Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)
Mostrando postagens com marcador Isaque abençoando Jacó. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Isaque abençoando Jacó. Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de abril de 2011

Gênesis 37 a 40 (dia 10)

LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 37

José e seus irmãos

Jacó ficou morando na terra de Canaã, onde o seu pai tinha vivido.

Esta é a história da família de Jacó. Quando José era um jovem de dezessete anos, cuidava das ovelhas e das cabras, junto com os seus irmãos, os filhos de Bila e de Zilpa, que eram mulheres do seu pai. E José contava ao pai as coisas erradas que os seus irmãos faziam.

Jacó já era velho quando José nasceu e por isso ele o amava mais do que a todos os seus outros filhos. Jacó mandou fazer para José uma túnica longa, de mangas compridas. Os irmãos viam que o pai amava mais a José do que a eles e por isso tinham ódio dele e eram grosseiros quando falavam com ele.

Certa vez, José teve um sonho e o contou aos seus irmãos.

Aí é que ficaram com mais raiva dele, porque ele disse assim:
- Escutem, que eu vou contar o sonho que tive. Sonhei que estávamos no campo amarrando feixes de trigo. De repente, o meu feixe ficou de pé, e os feixes de vocês se colocaram em volta do meu e se curvavam diante dele.

Então os irmãos perguntaram:
- Quer dizer que você vai ser nosso rei e que vai mandar em nós?

E ficaram com mais ódio dele ainda por causa dos seus sonhos e do jeito que ele os contava.

Depois José sonhou outra vez e contou também esse sonho aos seus irmãos.

Ele disse assim:
- Eu tive outro sonho. Desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvaram diante de mim.

Quando José contou esse sonho ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu e disse:
- O que quer dizer esse sonho que você teve? Por acaso a sua mãe, os seus irmãos e eu vamos nos ajoelhar diante de você e encostar o rosto no chão?

Os irmãos de José tinham inveja dele, mas o seu pai ficou pensando no caso.



José é vendido e levado ao Egito

Um dia, os irmãos de José levaram as ovelhas e as cabras do seu pai até os pastos que ficavam perto da cidade de Siquém.

Então Jacó disse a José:
- Venha cá. Vou mandar você até Siquém, onde os seus irmãos estão cuidando das ovelhas e das cabras.

- Estou pronto para ir - respondeu José.

Jacó disse:
- Vá lá e veja se os seus irmãos e os animais vão bem e me traga notícias.

Então dali, do vale de Hebrom, Jacó mandou que José fosse até Siquém, e ele foi.

Quando chegou lá, ele foi andando pelo campo.

Aí um homem o viu e perguntou:
- O que você está procurando?

- Estou procurando os meus irmãos - respondeu José. - Eles estão por aí, em algum pasto, cuidando das ovelhas e das cabras. O senhor sabe aonde foram?

O homem respondeu:
- Eles já foram embora daqui. Eu ouvi quando disseram que iam para Dotã.

Aí José foi procurar os seus irmãos e os achou em Dotã. Eles viram José de longe e, antes que chegasse perto, começaram a fazer planos para matá-lo.

Eles disseram:
- Lá vem o sonhador! Venham, vamos matá-lo agora. Depois jogaremos o corpo num poço seco e diremos que um animal selvagem o devorou. Assim, veremos no que vão dar os sonhos dele.

Quando Rúben ouviu isso, quis salvá-lo dos seus irmãos e disse:
- Não vamos matá-lo. Não derramem sangue. Vocês podem jogá-lo neste poço, aqui no deserto, mas não o machuquem.

Rúben disse isso porque planejava salvá-lo dos irmãos e mandá-lo de volta ao pai.

Quando José chegou ao lugar onde os seus irmãos estavam, eles arrancaram dele a túnica longa, de mangas compridas, que ele estava vestindo. Depois o pegaram e o jogaram no poço, que estava vazio e seco. E sentaram-se para comer.

De repente, viram que ia passando uma caravana de ismaelitas que vinha de Gileade e ia para o Egito. Os seus camelos estavam carregados de perfumes e de especiarias.

Aí Judá disse aos irmãos:
- O que vamos ganhar se matarmos o nosso irmão e depois escondermos a sua morte? Em vez de o matarmos, vamos vendê-lo a esses ismaelitas. Afinal de contas, ele é nosso irmão, é do nosso sangue.

Os irmãos concordaram.

Quando alguns negociantes midianitas passaram por ali, os irmãos de José o tiraram do poço e o venderam aos ismaelitas por vinte barras de prata. E os ismaelitas levaram José para o Egito.



Quando Rúben voltou ao poço e viu que José não estava lá dentro, rasgou as suas roupas em sinal de tristeza.

Ele voltou para o lugar onde os seus irmãos estavam e disse:
- O rapaz não está mais lá! E agora, o que é que eu vou fazer?

Então os irmãos mataram um cabrito e com o sangue mancharam a túnica de José.

Depois levaram a túnica ao pai e disseram:
- Achamos isso aí. Será que é a túnica do seu filho?

Jacó a reconheceu e disse:
- Sim, é a túnica do meu filho! Certamente algum animal selvagem o despedaçou e devorou.

Então, em sinal de tristeza, Jacó rasgou as suas roupas e vestiu roupa de luto. E durante muito tempo ficou de luto pelo seu filho.

Todos os seus filhos e filhas tentaram consolá-lo, mas ele não quis ser consolado e disse:
- Vou ficar de luto por meu filho até que vá me encontrar com ele no mundo dos mortos.

E continuou de luto por seu filho José.

Enquanto isso, os midianitas venderam José a Potifar, oficial e capitão da guarda do rei do Egito.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 38

Judá e Tamar

Por esse tempo, Judá se separou dos seus irmãos e foi morar na casa de um homem chamado Hira, que era da cidade de Adulã.

Ali Judá ficou conhecendo a filha de um cananeu chamado Sua. Judá casou com ela, e ela lhe deu um filho, a quem ele chamou de Er. Ela ficou grávida outra vez e teve outro filho, a quem ela deu o nome de Onã. Depois ela teve mais um filho, em quem ela pôs o nome de Selá. Judá estava em Quezibe quando esse menino nasceu.

Judá casou Er, o seu filho mais velho, com uma mulher chamada Tamar. O SENHOR Deus não gostava da vida perversa que Er levava e por isso o matou.

Então Judá disse a Onã:
- Vá e tenha relações com a viúva do seu irmão. Assim, você cumprirá o seu dever de cunhado para que o seu irmão tenha descendentes por meio de você.

Ora, Onã sabia que o filho que nascesse não seria considerado como seu. Por isso, cada vez que tinha relações com a viúva do seu irmão, ele deixava que o esperma caísse no chão para que o seu irmão não tivesse descendentes por meio dele.

O SENHOR ficou desgostoso com o que Onã estava fazendo e o matou também.

Então Judá disse a Tamar, a sua nora:
- Volte para a casa do seu pai e continue viúva até que o meu filho Selá fique adulto.

Ele disse isso porque tinha medo que Selá fosse morto, como havia acontecido com os seus irmãos. Assim, Tamar foi morar na casa do pai dela.

Passado algum tempo, a mulher de Judá morreu. Quando acabou o luto, Judá foi até Timnate, onde estavam cortando a lã das suas ovelhas. E o seu amigo Hira, de Adulã, foi com ele.

Alguém contou a Tamar que o seu sogro ia a Timnate a fim de cortar a lã das suas ovelhas. Então ela trocou de roupa, deixando de lado as suas roupas de viúva, cobriu o rosto com um véu e se disfarçou. Em seguida foi e se sentou perto da entrada da cidade de Enaim, que fica no caminho para Timnate. Ela fez isso porque sabia muito bem que Selá já era homem feito, mas Judá não havia mandado que ele casasse com ela.

Quando Judá a viu, pensou que era uma prostituta, pois ela estava com o rosto coberto. Ele foi falar com ela na beira do caminho, sem saber que era a sua nora.

Ele disse:
- Você quer ir para a cama comigo?

Ela perguntou:
- Quanto é que você me paga?

Ele respondeu:
- Eu lhe mando um cabrito do meu rebanho.

- Está bem - disse ela. - Mas deixe alguma coisa comigo como garantia de que você vai mandar o cabrito.

Judá perguntou:
- O que você quer que eu deixe?

Ela respondeu:
- O seu sinete com o cordão e também o bastão que você tem na mão.

Então Judá entregou os objetos. Ele teve relações com ela, e ela ficou grávida. Tamar voltou para casa, tirou o véu e vestiu as suas roupas de viúva.

Mais tarde, Judá mandou o seu amigo Hira levar o cabrito e trazer de volta os objetos que havia deixado com ela, mas Hira não a encontrou. Ele perguntou aos homens de Enaim se sabiam onde estava a prostituta que costumava ficar na beira da estrada.

- Aqui não esteve nenhuma prostituta - foi a resposta deles.

Hira voltou e disse a Judá:
- Não encontrei a mulher. E os homens do lugar disseram que ali nunca havia estado nenhuma prostituta.

Então Judá disse:
- Pois ela que fique com as minhas coisas. Assim, ninguém vai zombar de nós. Eu mandei o cabrito, mas você não encontrou a mulher.

Passados uns três meses, foram dizer a Judá:
- A sua nora agiu como prostituta e agora está grávida.

Aí Judá disse:
- Tragam essa mulher para fora a fim de ser queimada!

Quando a estavam tirando da sua casa, ela mandou dizer ao seu sogro:
"Quem me engravidou foi o dono destas coisas. Examine e veja de quem são o sinete com o cordão e o bastão."

Judá reconheceu as coisas e disse:
- Ela tem mais razão do que eu; pois prometi casá-la com o meu filho Selá, mas não cumpri a promessa. E nunca mais teve relações com ela.

Na hora de Tamar dar à luz, descobriram que ia ter gêmeos.

Quando ela estava no trabalho de parto, um dos gêmeos pôs uma das mãos para fora. A parteira pegou uma fita vermelha e amarrou na mão dele.

E disse:
- Este saiu primeiro.

Mas ele puxou a mão, e o irmão gêmeo nasceu primeiro.

Então a parteira disse:
- Como você abriu caminho! E puseram nele o nome de Peres.

Depois nasceu o outro, o que estava com a fita vermelha amarrada na mão, e ele recebeu o nome de Zera.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 39

José na casa de Potifar

José foi levado para o Egito, onde os ismaelitas o venderam a um egípcio chamado Potifar, um oficial que era o capitão da guarda do palácio.

O SENHOR Deus estava com José. Ele morava na casa do seu dono e ia muito bem em tudo. O dono de José viu que o SENHOR estava com ele e o abençoava em tudo o que fazia. Assim, José ganhou a simpatia do seu dono, que o pôs como seu ajudante particular. Potifar deu a José a responsabilidade de cuidar da sua casa e tomar conta de tudo o que era seu.

Dali em diante, por causa de José, o SENHOR abençoou o lar do egípcio e também tudo o que ele tinha em casa e no campo. Potifar entregou nas mãos de José tudo o que tinha e não se preocupava com nada, a não ser com a comida que comia. José era um belo tipo de homem e simpático.

Algum tempo depois, a mulher do seu dono começou a cobiçar José.

Um dia ela disse:
- Venha, vamos para a cama.

Ele recusou, dizendo assim:
- Escute! O meu dono não precisa se preocupar com nada nesta casa, pois eu estou aqui. Ele me pôs como responsável por tudo o que tem. Nesta casa eu mando tanto quanto ele. Aqui eu posso ter o que quiser, menos a senhora, pois é mulher dele. Sendo assim, como poderia eu fazer uma coisa tão imoral e pecar contra Deus?

Todos os dias ela insistia que ele fosse para a cama com ela, mas José não concordava e também evitava estar perto dela. Mas um dia, como de costume, ele entrou na casa para fazer o seu trabalho, e nenhum empregado estava ali.

Então ela o agarrou pela capa e disse:
- Venha, vamos para a cama.

Mas ele escapou e correu para fora, deixando a capa nas mãos dela.

Quando notou que, ao fugir, ele havia deixado a capa nas suas mãos, a mulher chamou os empregados da casa e disse:
- Vejam só! Este hebreu, que o meu marido trouxe para casa, está nos insultando. Ele entrou no meu quarto e quis ter relações comigo, mas eu gritei o mais alto que pude. Logo que comecei a gritar bem alto, ele fugiu, deixando a sua capa no meu quarto.

Ela guardou a capa até que o dono de José voltou.

Aí contou a mesma história, assim:
- Esse escravo hebreu, que você trouxe para casa, entrou no meu quarto e quis abusar de mim. Mas eu gritei bem alto, e ele correu para fora, deixando a sua capa no meu quarto. Veja só de que jeito o seu escravo me tratou!

Quando ouviu essa história, o dono de José ficou com muita raiva. Ele agarrou José e o pôs na cadeia onde ficavam os presos do rei. E José ficou ali.

Mas o SENHOR estava com ele e o abençoou, de modo que ele conquistou a simpatia do carcereiro. Este pôs José como encarregado de todos os outros presos, e era ele quem mandava em tudo o que se fazia na cadeia. O carcereiro não se preocupava com nada do que estava entregue a José, pois o SENHOR estava com ele e o abençoava em tudo o que fazia.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 40

José explica dois sonhos

Passado algum tempo, o rei do Egito foi ofendido por dois dos seus servidores, isto é, o chefe dos copeiros, que era encarregado de servir vinho, e o chefe dos padeiros.

O rei ficou furioso com os dois e mandou que fossem postos na cadeia que ficava na casa do capitão da guarda, no mesmo lugar onde José estava preso. Eles ficaram muito tempo ali, e o capitão deu a José a tarefa de cuidar deles.

Certa noite, ali na cadeia, o copeiro e o padeiro tiveram um sonho cada um. E cada sonho queria dizer alguma coisa. Quando José veio vê-los de manhã, notou que estavam preocupados.

Então perguntou:
- Por que vocês estão com essa cara tão triste hoje?

Eles responderam:
- Cada um de nós teve um sonho, e não há ninguém que saiba explicar o que esses sonhos querem dizer.

- É Deus quem dá à gente a capacidade de explicar os sonhos - disse José. - Vamos, contem o que sonharam.

Então o chefe dos copeiros contou o seu sonho.

Ele disse:
- Sonhei que na minha frente havia uma parreira que tinha três galhos. Assim que as folhas saíam, apareciam as flores, e estas viravam uvas maduras. Eu estava segurando o copo do rei; espremia as uvas no copo e o entregava ao rei.

José disse:
- A explicação é a seguinte: os três galhos são três dias. Daqui a três dias o rei vai mandar soltá-lo. Você vai voltar ao seu trabalho e servirá vinho ao rei, como fazia antes. Porém, quando você estiver muito bem lá, lembre de mim e por favor tenha a bondade de falar a meu respeito com o rei, ajudando-me assim a sair desta cadeia. A verdade é que foi à força que me tiraram da terra dos hebreus e me trouxeram para o Egito; e mesmo aqui no Egito não fiz nada para vir parar na cadeia.

Quando o chefe dos padeiros viu que a explicação era boa, disse:
- Eu também tive um sonho. Sonhei que estava carregando na cabeça três cestos de pão. No cesto de cima havia todo tipo de comidas assadas que os padeiros fazem para o rei. E as aves vinham e comiam dessas comidas.

José explicou assim:
- O seu sonho quer dizer isto: os três cestos são três dias. Daqui a três dias o rei vai soltá-lo e vai mandar cortar a sua cabeça. Depois o seu corpo será pendurado num poste de madeira, e as aves comerão a sua carne.

Três dias depois, o rei comemorou o seu aniversário, oferecendo um banquete a todos os seus funcionários. Ele mandou soltar o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros e deu ordem para que viessem ao banquete.

E aconteceu exatamente o que José tinha dito: o rei fez com que o copeiro voltasse ao seu antigo trabalho de servir vinho ao rei e mandou que o padeiro fosse executado. Porém o chefe dos copeiros não lembrou de José; esqueceu dele completamente.

sábado, 9 de abril de 2011

Gênesis 33 a 36 (dia 9)

LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 33

Jacó se encontra com Esaú

Quando Jacó viu que Esaú vinha chegando com os seus quatrocentos homens, dividiu os seus filhos em grupos, que ficaram com Léia, com Raquel e com as duas escravas.

As escravas e os seus filhos ficaram na frente, depois Léia com os seus filhos e por último Raquel e José. Depois Jacó passou e ficou na frente; sete vezes ele se ajoelhou e encostou o rosto no chão, até que chegou perto de Esaú. Porém Esaú saiu correndo ao encontro de Jacó e o abraçou; ele pôs os braços em volta do seu pescoço e o beijou. E os dois choraram.
 
 

 
Quando Esaú olhou em volta e viu as mulheres e as crianças, perguntou:
- Quem são esses que estão com você?

- São os filhos que Deus, na sua bondade, deu a este seu criado - respondeu Jacó.

Então as escravas e os seus filhos chegaram perto de Esaú e se curvaram na frente dele. Depois vieram Léia e os seus filhos e também se curvaram. Por último José e Raquel vieram e se curvaram.

Depois Esaú perguntou:
- E o que são aqueles grupos que encontrei pelo caminho?

Jacó respondeu:
- Por meio deles pensei em ganhar a boa vontade do senhor.

Aí Esaú disse:
- Eu já tenho bastante, meu irmão; fique com o que é seu.

Mas Jacó insistiu:
- Não recuse. Se é que mereço um favor seu, aceite o meu presente. Para mim, ver o seu rosto é como ver o rosto de Deus, pois o senhor me recebeu tão bem. Por favor, aceite este presente que eu trouxe para o senhor. Deus tem sido bom para mim e me tem dado tudo o que preciso.

E Jacó insistiu até que Esaú aceitou.

Então Esaú disse:
- Bem, vamos embora; eu vou na frente.

Jacó respondeu:
- Meu patrão, o senhor sabe que as crianças são fracas, e eu tenho de pensar nas ovelhas e vacas com crias. Se forem forçados a andar depressa demais, nem que seja por um dia só, todos os animais poderão morrer. É melhor que o meu patrão vá na frente deste seu criado. Eu vou atrás devagar, conforme o passo dos animais e dos meninos, até que chegue a Edom, onde o senhor mora.

Esaú disse:
- Então deixe que alguns dos meus empregados fiquem com você para acompanhá-lo.

Jacó respondeu:
- Não é preciso. Eu só quero conquistar a amizade do meu patrão.

Naquele dia, Esaú voltou pelo mesmo caminho para a região de Edom. Jacó, por sua vez, foi para Sucote. Ali construiu uma casa para si e abrigos para o gado. Por isso puseram naquele lugar o nome de Sucote.

Assim, Jacó voltou da Mesopotâmia para Canaã; ele chegou são e salvo à cidade de Siquém e armou o seu acampamento ali perto. Por cem barras de prata comprou terras dos filhos de Hamor, o pai de Siquém, e nelas armou o seu acampamento. Ali ele construiu um altar e pôs nele o nome de El, o Deus de Israel.




LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 34

Dina é desonrada

Certa vez Dina, a filha de Jacó e de Léia, foi fazer uma visita a algumas moças daquele lugar.



Hamor, o heveu, que era chefe daquela região, tinha um filho chamado Siquém. Este viu Dina, pegou-a e a forçou a ter relações com ele. E ele a achou tão atraente, que se apaixonou por ela e procurou fazer com que ela o amasse.

Depois disse ao seu pai:
- Peça esta moça em casamento para mim.

Jacó ficou sabendo que Siquém havia desonrado a sua filha Dina. Porém, como os seus filhos estavam no campo com o gado, não disse nada até que eles voltaram para casa. Enquanto isso, Hamor, o pai de Siquém, foi falar com Jacó.

Quando os filhos de Jacó chegaram do campo e souberam do caso, ficaram indignados e furiosos, pois Siquém havia feito uma coisa vergonhosa em Israel, desonrando a filha de Jacó. Isso era uma coisa que não se devia fazer.

Mas Hamor lhes disse:
- O meu filho Siquém está apaixonado pela filha de vocês. Eu peço que vocês deixem que ela case com ele. Fiquemos parentes; nós casaremos com as filhas de vocês, e vocês casarão com as nossas. Fiquem aqui com a gente, morando na nossa região. Comprem terras onde quiserem e façam negócios por aqui.

Depois Siquém disse ao pai e aos irmãos de Dina:
- Façam este favor para mim, e eu lhes darei o que quiserem. Peçam os presentes que quiserem e digam quanto querem que eu pague pela moça, mas deixem que ela case comigo.

Como Siquém havia desonrado a irmã deles, os filhos de Jacó foram falsos na resposta que deram a ele e ao seu pai Hamor.

Eles disseram assim:
- Não podemos deixar que a nossa irmã case com um homem que não tenha sido circuncidado, pois isso seria uma vergonha para nós. Só podemos aceitar com esta condição: que vocês fiquem como nós, quer dizer, que todos os seus homens sejam circuncidados. Aí, sim, vocês poderão casar com as nossas filhas, e nós casaremos com as filhas de vocês. Nós viveremos no meio de vocês, e seremos todos um povo só. Mas, se vocês não aceitarem a nossa condição e não quiserem ser circuncidados, nós iremos embora e levaremos a nossa irmã.

Hamor e o seu filho Siquém concordaram com a condição. Sem perda de tempo, o moço foi circuncidado, pois estava apaixonado pela filha de Jacó. E Siquém era a pessoa mais respeitada na família do seu pai.

Depois Hamor e o seu filho Siquém foram até o portão da cidade, onde eram tratados os negócios, e disseram aos moradores da cidade:
- Essa gente é amiga. Vamos deixar que eles fiquem morando e negociando aqui, pois há terras que chegam para eles. Nós poderemos casar com as filhas deles, e eles poderão casar com as nossas. Mas eles só concordam em viver entre nós e se tornar um só povo com a gente se aceitarmos esta condição: todos os nossos homens precisam ser circuncidados, como eles são. E será que não ficaremos com todo o gado deles e com tudo o que eles têm? É só aceitarmos a condição, e eles ficarão morando entre nós.

Todos os homens maiores de idade concordaram com Hamor e com o seu filho Siquém e foram circuncidados.

Três dias depois, quando os homens sentiam fortes dores, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Dina, pegaram as suas espadas, entraram na cidade sem ninguém notar e mataram todos os homens. Hamor e Siquém também foram mortos. Em seguida Simeão e Levi tiraram Dina da casa de Siquém e saíram.

Depois da matança, os outros filhos de Jacó roubaram as coisas de valor que havia na cidade para se vingar da desonra da sua irmã. Eles levaram as ovelhas e as cabras, o gado, os jumentos e tudo o que havia na cidade e no campo. Tiraram das casas todas as coisas de valor e levaram como prisioneiras as mulheres e as crianças.

Então Jacó disse a Simeão e a Levi:
- Vocês me puseram numa situação difícil. Agora os cananeus, os perizeus e todos os moradores destas terras vão ficar com ódio de mim. Eu não tenho muitos homens. Se eles se ajuntarem e me atacarem, a minha família inteira será morta.

Mas eles responderam:
- Nós não podíamos deixar que a nossa irmã fosse tratada como uma prostituta.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 35

Bênção em Betel

Deus disse a Jacó:
- Apronte-se, vá para Betel e fique morando lá. Em Betel construa um altar e o dedique a mim, o Deus que lhe apareceu quando você estava fugindo do seu irmão Esaú.

Então Jacó disse à sua família e a todos os que estavam com ele:
- Joguem fora todas as imagens dos deuses estrangeiros que vocês têm. Purifiquem-se e vistam roupas limpas. Aprontem-se, que nós vamos para Betel. Ali vou fazer um altar dedicado ao Deus que me ajudou no tempo da minha aflição e que tem estado comigo em todos os lugares por onde tenho andado.

Eles entregaram as imagens dos deuses estrangeiros que tinham e os brincos que usavam nas orelhas. E Jacó enterrou tudo debaixo da árvore sagrada que fica perto de Siquém.

Quando eles foram embora, Deus fez com que os moradores das cidades vizinhas ficassem com um medo terrível, e por isso eles não perseguiram Jacó. Assim, Jacó e toda a sua gente chegaram a Luz, cidade que também é conhecida pelo nome de Betel e que fica na terra de Canaã.

Ali ele construiu um altar e pôs naquele lugar o nome de "O Deus de Betel" porque ali Deus havia aparecido a ele, quando estava fugindo do seu irmão.

Naquele lugar morreu Débora, a mulher que havia sido babá de Rebeca. Ela foi sepultada debaixo da árvore sagrada que fica ao sul de Betel. E puseram naquele lugar o nome de "Árvore Sagrada das Lágrimas".



Quando Jacó voltou da Mesopotâmia, Deus lhe apareceu outra vez e o abençoou, dizendo:

"Você se chama Jacó, porém esse não será mais o seu nome; agora o seu nome será Israel."

Assim, Deus pôs nele o nome de Israel.



E disse também:

"Eu sou o Deus Todo-Poderoso. Tenha muitos filhos e muitos descendentes. Uma nação e muitos povos sairão de você, e entre os seus descendentes haverá reis. A terra que dei a Abraão e a Isaque darei também a você e depois a darei aos seus descendentes."

Quando acabou de falar com Jacó, Deus subiu e foi embora daquele lugar. Então Jacó pegou uma pedra e a colocou como pilar no lugar onde Deus havia falado com ele. Ele a separou para Deus, derramando vinho e azeite em cima. E pôs naquele lugar o nome de Betel.



A morte de Raquel

Jacó e a sua família saíram de Betel; e, quando estavam chegando perto de Efrata, Raquel começou a sentir dores de parto. E o parto foi difícil.

Quando as dores estavam no ponto mais forte, a parteira disse:
- Não tenha medo; você vai ter outro filho homem.

Porém ela estava morrendo. E, antes de dar o último suspiro, chamou o menino de Benoni. Mas o pai pôs nele o nome de Benjamim.

Assim, Raquel morreu e foi sepultada na beira do caminho de Efrata, que agora se chama Belém. Jacó pôs sobre a sepultura uma pedra como pilar, e ela marca o lugar da sepultura até hoje.

Depois Jacó saiu dali e armou o seu acampamento do outro lado da torre de Éder.



Os filhos de Jacó
(1 Crônicas 2:1-2)

Um dia, quando Jacó estava morando naquele lugar, o seu filho Rúben teve relações com Bila, que era concubina de Jacó. Quando ele soube disso, ficou furioso.

Os filhos de Jacó eram doze.



* Os que teve com Léia foram Rúben (o filho mais velho de Jacó), Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom.

* Com Raquel ele teve José e Benjamim.

* Com Bila, a escrava de Raquel, ele teve e Naftali.

* Com Zilpa, a escrava de Léia, ele teve Gade e Aser.

Esses filhos de Jacó nasceram na Mesopotâmia.



A morte de Isaque

Jacó foi morar com Isaque, o seu pai, em Manre, a cidade que também se chama Arba e que fica perto de Hebrom, onde Abraão e Isaque haviam morado.

Aos cento e oitenta anos de idade, quando já era muito velho, Isaque morreu, indo reunir-se assim com os seus antepassados no mundo dos mortos.

E os seus filhos Esaú e Jacó o sepultaram.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 36

Os descendentes de Esaú
(1 Crônicas 1:34-37)

São estes os descendentes de Esaú, também chamado de Edom.

Esaú casou com duas mulheres do país de Canaã, isto é, com Ada, filha de Elom, o heteu; e com Oolibama, filha de Aná e neta de Zibeão, o heveu. Esaú casou também com Basemate, filha de Ismael e irmã de Nebaiote.

* Ada foi mãe de Elifaz,

* Basemate foi mãe de Reuel,

* e Oolibama foi mãe de Jeús, Jalã e Corá.

Esses foram os filhos de Esaú que nasceram quando ele estava morando na terra de Canaã.

Depois Esaú foi para outro lugar com as suas mulheres, os seus filhos, as suas filhas e toda a gente da sua casa, separando-se assim do seu irmão Jacó. Esaú levou consigo todas as suas ovelhas e cabras, todo o seu gado e tudo o que havia conseguido no país de Canaã.

Esaú saiu dali porque a terra em que ele e Jacó estavam morando era pequena demais para os dois; eles tinham muito gado e por isso não podiam ficar juntos. Portanto, Esaú, também chamado de Edom, foi morar na região montanhosa de Seir.



Segue a lista dos descendentes de Esaú, o antepassado dos edomitas, que vivem na região montanhosa de Edom, também chamada de Seir.



* Ada, mulher de Esaú, teve um filho chamado Elifaz;

* os filhos de Elifaz foram cinco: Temã, Omar, Zefo, Gaetã e Quenaz. Com a sua concubina Timna, Elifaz teve Amaleque.



* Basemate, outra mulher de Esaú, teve um filho chamado Reuel;

* e Reuel foi pai de quatro filhos: Naate, Zera, Sama e Miza.



* Esaú tinha outra mulher chamada Oolibama, filha de Aná e neta de Zibeão. Os filhos dela foram Jeús, Jalã e Corá.



Segue a lista das tribos que descendem de Esaú.

* De Elifaz, o filho mais velho de Esaú, descendem as seguintes tribos: Temã, Omar, Zefo, Quenaz, Corá, Gaetã e Amaleque. Estes foram descendentes de Ada, mulher de Esaú.

* De Reuel descendem as seguintes tribos: Naate, Zera, Sama e Miza. Estes foram descendentes de Basemate, outra mulher de Esaú.

* De Esaú com sua outra mulher chamada Oolibama, filha de Aná, descendem as seguintes tribos: Jeús, Jalã e Corá.

Todas essas tribos são descendentes de Esaú.



Os descendentes de Seir
(1 Crônicas 1:38-42)

As primeiras tribos que moraram na terra de Edom eram descendentes de Lotã, Sobal, Zibeão, Aná, Disom, Eser e Disã, todos eles filhos de Seir, o horeu.

* Lotã foi o pai dos grupos de famílias de Hori e de Homã. Lotã tinha uma irmã chamada Timna.

* Sobal foi o antepassado dos grupos de famílias de Alvã, Manaate, Ebal, Sefô e Onã.

* Zibeão foi pai de dois filhos: Aías e Aná. Este foi o Aná que descobriu as fontes de água quente no deserto, quando estava tomando conta dos jumentos do pai.
** Aná foi o pai de Disom, que foi o pai dos grupos de famílias de Hendã, Esbã, Itrã e Querã. Aná também foi pai de uma filha chamada Oolibama.

* Eser foi o pai dos grupos de famílias de Bilã, Zaavã e Acã.

* Disã foi o pai dos grupos de famílias de Uz e Arã.

São estas, portanto, as tribos dos horeus na terra de Edom: Lotã, Sobal, Zibeão, Aná, Disom, Eser e Disã.



Os reis de Edom
(1 Crônicas 1:43-54)

Os seguintes reis governaram a terra de Edom, um depois do outro, no tempo em que Israel ainda não tinha rei:

* Belá, filho de Beor, da cidade de Dinaba.
* Jobabe, filho de Zera, de Bosra.
* Husã, da região de Temã.
* Hadade, filho de Bedade, da cidade de Avite. Ele derrotou os midianitas numa batalha na terra de Moabe.
* Samlá, da cidade de Masreca.
* Saul, de Reobote-do-Rio-Eufrates.
* Baal-Hanã, filho de Acbor.
* Hadade, da cidade de Paú (o nome da mulher dele era Meetabel, filha de Matrede e neta de Me-Zaabe).



De Esaú vieram as seguintes tribos edomitas:

* Timna,
* Alva,
* Jetete,
* Oolibama,
* Elá,
* Pinom,
* Quenaz,
* Temã,
* Mibsar,
* Magdiel e
* Irão.

A região em que morava cada uma dessas tribos recebeu o nome da sua tribo.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Gênesis 25 a 28 (dia 7)

LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 25

Outros descendentes de Abraão

Abraão casou com outra mulher, que se chamava Quetura, e ela lhe deu os seguintes filhos: Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Sua.

Jocsã foi o pai de Seba e de Dedã. Os descendentes de Dedã foram os assureus, os letuseus e os leumeus.

Os filhos de Midiã foram Efa, Éfer, Enoque, Abida e Elda.

Todos esses foram descendentes de Quetura.

Abraão deixou tudo o que tinha para Isaque, mas deu presentes para os filhos das suas concubinas. E, antes de morrer, separou-os de Isaque e mandou que fossem morar na terra do Oriente.



A morte de Abraão

Abraão viveu cento e setenta e cinco anos. Ele morreu bem velho e foi reunir-se com os seus antepassados no mundo dos mortos. Os seus filhos Isaque e Ismael o sepultaram na caverna de Macpela, que fica a leste de Manre, no campo de Efrom, que era filho de Zoar, o heteu. Este era o campo que Abraão havia comprado dos heteus; Abraão e Sara foram sepultados ali.

Depois da morte de Abraão, Deus abençoou Isaque, o filho dele, que morava perto do "Poço Daquele que Vive e Me Vê".



Os descendentes de Ismael
(1 Crônicas 1.28-33)

Ismael, o filho de Abraão e de Agar, a escrava egípcia de Sara, foi pai dos seguintes filhos, por ordem de nascimento: Nebaiote, o filho mais velho, e em seguida Quedar, Abdeel, Mibsão, Misma, Dumá, Massá, Hadade, Tema, Jetur, Nafis e Quedemá. São esses os doze filhos de Ismael; as suas terras e os seus acampamentos receberam os nomes deles. Cada um era chefe da sua própria tribo.

Ismael tinha cento e trinta e sete anos quando morreu, indo reunir-se assim com os seus antepassados no mundo dos mortos. Os descendentes de Ismael viveram na região que fica entre Havilá e Sur, a leste do Egito, ao longo da estrada que vai para a Assíria. Eles viviam separados dos outros descendentes de Abraão.



O nascimento de Esaú e de Jacó

Esta é a história de Isaque, filho de Abraão.

Isaque tinha quarenta anos quando casou com Rebeca, filha de Betuel e irmã de Labão. Eles eram arameus e moravam na Mesopotâmia. Rebeca não podia ter filhos, e por isso Isaque orou a Deus, o SENHOR, em favor dela. O SENHOR ouviu a oração dele, e Rebeca ficou grávida. Na barriga dela havia gêmeos, e eles lutavam um com o outro.

Ela pensou assim:
"Por que está me acontecendo uma coisa dessas?"

Então foi perguntar a Deus, o SENHOR, e ele respondeu:

- No seu ventre há duas nações;
você dará à luz dois povos inimigos.
Um será mais forte do que o outro,
e o mais velho será dominado
pelo mais moço.

Chegou o tempo de Rebeca dar à luz, e ela teve dois meninos. O que nasceu primeiro era vermelho e peludo como um casaco de pele; por isso lhe deram o nome de Esaú. O segundo nasceu agarrando o calcanhar de Esaú com uma das mãos, e por isso lhe deram o nome de Jacó.

Isaque tinha sessenta anos quando Rebeca teve os gêmeos.

1Crônicas 1.28-33
Esaú vende os seus direitos de filho mais velho

Os meninos cresceram.

Esaú gostava de viver no campo e se tornou um bom caçador.



Jacó, pelo contrário, era um homem sossegado, que gostava de ficar em casa. Isaque amava mais Esaú porque gostava de comer da carne dos animais que ele caçava. Rebeca, por sua vez, preferia Jacó.

Um dia, quando Jacó estava cozinhando um ensopado, Esaú chegou do campo, muito cansado, e foi dizendo:
- Estou morrendo de fome. Por favor, me deixe comer dessa coisa vermelha aí (Por isso puseram em Esaú o nome de Edom.).

Jacó respondeu:
- Sim, eu deixo; mas só se você passar para mim os seus direitos de filho mais velho.

Esaú disse:
- Está bem. Eu estou quase morrendo; que valor têm para mim esses direitos de filho mais velho?

- Então jure primeiro - disse Jacó.

Esaú fez um juramento e assim passou a Jacó os seus direitos de filho mais velho. Aí Jacó lhe deu pão e o ensopado. Quando Esaú acabou de comer e de beber, levantou-se e foi embora. Foi assim que ele desprezou os seus direitos de filho mais velho.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 26

Isaque na terra dos filisteus

Naquela região houve uma época de falta de alimentos, como tinha acontecido antes, no tempo de Abraão.

Por isso, Isaque foi até a cidade de Gerar, onde vivia Abimeleque, o rei dos filisteus.

Ali o SENHOR Deus apareceu a Isaque e disse:
- Não vá para o Egito. Fique na terra que eu vou lhe mostrar. Por enquanto fique morando neste lugar, e eu estarei com você e o abençoarei. Darei aos seus descendentes todas estas terras e assim cumprirei o juramento que fiz a Abraão, o seu pai. Farei com que os seus descendentes sejam tão numerosos quanto as estrelas do céu e lhes darei todas estas terras. Por meio dos seus descendentes eu abençoarei todas as nações do mundo, pois Abraão me obedeceu e cumpriu as minhas ordens, os meus mandamentos, as minhas leis e os meus ensinamentos.

Assim, Isaque ficou morando em Gerar.

Quando os homens do lugar lhe fizeram perguntas sobre a sua mulher, ele disse que ela era sua irmã. Rebeca era muito bonita, e Isaque tinha medo de dizer que ela era a sua mulher, pois pensava que os homens do lugar o matariam para ficarem com ela.

Isaque ficou ali muito tempo. Um dia Abimeleque, o rei dos filisteus, olhou por uma janela e viu Isaque acariciando Rebeca, a sua mulher.

Então Abimeleque mandou chamar Isaque e perguntou:
- Ela é a sua mulher, não é verdade? Por que você disse que ela era sua irmã?

- É que eu pensei que me matariam se eu dissesse que ela era a minha mulher - respondeu Isaque.

Aí Abimeleque disse:
- Por que você nos fez isso? Um de nós poderia facilmente ter ido para a cama com ela, e você teria feito com que a culpa caísse sobre nós.

Então Abimeleque mandou a todo o seu povo o seguinte aviso:
"Se alguém tratar mal este homem ou a sua mulher, será morto."

Naquele ano, Isaque fez plantações ali e colheu cem vezes mais do que semeou, pois o SENHOR Deus o abençoou. Ele foi enriquecendo cada vez mais e se tornou muito rico e poderoso. Isaque tinha tantas ovelhas e cabras, tanto gado e tantos empregados, que os filisteus acabaram ficando com inveja dele. Por isso eles entupiram com terra todos os poços que os empregados de Abraão, o pai de Isaque, haviam cavado no tempo em que Abraão ainda estava vivo.

Até que um dia Abimeleque disse a Isaque:
- Vá embora da nossa terra. Você ficou muito mais poderoso do que nós.

Isaque saiu dali, armou as suas barracas no vale de Gerar e ficou morando ali por algum tempo. Ele tornou a abrir os poços que haviam sido cavados no tempo de Abraão e que os filisteus haviam tapado depois da sua morte. E Isaque pôs nos poços os mesmos nomes que o seu pai havia posto.

Um dia os empregados de Isaque estavam no vale abrindo um poço e acharam uma mina de água. Os pastores de Gerar discutiram com os pastores de Isaque, afirmando que a água era deles. Por isso Isaque deu a esse poço o nome de "Discussão".

Depois os empregados de Isaque abriram outro poço e por causa dele também houve discussão. Então Isaque pôs nele o nome de "Inimizade".

Isaque saiu dali e abriu outro poço. E, como não houve discussão por causa desse, ele o chamou de "Lugar Espaçoso".

Ele disse:
- Agora o SENHOR Deus nos deu um lugar espaçoso para viver nesta terra, e aqui vamos ficar à vontade.

Dali Isaque foi para Berseba.

Naquela noite o SENHOR apareceu a ele e disse:
- Eu sou o Deus de Abraão, o seu pai. Não tenha medo, pois eu estou com você. Por causa do meu servo Abraão, eu abençoarei você e farei com que os seus descendentes sejam muitos.

Isaque construiu um altar ali e adorou a Deus, o SENHOR. Ele armou as suas barracas naquele lugar, e ali os seus empregados cavaram outro poço.



Isaque e Abimeleque fazem um trato

Certo dia, Abimeleque saiu de Gerar e foi conversar com Isaque. Com ele foram o seu amigo Auzate e Ficol, o comandante do seu exército.

Isaque perguntou:
- Por que é que vocês vieram falar comigo, se têm ódio de mim e até me expulsaram da sua terra?

Eles responderam:
- Agora nós sabemos que o SENHOR Deus está com você e pensamos que deveríamos fazer um trato com você, selado com juramento. O trato é este: Você não nos fará nenhum mal, assim como nós não fizemos nenhum mal a você. Nós fomos bondosos para você e deixamos que fosse embora em paz. Agora está claro que o SENHOR o tem abençoado.

Então Isaque preparou um banquete, e todos eles comeram e beberam.

No dia seguinte, eles se levantaram bem cedo e fizeram o trato, e cada um fez o seu juramento. Isaque se despediu deles, e eles foram embora como seus amigos.

Nesse mesmo dia, os empregados de Isaque foram dar-lhe a notícia de que haviam encontrado água no poço que estavam cavando. Isaque pôs nesse poço o nome de Seba, e por isso até hoje o nome daquela cidade é Berseba.



As mulheres de Esaú

Quando tinha quarenta anos, Esaú casou com Judite, filha de Beeri, e com Basemate, filha de Elom, duas moças hetéias.

Essas duas mulheres amarguraram a vida de Isaque e de Rebeca.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 27

Isaque abençoa Jacó

Isaque já estava bem velho e havia ficado cego.

Um dia ele chamou Esaú, o seu filho mais velho, e disse:
- Meu filho!

- Estou aqui, pai - respondeu ele.

O pai lhe disse:
- Você está vendo que estou velho e um dia desses vou morrer. Pegue o seu arco e as suas flechas, vá até o campo e cace um animal. Prepare uma comida saborosa, como eu gosto, e traga aqui para mim. Depois de comer, eu lhe darei a minha bênção, antes de morrer.

Acontece que Rebeca escutou o que Isaque disse a Esaú.

Por isso, quando ele saiu para caçar, ela disse a Jacó:
- Escutei agora mesmo uma conversa do seu pai com o seu irmão Esaú. O seu pai disse assim: "Vá caçar um animal e prepare uma comida saborosa para mim. Depois de comer, eu lhe darei a minha bênção na presença de Deus, o SENHOR, antes de morrer." Agora, meu filho - continuou Rebeca - escute bem e faça o que eu vou dizer. Vá ao lugar onde estão os nossos animais e traga dois cabritos dos melhores. Eu vou preparar uma comida saborosa, como o seu pai gosta, e você vai levá-la para ele comer. Depois o seu pai vai abençoar você, antes que ele morra.

Aí Jacó disse à mãe:
- O meu irmão é muito peludo, e eu não. Se o meu pai me apalpar e descobrir que sou eu, ele vai saber que eu estou tentando enganá-lo. Então ele vai me amaldiçoar em vez de me abençoar.

Mas a mãe respondeu:
- Nesse caso, que a maldição caia sobre mim, meu filho. Faça exatamente o que eu disse: vá e traga os cabritos para mim.

Jacó foi, pegou os cabritos e os levou à mãe, e ela preparou uma comida saborosa, como Isaque gostava. Depois ela pegou a melhor roupa de Esaú, que estava guardada em casa, e com ela vestiu Jacó. Com a pele dos cabritos ela cobriu as mãos e o pescoço de Jacó, que não tinha pelos. Depois entregou a Jacó a comida gostosa e o pão que ela havia feito.

Então Jacó foi até onde o pai estava e disse:
- Pai!

- Aqui estou - respondeu ele.
- Quem é você, meu filho?

- Eu sou Esaú, o seu filho mais velho - disse Jacó.
- Já fiz o que o senhor mandou. Levante-se, por favor; sente-se, coma da carne do animal que cacei e depois me abençoe.

Aí Isaque perguntou:
- Mas como foi que você achou a caça tão depressa, meu filho?

Jacó respondeu:
- O SENHOR, seu Deus, me ajudou.

Então Isaque disse a Jacó:
- Chegue mais perto para que eu possa apalpar você. Assim vou saber se você é Esaú mesmo ou não.

Jacó chegou perto de Isaque, e ele o apalpou e disse:
- A sua voz é a voz de Jacó, mas as mãos parecem as mãos de Esaú.

Assim, Isaque não reconheceu que era Jacó, pois as suas mãos estavam peludas como as de Esaú, e por isso ele o abençoou.

Mas antes de abençoá-lo, perguntou mais uma vez:
- Você é mesmo o meu filho Esaú?

- Sou, sim - respondeu Jacó.

Então o pai disse:
- Traga a carne da caça para que eu coma. Depois eu o abençoarei.

Jacó serviu a comida ao seu pai e também trouxe vinho.

Isaque comeu, e bebeu, e depois disse:
- Venha cá, meu filho, e me dê um beijo.

Jacó chegou perto e beijou o pai.

Quando sentiu o cheiro da roupa que Jacó estava usando, Isaque o abençoou e disse assim:

"Ah! O cheiro do meu filho é como o cheiro de um campo que o SENHOR Deus abençoou. Meu filho, que Deus lhe dê o orvalho do céu; que os seus campos produzam boas colheitas e fartura de trigo e vinho. Que nações sejam dominadas por você, e que você seja respeitado pelos povos. Que você mande nos seus parentes, e que os descendentes da sua mãe o tratem com respeito. Malditos sejam aqueles que o amaldiçoarem, e que sejam abençoados os que o abençoarem!"





Esaú pede a bênção do pai

Isaque acabou de dar a bênção, e Jacó ia saindo, quando Esaú chegou, vindo da caçada. Ele também fez uma comida gostosa e levou para o pai.

Aí disse:
- Levante-se, por favor, coma da caça que eu matei e depois me abençoe.

Então Isaque perguntou:
- Quem é você?

- Eu sou Esaú, o seu filho mais velho.

Isaque ficou agitado e começou a tremer muito. E disse:
- Então quem foi que caçou um animal e trouxe para mim? Eu comi antes que você chegasse e dei àquele homem a minha bênção. Ele é quem será abençoado.

Quando Esaú ouviu isso, deu um grito cheio de amargura e disse:
- Meu pai, dê a sua bênção para mim também!

Porém Isaque respondeu:
- O seu irmão veio, me enganou e ficou com a bênção que era sua.

Esaú disse:
- Esta é a segunda vez que ele me engana. Foi com razão que puseram nele o nome de Jacó. Primeiro ele me tirou os direitos de filho mais velho e agora tirou a bênção que era minha. Pai, será que o senhor não guardou nenhuma bênção para mim?

Isaque respondeu:
- Eu já dei a Jacó autoridade sobre você e fiz com que todos os parentes de Jacó sejam escravos dele. Também disse que ele terá muito trigo e muito vinho. Agora não posso fazer nada por você, meu filho.

Porém Esaú insistiu:
- Será que o senhor tem só uma bênção? Abençoe também a mim, meu pai. E começou a chorar alto.

Então Isaque disse:

"Você viverá longe de terras boas e longe do orvalho que cai do céu. Você viverá pela sua espada e será empregado do seu irmão. Porém, quando você se revoltar, se livrará dele."



Jacó vai para a Mesopotâmia

Esaú ficou com ódio de Jacó porque o seu pai tinha dado a ele a bênção. Então pensou assim: "O meu pai vai morrer logo. Quando acabarem os dias de luto, vou matar o meu irmão."

Rebeca ficou sabendo do plano de Esaú e mandou chamar Jacó. Ela disse:
- Escute aqui! O seu irmão Esaú está planejando se vingar de você; ele quer matá-lo. Por isso, meu filho, preste atenção. Vá agora mesmo para a casa de Labão, o meu irmão, que mora em Harã. Fique algum tempo lá com ele, até que passe o ódio do seu irmão, e ele esqueça aquilo que você lhe fez. Nessa ocasião, eu mandarei alguém para trazer você de volta. Não quero perder os meus dois filhos num dia só

Depois Rebeca foi falar com Isaque e disse:
- Estou aborrecida da vida por causa dessas mulheres hetéias com quem Esaú casou. Se Jacó também casar com uma dessas hetéias, será melhor que eu morra.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 28

Então Isaque chamou Jacó e o abençoou.

E lhe deu a seguinte ordem:
- Não case com nenhuma moça daqui de Canaã. Apronte-se e vá para a Mesopotâmia. Fique na casa do seu avô Betuel e case com uma das filhas do seu tio Labão. Que o Deus Todo-Poderoso o abençoe e lhe dê muitos descendentes para que de você saiam muitas nações! Que ele abençoe você e os seus descendentes, como abençoou Abraão, para que sejam donos desta terra onde você tem vivido como estrangeiro, terra que Deus deu a Abraão!

Foi assim que Isaque mandou que Jacó fosse morar na Mesopotâmia, na casa de Labão, que era filho de Betuel, o arameu, e irmão de Rebeca, a mãe de Esaú e de Jacó.



Esaú casa com uma filha de Ismael

Esaú ficou sabendo que Isaque havia abençoado Jacó e o havia mandado para a Mesopotâmia a fim de casar ali. Também soube que, quando o pai o havia abençoado, tinha mandado que não casasse com nenhuma mulher do país de Canaã. E ficou sabendo que, obedecendo ao pai e à mãe, Jacó havia ido para a Mesopotâmia. Então Esaú compreendeu que o seu pai não via com bons olhos as mulheres de Canaã. Por isso foi até a casa de Ismael, filho de Abraão, e casou com Maalate, filha de Ismael e irmã de Nebaiote.



O sonho de Jacó em Betel

Jacó saiu de Berseba a fim de ir para Harã.

De tardinha, ele chegou a um lugar sagrado e passou a noite ali. Pegou uma pedra daquele lugar para servir como travesseiro e se deitou ali mesmo para dormir.

Então Jacó sonhou. Ele viu uma escada que ia da terra até o céu, e os anjos de Deus subiam e desciam por ela.

 

O SENHOR Deus estava ao lado dele e disse:
- Eu sou o SENHOR, o Deus do seu avô Abraão e o Deus de Isaque, o seu pai. Darei a você e aos seus descendentes esta terra onde você está deitado. Os seus descendentes serão tantos como o pó da terra. Eles se espalharão de norte a sul e de leste a oeste, e por meio de você e dos seus descendentes eu abençoarei todos os povos do mundo. Eu estarei com você e o protegerei em todos os lugares aonde você for. E farei com que você volte para esta terra. Eu não o abandonarei até que cumpra tudo o que lhe prometi.

Quando Jacó acordou, disse assim:
"De fato, o SENHOR Deus está neste lugar, e eu não sabia disso."

Aí ficou com medo e disse:
"Este lugar dá medo na gente. Aqui é a casa de Deus, aqui fica a porta do céu!"

Jacó se levantou bem cedo, pegou a pedra que havia usado como travesseiro e a pôs de pé como um pilar. Depois derramou azeite em cima para dedicá-la a Deus.

Naquele lugar havia uma cidade que antes se chamava Luz, mas Jacó mudou o seu nome para Betel.

Ali Jacó fez a Deus a seguinte promessa:
"Se tu fores comigo e me guardares nesta viagem que estou fazendo; se me deres roupa e comida; e se eu voltar são e salvo para a casa do meu pai, então tu, ó SENHOR, serás o meu Deus. Esta pedra que pus como pilar será a tua casa, ó Deus, e eu te entregarei a décima parte de tudo quanto me deres."