Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Juízes 10 a 13 (dia 56)

Juízes 10

Tolá e Jair


1 Depois de Abimeleque, Tolá, filho de Puá e neto de Dodo, veio libertar o povo de Israel. Ele era da tribo de Issacar e morava na cidade de Samir, na região montanhosa de Efraim.

2 Tolá foi líder de Israel durante vinte e três anos. Depois morreu e foi sepultado em Samir.
3 Em seguida apareceu Jair, da terra de Gileade. Jair foi líder de Israel durante vinte e dois anos. 4 Ele tinha trinta filhos, que montavam trinta jumentos. Os seus filhos tinham trinta cidades na região de Gileade. Elas são chamadas até hoje de “cidades de Jair”.

5 Jair morreu e foi sepultado em Camom.



Os amonitas escravizam o povo de Israel

6 E mais uma vez os israelitas pecaram contra Deus, o Senhor. Adoraram o deus Baal de várias cidades, a deusa Astarote e também os deuses da Síria, de Sidom, de Moabe, de Amom e dos filisteus. Eles abandonaram o Senhor e deixaram de adorá-lo. 7 Então ele ficou muito irado com os israelitas e deixou que sofressem nas mãos dos filisteus e dos amonitas. 8 Naquele mesmo ano eles derrotaram os israelitas e os escravizaram. Durante dezoito anos eles escravizaram todos os israelitas que viviam em Gileade, a leste do rio Jordão, na terra dos amorreus.

9 Os amonitas também atravessaram o rio Jordão para lutar contra as tribos de Judá, de Benjamim e de Efraim. E assim Israel passava por uma grande aflição.

10 Então os israelitas pediram socorro a Deus, o Senhor, orando assim:
— Nosso Deus, nós pecamos contra ti porque te deixamos e adoramos os deuses dos cananeus.

11 E o Senhor respondeu:
— No passado os egípcios, os amorreus, os amonitas, os filisteus, 12 os sidônios, os amalequitas e os maonitas escravizaram vocês, e vocês me pediram socorro. E eu os salvei deles. 13 Mas assim mesmo vocês me abandonaram e adoraram outros deuses. Por isso eu não vou mais ajudá-los.

14 Agora peçam socorro aos deuses que vocês escolheram. Que eles os ajudem quando vocês estiverem em dificuldades!

15 Mas o povo de Israel respondeu:
— De fato, nós pecamos. Faze de nós o que quiseres. Mas salva-nos hoje, por favor.

16 Então eles jogaram fora os seus deuses estrangeiros e adoraram a Deus, o Senhor. E ele teve pena deles por causa da situação difícil em que estavam.
17 Então o exército amonita veio e acampou em Mispa. 18 E os chefes e o povo de Gileade combinaram que o homem que comandasse os israelitas na luta contra os amonitas seria o chefe dos moradores de Gileade.



Juízes 11
 
Jefté

1 Jefté, da região de Gileade, era um soldado valente. O seu pai se chamava Gileade, e a sua mãe era uma prostituta.

2 A esposa de Gileade também teve filhos. Quando cresceram, eles expulsaram Jefté, dizendo:
— Você não vai herdar nada do nosso pai porque é filho de outra mulher.

3 Jefté fugiu dos seus irmãos e foi morar na terra de Tobe. Lá alguns homens ordinários se juntaram a ele, e andavam juntos.
4 Algum tempo depois os amonitas foram guerrear contra o povo de Israel. 5 Quando isso aconteceu, os chefes de Gileade foram buscar Jefté na terra de Tobe

6 e disseram:
— Venha com a gente e seja o nosso chefe na guerra contra os amonitas.

7 Jefté respondeu:
— Eu sei que vocês me odeiam; e odeiam tanto, que me fizeram sair da casa do meu pai. Como é que vocês vêm me pedir ajuda, agora que estão em dificuldade?

8 — Nós viemos falar com você porque queremos que comande todo o povo de Gileade na luta contra os amonitas! — responderam eles.

9 Jefté disse:
— Se me levarem de volta para casa a fim de lutar contra os amonitas, e se o Senhor Deus me der a vitória, eu serei o governador de vocês. Está certo?

10 Eles responderam:
— Sim. Nós faremos como você diz. O Senhor é a nossa testemunha.

11 Aí Jefté foi com os chefes de Gileade, e o povo o colocou como governador e chefe. E em Mispa, na presença do Senhor, Jefté fez o povo jurar que faria tudo o que havia sido dito.

12 Então Jefté enviou mensageiros ao rei dos amonitas. Os mensageiros disseram:
— O que é que vocês têm contra mim? Por que invadiram o meu país?

13 O rei dos amonitas respondeu:
— Quando os israelitas saíram do Egito, tomaram a minha terra, desde o rio Arnom até os rios Jaboque e Jordão. Agora, sem luta, vocês devem devolver a minha terra.
14 Jefté mandou outros mensageiros ao rei dos amonitas

15 com a seguinte resposta:
— O povo de Israel não tomou a terra de Moabe nem a terra de Amom. 16 Quando os israelitas saíram do Egito, foram pelo deserto até o golfo de Ácaba e daí até Cades.

17 Eles mandaram mensageiros ao rei dos edomitas, pedindo licença para passar pelas suas terras, mas ele não deixou. Então os israelitas pediram a mesma coisa ao rei de Moabe, porém ele também não deixou. Por isso os israelitas ficaram em Cades.
18 — Eles foram pelo deserto. Rodearam a terra dos edomitas e dos moabitas e chegaram até a parte leste de Moabe, no outro lado do rio Arnom. Acamparam ali, mas não atravessaram o rio porque estava na fronteira de Moabe. 19 Aí os israelitas mandaram mensageiros a Seom, o rei amorreu de Hesbom, e pediram licença para atravessar aquele país a fim de poderem chegar à sua terra. 20 Mas Seom não deixou. Levou todo o seu exército, acampou em Jasa e atacou o povo de Israel. 21 Mas o Senhor, o Deus de Israel, fez com que os israelitas derrotassem Seom e todos os seus homens. E assim os israelitas conquistaram toda a terra que era dos amorreus. 22 Tomaram toda a terra dos amorreus: desde o rio Arnom, ao Sul, até o rio Jaboque, ao Norte; e, desde o deserto, a Leste, até o rio Jordão, a Oeste. 23 Assim, foi o Senhor, o Deus de Israel, quem expulsou os amorreus para o seu povo, os israelitas.

24 E agora vocês querem tentar tomar a terra de volta? Podem ficar com tudo o que Quemos, o deus de vocês, lhes deu.
Mas nós vamos ficar com tudo o que o Senhor, nosso Deus, conquistou para nós. 25 Você pensa que é melhor do que Balaque, filho de Zipor, que era rei de Moabe? Será que alguma vez ele desafiou Israel? Quando foi que ele guerreou contra nós? 26 Durante trezentos anos o povo de Israel morou em Hesbom e Aroer. Morou também nas cidades vizinhas e em todas as outras cidades das margens do rio Arnom. Por que foi que vocês não tomaram essas cidades de volta durante todo esse tempo?

27 Não! Eu não fiz nada de errado contra vocês. Vocês é que fazem mal, querendo lutar contra mim. O Senhor é o juiz. Ele decidirá hoje entre os israelitas e os amonitas.
28 Mas o rei dos amonitas não quis ouvir a mensagem que Jefté havia mandado. 29 Então o Espírito do Senhor dominou Jefté, e ele atravessou Gileade e Manassés e voltou para Mispa, em Gileade. Dali foi para Amom

30 e prometeu ao Senhor o seguinte:
— Se fizeres com que eu vença os amonitas,

31 eu queimarei em sacrifício aquele que sair primeiro da minha casa para me encontrar quando eu voltar da guerra. Eu o oferecerei em sacrifício a ti.
32 Então Jefté atravessou o rio para lutar contra os amonitas, e o Senhor lhe deu a vitória.

33 Ele derrotou os amonitas desde Aroer até perto de Minite — vinte cidades ao todo — e continuou até Abel-Queramim. Houve uma grande matança, e os israelitas derrotaram os amonitas.



A filha de Jefté

34 Quando Jefté voltou para a sua casa, em Mispa, a sua filha saiu ao seu encontro, dançando e tocando pandeiro. Era filha única; ele não tinha mais nenhuma filha ou filho.

35 Quando Jefté a viu, ficou desesperado, rasgou as suas roupas e disse:
— Ah! Minha filha! Você está partindo o meu coração! Por que tem de ser você quem me vai fazer sofrer? Eu fiz uma promessa a Deus, o Senhor, e não posso voltar atrás.

36 Ela respondeu:
— Se o senhor fez uma promessa ao Senhor Deus, faça de mim o que prometeu. Pois o Senhor Deus deixou que o senhor se vingasse dos nossos inimigos, os amonitas.

37 E continuou:
— Só peço uma coisa: deixe que eu vá com as minhas amigas pelos montes e chore durante dois meses porque nunca chegarei a ser mãe.
38 E o pai deixou que ela fosse por dois meses. Então ela e as suas amigas saíram pelas montanhas, chorando porque ela nunca chegaria a ser mãe. 39 Depois dos dois meses, ela voltou para o pai. E ele fez o que havia prometido a Deus. Assim ela morreu virgem. Daí veio o costume de as mulheres israelitas 40 saírem durante quatro dias, todos os anos, para chorar pela filha de Jefté, o gileadita.



Juízes 12
 
Jefté e a tribo de Efraim

1 Os homens da tribo de Efraim se reuniram para lutar. Eles atravessaram o rio Jordão para o lado de Zafom e disseram a Jefté:
— Por que é que você saiu para combater os amonitas e não nos chamou para irmos também? Por causa disso nós vamos queimar a sua casa com você dentro!

2 Mas Jefté respondeu:
— Eu e o meu povo tínhamos uma briga séria com os amonitas. Chamei vocês, mas vocês não me livraram deles.

3 Quando vi que vocês não iam me ajudar, arrisquei a vida e fui combater contra eles. E o Senhor Deus me deu a vitória. Então por que é que vocês vêm agora lutar contra mim?

4 Aí Jefté juntou todos os homens de Gileade. Eles guerrearam contra os homens de Efraim e os derrotaram. Fizeram isso porque os efraimitas tinham dito: “Vocês, gileaditas que moram nas terras de Efraim e de Manassés, são desertores de Efraim.”

5 Para não deixar que os efraimitas passassem, os gileaditas tomaram os lugares onde o rio Jordão podia ser atravessado. Quando algum efraimita que estava tentando escapar pedia para atravessar o rio, os homens de Gileade perguntavam:
— Você é efraimita?
Se ele respondia que não,

6 eles o mandavam dizer a palavra “Chibolete”. Mas, se ele dizia “Sibolete” porque não podia falar direito a palavra, então o agarravam e matavam ali mesmo, na beira do rio Jordão. Naquela ocasião foram mortos quarenta e dois mil efraimitas.

7 Jefté, o gileadita, governou Israel durante seis anos. Então morreu e foi sepultado na sua cidade natal, em Gileade.



Ibsã, Elom e Abdom

8 Depois de Jefté, Ibsã, da cidade de Belém, governou o povo de Israel. 9 Ele tinha trinta filhos e trinta filhas. Deixou que as trinta filhas casassem com rapazes de fora do seu grupo de famílias e trouxe trinta moças de fora para casarem com os seus filhos. Ibsã governou Israel sete anos.

10 Então morreu e foi sepultado em Belém.
11 Depois de Ibsã, Elom, que era da tribo de Zebulom, governou Israel dez anos.

12 Então morreu e foi sepultado em Aijalom, na terra de Zebulom.
13 Depois de Elom, Abdom governou o povo de Israel. Ele era filho de Hilel, da cidade de Piratom. 14 Abdom tinha quarenta filhos e trinta netos, que montavam setenta jumentos. Ele governou Israel oito anos. 15 Então morreu e foi sepultado em Piratom, que fica na terra de Efraim, na região montanhosa dos amalequitas.



Juízes 13
 
O nascimento de Sansão

1 Os israelitas pecaram outra vez contra Deus, o Senhor, e por isso ele deixou que sofressem quarenta anos nas mãos dos filisteus.
2 Havia um homem chamado Manoá, que era da cidade de Zora e pertencia à tribo de Dã. A sua mulher não podia ter filhos.

3 O Anjo do Senhor apareceu a ela e disse:
— Você não podia ter filhos e por isso nunca foi mãe. Mas agora você ficará grávida e terá um filho. 4 Não tome vinho nem cerveja e não coma nenhuma comida proibida

5 porque você ficará grávida e dará à luz um filho. Não corte nunca o cabelo dele, pois ele será consagrado a Deus como nazireu desde o dia do seu nascimento. Ele vai começar a livrar o povo de Israel do poder dos filisteus.

6 Então a mulher procurou o marido e disse:
— Um homem de Deus falou comigo. Ele parecia um anjo de Deus, e isso me deixou apavorada. Eu não perguntei de onde ele vinha, e ele não me disse como se chamava.

7 Mas prometeu que eu ficarei grávida e que terei um filho. E mandou que eu não beba vinho nem cerveja e não coma nenhuma comida proibida, pois o menino será dedicado a Deus como nazireu por toda a vida.

8 Então Manoá orou ao Senhor, dizendo:
— Ó meu Deus, peço que mandes de volta o homem de Deus que enviaste, para ele nos dizer o que devemos fazer com o menino quando nascer.
9 Deus fez o que Manoá pediu: o Anjo apareceu de novo à sua mulher quando ela estava sentada no campo. E o marido não estava por perto.

10 Então ela correu depressa para o lugar onde ele estava e disse:
— O homem que falou comigo outro dia apareceu novamente.

11 Manoá se levantou e seguiu a mulher. Foi até onde estava o homem e perguntou:
— Você é o homem que falou com a minha mulher?
— Sim! — respondeu ele.

12 Então Manoá disse:
— Quando acontecer o que você falou, como é que o menino deverá agir? O que deverá fazer?

13 O Anjo do Senhor respondeu:
— A sua mulher deve fazer tudo o que eu já disse a ela.

14 Não vai comer nada que seja feito de uvas. Não vai tomar nem vinho nem cerveja e não vai comer nenhuma comida proibida. Ela deve fazer tudo o que eu disse.

15-16 Manoá não sabia que aquele era o Anjo do Senhor. E disse:
— Por favor, não vá embora ainda. Espere, que nós vamos cozinhar um cabrito para você.
— Se eu ficar, não comerei a sua comida! — respondeu o Anjo. — Mas, se você quiser prepará-la, então queime-a como oferta ao Senhor.

17 Manoá disse:
— Qual é o seu nome? Nós precisamos saber para poder prestar-lhe uma homenagem quando acontecer aquilo que você disse.

18 — Por que você quer saber o meu nome? — perguntou o Anjo. — O meu nome é um mistério.

19 Então Manoá pegou o cabrito e cereais e os ofereceu numa pedra ao Senhor, o Deus dos mistérios.
20 Enquanto as chamas subiam do altar, Manoá e a sua mulher viram o Anjo do Senhor subir para o céu, no meio das chamas. Aí se ajoelharam e encostaram o rosto no chão. 21 Manoá e a sua mulher nunca mais viram o Anjo. E Manoá compreendeu que aquele homem era o Anjo do Senhor.

22 Então disse à mulher:
— Nós vamos morrer porque vimos Deus!

23 Porém ela respondeu:
— Se o Senhor nos quisesse matar, não teria aceitado nossas ofertas. Ele não nos teria mostrado tudo isso, nem falado todas essas coisas.
24 A mulher de Manoá deu à luz um filho e pôs nele o nome de Sansão. O menino cresceu, e o Senhor o abençoou. 25 Sansão estava no campo de Dã, entre Zora e Estaol, quando começou a sentir que o Espírito do Senhor o dirigia.

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