crônicas 21:2-20


16 No quinto ano do reinado de Jorão, filho de Acabe, como rei de Israel, Jeorão, filho de Josafá, se tornou rei de Judá. 17 Quando isso aconteceu, Jeorão tinha trinta e dois anos de idade. Ele governou oito anos em Jerusalém. 18 A mulher dele era filha do rei Acabe, de Israel, e Jeorão seguiu os maus caminhos de Acabe e dos outros reis de Israel, como a família de Acabe havia feito. Jeorão pecou contra Deus, o Senhor,

19 mas o Senhor não quis destruir Judá, pois havia feito uma aliança com o seu servo Davi, prometendo que os seus descendentes sempre seriam reis.
20 Durante o reinado de Jeorão, o país de Edom se revoltou contra Judá e se tornou independente.

21 Por isso, Jeorão saiu com todos os seus carros de guerra e foi até Zair; ali eles foram cercados pelos edomitas. Para escapar, Jeorão e os comandantes dos seus carros de guerra atacaram os edomitas durante a noite, e os soldados de Jeorão fugiram para as suas casas.

22 Desse tempo em diante, Edom ficou independente de Judá. Nessa mesma época a cidade de Libna também se revoltou.
23 Todas as outras coisas que Jeorão fez estão escritas na História dos Reis de Judá.

24 Jeorão morreu e foi sepultado nos túmulos dos reis, na Cidade de Davi, e o seu filho Acazias ficou no lugar dele como rei.



O reinado de Acazias, de Judá

2 Crônicas 22:1-6


25 No ano doze do reinado de Jorão, filho de Acabe, como rei de Israel, Acazias, filho de Jeorão, se tornou rei de Judá.

26 Quando isso aconteceu, Acazias tinha vinte e dois anos de idade. Ele governou um ano em Jerusalém. A mãe dele se chamava Atalia e era filha do rei Onri, de Israel.

27 Por ser aparentado com o rei Acabe pelo casamento, Acazias seguiu o exemplo da família de Acabe e pecou contra Deus, o Senhor.
28 O rei Acazias se juntou com o rei Jorão, de Israel, a fim de guerrear contra o rei Hazael, da Síria. Os exércitos deles lutaram em Ramote-Gileade, e Jorão foi ferido na batalha. 29 Então ele voltou para a cidade de Jezreel a fim de tratar dos ferimentos, e Acazias foi até lá para visitá-lo.



2 Reis 9

Jeú é ungido para ser rei de Israel


1 Enquanto isso, o profeta Eliseu chamou um dos jovens profetas e disse:
— Apronte-se e vá até Ramote-Gileade. Leve este jarro de azeite 2 e, quando chegar lá, procure Jeú, filho de Josafá e neto de Ninsi. Leve-o para outra sala, longe dos seus companheiros.

3 Aí derrame azeite na cabeça dele e diga: “O Senhor Deus anuncia que o está ungindo para ser rei de Israel.” Depois saia de lá o mais depressa que puder.
4 Então o jovem profeta foi até Ramote-Gileade

5 e lá encontrou reunidos os oficiais do exército. Ele disse:
— Eu trouxe uma mensagem para o senhor.
Jeú perguntou:
— Com qual de nós você está falando?
— Com o senhor mesmo! — respondeu ele.

6 Então os dois foram para uma sala, e o jovem profeta derramou azeite na cabeça de Jeú e disse:
— O Senhor, o Deus de Israel, anuncia isto: “Eu estou ungindo você para ser o rei do meu povo de Israel. 7 Você deve matar o seu chefe, o rei Jorão, filho de Acabe, para que assim eu castigue Jezabel por haver assassinado os meus profetas e os meus outros servos. 8 Toda a família e todos os descendentes de Acabe devem morrer. Eu vou acabar com todos os homens da família dele, tanto os jovens como os velhos. 9 Vou tratar a família dele como tratei as famílias do rei Jeroboão, filho de Nebate, e do rei Baasa, filho de Aías.

10 Jezabel não será sepultada; o seu corpo será comido pelos cachorros perto da cidade de Jezreel.”
Depois de dizer isso, o jovem profeta saiu da sala e fugiu.

11 Jeú voltou para o lugar onde estavam os seus companheiros, e eles perguntaram:
— Tudo bem? O que aquele louco queria com você?
— Vocês sabem muito bem o que ele queria! — respondeu Jeú.

12 — Não sabemos, não! — disseram eles. — Conte o que ele disse.
Jeú contou:
— Ele me disse que o Senhor Deus anuncia isto: “Eu estou ungindo você, Jeú, para ser o rei de Israel.”

13 No mesmo instante, eles estenderam as suas capas sobre os degraus para Jeú passar, tocaram a corneta e gritaram:
— Jeú é o rei!



Jeú mata Jorão

14-15 Então Jeú fez uma revolta contra o rei Jorão. Jorão estava em Jezreel tratando dos ferimentos que havia recebido em Ramote-Gileade, na batalha contra o rei Hazael, da Síria. Por isso, Jeú disse aos seus colegas oficiais:
— Se vocês estão do meu lado, não deixem que ninguém saia escondido de Ramote-Gileade para ir avisar os moradores de Jezreel.

16 Então subiu no seu carro de guerra e saiu para Jezreel. Jorão ainda não tinha sarado, e o rei Acazias, de Judá, se encontrava ali fazendo-lhe uma visita.

17 Um guarda que estava na torre de vigia de Jezreel viu Jeú e os seus soldados chegando e gritou:
— Vejo alguns homens chegando a cavalo!
Aí Jorão disse:
— Mande um homem a cavalo para descobrir se são amigos ou inimigos.

18 O mensageiro foi encontrar-se com Jeú e disse:
— O rei quer saber se o senhor vem como amigo.
— Isso não é da sua conta! — respondeu Jeú. E mandou:
— Passe para trás de mim.
O guarda que estava na torre de vigia contou que o mensageiro havia se encontrado com o grupo, porém não estava voltando.

19 Outro mensageiro foi mandado e fez a mesma pergunta a Jeú. E novamente ele respondeu: “Isso não é da sua conta! Passe para trás de mim.”

20 Novamente o guarda contou que o mensageiro havia chegado até o grupo, porém não estava voltando. E disse também:
— O chefe do grupo está guiando o seu carro de guerra como um louco, exatamente como Jeú faz!

21 — Aprontem o meu carro de guerra! — ordenou o rei Jorão.
O carro foi preparado, e então ele e o rei Acazias saíram, cada um no seu carro, para ir ao encontro de Jeú. Eles se encontraram com ele no campo que havia sido de Nabote. Aí Jorão perguntou:

22 — Você veio como amigo?
Jeú respondeu:
— Como podemos ser amigos quando ainda continuam as feitiçarias e a adoração de ídolos que Jezabel, a sua mãe, começou?

23 Então Jorão virou o seu carro e fugiu, gritando para Acazias:
— É uma traição, Acazias!
24 Mas Jeú puxou a corda do seu arco com toda a força e atirou uma flecha, que feriu Jorão nas costas. A flecha atravessou o coração, e ele caiu morto no seu carro de guerra.

25 Aí Jeú disse a Bidcar, o seu ajudante:
— Pegue o corpo dele e jogue no campo que era de Nabote. Lembre que, quando nós dois estávamos juntos andando a cavalo atrás de Acabe, pai de Jorão, o Senhor Deus disse estas palavras contra Acabe:

26 “Ontem eu vi o assassinato de Nabote e dos seus filhos. E prometo que castigarei você aqui, neste mesmo campo.”
E Jeú ordenou ao seu ajudante:
— Pegue o corpo de Jorão e jogue no campo que era de Nabote, para que assim seja cumprida a promessa de Deus, o Senhor.



A morte de Acazias

27 O rei Acazias, de Judá, viu o que tinha acontecido e fugiu no seu carro na direção da cidade de Bete-Hagã. Mas Jeú o perseguiu e disse aos seus soldados:
— Matem Acazias também!
E eles o feriram quando ele ia no seu carro pela estrada que sobe para Gur, perto da cidade de Ibleão. Mas Acazias conseguiu fugir até a cidade de Megido, onde morreu.

28 Os seus oficiais levaram o corpo de volta para Jerusalém e o sepultaram nos túmulos dos reis, na Cidade de Davi.

29 Acazias havia começado a reinar em Judá no ano onze do reinado de Jorão, filho de Acabe, em Israel.



Jezabel é morta

30 Jeú chegou a Jezreel, e Jezabel ficou sabendo disso. Então pintou os olhos, penteou os cabelos e ficou numa janela do palácio, olhando para a rua.

31 Quando Jeú entrou pelo portão do palácio, ela gritou:
— Olá, Zinri, assassino do seu senhor!

32 Jeú olhou para cima e gritou:
— Quem está do meu lado?
Dois ou três oficiais do palácio olharam para ele de uma janela,

33 e Jeú lhes disse:
— Joguem essa mulher daí!
Eles a jogaram, e o sangue dela respingou a parede e os cavalos. Jeú passou por cima dela com os cavalos e o carro

34 e entrou no palácio. E, depois que comeu e bebeu, disse:
— Peguem aquela maldita e a sepultem. Afinal de contas, ela é filha de um rei.
35 Mas os homens que saíram para sepultá-la só encontraram a caveira e os ossos das mãos e pés.

36 Então eles voltaram, contaram a Jeú, e este disse:
— Foi isto o que o Senhor Deus disse que ia acontecer quando falou por meio do seu servo Elias, da cidade de Tisbé: “Os cachorros comerão o corpo de Jezabel perto da cidade de Jezreel. 37 Os seus restos serão espalhados ali como esterco, e assim ninguém poderá dizer: ‘Esta era Jezabel.’ ”



2 Reis 10

Os filhos de Acabe são mortos


1 Na cidade de Samaria moravam setenta filhos do rei Acabe. Jeú escreveu cartas e as mandou às autoridades da cidade, aos líderes e às pessoas que tomavam conta dos filhos de Acabe. A carta dizia assim: 2 “Vocês estão encarregados de tomar conta dos filhos do rei e têm carros de guerra, cavalos, armas e cidades cercadas de muralhas. Portanto, assim que receberem esta carta,

3 escolham o melhor e o mais capaz dos filhos do rei, ponham no trono do pai e lutem para defendê-lo.”

4 As autoridades de Samaria ficaram apavoradas e disseram:
— Como poderemos ir contra Jeú, se nem o rei Jorão nem o rei Acazias conseguiram fazer isso?

5 Aí o oficial encarregado do palácio e o oficial encarregado da cidade, junto com os líderes e as pessoas que tomavam conta dos filhos de Acabe, mandaram a Jeú esta mensagem: “Nós somos seus criados e estamos prontos para fazer tudo o que o senhor disser. Porém não vamos colocar ninguém como rei; faça o que achar melhor.”

6 Então Jeú escreveu outra carta, em que dizia o seguinte: “Se vocês estão do meu lado e estão prontos para seguir as minhas ordens, tragam as cabeças dos filhos do rei Acabe para mim, aqui em Jezreel, amanhã a esta hora.”
Os setenta filhos de Acabe moravam com os principais cidadãos de Samaria, que os estavam criando.

7 Quando receberam a carta de Jeú, os líderes de Samaria mataram todos os setenta príncipes. Depois puseram as cabeças deles em cestos e as mandaram para Jeú, em Jezreel.

8 Foram contar a Jeú que as cabeças dos filhos de Acabe haviam sido trazidas. Então Jeú ordenou:
— Façam com elas dois montões no portão da cidade e deixem que fiquem lá até amanhã cedo.

9 Ele saiu de manhã, foi até o portão e disse ao povo que estava ali:
— Fui eu que fiz uma revolta contra o rei Jorão e o matei; vocês não são culpados disso. Mas quem foi que matou todos estes?

10 Isso prova que vai acontecer tudo aquilo que o Senhor Deus disse a respeito dos descendentes de Acabe. O Senhor fez aquilo que prometeu por meio do seu servo Elias.

11 Então Jeú mandou matar todos os outros parentes de Acabe que moravam em Jezreel e também todas as autoridades do seu governo, amigos íntimos e sacerdotes. Não escapou nenhum deles.



Os parentes do rei Acazias são mortos

12 Jeú saiu de Jezreel para ir até Samaria. No caminho, num lugar chamado “Campo dos Pastores”,

13 ele encontrou alguns parentes do falecido rei Acazias, de Judá, e lhes perguntou:
— Quem são vocês?
Eles responderam:
— Somos parentes de Acazias. Estamos indo para Jezreel a fim de cumprimentar os filhos da rainha Jezabel e o resto da família do rei.

14 Então Jeú ordenou aos seus homens:
— Peguem essa gente! Quero todos vivos!
Eles os prenderam e os mataram perto de um poço que havia ali. Eram quarenta e dois ao todo, e nenhum deles foi deixado vivo.



Os outros parentes de Acabe são mortos

15 Jeú saiu dali e no caminho encontrou-se com Jonadabe, filho de Recabe, que havia ido falar com ele. Jeú o cumprimentou e disse:
— Será que nós dois estamos pensando do mesmo jeito?
— Sim! — respondeu Jonadabe.
— Então me dê a sua mão! — disse Jeú.
Eles apertaram as mãos, e Jeú ajudou Jonadabe a subir no seu carro de guerra.

16 Jeú disse:
— Venha comigo e veja você mesmo como sou dedicado a Deus, o Senhor.
E Jeú o levou no seu carro para Samaria.

17 Quando chegaram lá, Jeú matou todos os parentes de Acabe. Não deixou nenhum vivo, conforme o Senhor tinha dito a Elias que ia acontecer.



Os adoradores de Baal são mortos

18 Jeú reuniu o povo de Samaria e disse:
— O rei Acabe serviu pouco o deus Baal, mas eu o servirei muito.

19 Portanto, reúnam agora todos os profetas de Baal, todos os seus adoradores e todos os seus sacerdotes. Que não falte nenhum, pois eu vou oferecer um grande sacrifício a Baal, e quem não vier será morto!
Mas esse era um jeito de Jeú enganar os adoradores de Baal para poder matá-los.

20 Então Jeú deu a seguinte ordem:
— Anunciem um dia de adoração em honra do deus Baal!
O aviso foi feito, 21 e Jeú mandou mensageiros por toda a terra de Israel. Então vieram todos os adoradores de Baal; não faltou nenhum. Eles entraram no templo de Baal, que ficou completamente cheio. 22 Então Jeú mandou que o sacerdote encarregado dos mantos sagrados trouxesse os mantos e os entregasse aos adoradores.

23 Depois disso, Jeú entrou no templo com Jonadabe, filho de Recabe, e disse às pessoas que estavam ali:
— Vejam bem que somente adoradores de Baal estejam aqui e que nenhum adorador de Deus, o Senhor, tenha entrado.

24 Aí ele e Jonadabe entraram para oferecer sacrifícios e queimar ofertas a Baal. Jeú havia mandado que oitenta homens ficassem do lado de fora, dando-lhes a seguinte ordem:
— Matem todas essas pessoas que vou entregar a vocês; quem deixar uma delas escapar pagará com a vida por isso!

25 Assim que Jeú apresentou as ofertas, disse aos guardas e aos oficiais:
— Entrem e matem todos; não deixem que nenhum escape!
Eles entraram com as espadas na mão, mataram todos e jogaram os corpos para fora. Então entraram no santuário interior do templo, 26 levaram para fora as colunas que estavam no templo de Baal e as queimaram.

27 Também destruíram a coluna de Baal e o seu templo e fizeram esse templo virar uma privada, que existe até hoje.
28 Foi assim que Jeú acabou com a adoração de Baal em Israel. 29 Mas ele não abandonou os pecados do rei Jeroboão, filho de Nebate, que levou o povo de Israel a cometer o pecado de adorar os touros de ouro que ele havia colocado em Betel e em Dã.

30 O Senhor Deus disse a Jeú:
— Você fez com os descendentes de Acabe tudo aquilo que eu queria que fizesse. Por isso, prometo que até a quarta geração os seus descendentes serão reis de Israel.

31 Mas Jeú não obedeceu de todo o seu coração à Lei do Senhor, o Deus de Israel, nem abandonou aqueles mesmos pecados que Jeroboão havia feito o povo de Israel cometer no passado.



A morte de Jeú

32 Nesse tempo o Senhor Deus começou a diminuir o território de Israel. O rei Hazael, da Síria, conquistou todas as terras israelitas

33 que ficavam a leste do rio Jordão, até a cidade de Aroer, no rio Arnom, no Sul. Isso incluía as regiões de Gileade e Basã, onde moravam as tribos de Gade, Rúben e Manassés do Leste.
34 Todas as outras coisas que Jeú fez e também os seus atos de coragem estão escritos na História dos Reis de Israel. 35 Ele morreu e foi sepultado em Samaria, e o seu filho Jeoacaz ficou no lugar dele como rei. 36 Jeú governou vinte e oito anos em Samaria como rei de Israel.



2 Reis 11

A rainha Atalia, de Judá

2 Crônicas 22:10; 23:15


1 Assim que Atalia, a mãe do rei Acazias, soube da morte do filho, deu ordem para que todas as pessoas da família real fossem mortas. 2 Somente Joás, filho de Acazias, escapou. Ele ia ser morto junto com os outros, mas foi salvo pela sua tia Jeoseba, que era filha do rei Jeorão e meia-irmã de Acazias. Ela levou Joás e a sua babá para um quarto do Templo e o escondeu de Atalia. Assim ele não foi morto.

3 Durante seis anos Jeoseba cuidou do menino e o conservou escondido no Templo, enquanto Atalia era a rainha.
4 Mas no sétimo ano o sacerdote Joiada mandou chamar os oficiais encarregados dos guarda-costas e dos guardas do palácio e disse que viessem ao Templo. Ali ele fez com que jurassem concordar com o que ele havia planejado fazer. Então lhes mostrou Joás, o filho do rei Acazias,

5 e deu a eles as seguintes ordens:
— Quando vocês ficarem de serviço no sábado, a terça parte deve guardar o palácio; 6 a outra terça parte deve ficar de guarda no Portão Sur, e a outra terça parte deve ficar no portão, atrás dos outros guardas. 7 Os dois grupos que deixarem o serviço no sábado ficarão de guarda no Templo para proteger o rei.

8 Vocês devem guardar o rei Joás com as espadas na mão e ir com ele a qualquer lugar aonde ele for. Qualquer pessoa que chegar perto de vocês deve ser morta.
9 Os oficiais obedeceram à ordem de Joiada e levaram a ele os seus soldados, isto é, os que saíam do serviço no sábado e os que entravam de serviço no sábado. 10 Joiada entregou aos oficiais as lanças e os escudos que tinham sido do rei Davi e que haviam ficado guardados no Templo. 11 Ele pôs os soldados armados com espadas por toda a frente do Templo, para protegerem o rei.

12 Então Joiada levou Joás para fora, colocou a coroa na cabeça dele e lhe deu uma cópia da Lei. Aí Joás foi ungido e apresentado como rei. O povo bateu palmas e gritou:
— Viva o rei!
13 A rainha Atalia ouviu o barulho que os guardas e o povo faziam e foi até o Templo, onde todos estavam reunidos.

14 Ela viu o novo rei perto da coluna, na entrada do Templo, conforme era o costume. Ele estava rodeado pelos oficiais e pelos corneteiros, e todo o povo estava gritando de alegria e tocando trombetas. Em sinal de desespero Atalia rasgou as suas roupas e gritou:
— Traição! Traição!

15 O sacerdote Joiada não queria que Atalia fosse morta na área do Templo e por isso deu aos oficiais do exército a seguinte ordem:
— Levem a rainha para fora, passando pelo meio das filas de guardas, e matem qualquer pessoa que tentar salvá-la.

16 Então eles a prenderam e levaram para o palácio. E ali, no Portão dos Cavalos, ela foi morta.



As reformas de Joiada

2 Crônicas 23:16-21


17 O sacerdote Joiada fez uma aliança entre o Senhor Deus, e o rei, e o povo, a fim de que eles fossem o povo de Deus. Fez também um acordo entre o rei e o povo.

18 Então o povo foi até o templo do deus Baal e o derrubou. Eles despedaçaram os altares e os ídolos e ali, em frente dos altares, mataram Matã, o sacerdote de Baal.
Joiada pôs guardas no Templo, 19 e então ele, os oficiais, a guarda pessoal do rei e os guardas do palácio levaram o rei do Templo para o palácio, e o povo todo foi atrás. Joás entrou pelo Portão da Guarda e sentou-se no trono.

20 Todo o povo estava feliz, e a cidade de Jerusalém ficou calma depois que Atalia foi morta no palácio.
21 Joás tinha sete anos de idade quando se tornou rei.

2º Reis 4 a 7 (dia 80)

2 Reis 4

Eliseu ajuda uma viúva pobre


1 Certa mulher, que era viúva de um dos membros de um grupo de profetas, foi falar com Eliseu e disse:
— O meu marido morreu. Como o senhor sabe, ele era um homem que temia a Deus, o Senhor. Mas agora um homem a quem ele devia dinheiro veio para levar os meus dois filhos a fim de serem escravos, como pagamento da dívida.

2 Eliseu perguntou:
— O que posso fazer por você? Diga! O que é que você tem em casa?
— Não tenho nada, a não ser um jarro pequeno de azeite! — respondeu a mulher.

3 Eliseu disse:
— Vá pedir que os seus vizinhos lhe emprestem muitas vasilhas vazias.

4 Depois você e os seus filhos entrem em casa, fechem a porta e comecem a derramar azeite nas vasilhas. E vão pondo de lado as que forem ficando cheias.
5 Então a mulher foi para casa com os filhos, fechou a porta, pegou o pequeno jarro de azeite e começou a derramar o azeite nas vasilhas, conforme os seus filhos iam trazendo.

6 Quando todas as vasilhas estavam cheias, ela perguntou se havia mais alguma.
— Essa foi a última! — respondeu um dos filhos.
Então o azeite parou de correr.

7 Ela foi e contou ao profeta Eliseu. Aí ele disse:
— Venda o azeite e pague todas as suas dívidas. Ainda vai sobrar dinheiro para você e os seus filhos irem vivendo.



Eliseu e a mulher de Suném

8 Um dia Eliseu foi até a cidade de Suném, onde morava uma mulher rica. Ela o convidou para uma refeição, e daí em diante, sempre que ia a Suném, Eliseu tomava as suas refeições na casa dela.

9 Ela disse ao seu marido:
— Tenho a certeza de que esse homem que vem sempre aqui é um santo homem de Deus.

10 Vamos construir um quarto pequeno na parte de cima da casa e vamos pôr ali uma cama, uma mesa, uma cadeira e uma lamparina. E assim, quando ele vier nos visitar, poderá ficar lá.
11 Um dia Eliseu voltou a Suném e subiu ao seu quarto para descansar. 12 Ele disse a Geazi, o seu empregado, que fosse chamar a dona da casa. Quando ela chegou,

13 Eliseu disse a Geazi:
— Pergunte o que eu posso fazer por ela para pagar todo o trabalho que ela tem tido, cuidando de nós. Talvez ela queira que eu vá falar em favor dela com o rei ou com o comandante do exército.
Mas a mulher respondeu:
— Eu tenho tudo o que preciso aqui, no meio do meu povo.

14 Eliseu perguntou a Geazi:
— Então o que posso fazer por ela?
Ele disse:
— Bem, a mulher não tem filhos, e o marido dela é velho.

15 — Diga a ela que venha aqui! — ordenou Eliseu.
Ele a chamou, e ela foi e ficou na porta.

16 Então Eliseu disse:
— No ano que vem, por este tempo, você carregará um filho no colo.
A mulher exclamou:
— Por favor, não minta para mim! O senhor é um homem de Deus!

17 Mas, como Eliseu tinha dito, no ano seguinte, no tempo marcado, ela deu à luz um filho.
18 Alguns anos depois, no tempo da colheita, o menino saiu para se encontrar com o pai, que estava no campo com os trabalhadores que faziam a colheita.

19 De repente, ele começou a gritar para o pai:
— Ai! Que dor de cabeça!
Então o pai disse a um dos empregados:
— Leve o menino para a mãe.
20 O empregado carregou o menino até o lugar onde a mãe estava. Ela ficou com ele no colo até o meio-dia, e então ele morreu. 21 Aí ela o carregou para o quarto de Eliseu e o pôs na cama. Depois saiu e fechou a porta.

22 Então chamou o marido e disse:
— Mande um empregado trazer uma jumenta. Eu preciso ir falar com o profeta Eliseu. Volto o mais depressa que puder.

23 O marido perguntou:
— Por que você vai falar com ele hoje? Hoje não é sábado nem dia de Festa da Lua Nova!
— Não faz mal! — respondeu ela.

24 Aí mandou que pusessem os arreios na jumenta e ordenou ao empregado:
— Faça o animal andar o mais depressa que puder e só pare quando eu mandar.

25 E assim ela saiu e foi para o monte Carmelo, onde Eliseu estava.
Quando ela ainda estava um pouco longe, Eliseu a viu chegando e disse ao seu empregado Geazi:
— Veja! A mulher de Suném vem vindo aí.

26 Corra até lá e pergunte se tudo está bem com ela, com o marido e com o filho.
A mulher disse a Geazi que estava tudo bem;

27 porém, quando chegou ao lugar onde Eliseu estava, ela se ajoelhou diante dele e abraçou os seus pés. Geazi ia tirá-la dali, mas Eliseu disse:
— Não faça isso! Você não está vendo que ela está muito aflita? E o Senhor Deus não me disse nada sobre isso!

28 Então a mulher disse a Eliseu:
— Senhor, por acaso, eu lhe pedi um filho? Não lhe pedi que não me enganasse?

29 Eliseu virou-se para Geazi e disse:
— Apronte-se, pegue o meu bastão e vá. Não pare para cumprimentar ninguém que você encontrar e, se alguém cumprimentar você, não perca tempo respondendo. Vá direto e ponha o meu bastão em cima do menino.

30 Mas a mulher disse a Eliseu:
— Juro pelo Senhor Deus e juro pelo senhor mesmo que eu não o deixarei aqui.
Aí Eliseu se levantou e foi com ela.

31 Geazi foi na frente deles e colocou o bastão em cima do menino. Porém ele não soltou nenhum gemido, nem havia nele qualquer outro sinal de vida. Então Geazi voltou para encontrar Eliseu e disse:
— O menino não acordou.
32 Quando Eliseu chegou, entrou sozinho no quarto e viu o menino morto na cama. 33 Então fechou a porta e orou a Deus, o Senhor. 34 Depois deitou-se sobre o menino, pondo a sua boca sobre a boca dele, os olhos sobre os olhos e as mãos sobre as mãos. Quando Eliseu se deitou sobre o menino, o corpo da criança começou a esquentar. 35 Eliseu levantou-se e andou de um lado para outro do quarto. Depois voltou e deitou-se de novo sobre o menino. Aí o menino espirrou sete vezes e abriu os olhos.

36 Então Eliseu chamou Geazi e mandou que ele chamasse a mãe. Quando a mulher entrou, Eliseu disse:
— Pegue o seu filho.

37 Ela caiu aos pés de Eliseu e encostou o rosto no chão. Depois pegou o filho e saiu.



O cozido envenenado

38 Certa vez, quando havia falta de alimentos naquela terra, Eliseu voltou a Gilgal. Enquanto estava ensinando um grupo de profetas, ele mandou que o seu empregado pusesse uma panela grande no fogo e fizesse um cozido para eles. 39 Então um dos profetas saiu para o campo a fim de apanhar ervas. Ele achou uma trepadeira que dava umas frutas amargas e apanhou todas as que pôde carregar na sua capa. Então voltou, cortou as frutas em pedaços e jogou dentro da panela, não sabendo o que eram.

40 O cozido foi servido aos homens, mas, assim que eles o provaram, começaram a gritar para Eliseu:
— O cozido está envenenado!
E não queriam comer.

41 Então Eliseu pediu um pouco de farinha, jogou dentro da panela e disse:
— Sirvam mais um pouco de cozido para todos.
E o cozido que estava na panela já podia ser comido sem perigo.



Vinte pães para cem homens

42 Outra vez, um homem chegou de Baal-Salisa, trazendo para Eliseu vinte pães feitos com a primeira cevada que havia sido colhida naquele ano e também algumas espigas de cevada ainda verdes. Eliseu mandou que o seu empregado desse aquela comida ao grupo de profetas.

43 Mas o empregado perguntou:
— O senhor acha que isto dá para cem homens?
Eliseu respondeu:
— Entregue a eles, e eles comerão, pois o Senhor Deus diz que eles vão comer e ainda vai sobrar.
44 Aí o empregado lhes deu a comida, e, como o Senhor tinha dito, todos comeram, e ainda sobrou.



2 Reis 5

A cura de Naamã


1 Naamã, o comandante do exército da Síria, era muito respeitado e estimado pelo rei do seu país porque, por meio de Naamã, o Senhor Deus tinha dado a vitória ao exército dos sírios. Ele era um soldado valente, mas sofria de uma terrível doença da pele.
2 Num dos seus ataques contra Israel, os sírios haviam levado como prisioneira uma menina israelita, que ficou sendo escrava da mulher de Naamã.

3 Um dia a menina disse à patroa:
— Eu gostaria que o meu patrão fosse falar com o profeta que mora em Samaria, pois ele o curaria da sua doença.
4 Então Naamã foi falar com o rei e contou o que a menina tinha dito.

5 E o rei ordenou:
— Vá falar com o rei de Israel e entregue esta carta a ele.
Então Naamã saiu, levando uns trezentos e cinquenta quilos de prata, e uns setenta quilos de ouro, e dez mudas de roupas finas.

6 A carta que ele levava dizia assim: “Esta carta é para apresentar Naamã, que é meu oficial. Eu quero que você o cure.”

7 Quando o rei de Israel leu a carta, rasgou as suas roupas em sinal de medo e exclamou:
— Como é que o rei da Síria quer que eu cure este homem? Será que ele pensa que eu sou Deus e que tenho o poder de dar a vida e de tirá-la? Ele está querendo briga!

8 O profeta Eliseu soube do que havia acontecido e mandou dizer ao rei:
— Por que o senhor está tão preocupado? Mande que esse homem venha falar comigo, e eu mostrarei a ele que há um profeta em Israel!
9 Então Naamã foi com os seus cavalos e carros e parou na porta da casa de Eliseu. 10 Eliseu mandou que um empregado saísse e dissesse a ele que fosse se lavar sete vezes no rio Jordão, pois assim ficaria completamente curado da sua doença.

11 Mas Naamã ficou muito zangado e disse:
— Eu pensava que pelo menos o profeta ia sair e falar comigo e que oraria ao Senhor, seu Deus, e que passaria a mão sobre o lugar doente e me curaria!

12 Além disso, por acaso, os rios Abana e Farpar, em Damasco, não são melhores do que qualquer rio da terra de Israel? Será que eu não poderia me lavar neles e ficar curado?
E foi embora muito bravo.

13 Então os seus empregados foram até o lugar onde ele estava e disseram:
— Se o profeta mandasse o senhor fazer alguma coisa difícil, por acaso, o senhor não faria? Por que é que o senhor não pode ir se lavar, como ele disse, e ficar curado?
14 Então Naamã desceu até o rio Jordão e mergulhou sete vezes, como Eliseu tinha dito. E ficou completamente curado. A sua carne ficou firme e sadia como a de uma criança.

15 Depois ele voltou com todos os seus homens até o lugar onde Eliseu estava e disse:
— Agora eu sei que no mundo inteiro não existe nenhum deus, a não ser o Deus de Israel. Aceite um presente meu, por favor.

16 Eliseu respondeu:
— Juro pelo Senhor, o Deus vivo, a quem sirvo, que não aceitarei nenhum presente.
Naamã insistiu com ele para que aceitasse, mas ele não quis.

17 Aí Naamã disse:
— Já que o senhor não quer aceitar o meu presente, então deixe que eu leve para casa duas mulas carregadas de terra, pois de agora em diante eu não vou oferecer sacrifícios e ofertas que são completamente queimadas a nenhum deus, a não ser a Deus, o Senhor.

18 Mas eu gostaria que ele me perdoasse uma coisa, que é a seguinte: quando eu tiver de acompanhar o meu rei ao templo de Rimom, o deus da Síria, para ali adorar, eu vou ter de adorá-lo também. Que o Senhor Deus me perdoe por isso!

19 Eliseu disse:
— Adeus! Boa viagem!



Geazi é castigado

Quando Naamã já estava um pouco longe,

20 Geazi, o empregado de Eliseu, começou a pensar:
— O meu patrão deixou que Naamã fosse embora sem pagar nada. Ele devia ter aceitado o que o sírio estava oferecendo. Juro pelo Senhor, o Deus vivo, que vou correr atrás dele e receber alguma coisa!

21 Então Geazi saiu correndo. Quando Naamã viu que um homem vinha correndo atrás dele, desceu do carro e perguntou:
— Aconteceu alguma coisa?

22 — Não! — respondeu Geazi. — Mas o meu patrão mandou dizer que agora mesmo chegaram dois membros de um grupo de profetas da região montanhosa de Efraim. Então ele gostaria que o senhor desse a ele uns trinta quilos de prata e duas mudas de roupas finas.

23 Naamã disse:
— Por favor, leve sessenta quilos de prata.
E insistiu com ele. Então pôs a prata em dois sacos, entregou a prata e as duas mudas de roupas finas a dois dos seus empregados e mandou que eles fossem na frente de Geazi. 24 Quando eles chegaram ao morro onde Eliseu morava, Geazi pegou os dois sacos e carregou-os para dentro de casa. Depois mandou embora os empregados de Naamã,

25 entrou em casa de novo e foi falar com Eliseu. Este perguntou:
— Onde é que você foi?
— Eu não fui a lugar nenhum! — respondeu Geazi.

26 Mas Eliseu disse:
— O meu espírito estava com você quando aquele homem desceu do carro para falar com você. Esta não era ocasião para você aceitar dinheiro e roupas, plantações de oliveiras e de uvas, ovelhas e gado ou empregados e empregadas.

27 Portanto, a doença de Naamã vai pegar em você, e os seus descendentes a terão para sempre.
Quando saiu dali Geazi tinha pegado a doença, e a sua pele estava branca como a neve.



2 Reis 6

Eliseu faz um machado boiar


1 Eliseu dirigia um grupo de profetas. Um dia eles lhe pediram:
— O lugar onde moramos com você é muito pequeno.

2 Dê licença para irmos até o rio Jordão a fim de cortar algumas árvores. Com elas construiremos uma casa para a gente morar.
— Podem ir! — respondeu Eliseu.
3 Um dos profetas insistiu que Eliseu fosse com eles. Eliseu aceitou, 4 e eles saíram juntos. Quando chegaram ao Jordão, começaram a trabalhar.

5 Um deles estava cortando uma árvore, quando, de repente, o ferro do seu machado escapou do cabo e caiu na água.
— O que vou fazer, senhor? — gritou ele para Eliseu. — O machado era emprestado!

6 — Onde foi que ele caiu? — perguntou Eliseu.
O homem mostrou o lugar. Então Eliseu cortou um pedaço de pau, jogou na água e fez o machado boiar.

7 — Pegue-o! — mandou ele.
E o homem esticou o braço e o pegou.



O exército dos sírios é derrotado

8 O rei da Síria estava em guerra contra Israel. Ele pediu conselho aos seus oficiais e escolheu um lugar para armar o seu acampamento. 9 Mas o profeta Eliseu mandou um recado ao rei de Israel, avisando-lhe que não fosse para perto daquele lugar, pois os sírios estavam ali esperando escondidos para atacá-lo.

10 Então o rei de Israel avisou os homens que moravam naquele lugar, e eles ficaram alerta.
Isso aconteceu várias vezes.

11 O rei da Síria ficou muito aborrecido; então chamou os seus oficiais e lhes perguntou:
— Qual de vocês está do lado do rei de Israel?

12 Um deles respondeu:
— Nenhum de nós, ó rei. O profeta Eliseu é quem conta ao rei de Israel tudo o que o senhor fala até mesmo dentro do seu próprio quarto.

13 Então o rei ordenou:
— Descubram onde ele está, que eu o prenderei.
Contaram-lhe que Eliseu estava em Dotã, 14 e ele mandou para lá uma grande tropa de soldados com cavalos e carros de guerra. Eles chegaram de noite à cidade e a cercaram.

15 No dia seguinte cedinho, o empregado de Eliseu levantou-se e saiu de casa. Aí viu as tropas sírias com os seus cavalos e carros de guerra, cercando a cidade. Então entrou em casa e disse a Eliseu:
— Senhor, nós estamos perdidos! O que vamos fazer?

16 Eliseu disse:
— Não tenha medo, pois aqueles que estão conosco são mais numerosos do que os que estão com eles.

17 Então orou assim:
— Ó Senhor Deus, abre os olhos do meu empregado e deixa que ele veja!
Deus respondeu à oração dele. Aí o empregado de Eliseu olhou para cima e viu que ao redor de Eliseu o morro estava coberto de cavalos e carros de fogo.

18 Quando os sírios atacaram, Eliseu orou assim:
— Ó Senhor Deus, faze com que esses homens fiquem cegos!
Deus respondeu à oração de Eliseu e fez com que os sírios ficassem cegos.

19 Então Eliseu foi falar com eles e disse:
— Vocês estão no caminho errado; esta cidade não é a que estão procurando. Venham comigo, que eu vou levar vocês até o homem que estão procurando.
E os guiou até a cidade de Samaria.

20 Logo que eles entraram na cidade, Eliseu orou assim:
— Ó Senhor Deus, abre os olhos deles e deixa que eles vejam.
Então Deus fez com que os sírios enxergassem de novo, e eles viram que estavam dentro da cidade de Samaria.

21 Quando o rei de Israel viu os sírios, perguntou a Eliseu:
— Devo matá-los, senhor? Devo matá-los?

22 — Não! De jeito nenhum! — respondeu ele. — Por acaso, o senhor mata os soldados que são feitos prisioneiros na guerra? Dê de comer e de beber a estes aqui e deixe que voltem para o rei deles.

23 Então o rei de Israel mandou fazer uma grande festa para aqueles sírios. E, depois que comeram e beberam, ele os mandou de volta para o rei da Síria. Daí em diante os sírios pararam de atacar a terra de Israel.



Eliseu e a fome em Samaria

24 Algum tempo depois, o rei Ben-Hadade, da Síria, levou todo o seu exército para lutar contra Israel e cercou a cidade de Samaria.

25 Por causa disso, a falta de alimentos naquela cidade foi tão grande, que uma cabeça de jumento custava oitenta barras de prata, e duzentos gramas de esterco de pomba custavam cinco barras de prata.

26 Certo dia o rei de Israel estava passando por cima da muralha da cidade, quando uma mulher gritou para ele:
— Ó rei, meu senhor, me ajude!

27 Ele respondeu:
— Se o Senhor Deus não ajudar você, como é que eu posso ajudá-la? Você pensa que eu tenho trigo ou vinho?

28 Mas diga qual é o seu problema.
Ela respondeu:
— Outro dia esta mulher me disse: “Vamos comer o seu filho hoje e amanhã comeremos o meu.”

29 Então nós cozinhamos o meu filho e o comemos. No dia seguinte eu disse que era a vez de comermos o filho dela, mas ela o escondeu!

30 Ao ouvir isso, o rei rasgou as suas roupas em sinal de desgosto, e as pessoas que estavam perto da muralha viram que por baixo das suas roupas ele estava vestido com roupa de pano grosseiro.

31 E o rei gritou:
— Que Deus me mate se, antes que o dia acabe, eu não mandar cortar a cabeça de Eliseu, filho da Safate!

32 E mandou que um mensageiro fosse buscá-lo.
Enquanto isso, Eliseu estava em casa com alguns líderes do povo que haviam ido visitá-lo. Antes que o mensageiro do rei chegasse, Eliseu disse aos líderes:
— Aquele assassino está mandando alguém para me matar. Por isso, quando ele chegar, fechem a porta e não deixem que entre. O próprio rei virá logo depois dele.

33 Eliseu ainda estava falando com eles, quando o rei chegou e disse:
— Foi o Senhor Deus quem fez cair toda esta desgraça sobre nós. Por que iria eu ficar mais tempo esperando que ele fizesse alguma coisa?



2 Reis 7

1 Eliseu respondeu:
— Escute o que o Senhor diz: “Amanhã a esta hora, você poderá comprar em Samaria três quilos e meio do melhor trigo ou sete quilos de cevada por uma barra de prata.”

2 O ajudante pessoal do rei disse a Eliseu:
— Mesmo que o Senhor Deus abrisse janelas no céu e fizesse cair trigo e cevada, isso nunca poderia acontecer!
Eliseu respondeu:
— Com os seus próprios olhos você vai ver isso acontecer, mas não vai comer.



O exército dos sírios foge

3 Quatro homens que sofriam de uma doença contagiosa da pele estavam do lado de fora dos portões da cidade de Samaria. Eles disseram uns aos outros:
— Por que ficamos aqui sentados esperando a morte?

4 Não vale a pena entrar na cidade porque lá iríamos morrer de fome; mas, se ficarmos aqui, também morreremos. Vamos então para o acampamento dos sírios. Se eles nos deixarem viver, ficaremos vivos; se nos matarem, bem, nós vamos morrer de qualquer jeito mesmo.
5 E assim, quando começou a escurecer, eles foram até o acampamento dos sírios. Porém, quando chegaram, não havia ninguém lá. 6 Deus havia feito com que os sírios ouvissem um barulho que parecia o de um grande exército, com cavalos e carros de guerra. Então eles pensaram que o rei de Israel havia pago os reis dos heteus e dos egípcios e os seus exércitos para os atacarem.

7 Por isso, ao anoitecer, os sírios haviam fugido para salvar a sua vida, abandonando as barracas, os cavalos e jumentos e deixando o acampamento como estava.
8 Quando os quatro homens chegaram ao acampamento, entraram numa barraca, comeram e beberam do que havia ali e pegaram a prata, o ouro e as roupas que acharam. Depois saíram e esconderam tudo. Aí voltaram, entraram em outra barraca e fizeram a mesma coisa.

9 Mas então disseram:
— Nós não estamos agindo bem! Temos boas notícias e não devíamos ficar calados. Se esperarmos até amanhã para contar, certamente seremos castigados. Vamos agora mesmo contar isso lá no palácio.

10 Então saíram do acampamento dos sírios, voltaram para Samaria e gritaram para os guardas que estavam nos portões:
— Nós fomos até o acampamento dos sírios e não vimos, nem ouvimos ninguém. Os cavalos e os jumentos estão lá amarrados, e as barracas estão do mesmo jeito que os sírios deixaram!
11 Os guardas anunciaram a notícia, e ela foi contada no palácio.

12 Ainda era de noite, mas o rei se levantou e disse aos seus oficiais:
— Vou dizer a vocês o que foi que os sírios planejaram. Eles sabem que nós não temos nenhuma comida e por isso saíram do acampamento e foram se esconder no campo. Eles pensam que nós vamos sair da cidade para procurar comida e aí nos pegarão vivos e conquistarão a cidade.

13 Um dos oficiais disse:
— Os que ficaram aqui na cidade vão morrer de qualquer jeito, como alguns já morreram. Portanto, deixe que nós mandemos alguns homens com cinco dos cavalos que restaram, para assim podermos descobrir o que foi que aconteceu.
14 Eles escolheram alguns homens, e o rei os mandou em dois carros de guerra com ordem para descobrirem o que havia acontecido com o exército dos sírios. 15 Os homens foram até o rio Jordão e viram por toda a estrada as roupas e as armas que os sírios tinham abandonado enquanto fugiam. Então voltaram e contaram ao rei.

16 O povo de Samaria saiu e avançou nas coisas que tinha no acampamento dos sírios. E, conforme o Senhor tinha dito, três quilos e meio do melhor trigo ou sete quilos de cevada foram vendidos por uma barra de prata.
17 Acontece que o rei de Israel tinha colocado o seu ajudante pessoal como encarregado do portão da cidade. Esse oficial foi atropelado pelo povo e morreu, como Eliseu tinha dito quando o rei tinha ido falar com ele. 18 Eliseu tinha dito ao rei que no dia seguinte, naquela hora, três quilos e meio do melhor trigo ou sete quilos de cevada seriam vendidos em Samaria por uma barra de prata, 19 e o oficial havia respondido: “Mesmo que o Senhor Deus abrisse janelas no céu e fizesse cair trigo e cevada, isso nunca poderia acontecer!” E Eliseu havia respondido: “Com os seus próprios olhos você vai ver isso acontecer, mas não vai comer.” 20 E foi exatamente isso o que aconteceu com ele: morreu pisado pelo povo no portão da cidade.

2º Reis 1 a 3 + 1º Reis 22 (dia 79)

1 Reis 22

O profeta Micaías avisa Acabe

2 Crônicas 18:2-27


1 Durante os dois anos seguintes houve paz entre Israel e a Síria.

2 Mas, no terceiro ano, Josafá, rei de Judá, foi visitar o rei Acabe, de Israel.

3 Acabe perguntou aos seus oficiais:
— Por que é que nós não fizemos nada para tomar de volta do rei da Síria a cidade de Ramote-Gileade? Vocês sabem que aquela cidade é nossa!

4 Então ele perguntou ao rei Josafá:
— Você vai comigo atacar Ramote?
Josafá respondeu:
— Quando você estiver pronto para a batalha, eu também estarei; e assim também os meus soldados e a minha cavalaria.

5 Mas primeiro vamos consultar a Deus, o Senhor.

6 Aí Acabe mandou chamar os profetas, que eram uns quatrocentos, e perguntou:
— Devo atacar a cidade de Ramote ou não?
Eles responderam:
— Ataque, pois Deus lhe dará a vitória.

7 Mas Josafá perguntou:
— Não existe aqui mais nenhum profeta para nós consultarmos o Senhor por meio dele?

8 Acabe respondeu:
— Existe outro, que se chama Micaías, filho de Inla. Mas eu tenho ódio dele porque nunca profetiza para mim o que é bom, mas só o que é ruim.
— Não fale desse jeito! — disse Josafá.

9 Então Acabe chamou um oficial e mandou que ele fosse imediatamente buscar Micaías.
10 Os dois reis, usando as suas roupas reais, estavam sentados nos seus tronos, numa praça que ficava perto da entrada do portão de Samaria; e todos os profetas estavam profetizando em frente deles.

11 Um dos profetas, chamado Zedequias, filho de Quenaana, fez uns chifres de ferro e disse a Acabe:
— O que o Senhor Deus está dizendo é isto: “Com estes chifres o senhor lutará contra os sírios e os derrotará completamente.”

12 E todos os profetas profetizaram a mesma coisa. Eles diziam:
— Marche contra a cidade de Ramote, que o senhor, ó rei, vencerá. O Senhor Deus lhe dará a vitória.

13 Enquanto isso, o oficial que tinha ido buscar Micaías disse a ele:
— Todos os outros profetas profetizaram que o rei terá sucesso. É melhor que você faça o mesmo.

14 Porém Micaías respondeu:
— Juro pelo Senhor, o Deus vivo, que eu falarei o que ele mesmo mandar!

15 Quando Micaías chegou ao lugar onde estava o rei Acabe, este perguntou:
— Micaías, o rei Josafá e eu devemos atacar a cidade de Ramote ou não?
Micaías respondeu:
— Ataque, pois o senhor, ó rei, vencerá. O Senhor Deus lhe dará a vitória…

16 Mas Acabe disse:
— Quando você falar comigo em nome do Senhor Deus, diga a verdade! Quantas vezes preciso dizer isso?

17 Micaías respondeu:
— Vejo o exército de Israel espalhado pelos morros como ovelhas sem pastor. E o Senhor Deus diz: “Estes homens não têm chefe; que eles voltem para casa em paz.”

18 Então Acabe disse a Josafá:
— Eu não disse que para mim ele nunca profetiza coisas boas? Ele sempre diz alguma coisa ruim!

19 Micaías continuou:
— Agora escute o que o Senhor Deus está dizendo! Eu vi o Senhor sentado no seu trono no céu, com todos os seus anjos à sua direita e à sua esquerda. 20 Ele perguntou: “Quem enganará Acabe para que ele vá a Ramote e seja morto lá?” Alguns anjos disseram uma coisa, e outros disseram outra, 21 até que um espírito se apresentou e disse: “Eu enganarei Acabe.”

22 E Deus perguntou: “Como?”, e o espírito respondeu: “Eu irei e farei com que todos os profetas de Acabe digam mentiras.” Então Deus ordenou: “Vá e engane Acabe. Você conseguirá.”

23 E Micaías terminou, dizendo a Acabe:
— O senhor está vendo agora que Deus fez com que todos estes seus profetas mentissem. Mas ele resolveu que vai acontecer uma desgraça com o senhor, ó rei.

24 Então o profeta Zedequias chegou perto de Micaías, deu um tapa na cara dele e perguntou:
— Quando foi que o Espírito do Senhor saiu de mim e falou com você?

25 — Você descobrirá isso quando entrar em algum quarto dos fundos, tentando se esconder! — respondeu Micaías.

26 Aí o rei Acabe deu a seguinte ordem a um dos seus oficiais:
— Prenda Micaías e o leve a Amom, o governador da cidade, e ao príncipe Joás.

27 Diga a eles que o joguem na cadeia e o ponham a pão e água até que eu volte são e salvo.

28 Micaías exclamou:
— Se o senhor, ó rei, voltar em paz, então, de fato, o Senhor Deus não falou por meio de mim!
E disse também:
— Todos aqui deem atenção àquilo que eu profetizei!



A morte de Acabe

2 Crônicas 18:28-34


29 Assim o rei Acabe, de Israel, e o rei Josafá, de Judá, foram atacar a cidade de Ramote-Gileade.

30 Acabe disse a Josafá:
— Quando formos entrar na batalha, eu vou me disfarçar, mas você use as suas roupas de rei.
E assim o rei de Israel entrou disfarçado na batalha.
31 O rei da Síria havia mandado que os trinta e dois capitães dos seus carros de guerra não atacassem ninguém, a não ser o rei de Israel. 32 Por isso, quando viram o rei Josafá, pensaram que ele era o rei de Israel e foram atacá-lo. Mas Josafá gritou, 33 e aí eles viram que aquele não era o rei de Israel e pararam de atacá-lo.

34 No entanto, um soldado sírio atirou uma flecha que por acaso atingiu o rei Acabe entre as juntas da sua armadura. Então ele gritou para o condutor do seu carro:
— Fui ferido! Dê a volta e me leve para fora da batalha!
35 Enquanto a batalha ficava cada vez mais forte, seguraram o rei Acabe de pé no seu carro de guerra, de frente para os sírios. O sangue dele escorria do seu ferimento para o fundo do carro, e à tarde ele morreu.

36 Ao pôr do sol, foi dada ao exército dos israelitas a seguinte ordem:
— Que cada homem volte para a sua própria região e para a sua cidade!
37 E assim morreu o rei Acabe. O seu corpo foi levado para Samaria e sepultado.

38 E, quando lavaram o carro dele na represa de Samaria, os cachorros lamberam o seu sangue, e as prostitutas se lavaram naquela água, como o Senhor Deus tinha dito que ia acontecer.
39 Todas as outras coisas que o rei Acabe fez e também uma descrição do seu palácio enfeitado de marfim e todas as cidades que ele construiu, tudo isso está escrito na História dos Reis de Israel.

40 Quando Acabe morreu, o seu filho Acazias ficou no lugar dele como rei.



O reinado de Josafá, de Judá

2 Crônicas 20:31; 21:1


41 No quarto ano do reinado de Acabe em Israel, Josafá, filho de Asa, se tornou rei de Judá 42 com a idade de trinta e cinco anos. Ele governou em Jerusalém vinte e cinco anos. A sua mãe se chamava Azuba e era filha de Sili. 43 Como Asa, o seu pai, havia feito antes dele, Josafá fez o que o Senhor Deus considerava certo. 44 Mas os lugares pagãos de adoração não foram destruídos, e neles o povo continuou a oferecer sacrifícios e a queimar incenso.

45 Josafá viveu em paz com o rei de Israel.
46 Todas as outras coisas que Josafá fez, toda a sua coragem e as suas batalhas estão escritas na História dos Reis de Judá.

47 Ele acabou com todos os prostitutos e prostitutas que serviam nos altares pagãos que ainda haviam ficado desde o tempo de Asa, o seu pai.

48 O país de Edom não tinha rei e era governado por um governador nomeado pelo rei de Judá.
49 O rei Josafá construiu grandes navios para navegarem até a terra de Ofir e trazerem ouro; mas eles se quebraram em Eziom-Geber e nunca chegaram a navegar.

50 Então Acazias, filho de Acabe, ofereceu os seus marinheiros para viajarem junto com os marinheiros de Josafá, mas ele não quis.

51 Josafá morreu e foi sepultado nos túmulos dos reis, na Cidade de Davi, e o seu filho Jeorão ficou no lugar dele como rei.



O reinado de Acazias, de Israel

52 No ano dezessete do reinado de Josafá em Judá, Acazias, filho de Acabe, se tornou rei de Israel e governou dois anos em Samaria. 53 Ele pecou contra Deus, seguindo o mau exemplo do seu pai Acabe, da sua mãe Jezabel e do rei Jeroboão, que havia feito o povo de Israel pecar. 54 Acazias adorou e serviu o deus Baal e, como o seu pai havia feito antes dele, fez com que o Senhor, o Deus de Israel, ficasse irado.



2 Reis 1

Elias e o rei Acazias


1 Depois da morte do rei Acabe, de Israel, o país de Moabe se revoltou contra Israel.
2 O rei Acazias, que ficou no lugar de Acabe, caiu do terraço do alto do seu palácio em Samaria e ficou muito ferido. Então mandou que alguns mensageiros fossem consultar Baal-Zebube, o deus da cidade filisteia de Ecrom, a fim de saber se ia sarar. 3 Mas um anjo do Senhor mandou que Elias, o profeta de Tisbé, fosse encontrar-se com os mensageiros do rei Acazias e lhes perguntasse assim: “Por que vocês estão indo consultar Baal-Zebube, o deus de Ecrom? Por acaso, pensam que não há Deus em Israel?

4 Digam ao rei que o Senhor Deus diz: ‘Você não vai sarar dos seus ferimentos; você vai morrer!’ ”
Elias fez o que Deus havia mandado,

5 e os mensageiros voltaram para o lugar onde o rei estava. Ele perguntou:
— Por que vocês voltaram?

6 Eles responderam:
— Um homem se encontrou com a gente e disse que voltássemos e disséssemos que o Senhor manda perguntar o seguinte: “Por que é que você está mandando mensageiros para consultarem Baal-Zebube, o deus de Ecrom? Será que você pensa que não há Deus em Israel? Você não vai sarar dos seus ferimentos; você vai morrer!”

7 — Como era o homem que lhes disse isso? — perguntou o rei.

8 E eles responderam:
— Ele estava usando uma capa de pele de animais, amarrada com um cinto de couro.
— É Elias, o profeta de Tisbé! — disse o rei.

9 Então mandou que um oficial fosse com cinquenta soldados prender Elias. O oficial o encontrou sentado no alto de um morro e disse:
— Homem de Deus, o rei mandou você descer daí.

10 Elias respondeu:
— Se eu sou um homem de Deus, que venha fogo do céu e mate você e os seus soldados!
No mesmo instante desceu fogo do céu e matou o oficial e os seus soldados.

11 O rei enviou outro oficial com cinquenta soldados. Ele subiu e disse a Elias:
— Homem de Deus, o rei ordenou que você desça daí agora mesmo!

12 Elias respondeu:
— Se eu sou um homem de Deus, que venha fogo do céu e mate você e os seus soldados!
No mesmo instante o fogo de Deus desceu e matou o oficial e os seus soldados.

13 Mais uma vez o rei mandou um oficial com cinquenta soldados. Ele subiu o morro, ajoelhou-se em frente de Elias e pediu:
— Homem de Deus, por favor, não acabe com a minha vida nem com a vida destes cinquenta homens!

14 Os outros dois oficiais e os seus soldados foram mortos pelo fogo do céu; mas tenha dó de mim, por favor!

15 O anjo do Senhor disse a Elias:
— Desça com ele e não tenha medo.
Então Elias foi junto com o oficial falar com o rei

16 e disse:
— O Senhor Deus diz assim: “Ó rei, você agiu como se em Israel não houvesse Deus para consultar e mandou mensageiros para consultarem Baal-Zebube, o deus de Ecrom. Por isso, você não vai ficar bom; você vai morrer!”

17 E Acazias morreu, como o Senhor tinha dito por meio de Elias. Acazias não tinha filhos, e por isso o seu irmão Jorão ficou no lugar dele como rei. Isso aconteceu no segundo ano do reinado de Jeorão, filho de Josafá, rei de Judá.
18 Todas as outras coisas que o rei Acazias fez estão escritas na História dos Reis de Israel.



2 Reis 2

Elias é levado para o céu


1 Chegou o tempo de o Senhor Deus levar Elias para o céu num redemoinho. Elias saiu de Gilgal junto com Eliseu

2 e no caminho Elias disse:
— Fique aqui porque o Senhor me mandou ir até Betel.
Mas Eliseu disse:
— Juro pelo Senhor Deus e pelo senhor que eu não o deixarei.
E assim os dois foram até Betel.

3 Um grupo de profetas que morava ali foi falar com Eliseu e lhe perguntou:
— Você sabe que hoje o Senhor vai levar o seu mestre para longe de você?
— Sim, eu sei! — respondeu Eliseu. — Mas não vamos falar nisso.

4 Então Elias disse a Eliseu:
— Fique aqui porque o Senhor me mandou ir até Jericó.
Mas Eliseu disse:
— Juro pelo Senhor Deus e pelo senhor que eu não o deixarei.
E assim os dois foram até Jericó.

5 Um grupo de profetas que morava ali foi falar com Eliseu e perguntou:
— Você sabe que hoje o Senhor vai levar o seu mestre para longe de você?
— Sim, eu sei! — respondeu Eliseu. — Mas não vamos falar nisso.

6 Aí Elias disse a Eliseu:
— Fique aqui porque o Senhor me mandou ir até o rio Jordão.
Mas Eliseu disse:
— Juro pelo Senhor Deus e pelo senhor que não o deixarei.
Então eles saíram, 7 e cinquenta profetas os seguiram até o rio Jordão. Elias e Eliseu pararam perto do rio, e os profetas ficaram olhando de longe. 8 Aí Elias tirou a sua capa, enrolou-a e bateu com ela na água. A água se abriu, e ele e Eliseu passaram para o outro lado, andando em terra seca.

9 Ali Elias disse a Eliseu:
— Diga o que você quer que eu faça por você antes que eu seja levado embora.
Eliseu disse:
— Quero receber como herança duas vezes mais poder do que os outros profetas vão receber.

10 Elias disse:
— Esse pedido é difícil de atender. Mas você receberá o que está me pedindo se me vir quando eu estiver sendo levado para longe. Se você não me vir, não receberá.
11 E assim foram andando e conversando. De repente, um carro de fogo puxado por cavalos de fogo os separou um do outro, e Elias foi levado para o céu num redemoinho.

12 Eliseu viu o que aconteceu e gritou:
— Meu pai, meu pai! O senhor sempre foi como um exército para defender Israel!
E nunca mais ele viu Elias.
Muito triste, Eliseu rasgou a sua capa pelo meio. 13 Depois pegou a capa de Elias, que havia caído, voltou para a beira do rio Jordão e parou ali.

14 Então bateu na água com a capa de Elias e disse:
— Onde está o Senhor, o Deus de Elias?
Aí bateu de novo na água, e ela se abriu, e ele passou para o outro lado.

15 Os cinquenta profetas de Jericó viram isso e disseram:
— O poder de Elias está com Eliseu!
Então foram encontrar-se com ele, ajoelharam-se diante dele

16 e disseram:
— Nós que estamos aqui somos cinquenta homens fortes. Deixe que vamos procurar o seu mestre. Talvez o Espírito do Senhor Deus o tenha carregado e deixado em alguma montanha ou em algum vale.
— Não! Vocês não devem ir! — respondeu Eliseu.
17 Mas eles insistiram, até que ele mudou de ideia e deixou que fossem. Os cinquenta foram e durante três dias procuraram Elias por toda parte, porém não o acharam.

18 Então voltaram a Jericó, onde Eliseu estava esperando. Eliseu disse:
— Eu não falei para vocês não irem?



A água purificada por Eliseu

19 Alguns homens de Jericó foram falar com Eliseu e disseram:
— Como o senhor sabe, esta cidade é boa, mas a água não presta e provoca abortos.

20 Então Eliseu mandou:
— Ponham um pouco de sal num prato novo e tragam para mim.
Eles levaram,

21 e Eliseu foi até a fonte, jogou o sal na água e disse:
— O que o Senhor Deus diz é isto: “Eu fiz esta água ficar pura, e ela não provocará mais mortes nem abortos.”

22 E aquela água ficou pura até hoje, como Eliseu disse que ia ficar.



Os rapazes zombadores

23 Eliseu saiu de Jericó para ir a Betel. Ele ia andando pela estrada, quando alguns rapazes saíram de uma cidade e começaram a caçoar dele, gritando assim:
— Ô seu careca, fora daqui!

24 Eliseu virou para trás, olhou firme para os rapazes e os amaldiçoou em nome de Deus, o Senhor. Então duas ursas saíram do mato e despedaçaram quarenta e dois deles.
25 Dali Eliseu foi até o monte Carmelo e depois voltou para Samaria.



2 Reis 3

Guerra entre Israel e Moabe


1 No ano dezoito do reinado de Josafá, de Judá, Jorão, filho de Acabe, se tornou rei de Israel e governou doze anos em Samaria. 2 Ele pecou contra Deus, o Senhor, porém não foi como o seu pai ou a sua mãe Jezabel. Jorão derrubou a coluna do deus Baal que o seu pai havia mandado levantar.

3 No entanto, como o rei Jeroboão, filho de Nebate, havia feito antes dele, Jorão levou o povo de Israel a cometer os mesmos pecados, sem parar.
4 O rei Mesa, do país de Moabe, criava carneiros e todos os anos entregava como imposto ao rei de Israel cem mil carneirinhos e a lã de cem mil carneiros. 5 Porém, quando o rei Acabe morreu, Mesa se revoltou contra Israel. 6 Por isso, o rei Jorão saiu imediatamente de Samaria e reuniu todo o seu exército.

7 Ele mandou ao rei Josafá, de Judá, o seguinte recado:
— O rei de Moabe se revoltou contra mim. Você quer ir comigo guerrear contra Moabe?
O rei Josafá respondeu:
— Eu irei. Estou às suas ordens, e assim também os meus soldados e os meus cavalos.

8 Que caminho pegaremos para o ataque?
— Nós iremos pelo caminho do deserto de Edom! — disse Jorão.
9 E assim o rei Jorão, o rei de Edom e o rei de Judá partiram e marcharam sete dias. Então a água acabou, e não havia água nem para os homens nem para os animais de carga.

10 Aí o rei Jorão exclamou:
— Estamos perdidos! O Senhor Deus nos entregou, os três, ao rei de Moabe!

11 O rei Josafá perguntou:
— Existe por aqui algum profeta de Deus, o Senhor, para que consultemos o Senhor por meio dele?
Um oficial do exército do rei Jorão respondeu:
— Eliseu, filho de Safate, está por aí. Ele era o ajudante de Elias.

12 — Ele é profeta e diz o que o Senhor manda! — disse o rei Josafá.
Então os três reis foram falar com Eliseu.

13 Mas ele disse ao rei de Israel:
— O que é que eu tenho com isso? Vá falar com os profetas que o seu pai e a sua mãe consultavam!
Jorão disse:
— Não, pois foi o Senhor quem nos entregou, os três reis, ao rei de Moabe.

14 Eliseu disse:
— Juro pelo Deus vivo, o Senhor Todo-Poderoso, a quem sirvo, que, se eu não respeitasse o seu aliado, o rei Josafá, de Judá, eu não daria nenhuma atenção ao senhor.

15 Agora me tragam um músico.
Enquanto o músico tocava harpa, o poder do Senhor Deus veio sobre Eliseu,

16 e ele disse:
— O que o Senhor diz é isto: “Façam muitas covas em todo o leito seco deste ribeirão.

17 Pois vocês não vão ver chuva nem vento, mas mesmo assim o leito deste ribeirão vai se encher de água. E vocês, o seu gado e os seus animais de carga terão muita água para beber.”

18 E Eliseu continuou:
— E para o Senhor Deus é fácil fazer isso; ele também lhes dará a vitória contra os moabitas.

19 Os senhores conquistarão todas as melhores cidades deles e as cidades cercadas de muralhas, cortarão todas as suas árvores frutíferas, taparão todas as suas fontes de água e estragarão todas as suas terras de plantação, cobrindo-as de pedras.

20 No dia seguinte, na hora do sacrifício da manhã, a água veio correndo da direção de Edom e cobriu o chão.
21 Os moabitas ficaram sabendo que os três reis tinham vindo atacá-los. Então todos os homens que podiam lutar, tanto os mais velhos como os mais moços, foram chamados e ficaram na fronteira. 22 Quando eles se levantaram na manhã seguinte, o sol estava brilhando na água, fazendo com que ela parecesse vermelha como sangue.

23 Então gritaram:
— Aquilo é sangue! Com certeza os três reis lutaram entre si e mataram uns aos outros! Vamos pegar tudo o que eles deixaram no acampamento!
24 Porém, quando os moabitas chegaram ao acampamento, os israelitas os atacaram e os fizeram fugir. Os israelitas perseguiram os moabitas, matando-os

25 e destruindo as suas cidades. Conforme iam passando por um terreno de plantação, cada israelita jogava uma pedra nele, até que finalmente todos os campos estavam cobertos de pedras. Eles também taparam as fontes e cortaram as árvores frutíferas. No fim, somente a capital, a cidade de Quir-Heres, ficou faltando; mas os atiradores de funda a cercaram e atacaram.
26 O rei de Moabe percebeu que estava perdendo a batalha. Então, com setecentos soldados armados com espadas, tentou forçar passagem através das linhas inimigas a fim de fugir para perto do rei da Síria. Porém não conseguiu. 27 Então pegou o seu filho mais velho, que iria ficar no lugar dele como rei, e o ofereceu em sacrifício ao deus de Moabe, nas muralhas da cidade. Os israelitas ficaram apavorados e por isso saíram dali e voltaram para o seu país.

1º Reis 18 a 21 (dia 78)

1 Reis 18

Elias e os profetas de Baal


1 Algum tempo depois, no terceiro ano da seca, o Senhor Deus disse a Elias:
— Vá apresentar-se ao rei Acabe, pois eu vou mandar chover.

2 Então Elias saiu para se apresentar a Acabe.
A falta de alimentos era muito grande em Samaria, 3 e por isso Acabe mandou chamar Obadias, o administrador do palácio. (Obadias era um fiel adorador do Senhor Deus 4 e, quando Jezabel estava matando os profetas do Senhor, Obadias escondeu cem profetas em dois grupos de cinquenta em cavernas e providenciou comida e água para eles.)

5 Acabe disse a Obadias:
— Vamos dar uma olhada em todas as fontes e em todos os leitos dos riachos da nossa terra a fim de ver se achamos capim suficiente para conservar vivos os cavalos e as mulas. Pois pode ser que a gente não tenha de matar os nossos animais.

6 Eles combinaram que parte da região cada um devia examinar e saíram, cada um para o seu lado.

7 Obadias estava no caminho quando, de repente, se encontrou com Elias. Ele reconheceu Elias e se ajoelhou diante dele, encostou o rosto no chão e perguntou:
— É o senhor mesmo? É o meu senhor Elias?

8 — Sim, eu sou Elias! — respondeu o profeta. — Vá dizer ao seu patrão, o rei, que eu estou aqui.

9 Mas Obadias disse:
— O que foi que eu fiz para o senhor querer me pôr em perigo de ser morto pelo rei Acabe? 10 Juro pelo seu Deus vivo, o Senhor, que o rei mandou procurá-lo em todos os países da terra. Sempre que um rei mandava dizer que o senhor não estava no país dele, Acabe pedia a esse rei que jurasse que não havia sido possível encontrá-lo. 11 E agora o senhor quer que eu vá lhe dizer que está aqui? 12 Pode ser que logo que eu sair daqui o Espírito do Senhor o leve para algum lugar desconhecido. Aí, quando eu contar a Acabe que o senhor está aqui, e ele não puder encontrá-lo, ele me matará. Lembre que desde menino eu tenho sido um fiel adorador de Deus, o Senhor. 13 Por acaso, não lhe contaram que, quando Jezabel estava matando os profetas de Deus, eu escondi cem deles em cavernas, em dois grupos de cinquenta, e providenciei comida e água para eles?

14 Como é então que agora o senhor está me mandando ir dizer ao rei que o senhor está aqui? Ele vai me matar!

15 Elias respondeu:
— Pelo Senhor Todo-Poderoso, a quem sirvo, eu prometo que hoje vou me apresentar ao rei.
16 Então Obadias foi encontrar-se com Acabe e lhe contou o que havia acontecido. Aí Acabe saiu para se encontrar com Elias.

17 Quando viu o profeta, Acabe disse:
— Então é você que está aí, você, o maior criador de problemas de Israel!
18 — Eu não sou criador de problemas para o povo de Israel! — respondeu Elias. — Você e o seu pai é que são criadores de problemas, pois abandonaram os mandamentos do Senhor Deus e adoraram as imagens de Baal.

19 Portanto, ordene agora a todo o povo de Israel que vá encontrar-se comigo no monte Carmelo. Mande também os quatrocentos e cinquenta profetas do deus Baal e os quatrocentos profetas da deusa Aserá que são sustentados pela rainha Jezabel.
20 Então Acabe chamou todos os israelitas e os profetas de Baal para se reunirem no monte Carmelo.

21 Elias chegou perto do povo e disse:
— Até quando vocês vão ficar em dúvida sobre o que vão fazer? Se o Senhor é Deus, adorem o Senhor; mas, se Baal é Deus, adorem Baal!
Porém o povo não respondeu nada.

22 Então Elias disse:
— De todos os profetas de Deus, o Senhor, eu fui o único que sobrou, mas os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta. 23 Agora tragam dois touros. Que os profetas de Baal matem um deles, cortem em pedaços e ponham em cima da lenha, mas não ponham fogo! Eu farei a mesma coisa com o outro touro.

24 E aí os profetas de Baal vão orar ao seu deus, e eu orarei ao Senhor. O deus que responder mandando fogo, este é que é Deus.
E todo o povo respondeu:
— Está bem assim!

25 Então Elias disse aos profetas de Baal:
— Já que vocês são tantos, peguem o touro e o preparem primeiro. Orem ao seu deus, porém não ponham fogo na lenha.

26 Os profetas de Baal pegaram o touro que havia sido trazido para eles, e o prepararam, e oraram a Baal desde a manhã até o meio-dia. Eles gritavam assim:
— Ó Baal, responde às nossas orações!
E ficaram dançando em volta do altar que haviam feito, porém não houve resposta.

27 Ao meio-dia, Elias começou a caçoar deles. Ele dizia:
— Orem mais alto, pois ele é deus! Pode ser que esteja meditando ou que tenha ido ao banheiro. Talvez ele tenha viajado ou talvez esteja dormindo, e vocês terão de acordá-lo!
28 Aí os profetas oraram mais alto e começaram a se cortar com facas e punhais, conforme o costume deles, até que o sangue começou a correr.

29 Passou o meio-dia, e eles continuaram a orar e a gritar até a hora do sacrifício da tarde; porém não se ouviu nenhum som.

30 Então Elias disse ao povo:
— Cheguem para mais perto de mim.
Todos chegaram mais perto de Elias, e ele começou a consertar o altar do Senhor Deus, que estava derrubado. 31 Ele pegou doze pedras, uma para cada uma das doze tribos que tinham os nomes dos filhos de Jacó, o homem a quem o Senhor tinha dado o nome de Israel. 32 Com essas pedras Elias reconstruiu o altar para a adoração do Senhor. Depois cavou em volta uma valeta em que cabiam mais ou menos doze litros de água. 33 Em seguida colocou lenha no altar, cortou o touro em pedaços e os pôs em cima da lenha.

34 Então disse:
— Encham quatro jarras com água e derramem sobre o animal sacrificado e sobre a lenha.
Eles fizeram o que Elias estava mandando, e ele disse:
— Façam de novo.
E eles fizeram.
— Façam pela terceira vez! — disse Elias.
E eles fizeram.

35 A água correu em volta do altar e encheu a valeta.

36 Quando chegou a hora do sacrifício da tarde, o profeta Elias chegou perto do altar e orou assim:
— Ó Senhor, Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó! Prova agora que és o Deus de Israel, e que eu sou teu servo, e que fiz tudo isto de acordo com a tua ordem.

37 Responde-me, ó Senhor, responde-me, para que este povo saiba que tu, o Senhor, és Deus e estás trazendo este povo de volta para ti!
38 Então o Senhor mandou fogo. E o fogo queimou o sacrifício, a lenha, as pedras, a terra e ainda secou a água que estava na valeta.

39 Quando viram isso, os israelitas se ajoelharam, encostaram o rosto no chão e gritaram:
— O Senhor é Deus! Só o Senhor é Deus!

40 Elias ordenou:
— Prendam os profetas de Baal! Não deixem escapar nenhum!
Todos foram presos, e Elias fez com que descessem até o riacho de Quisom e ali os matou.



O fim da seca

41 Então Elias disse ao rei Acabe:
— Agora vá comer, pois eu já estou ouvindo o barulho de muita chuva.
42 Enquanto Acabe foi comer, Elias subiu até o alto do monte Carmelo. Ali ele se inclinou até o chão, pôs a cabeça entre os joelhos

43 e disse ao seu ajudante:
— Vá e olhe para o lado do mar.
O ajudante foi e voltou dizendo:
— Não vi nada.
Sete vezes Elias mandou que ele fosse olhar.

44 Na sétima vez, ele voltou e disse:
— Eu vi subindo do mar uma nuvem pequena, do tamanho da mão de um homem.
Então Elias mandou:
— Vá aonde está o rei Acabe e lhe diga que apronte o carro e volte para casa; se não, a chuva não vai deixar.
45 Em pouco tempo o céu se cobriu de nuvens escuras, o vento começou a soprar, e uma chuva pesada começou a cair. Acabe entrou no seu carro e partiu de volta para Jezreel. 46 O poder do Senhor Deus veio sobre Elias; ele apertou o seu cinto e correu na frente de Acabe todo o caminho até Jezreel.



1 Reis 19

Elias no monte Sinai


1 O rei Acabe contou à sua esposa Jezabel tudo o que Elias havia feito e como havia matado à espada todos os profetas do deus Baal.

2 Aí ela mandou um mensageiro a Elias com o seguinte recado:
— Que os deuses me matem, se até amanhã a esta hora eu não fizer com você o mesmo que você fez com os profetas!
3 Elias ficou com medo e, para salvar a vida, fugiu com o seu ajudante para a cidade de Berseba, que ficava na região de Judá. Deixou ali o seu ajudante

4 e foi para o deserto, andando um dia inteiro. Aí parou, sentou-se na sombra de uma árvore e teve vontade de morrer. Então orou assim:
— Já chega, ó Senhor Deus! Acaba agora com a minha vida! Eu sou um fracasso, como foram os meus antepassados.

5 Elias se deitou debaixo da árvore e caiu no sono. De repente, um anjo tocou nele e disse:
— Levante-se e coma.
6 Elias olhou em volta e viu perto da sua cabeça um pão assado nas pedras e uma jarra de água. Ele comeu, e bebeu, e dormiu de novo.

7 O anjo do Senhor Deus voltou e tocou nele pela segunda vez, dizendo:
— Levante-se e coma; se não, você não aguentará a viagem.
8 Elias se levantou, comeu e bebeu, e a comida lhe deu força bastante para andar quarenta dias e quarenta noites até o Sinai [ou Horebe, segundo outras traduções], o monte sagrado.

9 Ali ele entrou numa caverna para passar a noite, e, de repente, o Senhor Deus lhe perguntou:
— O que você está fazendo aqui, Elias?

10 Ele respondeu:
— Ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, eu sempre tenho servido a ti e só a ti. Mas o povo de Israel quebrou a sua aliança contigo, derrubou os teus altares e matou todos os teus profetas. Eu sou o único que sobrou, e eles estão querendo me matar!

11 O Senhor Deus disse:
— Saia e vá ficar diante de mim no alto do monte.
Então o Senhor passou por ali e mandou um vento muito forte, que rachou os morros e quebrou as rochas em pedaços. Mas o Senhor não estava no vento. Quando o vento parou de soprar, veio um terremoto; porém o Senhor não estava no terremoto.

12 Depois do terremoto veio um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. E depois do fogo veio um sussurro calmo e suave.

13 Quando Elias ouviu o sussurro, cobriu o rosto com a capa. Então saiu e ficou na entrada da caverna. E uma voz lhe disse:
— O que você está fazendo aqui, Elias?

14 Ele respondeu:
— Ó Senhor, Deus Todo-Poderoso, eu sempre tenho servido a ti e só a ti. Mas o povo de Israel quebrou a sua aliança contigo, derrubou os teus altares e matou todos os teus profetas. Eu sou o único que sobrou, e eles estão querendo me matar!

15 Então o Senhor Deus disse:
— Volte para o deserto que fica perto de Damasco. Chegando lá, entre na cidade e unja Hazael como rei da Síria. 16 Unja Jeú, filho de Ninsi, como rei de Israel e unja Eliseu, filho de Safate, de Abel-Meolá, como profeta, para ficar em lugar de você. 17 As pessoas que não forem mortas por Hazael serão mortas por Jeú, e todos os que escaparem de Jeú serão mortos por Eliseu.

18 Mas eu deixarei sete mil pessoas vivas em Israel, isto é, todos aqueles que não adoraram o deus Baal e não beijaram a sua imagem.



A chamada de Eliseu

19 Elias saiu e encontrou Eliseu, que estava arando a terra. Na frente dele iam doze pares de bois, e ele estava arando com o último par. Elias passou perto de Eliseu e jogou a sua capa em cima dele.

20 Então Eliseu largou os seus bois, correu atrás de Elias e disse:
— Deixe que eu vá beijar o meu pai e a minha mãe e depois eu irei com você.
Elias respondeu:
— Está bem. Pode ir. Eu não estou impedindo.

21 Aí Eliseu deixou Elias e foi até o lugar onde estavam os dois bois e matou-os. Então fez fogo com a madeira da canga e cozinhou a carne.
Depois deu a carne ao povo, e eles comeram. Então saiu, e foi com Elias, e ficou trabalhando como seu ajudante.



1 Reis 20

A guerra contra a Síria


1 O rei Ben-Hadade da Síria reuniu todo o seu exército e, apoiado por trinta e dois outros reis, com os seus cavalos e carros, subiu, e cercou a cidade de Samaria, e atacou-a. 2 Ele enviou alguns mensageiros, os quais entraram na cidade

3 e disseram a Acabe, rei de Israel:
— O rei Ben-Hadade exige que o senhor entregue a ele a sua prata e o seu ouro, as suas mulheres e os seus filhos mais fortes.

4 Acabe respondeu:
— Diga ao meu patrão, o rei Ben-Hadade, que eu concordo. Eu e tudo o que tenho somos dele.

5 Mais tarde, os mensageiros voltaram com outro recado do rei Ben-Hadade. Era o seguinte:
— Eu lhe mandei uma mensagem exigindo que você me entregasse a sua prata e o seu ouro, as suas mulheres e os seus filhos.

6 No entanto, amanhã a esta hora, eu vou mandar os meus servidores, e eles vão examinar o seu palácio e as casas dos seus servidores. Eles vão tirar tudo aquilo que acharem que tem valor.

7 Então o rei Acabe reuniu todos os líderes do país e disse:
— Vocês estão vendo como esse homem está querendo nos arruinar! Ele mandou um recado exigindo que eu entregasse as minhas mulheres, os meus filhos, a minha prata e o meu ouro, e eu concordei.

8 Os líderes e o povo responderam:
— Não dê atenção a ele; não entregue nada.

9 Então Acabe respondeu aos mensageiros de Ben-Hadade o seguinte:
— Digam ao meu patrão, o rei, que eu concordo com tudo o que ele pediu na primeira vez, porém não posso concordar com o que ele está exigindo agora.
Os mensageiros foram embora e entregaram essa resposta.

10 Ben-Hadade tornou a mandar os mensageiros. Eles levaram a seguinte mensagem:
— Que os deuses me matem, se eu não arrasar Samaria com um exército tão grande, que, se cada soldado levar dela um punhado de terra, a cidade vai desaparecer!

11 O rei Acabe respondeu:
— Digam ao rei Ben-Hadade que um verdadeiro soldado se gaba depois de uma batalha e não antes.

12 Ben-Hadade recebeu a resposta de Acabe enquanto ele e os outros reis estavam bebendo nas suas barracas. Então deu ordem aos seus soldados para se aprontarem a fim de atacar a cidade, e eles se colocaram em posição de batalha.

13 Enquanto isso, um profeta foi falar com Acabe, rei de Israel, e lhe disse:
— O Senhor Deus diz o seguinte: “Você está vendo todo esse enorme exército? Pois hoje eu darei a vitória a você, e então você ficará sabendo que eu sou o Senhor.”

14 — Quem vai comandar o ataque? — perguntou Acabe.
O profeta respondeu:
— O Senhor diz que os jovens ajudantes dos administradores dos distritos é que devem fazer isso.
— Quem vai comandar a força principal? — perguntou o rei.
— O senhor, ó rei! — respondeu o profeta.

15 Então o rei mandou chamar os ajudantes dos administradores dos distritos, que eram duzentos e trinta e dois. Aí o rei convocou o exército israelita, que tinha sete mil homens.
16 O ataque começou ao meio-dia, quando Ben-Hadade e os seus trinta e dois aliados estavam se embebedando nas suas barracas. 17 Os jovens ajudantes dos administradores avançaram primeiro. Alguns espiões mandados por Ben-Hadade contaram a ele que um grupo de soldados estava saindo de Samaria.

18 Ele ordenou:
— Prendam vivos esses soldados, quer tenham vindo para lutar, quer tenham vindo pedir paz.
19 Os ajudantes dos administradores atacaram primeiro, seguidos pelo exército israelita, 20 e cada um matou o homem contra quem lutava. Os sírios fugiram, e os israelitas os perseguiram, mas Ben-Hadade escapou a cavalo, junto com alguns soldados da cavalaria.

21 O rei Acabe saiu, tomou os cavalos e os carros de guerra e derrotou completamente os sírios.

22 Então o profeta foi falar com o rei Acabe e disse:
— Volte, fortaleça o seu exército e faça planos cuidadosos, pois daqui a um ano o rei da Síria vai atacar de novo.



O segundo ataque dos sírios

23 Os oficiais do rei Ben-Hadade disseram a ele:
— Os deuses dos israelitas são deuses das montanhas, e foi por isso que os israelitas foram mais fortes do que nós. Mas, se lutarmos contra eles em lugares planos, seremos mais fortes do que eles. 24 Portanto, faça o seguinte: tire os trinta e dois reis do comando e ponha capitães no lugar deles.

25 Depois forme um exército tão grande como aquele que o senhor perdeu e com o mesmo número de cavalos e carros. Nós lutaremos contra os israelitas nos lugares planos e certamente seremos mais fortes do que eles.
O rei Ben-Hadade concordou e seguiu o conselho deles. 26 Um ano depois ele convocou os seus soldados e marchou com eles para a cidade de Afeca a fim de atacar os israelitas.

27 Estes haviam sido convocados e tinham recebido mantimentos; eles marcharam contra o exército de Ben-Hadade e acamparam em dois grupos, de frente para os sírios. Os israelitas pareciam dois pequenos rebanhos de cabras comparados com os sírios, que estavam espalhados por todo o campo.

28 Um profeta foi falar com o rei Acabe e disse:
— O que o Senhor Deus diz é o seguinte: “Os sírios dizem que eu sou um deus das montanhas e não dos lugares planos; por isso, eu vou dar a você a vitória sobre o enorme exército sírio, e assim você e o seu povo ficarão sabendo que eu sou o Senhor.”
29 Durante sete dias os sírios e os israelitas ficaram acampados de frente uns para os outros. No sétimo dia começou a batalha, e os israelitas, num só dia, mataram cem mil sírios.

30 O resto fugiu e entrou na cidade de Afeca, e as muralhas da cidade caíram em cima de vinte e sete mil deles.
Ben-Hadade também fugiu, e entrou na cidade, e se escondeu no quarto dos fundos de uma casa.

31 Então os seus oficiais lhe disseram:
— Nós ouvimos dizer que os reis israelitas são bondosos. Por isso, vamos falar com o rei de Israel. Vestiremos roupas feitas de pano grosseiro e amarraremos cordas no pescoço; talvez assim ele não mate o senhor.

32 Então eles amarraram roupas feitas de pano grosseiro na cintura e cordas no pescoço e foram falar com Acabe. Eles disseram:
— O seu escravo Ben-Hadade pede que o senhor não mande matá-lo.
Acabe respondeu:
— Então ele ainda está vivo? Ele é como se fosse meu irmão!

33 Os oficiais de Ben-Hadade estavam esperando por um bom sinal e, quando Acabe falou em “irmão”, aproveitaram logo essa palavra e disseram:
— Sim, senhor, Ben-Hadade é seu irmão!
— Tragam Ben-Hadade aqui para mim! — ordenou Acabe.
Quando Ben-Hadade chegou, Acabe o convidou para subir no carro com ele.

34 E Ben-Hadade lhe disse:
— Eu vou devolver a você as cidades que o meu pai tomou do seu, e além disso você poderá pôr um centro comercial em Damasco, como o meu pai fez na cidade de Samaria.
Acabe respondeu:
— Se fizermos esse acordo, eu deixarei que você fique livre.
Então Acabe fez o acordo com ele e o deixou ir embora.



Um profeta condena Acabe

35 Por ordem do Senhor Deus, um homem do grupo dos profetas pediu a um dos seus companheiros que lhe desse um soco.
Mas o outro não quis bater nele,

36 e por isso o profeta disse:
— Você desobedeceu à ordem do Senhor; por isso, logo que você sair de perto de mim, um leão vai matá-lo.
E, logo que o homem saiu, um leão veio e o matou.

37 Então aquele mesmo profeta foi falar com outro homem e disse:
— Dê um soco em mim!
E ele lhe deu um soco e o feriu. 38 Então o profeta enrolou um pano no rosto para se disfarçar e foi ficar na beira do caminho, esperando que o rei de Israel passasse por ali.

39 Quando o rei ia passando, o profeta o chamou com um grito e disse:
— Eu estava lutando na batalha quando um soldado me trouxe um inimigo que havia sido preso e disse: “Tome conta deste homem. Se ele escapar, você pagará com a vida ou então pagará uma multa de trinta e cinco quilos de prata.”

40 Mas eu fiquei ocupado com outras coisas, e o homem escapou.
O rei respondeu:
— Esse é o seu castigo; foi você mesmo quem deu a sentença.
41 Aí o profeta arrancou depressa o pano do rosto, e o rei Acabe reconheceu que era um dos profetas.

42 Então ele disse ao rei:
— Esta é a palavra de Deus, o Senhor: “Você deixou que escapasse o homem que eu havia ordenado que fosse morto; portanto, você pagará isso com a vida, e o seu povo será destruído em lugar do povo dele.”
43 Então o rei voltou aborrecido e com raiva para a sua casa em Samaria.



1 Reis 21

A plantação de uvas de Nabote


1 Depois disso, aconteceu o seguinte:
Acabe, rei de Samaria, tinha um palácio em Jezreel. Perto desse palácio havia uma plantação de uvas que pertencia a um homem chamado Nabote.

2 Certo dia Acabe disse a Nabote:
— Dê-me a sua plantação de uvas. Ela fica perto do meu palácio, e eu quero aproveitar o terreno para fazer uma horta. Em troca, eu lhe darei uma plantação de uvas melhor do que a sua ou, se você preferir, eu pagarei um preço justo por ela.

3 — Esta plantação de uvas é uma herança dos meus antepassados! — respondeu Nabote. — Que o Senhor Deus me livre de entregá-la ao senhor!
4 Acabe foi para casa aborrecido e com raiva por causa do que Nabote tinha dito. Ele se deitou na cama, virado para a parede, e não quis comer nada.

5 Então a sua esposa Jezabel foi falar com ele e perguntou:
— Por que você está assim aborrecido? Por que não quer comer?

6 Ele respondeu:
— É por causa do que Nabote me falou. Eu lhe disse que queria comprar a sua plantação de uvas ou então, se ele preferisse, eu lhe daria outra em troca. Mas Nabote me disse que não me daria a sua plantação.

7 Então Jezabel disse a Acabe, o seu marido:
— Afinal de contas, você é o rei ou não é? Levante-se, anime-se e coma! Eu darei a você a plantação de uvas de Nabote, o homem de Jezreel!
8 Então ela escreveu algumas cartas em nome de Acabe e carimbou-as com o anel-sinete dele e as mandou para as autoridades e para os líderes de Jezreel. 9 As cartas diziam o seguinte: “Mandem avisar que vai haver um dia de jejum, reúnam todo o povo e ponham Nabote no lugar de honra.

10 Ponham sentados na frente dele dois homens de mau caráter para acusarem Nabote de ter amaldiçoado a Deus e ao rei. Depois levem Nabote para fora da cidade e o matem a pedradas.”
11 Os líderes e as autoridades de Jezreel fizeram o que Jezabel havia ordenado. 12 Eles mandaram avisar que ia haver um dia de jejum, reuniram o povo e puseram Nabote no lugar de honra. 13 Então, diante do povo, os dois homens de mau caráter acusaram Nabote de haver amaldiçoado a Deus e ao rei. E assim ele foi levado para fora da cidade e morto a pedradas.

14 Depois mandaram dizer a Jezabel:
— Nabote foi morto a pedradas.

15 Logo que Jezabel recebeu o recado, disse a Acabe:
— Nabote morreu. Agora vá e tome posse da plantação de uvas que ele não quis vender a você.

16 Logo que soube que Nabote estava morto, Acabe foi até a plantação de uvas e tomou posse dela.

17 Então o Senhor Deus disse a Elias, o profeta de Tisbé:
18 — Vá falar com Acabe, rei de Israel, que mora na cidade de Samaria. Você o achará em Jezreel, na plantação de uvas de Nabote. Ele foi até lá para tomar posse dela.

19 Diga a Acabe que eu, o Senhor, estou dizendo a ele: “Você mata o homem e ainda fica com a propriedade dele?” Diga a Acabe que o que eu estou dizendo é isto: “No mesmo lugar onde os cachorros lamberam o sangue de Nabote, eles lamberão o seu próprio sangue.”

20 Quando Acabe viu Elias, perguntou:
— Você já me achou, meu inimigo?
Elias respondeu:
— Achei, sim, porque você se entregou completamente a fazer o que o Senhor Deus considera errado. 21 Por isso, ele lhe diz: “Eu vou fazer com que a desgraça caia sobre você. Vou acabar com você e vou me livrar de todos os homens da sua família, tanto os jovens como os velhos.

22 Vou fazer com a sua família o mesmo que fiz com a família do rei Jeroboão, filho de Nebate, e com a família de Baasa, filho de Aías. Pois você levou o povo de Israel a pecar, e isso me provocou e me fez ficar irado.”

23 Elias continuou, dizendo:
— E, quanto a Jezabel, o Senhor Deus diz que os cachorros comerão o seu corpo na cidade de Jezreel.

24 Os parentes dela que morrerem na cidade serão comidos pelos cachorros, e os que morrerem no campo serão comidos pelos urubus.
25 (Não houve ninguém que tivesse se entregado tão completamente a fazer coisas erradas, que não agradam ao Senhor, como fez Acabe. E tudo ele fez por sugestão da sua esposa Jezabel.

26 Acabe cometeu os pecados mais vergonhosos, adorando ídolos, como haviam feito os amorreus, o povo que o Senhor havia expulsado do país conforme o povo de Israel tinha ido avançando.)

27 Quando Elias acabou de falar, Acabe rasgou as suas roupas, jogou-as longe e vestiu uma roupa de pano grosseiro. Ele não comia nada, dormia em cima de panos grosseiros e andava triste e abatido.

28 Então o Senhor Deus disse ao profeta Elias:
29 — Você viu como Acabe se tem humilhado diante de mim? Já que ele está fazendo isso, não será durante a vida dele que vou trazer a desgraça que prometi. Será durante a vida do filho dele que eu vou fazer cair a desgraça sobre a família de Acabe.