Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)

segunda-feira, 2 de março de 2015

Apocalipse 11 a 14 (dia 297)

Apocalipse 11-14

As duas testemunhas

11 Depois disso recebi uma régua de medir, parecida com um caniço, e me disseram:
— Levante-se, tire as medidas do Templo de Deus e do altar e conte as pessoas que estão adorando no Templo. Porém não tire as medidas do pátio exterior do Templo, pois esse pátio foi dado aos pagãos, que pisarão a Cidade Santa durante quarenta e dois meses. Eu enviarei as minhas duas testemunhas, vestidas com roupa feita de pano grosseiro, e elas anunciarão a mensagem de Deus durante mil duzentos e sessenta dias.
As duas testemunhas são as duas oliveiras e os dois candelabros que estão em pé diante do Senhor do mundo inteiro. Se os seus inimigos tentam maltratá-las, sai fogo da boca dessas duas testemunhas e acaba com eles. Assim, quem quiser maltratá-las precisa ser morto. Elas têm autoridade para fechar o céu a fim de que não chova durante o tempo em que anunciam a mensagem de Deus. Têm autoridade também sobre as águas para que virem sangue. Têm autoridade ainda para ferir a terra com todo tipo de pragas, quantas vezes quiserem.
Quando as duas testemunhas acabarem de anunciar a sua mensagem, o monstro que vem do abismo lutará contra elas. Ele vencerá e as matará, e os seus corpos ficarão na rua principal da grande cidade onde o Senhor delas foi crucificado. O nome simbólico daquela cidade é Sodoma ou Egito. Durante três dias e meio, os povos de todas as nações, tribos, línguas e raças olharão para esses dois corpos e não deixarão que sejam sepultados. 10 Os povos da terra ficarão felizes com a morte dessas duas testemunhas. Vão comemorar e mandar presentes uns aos outros porque esses dois profetas trouxeram muito sofrimento para a humanidade. 11 Mas depois desses três dias e meio um sopro de vida veio de Deus e entrou neles, e eles se levantaram. E todas as pessoas que os viram ficaram com um medo terrível. 12 Aí os dois profetas ouviram uma voz forte, que vinha do céu e lhes dizia:
— Subam aqui!
Enquanto os seus inimigos olhavam, os dois profetas subiram ao céu numa nuvem. 13 Naquele momento houve um violento terremoto. A décima parte da cidade foi destruída, e morreram sete mil pessoas. As outras ficaram com muito medo e louvaram a grandeza do Deus do céu.
14 O segundo “ai” já passou. Mas olhem! O terceiro “ai” virá logo.

A sétima trombeta

15 Então o sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu vozes fortes, que diziam:
— O poder para governar o mundo pertence agora a Deus, que é o Senhor nosso, e ao Messias que ele escolheu. E Deus reinará para todo o sempre!
16 Aí os vinte e quatro líderes, que estavam sentados nos seus tronos diante de Deus, ajoelharam-se, encostaram o rosto no chão e adoraram a Deus, 17 dizendo:
— Ó Senhor Deus, Todo-Poderoso,
    que és e que eras!
Nós te damos graças
porque tu tens usado o teu grande poder
    e começaste a reinar.
18 Os pagãos estão muito furiosos
porque já chegou o momento
    de mostrares a tua ira
e a hora de os mortos serem julgados.
Chegou o momento de recompensares
    os teus servos, os profetas,
e todo o teu povo,
    e todos os que te temem,
tanto os importantes como os humildes.
Chegou o momento de destruíres
    os que matam pessoas na terra!
19 Então se abriu o templo de Deus, que está no céu, e a arca da aliança foi vista lá dentro. E houve relâmpagos, estrondos, trovões, um terremoto e uma forte chuva de pedra.

A mulher e o dragão

12 Então apareceu no céu um grande e misterioso sinal. Era uma mulher. O seu vestido era o sol, debaixo dos seus pés estava a lua, e ela usava na cabeça uma coroa que tinha doze estrelas. A mulher estava grávida e gritava com dores de parto.
E apareceu no céu outro sinal: era um enorme dragão vermelho com sete cabeças e dez chifres e com uma coroa em cada cabeça. Com a cauda ele arrastou do céu a terça parte das estrelas e as jogou sobre a terra. Depois parou diante da mulher grávida a fim de comer a criança logo que ela nascesse. Então a mulher deu à luz um filho, que governará todas as nações com uma barra de ferro. Mas a criança foi tirada e levada para perto de Deus e do seu trono. A mulher fugiu para o deserto, onde Deus havia preparado um lugar para ela. Ali ela será sustentada durante mil duzentos e sessenta dias.
Depois houve guerra no céu. Miguel e os seus anjos lutaram contra o dragão, que combateu junto com os seus anjos. Mas o dragão foi vencido, e por isso ele e os seus anjos não puderam mais ficar no céu. O enorme dragão foi lançado fora do céu. Ele é aquela velha cobra, chamada Diabo ou Satanás, que leva todas as pessoas do mundo a pecar. Ele foi jogado sobre a terra, e os seus anjos também foram jogados junto com ele.
10 Então ouvi uma voz forte no céu, que dizia:
— Agora chegou a salvação de Deus! Agora Deus mostrou o seu poder como rei! Agora o Messias que ele escolheu mostrou a sua autoridade! Pois o acusador dos nossos irmãos, que estava diante de Deus para acusá-los dia e noite, foi jogado fora do céu. 11 Os nossos irmãos o derrotaram por meio do sangue do Cordeiro e da mensagem que anunciaram. Eles estavam prontos para dar a sua vida e morrer. 12 Portanto, ó céu e todos vocês que vivem nele, alegrem-se! Mas ai da terra e do mar! Pois o Diabo desceu até vocês e ele está muito furioso porque sabe que tem somente um pouco mais de tempo para agir.
13 Quando o dragão viu que tinha sido jogado sobre a terra, começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino. 14 Porém a mulher recebeu as duas asas de uma grande águia para poder voar para o seu lugar no deserto, onde ela será sustentada durante três anos e meio, livre do ataque do dragão. 15 Então o dragão lançou água da sua boca, como se fosse um rio, atrás da mulher, para que ela fosse arrastada pelas águas. 16 Mas a terra ajudou a mulher, pois a própria terra abriu a boca e engoliu a água que tinha saído da boca do dragão. 17 O dragão ficou furioso com a mulher e foi combater contra o resto dos descendentes dela, isto é, aqueles que obedecem aos mandamentos de Deus e são fiéis à verdade revelada por Jesus. 18 E o dragão ficou de pé na praia.

Os dois monstros

13 Depois vi um monstro que subia do mar. Ele tinha dez chifres e sete cabeças, uma coroa em cada um dos chifres e nomes, que eram blasfêmias, escritos nas cabeças. O monstro que vi parecia um leopardo; os seus pés eram como os de um urso, e a sua boca era como a de um leão. E ao monstro o dragão deu o seu poder, o seu trono e grande autoridade. Uma das cabeças do monstro parecia que tinha recebido um golpe mortal, mas a ferida havia sarado. O mundo inteiro ficou admirado e seguiu o monstro. Todos adoravam o dragão porque ele tinha dado a sua autoridade ao monstro. Eles adoravam também o monstro, dizendo:
— Quem é tão forte como o monstro? Quem pode lutar contra ele?
Foi permitido ao monstro se gabar da sua autoridade e dizer blasfêmias contra Deus. E ele recebeu autoridade para agir durante quarenta e dois meses. Ele começou a blasfemar contra Deus, contra o seu nome, contra o lugar onde ele mora e contra todos os que vivem no céu. Foi permitido que ele lutasse contra o povo de Deus e o vencesse. E também recebeu autoridade sobre todas as tribos, nações, línguas e raças. Todos os que vivem na terra o adorarão, menos aqueles que, desde antes da criação do mundo, têm o nome escrito no Livro da Vida, o qual pertence ao Cordeiro, que foi morto. Portanto, se vocês quiserem ouvir, escutem bem isto: 10 Quem tem de ser preso será preso; quem tem de ser morto pela espada será morto pela espada.
Isso exige que o povo de Deus aguente o sofrimento com paciência e seja fiel.
11 Então vi outro monstro, que subia da terra. Ele tinha dois chifres parecidos com os de um carneiro, mas falava como um dragão. 12 Usava toda a autoridade do primeiro monstro, na sua presença. Forçava a terra e todos os que moram nela a adorarem o primeiro monstro, aquele cuja ferida mortal havia sido curada. 13 Esse segundo monstro fez coisas espantosas. Fez com que caísse fogo do céu sobre a terra, na presença de todas as pessoas. 14 E enganou todos os povos da terra, por meio das coisas que lhe foi permitido fazer na presença do primeiro monstro. O segundo monstro disse a todos os povos do mundo que fizessem uma imagem em honra ao outro monstro, que havia sido ferido pela espada e não havia morrido. 15 O segundo monstro recebeu poder de soprar vida na imagem do primeiro, para que ela pudesse falar e matar todos os que não a adorassem. 16 Ele obrigou todas as pessoas, importantes e humildes, ricas e pobres, escravas e livres, a terem um sinal na mão direita ou na testa. 17 Ninguém podia comprar ou vender, a não ser que tivesse esse sinal, isto é, o nome do monstro ou o número do nome dele.
18 Isso exige sabedoria. Quem é inteligente pode descobrir o que o número do monstro quer dizer, pois o número representa o nome de um ser humano. O seu número é seiscentos e sessenta e seis.

A canção dos cento e quarenta e quatro mil

14 Depois olhei e vi o Cordeiro em pé no monte Sião. Com ele estavam cento e quarenta e quatro mil pessoas que tinham o nome dele e o nome do Pai dele escritos na testa delas. Então ouvi uma voz do céu, que parecia o barulho de uma grande cachoeira ou o som de um forte trovão. A voz que ouvi era como a música de harpistas tocando as suas harpas. Os cento e quarenta e quatro mil estavam diante do trono, e dos quatro seres vivos, e dos líderes e cantavam uma nova canção, que somente eles podiam aprender. De toda a humanidade eles eram os únicos que tinham sido comprados por Deus. Eram os que se conservaram puros porque não haviam tido relações com mulheres. Seguem o Cordeiro aonde ele vai. Entre todos os seres humanos eles foram comprados e foram os primeiros a serem oferecidos a Deus e ao Cordeiro. Eles nunca mentiram, nem cometeram nenhuma falta.

As mensagens dos três anjos

Então vi outro anjo voando muito alto, com uma mensagem eterna do evangelho para anunciar aos povos da terra, a todas as raças, tribos, línguas e nações. Ele disse com voz forte:
— Temam a Deus e louvem a sua glória, pois já chegou a hora de Deus julgar a humanidade. Adorem aquele que fez o céu, a terra, o mar e as fontes das águas!
Um segundo anjo seguiu o primeiro, dizendo:
— Caiu! Caiu a grande Babilônia! Ela embriagou todos os povos, dando-lhes o seu vinho, o vinho forte da sua terrível imoralidade!
Um terceiro anjo seguiu o segundo, dizendo com voz forte:
— Aqueles que adorarem o monstro e a sua imagem e receberem o sinal na testa ou na mão 10 beberão o vinho de Deus, o vinho da sua ira, que ele derramou puro na taça do seu furor. Eles serão atormentados no fogo e no enxofre diante dos santos anjos e do Cordeiro. 11 A fumaça do fogo que os atormenta sobe para todo o sempre. Ali não há alívio, nem de dia nem de noite, para os que adoram o monstro e a sua imagem, nem para qualquer um que tenha o sinal do nome dele.
12 Isso exige que o povo de Deus aguente o sofrimento com paciência. Esse povo são aqueles que obedecem aos mandamentos de Deus e são fiéis a Jesus.
13 Então ouvi uma voz do céu, que disse:
— Escreva isto: felizes as pessoas que desde agora morrem no serviço do Senhor!
— Sim, isso é verdade! — responde o Espírito de Deus. — Elas descansarão do seu duro trabalho porque levarão consigo o resultado dos seus serviços.

A colheita do fim dos tempos

14 Então olhei e vi uma nuvem branca, na qual estava sentado alguém que parecia um ser humano, com uma coroa de ouro na cabeça e uma foice afiada na mão. 15 Outro anjo saiu do templo e gritou bem forte para aquele que estava sentado na nuvem:
— Use a sua foice e faça a colheita porque já chegou a hora de colher. A terra está pronta para a colheita!
16 Depois o que estava sentado na nuvem passou a foice sobre a terra e fez a colheita.
17 Aí outro anjo saiu do templo que está no céu e ele também tinha uma foice afiada.
18 Depois outro anjo, que era o encarregado do fogo, saiu de perto do altar. Com voz forte ele gritou para o anjo que tinha a foice afiada:
— Use a foice e corte os cachos de uvas da videira da terra, pois as uvas estão maduras!
19 Então o anjo passou a foice sobre a terra, cortou os cachos de uvas da videira e os jogou no tanque da violenta ira de Deus, onde as uvas são pisadas. 20 As uvas foram pisadas no tanque que ficava fora da cidade, e o rio de sangue que saiu desse tanque tinha trezentos quilômetros de comprimento por um metro e meio de fundura.

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