Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)
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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

João 17 a 20 (dia 256)

JOÃO 17

Jesus ora em favor dos seus seguidores


1 Depois de dizer essas coisas, Jesus olhou para o céu e disse:

— Pai, chegou a hora. Revela a natureza divina do teu Filho a fim de que ele revele a tua natureza gloriosa. 2 Pois tens dado ao Filho autoridade sobre todos os seres humanos para que ele dê a vida eterna a todos os que lhe deste. 3 E a vida eterna é esta: que eles conheçam a ti, que és o único Deus verdadeiro; e conheçam também Jesus Cristo, que enviaste ao mundo. 4 Eu revelei no mundo a tua natureza gloriosa, terminando assim o trabalho que me deste para fazer. 5 E agora, Pai, dá-me na tua presença a mesma grandeza divina que eu tinha contigo antes de o mundo existir.

6 — Eu mostrei quem tu és para aqueles que tiraste do mundo e me deste. Eles eram teus, e tu os deste para mim. Eles têm obedecido à tua mensagem 7 e agora sabem que tudo o que me tens dado vem de ti. 8 Pois eu lhes entreguei a mensagem que tu me deste, e eles a receberam, e ficaram sabendo que é verdade que eu vim de ti, e creram que tu me enviaste.

9 — Eu peço em favor deles. Não peço em favor do mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus. 10 Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu; e a minha natureza divina se revela por meio daqueles que me deste. 11 Agora estou indo para perto de ti. Eles continuam no mundo, mas eu não estou mais no mundo. Pai santo, pelo poder do teu nome, o nome que me deste, guarda-os para que sejam um, assim como tu e eu somos um. 12 Quando estava com eles no mundo, eu os guardava pelo poder do teu nome, o mesmo nome que me deste. Tomei conta deles; e nenhum se perdeu, a não ser aquele que já ia se perder para que se cumprisse o que as Escrituras Sagradas dizem. 13 E agora estou indo para perto de ti. Mas digo isso enquanto estou no mundo para que o coração deles fique cheio da minha alegria. 14 Eu lhes dei a tua mensagem, mas o mundo ficou com ódio deles porque eles não são do mundo, como eu também não sou. 15 Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. 16 Assim como eu não sou do mundo, eles também não são. 17 Que eles sejam teus por meio da verdade; a tua mensagem é a verdade. 18 Assim como tu me enviaste ao mundo, eu também os enviei. 19 Em favor deles eu me entrego completamente a ti. Faço isso para que, de fato, eles também sejam completamente teus.

20 — Não peço somente por eles, mas também em favor das pessoas que vão crer em mim por meio da mensagem deles. 21 E peço que todos sejam um. E assim como tu, meu Pai, estás unido comigo, e eu estou unido contigo, que todos os que crerem também estejam unidos a nós para que o mundo creia que tu me enviaste. 22 A natureza divina que tu me deste eu reparti com eles a fim de que possam ser um, assim como tu e eu somos um. 23 Eu estou unido com eles, e tu estás unido comigo, para que eles sejam completamente unidos, a fim de que o mundo saiba que me enviaste e que amas os meus seguidores como também me amas.

24 — Pai, quero que, onde eu estiver, aqueles que me deste estejam comigo a fim de que vejam a minha natureza divina, que tu me deste; pois me amaste antes da criação do mundo. 25 Pai justo, o mundo não te conhece, mas eu te conheço; e aqueles que me deste sabem que tu me enviaste. 26 Eu fiz com que eles te conheçam e continuarei a fazer isso para que o amor que tens por mim esteja neles e para que eu também esteja unido com eles.






JOÃO 18

Jesus é preso

Mateus 26:47-56; Marcos 14:43-50; Lucas 22:47-54a

 

 1 Depois de fazer essa oração, Jesus saiu com os discípulos e foi para o outro lado do riacho de Cedrom. Havia ali um jardim, onde Jesus entrou com eles. 2 Judas, o traidor, conhecia aquele lugar porque Jesus tinha se reunido muitas vezes ali com os discípulos. 3 Então Judas foi ao jardim com um grupo de soldados e alguns guardas do Templo mandados pelos chefes dos sacerdotes e pelos fariseus. Eles estavam armados e levavam lanternas e tochas. 4 Jesus sabia de tudo o que lhe ia acontecer. Por isso caminhou na direção deles e perguntou:

— Quem é que vocês estão procurando?

5 — Jesus de Nazaré! — responderam.

— Sou eu! — disse Jesus.


Judas, o traidor, estava com eles. 6 Quando Jesus disse: “Sou eu”, eles recuaram e caíram no chão. 7 Jesus perguntou outra vez:

— Quem é que vocês estão procurando?

— Jesus de Nazaré! — tornaram a responder.


8 Jesus disse:

— Já afirmei que sou eu. Se é a mim que vocês procuram, então deixem que estes outros vão embora!

9 Jesus disse isso para que se cumprisse o que ele tinha dito antes: “Pai, de todos aqueles que me deste, nenhum se perdeu.”


10 Aí Simão Pedro tirou a espada, atacou um empregado do Grande Sacerdote e cortou a orelha direita dele. O nome do empregado era Malco. 11 Mas Jesus disse a Pedro:

— Guarde a sua espada! Por acaso você pensa que eu não vou beber o cálice de sofrimento que o Pai me deu?






Jesus diante de Anás


12 Em seguida os soldados, o comandante e os guardas do Templo prenderam Jesus e o amarraram. 13 Então o levaram primeiro até a casa de Anás. Anás era o sogro de Caifás, que naquele ano era o Grande Sacerdote. 14 Caifás era quem tinha dito aos líderes judeus que era melhor para eles que morresse apenas um homem pelo povo.






Pedro nega Jesus

Mateus 26:69-70; Marcos 14:66-68; Lucas 22:54b-57


15 Simão Pedro foi seguindo Jesus, junto com outro discípulo. Esse discípulo era conhecido do Grande Sacerdote e por isso conseguiu entrar no pátio da casa dele junto com Jesus. 16 Mas Pedro ficou do lado de fora, perto da porta. O outro discípulo, que era conhecido do Grande Sacerdote, saiu e falou com a empregada que tomava conta da porta. Então ela deixou Pedro entrar 17 e lhe perguntou:

— Você não é um dos seguidores daquele homem?

— Eu, não! — respondeu ele.


18 Por causa do frio, os empregados e os guardas tinham feito uma fogueira e estavam se aquecendo de pé, em volta dela. Pedro estava de pé, no meio deles, aquecendo-se também.






Jesus diante do Grande Sacerdote

Mateus 26:57-68; Marcos 14:53-65; Lucas 22:54,66-71


19 O Grande Sacerdote fez algumas perguntas a Jesus a respeito dos seus seguidores e dos seus ensinamentos. 20 E Jesus respondeu:

— Eu sempre falei a todos publicamente. Ensinava nas sinagogas e no pátio do Templo, onde o povo se reúne, e nunca disse nada em segredo. 21 Então, por que o senhor está me fazendo essas perguntas? Pergunte aos que me ouviram, pois eles sabem muito bem o que eu disse a eles.

 

22 Quando Jesus disse isso, um dos guardas do Templo que estavam ali deu-lhe uma bofetada e disse:

— Isso é maneira de falar com o Grande Sacerdote?


23 — Se eu disse alguma mentira, prove que menti! — respondeu Jesus. — Mas, se eu falei a verdade, por que é que você está me batendo?

24 Depois Anás mandou Jesus, ainda amarrado, para Caifás, o Grande Sacerdote.






Pedro nega Jesus outra vez

Mateus 26:71-75; Marcos 14:69-72; Lucas 22:58-62


25 Pedro ainda estava lá, de pé, aquecendo-se perto do fogo. Então lhe perguntaram:

— Você não é um dos seguidores daquele homem?

— Não, eu não sou! — respondeu ele.



26 Um dos empregados do Grande Sacerdote, parente do homem de quem Pedro tinha cortado a orelha, perguntou:

— Será que eu não vi você com ele no jardim?


27 E outra vez Pedro disse que não. E no mesmo instante o galo cantou.






Jesus diante de Pilatos

Mateus 27:1-2, 11-14; Marcos 15:1-5; Lucas 23:1-5


28 Depois levaram Jesus da casa de Caifás para o palácio do Governador romano. Já era de manhã cedo. Os líderes judeus não entraram no palácio porque queriam continuar puros, conforme a religião deles; pois só assim poderiam comer o jantar da Páscoa. 29 Então o governador Pilatos saiu, foi encontrar-se com eles e perguntou:

— Que acusação vocês têm contra este homem?


30 Eles responderam:

— O senhor acha que nós lhe entregaríamos este homem se ele não tivesse cometido algum crime?


31 Pilatos disse:

— Levem este homem e o julguem vocês mesmos, de acordo com a lei de vocês.


Então eles responderam:

— Nós não temos o direito de matar ninguém.


32 Isso aconteceu assim para que se cumprisse o que Jesus tinha dito quando falou a respeito de como ia morrer.

[Os romanos crucificavam os que eram condenados à morte; os judeus os matavam a pedradas.]


33 Pilatos tornou a entrar no palácio, chamou Jesus e perguntou:

— Você é o rei dos judeus?


34 Jesus respondeu:

— Esta pergunta é do senhor mesmo ou foram outras pessoas que lhe disseram isso a meu respeito?

35 — Por acaso eu sou judeu? — disse Pilatos. — A sua própria gente e os chefes dos sacerdotes é que o entregaram a mim. O que foi que você fez?


36 Jesus respondeu:

— O meu Reino não é deste mundo! Se o meu Reino fosse deste mundo, os meus seguidores lutariam para não deixar que eu fosse entregue aos líderes judeus. Mas o fato é que o meu Reino não é deste mundo!

37 — Então você é rei? — perguntou Pilatos.

— É o senhor que está dizendo que eu sou rei! — respondeu Jesus. — Foi para falar da verdade que eu nasci e vim ao mundo. Quem está do lado da verdade ouve a minha voz.

38 — O que é a verdade? — perguntou Pilatos.






Jesus é condenado à morte

Mateus 27:15-31; Marcos 15:6-20; Lucas 23:13-25


Depois de dizer isso, Pilatos saiu outra vez para falar com a multidão e disse:

— Não vejo nenhum motivo para condenar este homem. 39 Mas, de acordo com o costume de vocês, eu sempre solto um prisioneiro na ocasião da Páscoa. Vocês querem que eu solte para vocês o rei dos judeus?


40 Todos começaram a gritar:

— Não, ele não! Nós queremos que solte Barrabás!


Acontece que esse Barrabás era um criminoso.






JOÃO 19


1 Aí Pilatos mandou chicotear Jesus. 2 Depois os soldados fizeram uma coroa de ramos cheios de espinhos, e a puseram na cabeça dele, e o vestiram com uma capa vermelha.

 



3 Chegavam perto dele e diziam:

— Viva o rei dos judeus!


E davam bofetadas nele. 4 Aí Pilatos saiu outra vez e disse para a multidão:

— Escutem! Vou trazer o homem aqui para que vocês saibam que não encontro nenhum motivo para condená-lo!


5 Então Jesus saiu com a coroa de espinhos na cabeça e vestido com a capa vermelha.

— Vejam! Aqui está o homem! — disse Pilatos.


6 Quando os chefes dos sacerdotes e os guardas do Templo viram Jesus, começaram a gritar:

— Crucifica! Crucifica!

— Vocês que o levem e o crucifiquem! Eu não encontro nenhum motivo para condenar este homem! — repetiu Pilatos.


7 A multidão respondeu:

— Nós temos uma Lei, e ela diz que este homem deve morrer porque afirma que é o Filho de Deus.


8 Quando Pilatos ouviu isso, ficou com mais medo ainda. 9 Entrou outra vez no palácio e perguntou a Jesus:

— De onde você é?


Mas Jesus não respondeu nada. 10 Então Pilatos disse:

— Você não quer falar comigo? Lembre que eu tenho autoridade tanto para soltá-lo como para mandar crucificá-lo.


11 Jesus respondeu:

— O senhor só tem autoridade sobre mim porque ela lhe foi dada por Deus. Por isso aquele que me entregou ao senhor é culpado de um pecado maior.


12 Depois disso Pilatos quis soltar Jesus. Mas a multidão gritou:

— Se o senhor soltar esse homem, não é amigo do Imperador! Pois quem diz que é rei é inimigo do Imperador!


13 Quando Pilatos ouviu isso, trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal, no lugar chamado “Calçada de Pedra”. (Em hebraico o nome desse lugar é “Gabatá”.) 14 Era quase meio-dia da véspera da Páscoa. Pilatos disse para a multidão:

— Aqui está o rei de vocês!


15 Mas eles gritaram:

— Mata! Mata! Crucifica!



 

Então Pilatos perguntou:

— Querem que eu crucifique o rei de vocês?


Mas os chefes dos sacerdotes responderam:

— O nosso único rei é o Imperador!


16 Então Pilatos entregou Jesus aos soldados para ser crucificado, e eles o levaram.






A crucificação de Jesus

Mateus 27:32-44; Marcos 15:21-32; Lucas 23:26-43


17 Jesus saiu carregando ele mesmo a cruz para o lugar chamado Calvário. (Em hebraico o nome desse lugar é “Gólgota”.)


18 Ali os soldados pregaram Jesus na cruz. E crucificaram também outros dois homens, um de cada lado dele.

 


 

19-20 Pilatos mandou escrever um letreiro e colocá-lo na parte de cima da cruz. Nesse letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego: “Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus”. Muitas pessoas leram o letreiro porque o lugar em que Jesus foi crucificado ficava perto da cidade. 21 Então os chefes dos sacerdotes disseram a Pilatos:

— Não escreva: “Rei dos Judeus”; escreva: “Este homem disse: Eu sou o Rei dos Judeus”.


22 — O que escrevi escrevi! — respondeu Pilatos.


23 Depois que os soldados crucificaram Jesus, pegaram as roupas dele e dividiram em quatro partes, uma para cada um. Mas a túnica era sem costura, toda tecida numa só peça de alto a baixo. 24 Por isso os soldados disseram uns aos outros:

— Não vamos rasgar a túnica. Vamos tirar a sorte para ver quem fica com ela.


Isso aconteceu para que se cumprisse o que as Escrituras Sagradas dizem:


“Repartiram entre si as minhas roupas
e fizeram sorteio da minha túnica.”

[Ver Sl 22:18]


E foi isso o que os soldados fizeram.


25 Perto da cruz de Jesus estavam a sua mãe, e a irmã dela, e Maria, a esposa de Clopas, e também Maria Madalena.

 

26 Quando Jesus viu a sua mãe e perto dela o discípulo que ele amava, disse a ela:

— Este é o seu filho.

 

27 Em seguida disse a ele:

— Esta é a sua mãe.

 

E esse discípulo levou a mãe de Jesus para morar dali em diante na casa dele.






A morte de Jesus

Mateus 27:45-56; Marcos 15:33-41; Lucas 23:44-49


28 Agora Jesus sabia que tudo estava completado. Então, para que se cumprisse o que dizem as Escrituras Sagradas, disse:

— Estou com sede!
[Ver Sl 22:15; 69:21]


29 Havia ali uma vasilha cheia de vinho comum. Molharam no vinho uma esponja, puseram a esponja num bastão de hissopo e a encostaram na boca de Jesus. 30 Quando ele tomou o vinho, disse:

— Tudo está completado!

 

 Então baixou a cabeça e morreu.






Um soldado fura o lado de Jesus


31 Então os líderes judeus pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas dos que tinham sido crucificados e mandasse tirá-los das cruzes. Pediram isso porque era sexta-feira e não queriam que, no sábado, os corpos ainda estivessem nas cruzes. E aquele sábado era especialmente santo. 32 Os soldados foram e quebraram as pernas do primeiro homem que tinha sido crucificado com Jesus e depois quebraram as pernas do outro. 33 Mas, quando chegaram perto de Jesus, viram que ele já estava morto e não quebraram as suas pernas. 34 Porém um dos soldados furou o lado de Jesus com uma lança. No mesmo instante saiu sangue e água.


35 Quem viu isso contou o que aconteceu para que vocês também creiam. O que ele disse é verdade, e ele sabe que fala a verdade. 36 Isso aconteceu para que se cumprisse o que as Escrituras Sagradas dizem: “Nenhum dos seus ossos será quebrado.” [Ver Êx 12:46; Nm 9:12 e Sl 34:20] 37 E em outro lugar as Escrituras Sagradas dizem: “Eles olharão para aquele a quem atravessaram com a lança.” [Ver Zc 12:10 e Ap 1:7]






O sepultamento de Jesus

Mateus 27:57-61; Marcos 15:42-47; Lucas 23:50-56


38 Depois disso, José, da cidade de Arimateia, pediu licença a Pilatos para levar o corpo de Jesus. (José era seguidor de Jesus, mas em segredo porque tinha medo dos líderes judeus.) Pilatos deu licença, e José foi e retirou o corpo de Jesus. 39 Nicodemos, aquele que tinha ido falar com Jesus à noite, foi com José, levando uns trinta e cinco quilos de uma mistura de aloés e mirra. 40 Os dois homens pegaram o corpo de Jesus e o enrolaram em lençóis nos quais haviam espalhado essa mistura. Era assim que os judeus preparavam os corpos dos mortos para serem sepultados.


41 No lugar onde Jesus tinha sido crucificado havia um jardim com um túmulo novo onde ninguém ainda tinha sido colocado. 42 Puseram ali o corpo de Jesus porque o túmulo ficava perto e também porque o sábado dos judeus ia começar logo.







JOÃO 20

O túmulo vazio

Mateus 28:1-8; Marcos 16:1-8; Lucas 24:1-12


1 Domingo bem cedo, quando ainda estava escuro, Maria Madalena foi até o túmulo e viu que a pedra que tapava a entrada tinha sido tirada. 2 Então foi correndo até o lugar onde estavam Simão Pedro e outro discípulo, aquele que Jesus amava, e disse:

— Tiraram o Senhor Jesus do túmulo, e não sabemos onde o puseram!


3 Então Pedro e o outro discípulo foram até o túmulo. 4 Os dois saíram correndo juntos, mas o outro correu mais depressa do que Pedro e chegou primeiro. 5 Ele se abaixou para olhar lá dentro e viu os lençóis de linho; porém não entrou no túmulo. 6 Mas Pedro, que chegou logo depois, entrou. Ele também viu os lençóis colocados ali 7 e a faixa que tinham posto em volta da cabeça de Jesus. A faixa não estava junto com os lençóis, mas estava enrolada ali ao lado. 8 Aí o outro discípulo, que havia chegado primeiro, também entrou no túmulo. Ele viu e creu. 9 (Eles ainda não tinham entendido as Escrituras Sagradas, que dizem que era preciso que Jesus ressuscitasse.) 10 E os dois voltaram para casa.






Jesus aparece a Maria Madalena

Mateus 28:9-10; Marcos 16:9-11


11 Maria Madalena tinha ficado perto da entrada do túmulo, chorando. Enquanto chorava, ela se abaixou, olhou para dentro 12 e viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde tinha sido posto o corpo de Jesus. Um estava na cabeceira, e o outro, nos pés. 13 Os anjos perguntaram:

— Mulher, por que você está chorando?


Ela respondeu:

— Levaram embora o meu Senhor, e eu não sei onde o puseram!


14 Depois de dizer isso, ela virou para trás e viu Jesus ali de pé, mas não o reconheceu. 15 Então Jesus perguntou:

— Mulher, por que você está chorando? Quem é que você está procurando?

 

 Ela pensou que ele era o jardineiro e por isso respondeu:

— Se o senhor o tirou daqui, diga onde o colocou, e eu irei buscá-lo.

16 — Maria! — disse Jesus.


Ela virou e respondeu em hebraico:

— “Rabôni!” (Esta palavra quer dizer “Mestre”.)


17 Jesus disse:

— Não me segure, pois ainda não subi para o meu Pai. Vá se encontrar com os meus irmãos e diga a eles que eu vou subir para aquele que é o meu Pai e o Pai deles, o meu Deus e o Deus deles.


18 Então Maria Madalena foi e disse aos discípulos de Jesus:

— Eu vi o Senhor!


E contou o que Jesus lhe tinha dito.






Jesus aparece aos discípulos

Mateus 28:16-20; Marcos 16:14-18; Lucas 24:36-49


19 Naquele mesmo domingo, à tarde, os discípulos de Jesus estavam reunidos de portas trancadas, com medo dos líderes judeus. Então Jesus chegou, ficou no meio deles e disse:

— Que a paz esteja com vocês!


20 Em seguida lhes mostrou as suas mãos e o seu lado. E eles ficaram muito alegres ao verem o Senhor. 21 Então Jesus disse de novo:

— Que a paz esteja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu também envio vocês.


22 Depois soprou sobre eles e disse:

— Recebam o Espírito Santo. 23 Se vocês perdoarem os pecados de alguém, esses pecados são perdoados; mas, se não perdoarem, eles não são perdoados.






Jesus e Tomé


24 Acontece que Tomé, um dos discípulos, que era chamado de “o Gêmeo”, não estava com eles quando Jesus chegou. 25 Então os outros discípulos disseram a Tomé:

— Nós vimos o Senhor!


Ele respondeu:
— Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos dele, e não tocar ali com o meu dedo, e também se não puser a minha mão no lado dele, não vou crer!


26 Uma semana depois, os discípulos de Jesus estavam outra vez reunidos ali com as portas trancadas, e Tomé estava com eles. Jesus chegou, ficou no meio deles e disse:

— Que a paz esteja com vocês!


27 Em seguida disse a Tomé:

— Veja as minhas mãos e ponha o seu dedo nelas. Estenda a mão e ponha no meu lado. Pare de duvidar e creia!


28 Então Tomé exclamou:

— Meu Senhor e meu Deus!


29 — Você creu porque me viu? — disse Jesus. — Felizes são os que não viram, mas assim mesmo creram!






A finalidade deste Evangelho


30 Jesus fez diante dos discípulos muitos outros milagres que não estão escritos neste livro. 31 Mas estes foram escritos para que vocês creiam que Jesus é o Messias, o Filho de Deus. E para que, crendo, tenham vida por meio dele.
  


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Mateus 25 a 28 (dia 241)

MATEUS 25

As dez moças


1 Jesus disse:

— Naquele dia o Reino do Céu será como dez moças que pegaram as suas lamparinas e saíram para se encontrar com o noivo. 2 Cinco eram sem juízo, e cinco eram ajuizadas. 3 As moças sem juízo pegaram as suas lamparinas, mas não levaram óleo de reserva. 4 As ajuizadas levaram vasilhas com óleo para as suas lamparinas. 5 Como o noivo estava demorando, as dez moças começaram a cochilar e pegaram no sono.

6 — À meia-noite se ouviu este grito: “O noivo está chegando! Venham se encontrar com ele!”

7 — Então as dez moças acordaram e acenderam as suas lamparinas. 8 Aí as moças sem juízo disseram às outras: “Deem um pouco de óleo para nós, pois as nossas lamparinas estão se apagando.”

9 — “De jeito nenhum”, responderam as moças ajuizadas. “O óleo que nós temos não dá para nós e para vocês. Se vocês querem óleo, vão comprar!”

10 — Então as moças sem juízo saíram para comprar óleo, e, enquanto estavam fora, o noivo chegou. As cinco moças que estavam com as lamparinas prontas entraram com ele para a festa do casamento, e a porta foi trancada.

11 — Mais tarde as outras chegaram e começaram a gritar: “Senhor, senhor, nos deixe entrar!”

12 — O noivo respondeu: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: eu não sei quem são vocês!”


13 E Jesus terminou, dizendo:
— Portanto, fiquem vigiando porque vocês não sabem qual será o dia e a hora.






Os três empregados

Lucas 19:11-27


14 Jesus continuou:
— O Reino do Céu será como um homem que ia fazer uma viagem. Ele chamou os seus empregados e os pôs para tomarem conta da sua propriedade. 15 E lhes deu dinheiro de acordo com a capacidade de cada um: ao primeiro deu quinhentas moedas de ouro; ao segundo deu duzentas; e ao terceiro deu cem. Então foi viajar. 16 O empregado que tinha recebido quinhentas moedas saiu logo, fez negócios com o dinheiro e conseguiu outras quinhentas. 17 Do mesmo modo, o que havia recebido duzentas moedas conseguiu outras duzentas. 18 Mas o que tinha recebido cem moedas saiu, fez um buraco na terra e escondeu o dinheiro do patrão.

19 — Depois de muito tempo, o patrão voltou e fez um acerto de contas com eles. 20 O empregado que havia recebido quinhentas moedas chegou e entregou mais quinhentas, dizendo: “O senhor me deu quinhentas moedas. Veja! Aqui estão mais quinhentas que consegui ganhar.”

21 — “Muito bem, empregado bom e fiel”, disse o patrão. “Você foi fiel negociando com pouco dinheiro, e por isso vou pôr você para negociar com muito. Venha festejar comigo!”

22 — Então o empregado que havia recebido duzentas moedas chegou e disse: “O senhor me deu duzentas moedas. Veja! Aqui estão mais duzentas que consegui ganhar.”

23 — “Muito bem, empregado bom e fiel”, disse o patrão. “Você foi fiel negociando com pouco dinheiro, e por isso vou pôr você para negociar com muito. Venha festejar comigo!”

24 — Aí o empregado que havia recebido cem moedas chegou e disse: “Eu sei que o senhor é um homem duro, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. 25 Fiquei com medo e por isso escondi o seu dinheiro na terra. Veja! Aqui está o seu dinheiro.”

26 — “Empregado mau e preguiçoso!”, disse o patrão. “Você sabia que colho onde não plantei e junto onde não semeei. 27 Por isso você devia ter depositado o meu dinheiro no banco, e, quando eu voltasse, o receberia com juros.”

— Depois virou-se para os outros empregados e disse: 28 “Tirem dele o dinheiro e deem ao que tem mil moedas. 29 Porque aquele que tem muito receberá mais e assim terá mais ainda; mas quem não tem, até o pouco que tem será tirado dele. 30 E joguem fora, na escuridão, o empregado inútil. Ali ele vai chorar e ranger os dentes de desespero.”






O juízo final


31 Jesus terminou, dizendo:

— Quando o Filho do Homem vier como Rei, com todos os anjos, ele se sentará no seu trono real. 32 Todos os povos da terra se reunirão diante dele, e ele separará as pessoas umas das outras, assim como o pastor separa as ovelhas das cabras. 33 Ele porá os bons à sua direita e os outros, à esquerda. 34 Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: “Venham, vocês que são abençoados pelo meu Pai! Venham e recebam o Reino que o meu Pai preparou para vocês desde a criação do mundo. 35 Pois eu estava com fome, e vocês me deram comida; estava com sede, e me deram água. Era estrangeiro, e me receberam na sua casa. 36 Estava sem roupa, e me vestiram; estava doente, e cuidaram de mim. Estava na cadeia, e foram me visitar.”

37 — Então os bons perguntarão: “Senhor, quando foi que o vimos com fome e lhe demos comida ou com sede e lhe demos água? 38 Quando foi que vimos o senhor como estrangeiro e o recebemos na nossa casa ou sem roupa e o vestimos? 39 Quando foi que vimos o senhor doente ou na cadeia e fomos visitá-lo?”

40 — Aí o Rei responderá: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quando vocês fizeram isso ao mais humilde dos meus irmãos, foi a mim que fizeram.”

41 — Depois ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: “Afastem-se de mim, vocês que estão debaixo da maldição de Deus! Vão para o fogo eterno, preparado para o Diabo e os seus anjos! 42 Pois eu estava com fome, e vocês não me deram comida; estava com sede, e não me deram água. 43 Era estrangeiro, e não me receberam na sua casa; estava sem roupa, e não me vestiram. Estava doente e na cadeia, e vocês não cuidaram de mim.”

44 — Então eles perguntarão: “Senhor, quando foi que vimos o senhor com fome, ou com sede, ou como estrangeiro, ou sem roupa, ou doente, ou na cadeia e não o ajudamos?”

45 — O Rei responderá: “Eu afirmo a vocês que isto é verdade: todas as vezes que vocês deixaram de ajudar uma destas pessoas mais humildes, foi a mim que deixaram de ajudar.”


46 E Jesus terminou assim:
— Portanto, estes irão para o castigo eterno, mas os bons irão para a vida eterna.






MATEUS 26

O plano para matar Jesus

Marcos 14:1-2; Lucas 22:1-2; João 11:45-57

 

1 Quando Jesus acabou de ensinar essas coisas, disse aos discípulos:

2 — Vocês sabem que daqui a dois dias vai ser comemorada a Festa da Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.


3 Os chefes dos sacerdotes e os líderes judeus se reuniram no palácio de Caifás, o Grande Sacerdote, 4 e fizeram um plano para prender Jesus em segredo e matá-lo. 5 Eles diziam:

— Não vamos fazer isso durante a festa, para não haver uma revolta no meio do povo.






Jesus em Betânia

Marcos 14.3-9; João 12.1-8


6-7 Jesus estava no povoado de Betânia, sentado à mesa na casa de Simão, o Leproso. Então uma mulher chegou perto de Jesus com um frasco feito de alabastro, cheio de um perfume muito caro, e derramou o perfume na cabeça dele. 8 Ao verem aquilo, os discípulos ficaram zangados e disseram:

— Que desperdício! 9 Esse perfume poderia ter sido vendido por uma fortuna, e o dinheiro, dado aos pobres.


10 Mas Jesus, sabendo o que eles diziam, disse:

— Por que vocês estão aborrecendo esta mulher? Ela fez para mim uma coisa muito boa. 11 Pois os pobres estarão sempre com vocês, mas eu não. 12 O que ela fez foi perfumar o meu corpo para o meu sepultamento. 13 Eu afirmo a vocês que isto é verdade: em qualquer lugar do mundo onde o evangelho for anunciado, será contado o que ela fez, e ela será lembrada.






Judas trai Jesus

Marcos 14:10-11; Lucas 22:3-6


14 Então um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes, foi falar com os chefes dos sacerdotes.

15 Ele disse:

— Quanto vocês me pagam para eu lhes entregar Jesus?


E eles lhe pagaram trinta moedas de prata.


16 E daí em diante Judas ficou procurando uma oportunidade para entregar Jesus.






Jesus comemora a Páscoa

Marcos 14:12-21; Lucas 22:7-23; João 13:21-30


17 No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, os discípulos chegaram perto de Jesus e perguntaram:
— Onde é que o senhor quer que a gente prepare o jantar da Páscoa para o senhor?


18 Ele respondeu:
— Vão até a cidade, procurem certo homem e digam: “O Mestre manda dizer: A minha hora chegou. Os meus discípulos e eu vamos comemorar a Páscoa na sua casa.”


19 Os discípulos fizeram como Jesus havia mandado e prepararam o jantar da Páscoa.


20 Quando anoiteceu, Jesus e os doze discípulos sentaram para comer. 21 Durante o jantar Jesus disse:
— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: um de vocês vai me trair.


22 Eles ficaram muito tristes e, um por um, começaram a perguntar:
— O senhor não está achando que sou eu; está?


23 Jesus respondeu:
— Quem vai me trair é aquele que come no mesmo prato que eu. 24 Pois o Filho do Homem vai morrer da maneira como dizem as Escrituras Sagradas; mas ai daquele que está traindo o Filho do Homem! Seria melhor para ele nunca ter nascido!


25 Então Judas, o traidor, perguntou:
— Mestre, o senhor não está achando que sou eu; está?


Jesus respondeu:
— Quem está dizendo isso é você mesmo.






A Ceia do Senhor

Marcos 14:22-26; Lucas 22:14-20; 1 Coríntios 11:23-25


26 Enquanto estavam comendo, Jesus pegou o pão e deu graças a Deus. Depois partiu o pão e o deu aos discípulos, dizendo:
— Peguem e comam; isto é o meu corpo.


27 Em seguida, pegou o cálice de vinho e agradeceu a Deus. Depois passou o cálice aos discípulos, dizendo:
— Bebam todos vocês 28 porque isto é o meu sangue, que é derramado em favor de muitos para o perdão dos pecados, o sangue que garante a aliança feita por Deus com o seu povo. 29 Eu afirmo a vocês que nunca mais beberei deste vinho até o dia em que beber com vocês um vinho novo no Reino do meu Pai.


30 Então eles cantaram canções de louvor e foram para o monte das Oliveiras.






Jesus avisa Pedro

Marcos 14:27-31; Lucas 22:31-34; João 13:36-38


31 E Jesus disse aos discípulos:
— Esta noite todos vocês vão fugir e me abandonar, pois as Escrituras Sagradas dizem: “Matarei o pastor, e as ovelhas serão espalhadas.” 32 Mas, depois que eu ressuscitar, irei adiante de vocês para a Galileia.


33 Então Pedro disse a Jesus:
— Eu nunca abandonarei o senhor, mesmo que todos o abandonem.


34 Mas Jesus lhe disse:
— Eu afirmo a você que isto é verdade: nesta mesma noite, antes que o galo cante, você dirá três vezes que não me conhece.


35 Pedro respondeu:
— Eu nunca vou dizer que não o conheço, mesmo que eu tenha de morrer com o senhor!


E todos os outros discípulos disseram a mesma coisa.






Jesus no jardim do Getsêmani

Marcos 14:32-42; Lucas 22:39-46

 

 36 Jesus foi com os discípulos para um lugar chamado Getsêmani e lhes disse:
— Sentem-se aqui, enquanto eu vou ali orar.


37 Então Jesus foi, levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu. Aí ele começou a sentir uma grande tristeza e aflição 38 e disse a eles:
— A tristeza que estou sentindo é tão grande, que é capaz de me matar. Fiquem aqui vigiando comigo.


39 Ele foi um pouco mais adiante, ajoelhou-se, encostou o rosto no chão e orou:
— Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice de sofrimento! Porém que não seja feito o que eu quero, mas o que tu queres.


40 Depois voltou e encontrou os três discípulos dormindo.



 

Então disse a Pedro:
— Será que vocês não podem vigiar comigo nem uma hora? 41 Vigiem e orem para que não sejam tentados. É fácil querer resistir à tentação; o difícil mesmo é conseguir.


42 Pela segunda vez Jesus foi e orou, dizendo:
— Meu Pai, se este cálice de sofrimento não pode ser afastado de mim sem que eu o beba, então que seja feita a tua vontade.


43 Ele voltou de novo e encontrou os discípulos dormindo. Eles estavam com sono e não conseguiam ficar com os olhos abertos.


44 Jesus tornou a sair de perto deles e orou pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras. 45 Então voltou até onde os discípulos estavam e perguntou:
— Vocês ainda estão dormindo e descansando? Olhem! Chegou a hora, e o Filho do Homem está sendo entregue nas mãos dos maus. 46 Levantem-se, e vamos embora. Vejam! Aí vem chegando o homem que está me traindo!






Jesus é preso

Marcos 14:43-52; Lucas 22:47-53; João 18:3-12


47 Jesus ainda estava falando, quando chegou Judas, um dos doze discípulos. Vinha com ele uma grande multidão armada com espadas e porretes, que tinha sido mandada pelos chefes dos sacerdotes e pelos líderes judeus. 48 O traidor tinha combinado com eles um sinal. Ele tinha dito: “Prendam o homem que eu beijar, pois é ele.”


49 Judas foi até perto de Jesus e disse:
— Mestre, que a paz esteja com o senhor!


E o beijou.


50 Jesus respondeu:
— Amigo, o que você vai fazer faça agora.


Então eles chegaram, prenderam Jesus e o amarraram. 51 Mas um dos que estavam ali com Jesus tirou a espada, atacou um empregado do Grande Sacerdote e cortou uma orelha dele.

52 Aí Jesus disse:
— Guarde a sua espada, pois quem usa uma espada será morto por uma espada. 53 Você não sabe que, se eu pedisse ajuda ao meu Pai, ele me mandaria agora mesmo doze exércitos de anjos? 54 Mas, nesse caso, como poderia se cumprir aquilo que as Escrituras Sagradas dizem que é preciso acontecer?


55 Depois Jesus disse para aquela gente:
— Vocês vêm com espadas e porretes para me prender como se eu fosse um bandido? Eu estava todos os dias ensinando no pátio do Templo, e vocês não me prenderam. 56 Mas tudo isso está acontecendo para se cumprir o que os profetas escreveram nas Escrituras Sagradas.


Então todos os discípulos abandonaram Jesus e fugiram.






Jesus diante do Conselho Superior

Marcos 14:53-65; Lucas 22:54-55, 63-71; João 18:12-14, 19-24


57 Os homens que prenderam Jesus o levaram até a casa do Grande Sacerdote Caifás, onde estavam reunidos alguns mestres da Lei e alguns líderes judeus. 58 Pedro seguiu Jesus de longe até o pátio da casa do Grande Sacerdote. Entrou e sentou-se com os guardas para ver como aquilo ia terminar.

59 Os chefes dos sacerdotes e todo o Conselho Superior estavam procurando alguma acusação falsa contra Jesus a fim de o condenar à morte. 60 Mas não puderam encontrar nada contra ele, embora muitos se levantassem para dizer mentiras a respeito dele.

Afinal dois homens se apresentaram 61 e disseram:

— Este homem afirmou: “Eu posso destruir o Templo de Deus e construí-lo de novo em três dias.”


62 Aí o Grande Sacerdote se levantou e perguntou a Jesus:
— Você não vai se defender desta acusação?


63 Mas Jesus ficou calado.

Então o Grande Sacerdote tornou a perguntar:
— Em nome do Deus vivo, eu exijo que você diga para nós: você é o Messias, o Filho de Deus?


64 Jesus respondeu:
— Quem está dizendo isso é o senhor. Mas eu afirmo a vocês que de agora em diante vocês verão o Filho do Homem sentado do lado direito do Deus Todo-Poderoso e descendo nas nuvens do céu!


65 Aí o Grande Sacerdote rasgou as suas próprias roupas e disse:
— Ele blasfemou! Não precisamos mais de testemunhas! Vocês ouviram agora mesmo esta blasfêmia contra Deus! 66 Então, o que resolvem?


Eles responderam:
— Ele é culpado e deve morrer!


67 Em seguida cuspiram no rosto de Jesus e deram bofetadas nele. E os que batiam nele 68 diziam:
— Ei, Messias, adivinhe para nós quem foi que bateu em você!






Pedro nega Jesus

Marcos 14:66-72; Lucas 22:56-62; João 18:15-18, 25-27

 

69 Pedro estava sentado lá fora no pátio, quando uma das empregadas chegou perto dele e disse:
— Você também estava com Jesus da Galileia.


70 Mas ele negou diante de todos, dizendo:
— Eu não sei do que é que você está falando.


71 Depois foi para a entrada do pátio. Outra empregada o viu e disse às pessoas que estavam ali:
— Ele estava com Jesus de Nazaré.


72 Pedro negou outra vez, respondendo:
— Juro que não conheço esse homem!


73 Pouco depois, os que estavam ali chegaram perto de Pedro e disseram:
— O seu modo de falar mostra que, de fato, você também é um deles.


74 Então Pedro disse:
— Juro que não conheço esse homem! Que Deus me castigue se não estou dizendo a verdade!


Naquele instante o galo cantou, 75 e Pedro lembrou que Jesus lhe tinha dito: “Antes que o galo cante, você dirá três vezes que não me conhece.” Então Pedro saiu dali e chorou amargamente.






MATEUS 27

Jesus é levado a Pilatos

Marcos 15:1; Lucas 23:1-2; João 18:28-32


1 Assim que amanheceu, todos os chefes dos sacerdotes e os líderes judeus fizeram os seus planos para conseguir que Jesus fosse morto. 2 Eles o amarraram, levaram e entregaram ao governador Pilatos.






A morte de Judas

Atos 1:18-19


3 Quando Judas, o traidor, viu que Jesus havia sido condenado, sentiu remorso e foi devolver as trinta moedas de prata aos chefes dos sacerdotes e aos líderes judeus, 4 dizendo:
— Eu pequei, entregando à morte um homem inocente.


Eles responderam:
— O que é que nós temos com isso? O problema é seu.


5 Então Judas jogou o dinheiro para dentro do Templo e saiu. Depois foi e se enforcou.


6 Os chefes dos sacerdotes pegaram o dinheiro e disseram:
— Isto é dinheiro sujo de sangue, e é contra a nossa Lei pôr esse dinheiro na caixa das ofertas do Templo.


7 Depois de conversarem sobre o assunto, resolveram usar o dinheiro para comprar o “Campo do Oleiro”, a fim de que servisse como cemitério para os não judeus. 8 Por isso aquele campo é chamado até hoje de “Campo de Sangue”. 9 Assim aconteceu o que o profeta Jeremias tinha dito: “Eles pegaram as trinta moedas de prata, o preço que o povo de Israel tinha concordado em pagar por ele, 10 e as usaram para comprar o campo do oleiro, como o Senhor me havia mandado fazer.”

[Ver: Zacarias 11:12-13]






Jesus diante de Pilatos

Marcos 15:2-5; Lucas 23:1-5; João 18:33-38a


11 Jesus estava em pé diante do Governador, e este o interrogou, dizendo:
— Você é o rei dos judeus?


Jesus respondeu:
— Quem está dizendo isso é o senhor.


12 Mas, quando foi acusado pelos chefes dos sacerdotes e pelos líderes judeus, Jesus não respondeu nada.

13 Então Pilatos disse:
— Você não está ouvindo as acusações que estão fazendo contra você?


14 Porém Jesus não disse nada, e o Governador ficou muito admirado com isso.






Jesus é condenado à morte

Marcos 15:6-15; Lucas 23:13-25; João 18:38b – 19:16


15 Em toda Festa da Páscoa, Pilatos costumava soltar um dos presos, a pedido do povo. 16 Naquela ocasião estava preso um homem muito conhecido, chamado Jesus Barrabás. 17 Então, quando a multidão se reuniu, Pilatos perguntou:
— Quem é que vocês querem que eu solte: Jesus Barrabás ou este Jesus, que é chamado de Messias?


18 Pilatos sabia muito bem que os líderes judeus haviam entregado Jesus porque tinham inveja dele.


19 Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, a sua esposa lhe mandou o seguinte recado:
— Não tenha nada a ver com esse homem inocente porque esta noite, num sonho, eu sofri muito por causa dele.


20 Os chefes dos sacerdotes e os líderes judeus convenceram a multidão a pedir ao governador Pilatos que soltasse Barrabás e condenasse Jesus à morte.

21 Então o Governador perguntou:
— Qual dos dois vocês querem que eu solte?

— Barrabás! — responderam eles.


22 Pilatos perguntou:
— Que farei então com Jesus, que é chamado de Messias?

— Crucifica! — responderam todos.


23 Ele perguntou:
— Que crime ele cometeu?


Aí começaram a gritar bem alto:
— Crucifica!


24 Então Pilatos viu que não conseguia nada e que o povo estava começando a se revoltar. Aí mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e disse:
— Eu não sou responsável pela morte deste homem. Isso é com vocês.


25 E toda a multidão respondeu:
— Que o castigo por esta morte caia sobre nós e sobre os nossos filhos!


26 Então Pilatos soltou Barrabás, como eles haviam pedido. Depois mandou chicotear Jesus e o entregou para ser crucificado.

 







Os soldados zombam de Jesus

Marcos 15:16-20; João 19:2-3

 

27 Depois os soldados de Pilatos levaram Jesus para o Palácio do Governador e reuniram toda a tropa em volta dele. 28 Tiraram a roupa de Jesus e o vestiram com uma capa vermelha. 29 Fizeram uma coroa de ramos cheios de espinhos, e a puseram na sua cabeça, e colocaram um bastão na sua mão direita. Aí começaram a se ajoelhar diante dele e a caçoar, dizendo:

— Viva o Rei dos Judeus!



 

30 Cuspiam nele, pegavam o bastão e batiam na sua cabeça. 31 Depois de terem caçoado dele, tiraram a capa vermelha e o vestiram com as suas próprias roupas. Em seguida o levaram para o crucificarem.






A crucificação de Jesus

Marcos 15:21-32; Lucas 23:26-43; João 19:17-27


32 Quando estavam saindo, os soldados encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus.

 


 

33 Eles chegaram a um lugar chamado Gólgota. (Gólgota quer dizer “Lugar da Caveira”.) 34 Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Mas, depois que o provou, ele não quis beber.

35 Em seguida os soldados o crucificaram e repartiram as suas roupas entre si, tirando a sorte com dados, para ver qual seria a parte de cada um.

 


 

36 Depois disso sentaram ali e ficaram guardando Jesus. 37 Puseram acima da sua cabeça uma tabuleta onde estava escrito como acusação contra ele: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus.” 38 Com Jesus, crucificaram também dois ladrões: um à sua direita e o outro à sua esquerda.


39 Os que passavam por ali caçoavam dele, balançavam a cabeça e o insultavam, 40 dizendo assim:
— Ei, você que disse que era capaz de destruir o Templo e tornar a construí-lo em três dias! Se você é mesmo o Filho de Deus, desça da cruz e salve-se a si mesmo!


41 Os chefes dos sacerdotes, os mestres da Lei e os líderes judeus também caçoavam dele, dizendo:
42 — Ele salvou os outros, mas não pode salvar a si mesmo! Ele é o Rei de Israel, não é? Se descer agora mesmo da cruz, nós creremos nele! 43 Ele confiou em Deus e disse que era Filho de Deus. Vamos ver se Deus quer salvá-lo agora!


44 E até os ladrões que foram crucificados com Jesus também o insultavam.






A morte de Jesus

Marcos 15:33-41; Lucas 23:44-49; João 19:28-30


45 Ao meio-dia começou a escurecer, e toda a terra ficou três horas na escuridão.

 

46 Às três horas da tarde, Jesus gritou bem alto:

— “Eli, Eli, lemá sabactani?”

 

Essas palavras querem dizer:

“Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”


47 Algumas pessoas que estavam ali ouviram isso e disseram:
— Ele está chamando Elias.


48 Uma dessas pessoas correu e molhou uma esponja em vinho comum, pôs na ponta de um bastão e deu para Jesus beber.

 

49 Mas outros disseram:

— Espere. Vamos ver se Elias vem salvá-lo!


50 Aí Jesus deu outro grito forte e morreu.


51 Então a cortina do Templo se rasgou em dois pedaços, de cima até embaixo. A terra tremeu, e as rochas se partiram. 52 Os túmulos se abriram, e muitas pessoas do povo de Deus que haviam morrido foram ressuscitadas 53 e saíram dos túmulos. E, depois da ressurreição de Jesus, entraram em Jerusalém, a Cidade Santa, onde muitos viram essas pessoas.


54 O oficial do exército romano e os seus soldados, que estavam guardando Jesus, viram o terremoto e tudo o que aconteceu. Então ficaram com muito medo e disseram:
— De fato, este homem era o Filho de Deus!


55 Algumas mulheres estavam ali, olhando de longe. Eram as que tinham acompanhado Jesus desde a Galileia e o haviam ajudado. 56 Entre elas estavam Maria Madalena; Maria, a mãe de Tiago e de José; e a mãe dos filhos de Zebedeu.






O sepultamento de Jesus

Marcos 15:42-47; Lucas 23:50-56; João 19:38-42


57 Já era quase noite quando chegou da cidade de Arimateia um homem rico chamado José. Ele também era seguidor de Jesus.

 



58 José foi e pediu a Pilatos o corpo de Jesus. E Pilatos mandou que o entregassem a ele.

 


 

59 Então José pegou o corpo, enrolou num lençol novo de linho 60 e o colocou no seu próprio túmulo, que há pouco tempo havia sido cavado na rocha.

 


 

Depois rolou uma grande pedra para fechar a entrada do túmulo e foi embora. 61 Maria Madalena e a outra Maria estavam ali, sentadas em frente do túmulo.






A guarda do túmulo


62 No dia seguinte, isto é, o dia depois da sexta-feira, os chefes dos sacerdotes e os fariseus se reuniram com Pilatos 63 e disseram:

— Governador, nós lembramos que, quando ainda estava vivo, aquele mentiroso disse: “Depois de três dias eu serei ressuscitado.” 64 Portanto, mande vigiar bem o túmulo até o terceiro dia, para os discípulos dele não poderem roubar o corpo e depois dizerem ao povo que ele foi ressuscitado. Pois esta última mentira seria pior do que a primeira.


65 Então Pilatos disse:
— Levem estes soldados com vocês e guardem o túmulo o melhor que puderem.


66 Eles foram, puseram um selo de segurança na pedra e deixaram os soldados ali, guardando o túmulo.






MATEUS 28

A ressurreição de Jesus

Marcos 16:1-8; Lucas 24:1-12; João 20:1-10


1 Depois do sábado, no domingo bem cedo, Maria Madalena e a outra Maria foram visitar o túmulo. 2 De repente, houve um grande tremor de terra. Um anjo do Senhor desceu do céu, tirou a pedra e sentou-se nela. 3 Ele era parecido com um relâmpago, e as suas roupas eram brancas como a neve.


4 Os guardas tremeram de medo do anjo e ficaram como mortos.

5 Então o anjo disse para as mulheres:

— Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado, 6 mas ele não está aqui; já foi ressuscitado, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele foi posto. 7 Agora vão depressa e digam aos discípulos dele o seguinte: “Ele foi ressuscitado e vai adiante de vocês para a Galileia. Lá vocês vão vê-lo.” Era isso o que eu tinha a dizer para vocês.



 

8 Elas foram embora depressa do túmulo, pois estavam com medo, mas muito alegres. E correram para contar tudo aos discípulos. 9 De repente, Jesus se encontrou com elas e disse:
— Que a paz esteja com vocês!


Elas chegaram perto dele, abraçaram os seus pés e o adoraram.


10 Então Jesus disse:
— Não tenham medo! Vão dizer aos meus irmãos para irem à Galileia, e eles me verão ali.






O boato dos soldados


11 Enquanto as mulheres ainda estavam no caminho, alguns dos soldados que estavam vigiando o túmulo voltaram para a cidade e contaram aos chefes dos sacerdotes tudo o que havia acontecido.

12 Os chefes se reuniram com os líderes judeus e fizeram os seus planos. Então deram uma grande quantia de dinheiro aos soldados 13 e ordenaram o seguinte:

— Digam que os discípulos dele vieram de noite, quando vocês estavam dormindo, e roubaram o corpo. 14 Se o Governador souber disso, nós vamos convencê-lo de que foi isso mesmo o que aconteceu, e vocês não terão nenhum problema.

15 Os soldados pegaram o dinheiro e fizeram o que os chefes dos sacerdotes tinham mandado. E esse boato se espalhou entre os judeus até o dia de hoje.






Jesus aparece aos onze discípulos

Marcos 16:14-18; Lucas 24:36-49; João 20:19-23; Atos 1:6-8


16 Os onze discípulos foram para a Galileia e chegaram ao monte que Jesus tinha indicado. 17 E, quando viram Jesus, o adoraram; mas alguns tiveram suas dúvidas. 18 Então Jesus chegou perto deles e disse:

— Deus me deu todo o poder no céu e na terra. 19 Portanto, vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores, batizando esses seguidores em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo 20 e ensinando-os a obedecer a tudo o que tenho ordenado a vocês. E lembrem disto: eu estou com vocês todos os dias, até o fim dos tempos.


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