Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)
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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Gênesis 41 a 44 (dia 11)

LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 41

José explica os sonhos do rei

Dois anos se passaram.

Um dia, o rei do Egito sonhou que estava de pé na beira do rio Nilo. De repente, saíram do rio sete vacas bonitas e gordas, que começaram a comer o capim da beira do rio. Logo em seguida, saíram do rio outras sete vacas, feias e magras, que foram ficar perto das primeiras vacas, na beira do rio. E as vacas feias e magras engoliram as bonitas e gordas. Aí o rei acordou.

Mas tornou a dormir e teve outro sonho. Desta vez ele viu sete espigas de trigo que saíam de um mesmo pé; elas eram boas e cheias de grãos. Depois saíram sete espigas secas e queimadas pelo vento quente do deserto e elas engoliram as sete espigas cheias e boas. O rei acordou: tinha sido um sonho.



De manhã ele estava muito preocupado e, por isso, mandou chamar todos os adivinhos e todos os sábios do Egito. O rei contou os seus sonhos, mas nenhum dos sábios foi capaz de dar a explicação.

Então o chefe dos copeiros disse ao rei:
- Chegou a hora de confessar um erro que cometi. Um dia o senhor ficou com raiva de mim e do chefe dos padeiros e nos mandou para a cadeia, na casa do capitão da guarda. Certa noite, cada um de nós teve um sonho, e cada sonho queria dizer uma coisa. Lá na cadeia estava com a gente um moço hebreu, que era escravo do capitão da guarda. Contamos a esse moço os nossos sonhos, e ele explicou o que queriam dizer. E tudo deu certo, exatamente como ele havia falado. Eu voltei para o meu serviço, e o padeiro foi enforcado.

Então o rei mandou chamar José, e foram depressa tirá-lo da cadeia. Ele fez a barba, trocou de roupa e se apresentou ao rei.

Então o rei disse:
- Eu tive um sonho que ninguém conseguiu explicar. Ouvi dizer que você é capaz de explicar sonhos.

- Isso não depende de mim - respondeu José. - É Deus quem vai dar uma resposta para o bem do senhor, ó rei.

Aí o rei disse:
- Sonhei que estava de pé na beira do rio Nilo. De repente, saíram do rio sete vacas bonitas e gordas, que começaram a comer o capim da beira do rio. Depois saíram do rio outras sete vacas, mas estas eram feias e magras. Em toda a minha vida eu nunca vi no Egito vacas tão feias como aquelas. E as vacas feias e magras engoliram as bonitas e gordas, mas nem dava para notar isso, pois elas continuavam tão feias como antes. Então eu acordei. Depois tive outro sonho. Eu vi sete espigas de trigo boas e cheias de grãos, as quais saíam de um mesmo pé. Depois saíram sete espigas secas e queimadas pelo vento quente do deserto e elas engoliram as sete espigas cheias e boas. Eu contei os sonhos aos adivinhos, mas nenhum deles foi capaz de explicá-los.

Então José disse ao rei:
- Os dois sonhos querem dizer a mesma coisa. Por meio deles Deus está dizendo ao senhor o que ele vai fazer. As sete vacas bonitas são sete anos, e as sete espigas boas também são. Os dois sonhos querem dizer uma coisa só. As sete vacas magras e feias que saíram do rio depois das bonitas e também as sete espigas secas e queimadas pelo vento quente do deserto são sete anos em que vai faltar comida. É exatamente como eu disse: Deus mostrou ao senhor, ó rei, o que ele vai fazer. Virão sete anos em que vai haver muito alimento em todo o Egito. Depois virão sete anos de fome. E a fome será tão terrível, que ninguém lembrará do tempo em que houve muito alimento no Egito. A repetição do sonho quer dizer que Deus resolveu fazer isso e vai fazer logo.



E José continuou:
- Portanto, será bom que o senhor, ó rei, escolha um homem inteligente e sábio e o ponha para dirigir o país. O rei também deve escolher homens que ficarão encarregados de viajar por todo o país para recolher a quinta parte de todas as colheitas, durante os sete anos em que elas forem boas. Durante os anos bons que estão chegando, esses homens ajuntarão todo o trigo que puderem e o guardarão em armazéns nas cidades, sendo tudo controlado pelo senhor. Assim, o mantimento servirá para abastecer o país durante os sete anos de fome no Egito, e o povo não morrerá de fome.



José como governador do Egito

O conselho de José agradou ao rei e aos seus funcionários.

E o rei lhes disse:
- Não poderíamos achar ninguém melhor para dirigir o país do que José, um homem em quem está o Espírito de Deus.

Depois virou-se para José e disse:
- Deus lhe mostrou tudo isso, e assim está claro que não há ninguém que tenha mais capacidade e sabedoria do que você. Você vai ficar encarregado do meu palácio, e todo o meu povo obedecerá às suas ordens. Só eu terei mais autoridade do que você, pois sou o rei. Neste momento, eu o ponho como governador de todo o Egito.

Então o rei tirou do dedo o seu anel-sinete e o colocou no dedo de José. Em seguida mandou que o vestissem com roupas de linho fino e pôs uma corrente de ouro no pescoço dele. Depois fez com que José subisse no carro reservado para a maior autoridade do Egito depois do rei e mandou que os seus homens fossem na frente dele, gritando: "Abram caminho!". Assim, José foi posto como governador de todo o Egito.

O rei disse a José:
- Eu sou o rei, mas sem a sua licença ninguém poderá fazer nada em toda a terra do Egito.

O rei pôs em José o nome de Zafenate Panéia e lhe deu como esposa Asenate, filha de Potífera, que era sacerdote da cidade de Heliópolis. José tinha trinta anos quando entrou para o serviço do rei do Egito. Ele saiu da presença do rei e viajou por todo o Egito.

Durante os sete anos de fartura a terra produziu cereais em grande quantidade. E José ajuntou todos os cereais e os guardou em armazéns nas cidades, ficando em cada cidade os cereais colhidos nos campos vizinhos. José ajuntou tanto mantimento, que desistiu de pesar, pois não dava mais: parecia a areia da praia do mar.

Antes de começarem os anos de fome, José teve dois filhos com a sua mulher Asenate.

* Pôs no primeiro o nome de Manassés e explicou assim: "Deus me fez esquecer todos os meus sofrimentos e toda a família do meu pai."

* No segundo filho pôs o nome de Efraim e disse: "Deus me deu filhos no país onde tenho sofrido."

Então acabaram-se os sete anos de fartura no Egito, e como José tinha dito, começaram os sete anos de fome. Nos outros países o povo passava fome, mas em todo o Egito havia o que comer. Quando os egípcios começaram a passar fome, foram pedir alimentos ao rei.

Ele disse:
- Vão falar com José e façam o que ele disser.

Quando a fome aumentou no país inteiro, José abriu todos os armazéns e começou a vender cereais aos egípcios. E de todos os países vinha gente ao Egito para comprar cereais de José, pois no mundo inteiro havia uma grande falta de alimentos.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 42

Os irmãos de José vão até o Egito

Quando Jacó soube que havia mantimentos no Egito, disse aos filhos:
- Por que vocês estão aí de braços cruzados? Ouvi dizer que no Egito há mantimentos. Vão até lá e comprem cereais para não morrermos de fome.

Então os dez irmãos de José por parte de pai foram até o Egito para comprar mantimentos. Mas Jacó não deixou que Benjamim, o irmão de José por parte de pai e de mãe, fosse com eles; ele tinha medo de que lhe acontecesse alguma desgraça. Os filhos de Jacó foram comprar mantimentos junto com outras pessoas, pois em todo o país de Canaã havia fome.

Como governador do Egito, era José quem vendia cereais às pessoas que vinham de outras terras. Quando os irmãos de José chegaram, eles se ajoelharam na frente dele e encostaram o rosto no chão. Logo que José viu os seus irmãos, ele os reconheceu, mas fez de conta que não os conhecia.

E lhes perguntou com voz dura:
- Vocês, de onde vêm?

- Da terra de Canaã - responderam. - Queremos comprar mantimentos.

José reconheceu os seus irmãos, mas eles não o reconheceram.

Então José lembrou dos sonhos que tinha tido a respeito deles e disse:
- Vocês são espiões que vieram para ver os pontos fracos do nosso país.

Eles responderam:
- De modo nenhum, senhor. Nós, os seus criados, viemos para comprar mantimentos. Somos filhos de um mesmo pai. Nós não somos espiões, senhor! Somos gente honesta.

- Não acredito - disse José. - Vocês vieram para ver os pontos fracos do nosso país.

Eles disseram:
- Nós moramos em Canaã. Somos ao todo doze irmãos, filhos do mesmo pai. Mas um irmão desapareceu, e o mais novo está neste momento com o nosso pai.

José respondeu:
- É como eu disse: vocês são espiões. E o jeito de provar que vocês estão dizendo a verdade é este: enquanto o irmão mais moço de vocês não vier para cá, vocês não sairão daqui. Isso eu juro pela vida do rei! Um de vocês irá buscá-lo, mas os outros ficarão presos até que fique provado se estão ou não dizendo a verdade. Se não estão, é que vocês são espiões. Juro pela vida do rei!

E os pôs na cadeia por três dias.

No terceiro dia, José disse a eles:
- Eu sou uma pessoa que teme a Deus. Vou deixar que vocês fiquem vivos, mas com uma condição. Se, de fato, são pessoas honestas, que um de vocês fique aqui na cadeia, e que os outros voltem para casa, levando mantimentos para matar a fome das suas famílias. Depois tragam aqui o seu irmão mais moço. Isso provará se vocês estão ou não dizendo a verdade; e, se estiverem, não serão mortos.

Eles concordaram e disseram uns aos outros:
- De fato, nós agora estamos sofrendo por causa daquilo que fizemos com o nosso irmão. Nós vimos a sua aflição quando pedia que tivéssemos pena dele, porém não nos importamos. Por isso agora é a nossa vez de ficarmos aflitos.

E Rúben disse assim:
- Eu bem que disse que não maltratassem o rapaz, mas vocês não quiseram me ouvir. Por isso agora estamos pagando pela morte dele.

Eles não sabiam que José estava entendendo o que diziam, pois ele tinha estado falando com eles por meio de um intérprete. José saiu de perto deles e começou a chorar.

Quando pôde falar outra vez, voltou, separou Simeão e mandou que fosse amarrado na presença deles.



Os irmãos de José voltam para Canaã

José mandou que os empregados enchessem de mantimentos os sacos que os irmãos haviam trazido e que devolvessem o dinheiro de cada um, colocando-o nos sacos de mantimentos. E também que lhes dessem comida para a viagem. E assim foi feito.

Os irmãos de José carregaram os jumentos com os mantimentos que haviam comprado e foram embora. Quando chegaram ao lugar onde iam passar a noite, um deles abriu um saco para dar comida ao seu animal e viu que o seu dinheiro estava ali na boca do saco de mantimentos.

Ele disse aos irmãos:
- Vejam só! O meu dinheiro está aqui no meu saco de mantimentos! Eles devolveram!

Todos ficaram muito assustados e, tremendo de medo, perguntavam uns aos outros:
- O que será isso que Deus fez com a gente?

Quando chegaram a Canaã, contaram a Jacó, o seu pai, tudo o que havia acontecido com eles.

E disseram:
- Aquele homem, o governador do Egito, tratou a gente com brutalidade e nos acusou de termos ido ao seu país como espiões. Nós respondemos: "Somos homens honestos; não somos espiões. Somos ao todo doze irmãos, filhos do mesmo pai. Mas um dos nossos irmãos desapareceu, e o mais novo está neste momento com o nosso pai em Canaã." O governador respondeu: "Eu tenho um jeito de descobrir se vocês são homens honestos. Um de vocês ficará aqui comigo, e os outros vão voltar, levando um pouco de mantimento para as suas famílias, que estão passando fome. Mas tragam aqui para mim o seu irmão mais novo. Assim, eu ficarei sabendo que vocês não são espiões, mas homens honestos. Aí entregarei o irmão de vocês, e vocês poderão ficar aqui negociando."

Aconteceu que, quando despejaram os mantimentos, cada um achou na boca do saco um saquinho com o seu dinheiro. Quando eles e o seu pai viram o dinheiro, ficaram com medo.

Então Jacó disse:
- Vocês querem que eu perca todos os meus filhos? José não está com a gente, e Simeão também não está. Agora vocês querem levar Benjamim, e quem sofre com tudo isso sou eu!

Aí Rúben disse ao pai:
- Deixe que eu tome conta de Benjamim; eu o trarei de volta para o senhor. Se não trouxer, o senhor pode matar os meus dois filhos.

Jacó respondeu:
- O meu filho não vai com vocês. José, o irmão dele, está morto, e só ficou Benjamim. Alguma coisa poderia acontecer com ele na viagem que vão fazer, e assim vocês matariam de tristeza este velho.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 43

Os irmãos de José voltam ao Egito

A fome continuava muito grande em Canaã.

Quando as famílias de Jacó e dos seus filhos comeram todo o mantimento que tinha sido trazido do Egito, Jacó disse aos filhos:
- Voltem ao Egito e comprem mais um pouco de alimento para nós.

Mas Judá lembrou:
- Aquele homem deixou bem claro que, se o nosso irmão não fosse junto com a gente, ele não nos receberia. Se o senhor deixar que ele vá, nós iremos comprar mantimentos para o senhor. Se o senhor não deixar, não iremos. Aquele homem disse assim: "Eu só os receberei se vocês trouxerem o seu irmão mais novo."

Jacó disse:
- Por que vocês fizeram cair tamanha desgraça sobre mim? Por que foram dizer ao tal homem que tinham outro irmão?

Eles responderam:
- Aquele homem fez muitas perguntas a respeito de nós e da nossa família. Ele perguntou: "O pai de vocês ainda está vivo? Vocês têm mais um irmão?" Nós tivemos de responder às perguntas dele. Por acaso podíamos adivinhar que ele ia pedir que levássemos o nosso irmão?

Aí Judá disse ao pai:
- Deixe o rapaz por minha conta. Nós partiremos agora mesmo, e assim ninguém morrerá: nem nós, nem o senhor, nem os nossos filhinhos. Eu fico responsável por Benjamim. Se eu não o trouxer de volta são e salvo, o senhor poderá pôr a culpa em mim. Serei culpado diante do senhor pelo resto da minha vida. Se não tivéssemos demorado tanto, já teríamos ido e voltado duas vezes.

Então o pai disse:
- Já que não existe outro jeito, façam o seguinte: ponham nos sacos alguns presentes para aquele homem. Levem os melhores produtos desta terra: um pouco de bálsamo, um pouco de mel, especiarias, nozes e amêndoas. Levem também o dinheiro em dobro, pois vocês precisam devolver a quantia que foi encontrada na boca dos sacos de mantimentos que vocês trouxeram. Deve ter havido algum engano. Levem o irmão de vocês e vão depressa encontrar-se outra vez com aquele homem. Que o Deus Todo-Poderoso faça com que ele tenha pena de vocês e deixe que o seu outro irmão e Benjamim voltem para casa. Quanto a mim, se tenho de perder os meus filhos, o que é que eu posso fazer?

Assim, os filhos de Jacó pegaram os presentes e o dinheiro em dobro e foram para o Egito, levando Benjamim.

Logo que chegaram, foram falar com José.

Quando José viu que Benjamim estava com eles, disse ao funcionário administrador da sua casa:
- Leve esses homens até a minha casa. Mate um animal e prepare tudo, pois eles vão almoçar comigo hoje, ao meio-dia.

O administrador cumpriu a ordem e levou os irmãos até a casa de José.

Quando chegaram lá, eles ficaram com medo e disseram uns aos outros:
- Trouxeram a gente para cá por causa do dinheiro que da outra vez foi colocado de volta nos sacos de mantimentos. Com certeza eles vão nos atacar, vão tomar de nós os nossos jumentos e obrigar a gente a trabalhar como escravos.

Assim que chegaram à porta da casa, disseram ao administrador:
- Por favor, senhor! Já viemos aqui uma vez para comprar mantimentos. Porém, quando chegamos ao lugar onde íamos passar a noite, abrimos os sacos de mantimentos, e na boca dos sacos cada um encontrou o seu dinheiro, sem faltar nada. Trouxemos esse dinheiro de volta e também temos mais dinheiro aqui para comprar mantimentos. Nós não sabemos quem colocou o dinheiro nos sacos de mantimentos.

Aí o administrador respondeu:
- Fiquem tranqüilos, não tenham medo. O Deus de vocês e do seu pai deve ter posto o dinheiro nos sacos de mantimentos para vocês, pois eu recebi o dinheiro que pagaram.

O administrador trouxe Simeão ao lugar onde eles estavam. Depois os levou para dentro da casa, deu água para lavarem os pés e também deu de comer aos jumentos. Os irmãos prepararam os presentes que iam entregar a José quando ele viesse ao meio-dia, pois já sabiam que iam almoçar ali.

Quando José chegou à sua casa, eles lhe entregaram os presentes que haviam trazido, se ajoelharam na frente dele e encostaram o rosto no chão.

José perguntou como iam passando e depois disse:
- E como vai o pai de vocês, aquele velho de quem me falaram? Ele ainda vive?

Eles responderam:
- O seu humilde criado, o nosso pai, ainda está vivo e vai passando bem.

José olhou em volta e, quando viu Benjamim, o seu irmão por parte de pai e mãe, disse:
- É esse o irmão mais moço de vocês, de quem me falaram? Que Deus o abençoe, meu filho!

Ao ver o seu irmão, José ficou tão emocionado, que teve vontade de chorar. Então foi para o seu quarto e ali chorou.

Quando conseguiu se controlar, lavou o rosto e saiu. E disse:
- Sirvam o almoço.

Serviram o almoço a José numa mesa e aos seus irmãos em outra. E havia ainda outra mesa para os egípcios que estavam ali, pois estes, por motivos religiosos, eram proibidos de comer junto com os israelitas.

Os irmãos se sentaram de frente para José. Eles foram colocados por ordem de idade, desde o mais velho até o mais moço. Quando viram isso, eles começaram a olhar uns para os outros, muito admirados. Serviram a eles da mesma comida que foi servida a José e deram a Benjamim cinco vezes mais comida do que aos outros. E eles beberam com José até ficarem alegres.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 44

O copo de José

Depois disso, José deu ao administrador da sua casa a seguinte ordem:
- Encha de mantimento os sacos que esses homens trouxeram, o quanto puderem carregar, e ponha na boca dos sacos o dinheiro de cada um. E, na boca do saco de mantimentos que pertence ao irmão mais moço, ponha o meu copo de prata, junto com o dinheiro que ele pagou pelo seu mantimento. O administrador fez tudo como José havia mandado.

De manhã bem cedo, os irmãos de José saíram de viagem, com os seus jumentos.

Quando eles já tinham saído da cidade, mas ainda não estavam longe, José disse ao seu administrador:
- Vá depressa atrás daqueles homens e, quando os alcançar, diga o seguinte: "Por que vocês pagaram o bem com o mal? Por que roubaram o copo de prata do meu patrão? Ele usa esse copo para beber e para adivinhar as coisas. Vocês cometeram um crime."

Quando o administrador os alcançou e disse o que José havia ordenado, eles responderam:
- Por que o senhor está falando desse jeito? Nós não seríamos capazes de fazer uma coisa dessas! Nós lhe trouxemos de volta do país de Canaã o dinheiro que encontramos na boca dos sacos de mantimentos de cada um de nós. Então por que iríamos roubar prata ou ouro da casa do seu patrão? Se o senhor encontrar o copo com algum de nós, ele será morto, e nós ficaremos seus escravos.

O administrador disse:
- Concordo com vocês, mas só aquele com quem estiver o copo é que será meu escravo; os outros poderão ir embora.

Então eles puseram depressa os sacos de mantimentos no chão, e cada um abriu o seu.

O administrador de José procurou em cada saco de mantimentos, começando pelo do mais velho até o do mais moço; e o copo foi encontrado na boca do saco de mantimentos de Benjamim.

Então os irmãos rasgaram as suas roupas em sinal de tristeza, colocaram de novo as cargas em cima dos jumentos e voltaram para a cidade.

Quando Judá e os seus irmãos chegaram à casa de José, ele ainda estava ali. Eles se ajoelharam na frente dele e encostaram o rosto no chão.

Aí José perguntou:
- Por que foi que vocês fizeram isso? Vocês não sabiam que um homem como eu é capaz de adivinhar as coisas?



Judá respondeu:
- Senhor, o que podemos falar ou responder? Como podemos provar que somos inocentes? Deus descobriu o nosso pecado. Aqui estamos e somos todos seus escravos, nós e aquele com quem estava o copo.

José disse:
- De jeito nenhum! Eu nunca faria uma coisa dessas! Só aquele que estava com o meu copo é que será meu escravo. Os outros podem voltar em paz para a casa do pai.



Judá pede em favor de Benjamim

Então Judá chegou perto de José e disse:
- Senhor, me dê licença para lhe falar com franqueza. Não fique aborrecido comigo, pois o senhor é como se fosse o próprio rei. O senhor perguntou: "Vocês têm pai ou outro irmão?" Nós respondemos assim: "Temos pai, já velho, e um irmão mais moço, que nasceu quando o nosso pai já estava velho. O irmão do rapazinho morreu. Agora ele é o único filho da sua mãe que está vivo, e o seu pai o ama muito." Aí o senhor nos disse para trazer o rapazinho porque desejava vê-lo. Nós respondemos que ele não podia deixar o seu pai, pois, se deixasse, o seu pai morreria. Mas o senhor disse que, se ele não viesse, o senhor não nos receberia.

- Quando chegamos à nossa casa, contamos ao nosso pai tudo o que o senhor tinha dito. Depois ele nos mandou voltar para comprarmos mais mantimentos. Nós respondemos: "Não podemos ir; não seremos recebidos por aquele homem se o nosso irmão mais moço não for com a gente. Nós só vamos se o nosso irmão mais moço for junto." Então o nosso pai disse: "Vocês sabem que a minha mulher Raquel me deu dois filhos. Um deles já me deixou; eu nunca mais o vi. Deve ter sido despedaçado por animais selvagens. E, se agora vocês me tirarem este também, e alguma desgraça acontecer com ele, vocês matarão de tristeza este velho."

- Agora, senhor - continuou Judá - se eu voltar para casa sem o rapaz, logo que o meu pai perceber isso, vai morrer. A vida dele está ligada com a vida do rapaz, e nós seríamos culpados de matar de tristeza o nosso pai, que está velho. E tem mais: eu garanti ao meu pai que seria responsável pelo rapaz. Eu disse assim: "Se eu não lhe trouxer o rapaz de volta, serei culpado diante do senhor pelo resto da minha vida." Por isso agora eu peço ao senhor que me deixe ficar aqui como seu escravo em lugar do rapaz. E permita que ele volte com os seus irmãos. Como posso voltar para casa se o rapaz não for comigo? Eu não quero ver essa desgraça cair sobre o meu pai.

domingo, 10 de abril de 2011

Gênesis 37 a 40 (dia 10)

LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 37

José e seus irmãos

Jacó ficou morando na terra de Canaã, onde o seu pai tinha vivido.

Esta é a história da família de Jacó. Quando José era um jovem de dezessete anos, cuidava das ovelhas e das cabras, junto com os seus irmãos, os filhos de Bila e de Zilpa, que eram mulheres do seu pai. E José contava ao pai as coisas erradas que os seus irmãos faziam.

Jacó já era velho quando José nasceu e por isso ele o amava mais do que a todos os seus outros filhos. Jacó mandou fazer para José uma túnica longa, de mangas compridas. Os irmãos viam que o pai amava mais a José do que a eles e por isso tinham ódio dele e eram grosseiros quando falavam com ele.

Certa vez, José teve um sonho e o contou aos seus irmãos.

Aí é que ficaram com mais raiva dele, porque ele disse assim:
- Escutem, que eu vou contar o sonho que tive. Sonhei que estávamos no campo amarrando feixes de trigo. De repente, o meu feixe ficou de pé, e os feixes de vocês se colocaram em volta do meu e se curvavam diante dele.

Então os irmãos perguntaram:
- Quer dizer que você vai ser nosso rei e que vai mandar em nós?

E ficaram com mais ódio dele ainda por causa dos seus sonhos e do jeito que ele os contava.

Depois José sonhou outra vez e contou também esse sonho aos seus irmãos.

Ele disse assim:
- Eu tive outro sonho. Desta vez o sol, a lua e onze estrelas se curvaram diante de mim.

Quando José contou esse sonho ao pai e aos irmãos, o pai o repreendeu e disse:
- O que quer dizer esse sonho que você teve? Por acaso a sua mãe, os seus irmãos e eu vamos nos ajoelhar diante de você e encostar o rosto no chão?

Os irmãos de José tinham inveja dele, mas o seu pai ficou pensando no caso.



José é vendido e levado ao Egito

Um dia, os irmãos de José levaram as ovelhas e as cabras do seu pai até os pastos que ficavam perto da cidade de Siquém.

Então Jacó disse a José:
- Venha cá. Vou mandar você até Siquém, onde os seus irmãos estão cuidando das ovelhas e das cabras.

- Estou pronto para ir - respondeu José.

Jacó disse:
- Vá lá e veja se os seus irmãos e os animais vão bem e me traga notícias.

Então dali, do vale de Hebrom, Jacó mandou que José fosse até Siquém, e ele foi.

Quando chegou lá, ele foi andando pelo campo.

Aí um homem o viu e perguntou:
- O que você está procurando?

- Estou procurando os meus irmãos - respondeu José. - Eles estão por aí, em algum pasto, cuidando das ovelhas e das cabras. O senhor sabe aonde foram?

O homem respondeu:
- Eles já foram embora daqui. Eu ouvi quando disseram que iam para Dotã.

Aí José foi procurar os seus irmãos e os achou em Dotã. Eles viram José de longe e, antes que chegasse perto, começaram a fazer planos para matá-lo.

Eles disseram:
- Lá vem o sonhador! Venham, vamos matá-lo agora. Depois jogaremos o corpo num poço seco e diremos que um animal selvagem o devorou. Assim, veremos no que vão dar os sonhos dele.

Quando Rúben ouviu isso, quis salvá-lo dos seus irmãos e disse:
- Não vamos matá-lo. Não derramem sangue. Vocês podem jogá-lo neste poço, aqui no deserto, mas não o machuquem.

Rúben disse isso porque planejava salvá-lo dos irmãos e mandá-lo de volta ao pai.

Quando José chegou ao lugar onde os seus irmãos estavam, eles arrancaram dele a túnica longa, de mangas compridas, que ele estava vestindo. Depois o pegaram e o jogaram no poço, que estava vazio e seco. E sentaram-se para comer.

De repente, viram que ia passando uma caravana de ismaelitas que vinha de Gileade e ia para o Egito. Os seus camelos estavam carregados de perfumes e de especiarias.

Aí Judá disse aos irmãos:
- O que vamos ganhar se matarmos o nosso irmão e depois escondermos a sua morte? Em vez de o matarmos, vamos vendê-lo a esses ismaelitas. Afinal de contas, ele é nosso irmão, é do nosso sangue.

Os irmãos concordaram.

Quando alguns negociantes midianitas passaram por ali, os irmãos de José o tiraram do poço e o venderam aos ismaelitas por vinte barras de prata. E os ismaelitas levaram José para o Egito.



Quando Rúben voltou ao poço e viu que José não estava lá dentro, rasgou as suas roupas em sinal de tristeza.

Ele voltou para o lugar onde os seus irmãos estavam e disse:
- O rapaz não está mais lá! E agora, o que é que eu vou fazer?

Então os irmãos mataram um cabrito e com o sangue mancharam a túnica de José.

Depois levaram a túnica ao pai e disseram:
- Achamos isso aí. Será que é a túnica do seu filho?

Jacó a reconheceu e disse:
- Sim, é a túnica do meu filho! Certamente algum animal selvagem o despedaçou e devorou.

Então, em sinal de tristeza, Jacó rasgou as suas roupas e vestiu roupa de luto. E durante muito tempo ficou de luto pelo seu filho.

Todos os seus filhos e filhas tentaram consolá-lo, mas ele não quis ser consolado e disse:
- Vou ficar de luto por meu filho até que vá me encontrar com ele no mundo dos mortos.

E continuou de luto por seu filho José.

Enquanto isso, os midianitas venderam José a Potifar, oficial e capitão da guarda do rei do Egito.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 38

Judá e Tamar

Por esse tempo, Judá se separou dos seus irmãos e foi morar na casa de um homem chamado Hira, que era da cidade de Adulã.

Ali Judá ficou conhecendo a filha de um cananeu chamado Sua. Judá casou com ela, e ela lhe deu um filho, a quem ele chamou de Er. Ela ficou grávida outra vez e teve outro filho, a quem ela deu o nome de Onã. Depois ela teve mais um filho, em quem ela pôs o nome de Selá. Judá estava em Quezibe quando esse menino nasceu.

Judá casou Er, o seu filho mais velho, com uma mulher chamada Tamar. O SENHOR Deus não gostava da vida perversa que Er levava e por isso o matou.

Então Judá disse a Onã:
- Vá e tenha relações com a viúva do seu irmão. Assim, você cumprirá o seu dever de cunhado para que o seu irmão tenha descendentes por meio de você.

Ora, Onã sabia que o filho que nascesse não seria considerado como seu. Por isso, cada vez que tinha relações com a viúva do seu irmão, ele deixava que o esperma caísse no chão para que o seu irmão não tivesse descendentes por meio dele.

O SENHOR ficou desgostoso com o que Onã estava fazendo e o matou também.

Então Judá disse a Tamar, a sua nora:
- Volte para a casa do seu pai e continue viúva até que o meu filho Selá fique adulto.

Ele disse isso porque tinha medo que Selá fosse morto, como havia acontecido com os seus irmãos. Assim, Tamar foi morar na casa do pai dela.

Passado algum tempo, a mulher de Judá morreu. Quando acabou o luto, Judá foi até Timnate, onde estavam cortando a lã das suas ovelhas. E o seu amigo Hira, de Adulã, foi com ele.

Alguém contou a Tamar que o seu sogro ia a Timnate a fim de cortar a lã das suas ovelhas. Então ela trocou de roupa, deixando de lado as suas roupas de viúva, cobriu o rosto com um véu e se disfarçou. Em seguida foi e se sentou perto da entrada da cidade de Enaim, que fica no caminho para Timnate. Ela fez isso porque sabia muito bem que Selá já era homem feito, mas Judá não havia mandado que ele casasse com ela.

Quando Judá a viu, pensou que era uma prostituta, pois ela estava com o rosto coberto. Ele foi falar com ela na beira do caminho, sem saber que era a sua nora.

Ele disse:
- Você quer ir para a cama comigo?

Ela perguntou:
- Quanto é que você me paga?

Ele respondeu:
- Eu lhe mando um cabrito do meu rebanho.

- Está bem - disse ela. - Mas deixe alguma coisa comigo como garantia de que você vai mandar o cabrito.

Judá perguntou:
- O que você quer que eu deixe?

Ela respondeu:
- O seu sinete com o cordão e também o bastão que você tem na mão.

Então Judá entregou os objetos. Ele teve relações com ela, e ela ficou grávida. Tamar voltou para casa, tirou o véu e vestiu as suas roupas de viúva.

Mais tarde, Judá mandou o seu amigo Hira levar o cabrito e trazer de volta os objetos que havia deixado com ela, mas Hira não a encontrou. Ele perguntou aos homens de Enaim se sabiam onde estava a prostituta que costumava ficar na beira da estrada.

- Aqui não esteve nenhuma prostituta - foi a resposta deles.

Hira voltou e disse a Judá:
- Não encontrei a mulher. E os homens do lugar disseram que ali nunca havia estado nenhuma prostituta.

Então Judá disse:
- Pois ela que fique com as minhas coisas. Assim, ninguém vai zombar de nós. Eu mandei o cabrito, mas você não encontrou a mulher.

Passados uns três meses, foram dizer a Judá:
- A sua nora agiu como prostituta e agora está grávida.

Aí Judá disse:
- Tragam essa mulher para fora a fim de ser queimada!

Quando a estavam tirando da sua casa, ela mandou dizer ao seu sogro:
"Quem me engravidou foi o dono destas coisas. Examine e veja de quem são o sinete com o cordão e o bastão."

Judá reconheceu as coisas e disse:
- Ela tem mais razão do que eu; pois prometi casá-la com o meu filho Selá, mas não cumpri a promessa. E nunca mais teve relações com ela.

Na hora de Tamar dar à luz, descobriram que ia ter gêmeos.

Quando ela estava no trabalho de parto, um dos gêmeos pôs uma das mãos para fora. A parteira pegou uma fita vermelha e amarrou na mão dele.

E disse:
- Este saiu primeiro.

Mas ele puxou a mão, e o irmão gêmeo nasceu primeiro.

Então a parteira disse:
- Como você abriu caminho! E puseram nele o nome de Peres.

Depois nasceu o outro, o que estava com a fita vermelha amarrada na mão, e ele recebeu o nome de Zera.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 39

José na casa de Potifar

José foi levado para o Egito, onde os ismaelitas o venderam a um egípcio chamado Potifar, um oficial que era o capitão da guarda do palácio.

O SENHOR Deus estava com José. Ele morava na casa do seu dono e ia muito bem em tudo. O dono de José viu que o SENHOR estava com ele e o abençoava em tudo o que fazia. Assim, José ganhou a simpatia do seu dono, que o pôs como seu ajudante particular. Potifar deu a José a responsabilidade de cuidar da sua casa e tomar conta de tudo o que era seu.

Dali em diante, por causa de José, o SENHOR abençoou o lar do egípcio e também tudo o que ele tinha em casa e no campo. Potifar entregou nas mãos de José tudo o que tinha e não se preocupava com nada, a não ser com a comida que comia. José era um belo tipo de homem e simpático.

Algum tempo depois, a mulher do seu dono começou a cobiçar José.

Um dia ela disse:
- Venha, vamos para a cama.

Ele recusou, dizendo assim:
- Escute! O meu dono não precisa se preocupar com nada nesta casa, pois eu estou aqui. Ele me pôs como responsável por tudo o que tem. Nesta casa eu mando tanto quanto ele. Aqui eu posso ter o que quiser, menos a senhora, pois é mulher dele. Sendo assim, como poderia eu fazer uma coisa tão imoral e pecar contra Deus?

Todos os dias ela insistia que ele fosse para a cama com ela, mas José não concordava e também evitava estar perto dela. Mas um dia, como de costume, ele entrou na casa para fazer o seu trabalho, e nenhum empregado estava ali.

Então ela o agarrou pela capa e disse:
- Venha, vamos para a cama.

Mas ele escapou e correu para fora, deixando a capa nas mãos dela.

Quando notou que, ao fugir, ele havia deixado a capa nas suas mãos, a mulher chamou os empregados da casa e disse:
- Vejam só! Este hebreu, que o meu marido trouxe para casa, está nos insultando. Ele entrou no meu quarto e quis ter relações comigo, mas eu gritei o mais alto que pude. Logo que comecei a gritar bem alto, ele fugiu, deixando a sua capa no meu quarto.

Ela guardou a capa até que o dono de José voltou.

Aí contou a mesma história, assim:
- Esse escravo hebreu, que você trouxe para casa, entrou no meu quarto e quis abusar de mim. Mas eu gritei bem alto, e ele correu para fora, deixando a sua capa no meu quarto. Veja só de que jeito o seu escravo me tratou!

Quando ouviu essa história, o dono de José ficou com muita raiva. Ele agarrou José e o pôs na cadeia onde ficavam os presos do rei. E José ficou ali.

Mas o SENHOR estava com ele e o abençoou, de modo que ele conquistou a simpatia do carcereiro. Este pôs José como encarregado de todos os outros presos, e era ele quem mandava em tudo o que se fazia na cadeia. O carcereiro não se preocupava com nada do que estava entregue a José, pois o SENHOR estava com ele e o abençoava em tudo o que fazia.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 40

José explica dois sonhos

Passado algum tempo, o rei do Egito foi ofendido por dois dos seus servidores, isto é, o chefe dos copeiros, que era encarregado de servir vinho, e o chefe dos padeiros.

O rei ficou furioso com os dois e mandou que fossem postos na cadeia que ficava na casa do capitão da guarda, no mesmo lugar onde José estava preso. Eles ficaram muito tempo ali, e o capitão deu a José a tarefa de cuidar deles.

Certa noite, ali na cadeia, o copeiro e o padeiro tiveram um sonho cada um. E cada sonho queria dizer alguma coisa. Quando José veio vê-los de manhã, notou que estavam preocupados.

Então perguntou:
- Por que vocês estão com essa cara tão triste hoje?

Eles responderam:
- Cada um de nós teve um sonho, e não há ninguém que saiba explicar o que esses sonhos querem dizer.

- É Deus quem dá à gente a capacidade de explicar os sonhos - disse José. - Vamos, contem o que sonharam.

Então o chefe dos copeiros contou o seu sonho.

Ele disse:
- Sonhei que na minha frente havia uma parreira que tinha três galhos. Assim que as folhas saíam, apareciam as flores, e estas viravam uvas maduras. Eu estava segurando o copo do rei; espremia as uvas no copo e o entregava ao rei.

José disse:
- A explicação é a seguinte: os três galhos são três dias. Daqui a três dias o rei vai mandar soltá-lo. Você vai voltar ao seu trabalho e servirá vinho ao rei, como fazia antes. Porém, quando você estiver muito bem lá, lembre de mim e por favor tenha a bondade de falar a meu respeito com o rei, ajudando-me assim a sair desta cadeia. A verdade é que foi à força que me tiraram da terra dos hebreus e me trouxeram para o Egito; e mesmo aqui no Egito não fiz nada para vir parar na cadeia.

Quando o chefe dos padeiros viu que a explicação era boa, disse:
- Eu também tive um sonho. Sonhei que estava carregando na cabeça três cestos de pão. No cesto de cima havia todo tipo de comidas assadas que os padeiros fazem para o rei. E as aves vinham e comiam dessas comidas.

José explicou assim:
- O seu sonho quer dizer isto: os três cestos são três dias. Daqui a três dias o rei vai soltá-lo e vai mandar cortar a sua cabeça. Depois o seu corpo será pendurado num poste de madeira, e as aves comerão a sua carne.

Três dias depois, o rei comemorou o seu aniversário, oferecendo um banquete a todos os seus funcionários. Ele mandou soltar o chefe dos copeiros e o chefe dos padeiros e deu ordem para que viessem ao banquete.

E aconteceu exatamente o que José tinha dito: o rei fez com que o copeiro voltasse ao seu antigo trabalho de servir vinho ao rei e mandou que o padeiro fosse executado. Porém o chefe dos copeiros não lembrou de José; esqueceu dele completamente.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Gênesis 25 a 28 (dia 7)

LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 25

Outros descendentes de Abraão

Abraão casou com outra mulher, que se chamava Quetura, e ela lhe deu os seguintes filhos: Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Sua.

Jocsã foi o pai de Seba e de Dedã. Os descendentes de Dedã foram os assureus, os letuseus e os leumeus.

Os filhos de Midiã foram Efa, Éfer, Enoque, Abida e Elda.

Todos esses foram descendentes de Quetura.

Abraão deixou tudo o que tinha para Isaque, mas deu presentes para os filhos das suas concubinas. E, antes de morrer, separou-os de Isaque e mandou que fossem morar na terra do Oriente.



A morte de Abraão

Abraão viveu cento e setenta e cinco anos. Ele morreu bem velho e foi reunir-se com os seus antepassados no mundo dos mortos. Os seus filhos Isaque e Ismael o sepultaram na caverna de Macpela, que fica a leste de Manre, no campo de Efrom, que era filho de Zoar, o heteu. Este era o campo que Abraão havia comprado dos heteus; Abraão e Sara foram sepultados ali.

Depois da morte de Abraão, Deus abençoou Isaque, o filho dele, que morava perto do "Poço Daquele que Vive e Me Vê".



Os descendentes de Ismael
(1 Crônicas 1.28-33)

Ismael, o filho de Abraão e de Agar, a escrava egípcia de Sara, foi pai dos seguintes filhos, por ordem de nascimento: Nebaiote, o filho mais velho, e em seguida Quedar, Abdeel, Mibsão, Misma, Dumá, Massá, Hadade, Tema, Jetur, Nafis e Quedemá. São esses os doze filhos de Ismael; as suas terras e os seus acampamentos receberam os nomes deles. Cada um era chefe da sua própria tribo.

Ismael tinha cento e trinta e sete anos quando morreu, indo reunir-se assim com os seus antepassados no mundo dos mortos. Os descendentes de Ismael viveram na região que fica entre Havilá e Sur, a leste do Egito, ao longo da estrada que vai para a Assíria. Eles viviam separados dos outros descendentes de Abraão.



O nascimento de Esaú e de Jacó

Esta é a história de Isaque, filho de Abraão.

Isaque tinha quarenta anos quando casou com Rebeca, filha de Betuel e irmã de Labão. Eles eram arameus e moravam na Mesopotâmia. Rebeca não podia ter filhos, e por isso Isaque orou a Deus, o SENHOR, em favor dela. O SENHOR ouviu a oração dele, e Rebeca ficou grávida. Na barriga dela havia gêmeos, e eles lutavam um com o outro.

Ela pensou assim:
"Por que está me acontecendo uma coisa dessas?"

Então foi perguntar a Deus, o SENHOR, e ele respondeu:

- No seu ventre há duas nações;
você dará à luz dois povos inimigos.
Um será mais forte do que o outro,
e o mais velho será dominado
pelo mais moço.

Chegou o tempo de Rebeca dar à luz, e ela teve dois meninos. O que nasceu primeiro era vermelho e peludo como um casaco de pele; por isso lhe deram o nome de Esaú. O segundo nasceu agarrando o calcanhar de Esaú com uma das mãos, e por isso lhe deram o nome de Jacó.

Isaque tinha sessenta anos quando Rebeca teve os gêmeos.

1Crônicas 1.28-33
Esaú vende os seus direitos de filho mais velho

Os meninos cresceram.

Esaú gostava de viver no campo e se tornou um bom caçador.



Jacó, pelo contrário, era um homem sossegado, que gostava de ficar em casa. Isaque amava mais Esaú porque gostava de comer da carne dos animais que ele caçava. Rebeca, por sua vez, preferia Jacó.

Um dia, quando Jacó estava cozinhando um ensopado, Esaú chegou do campo, muito cansado, e foi dizendo:
- Estou morrendo de fome. Por favor, me deixe comer dessa coisa vermelha aí (Por isso puseram em Esaú o nome de Edom.).

Jacó respondeu:
- Sim, eu deixo; mas só se você passar para mim os seus direitos de filho mais velho.

Esaú disse:
- Está bem. Eu estou quase morrendo; que valor têm para mim esses direitos de filho mais velho?

- Então jure primeiro - disse Jacó.

Esaú fez um juramento e assim passou a Jacó os seus direitos de filho mais velho. Aí Jacó lhe deu pão e o ensopado. Quando Esaú acabou de comer e de beber, levantou-se e foi embora. Foi assim que ele desprezou os seus direitos de filho mais velho.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 26

Isaque na terra dos filisteus

Naquela região houve uma época de falta de alimentos, como tinha acontecido antes, no tempo de Abraão.

Por isso, Isaque foi até a cidade de Gerar, onde vivia Abimeleque, o rei dos filisteus.

Ali o SENHOR Deus apareceu a Isaque e disse:
- Não vá para o Egito. Fique na terra que eu vou lhe mostrar. Por enquanto fique morando neste lugar, e eu estarei com você e o abençoarei. Darei aos seus descendentes todas estas terras e assim cumprirei o juramento que fiz a Abraão, o seu pai. Farei com que os seus descendentes sejam tão numerosos quanto as estrelas do céu e lhes darei todas estas terras. Por meio dos seus descendentes eu abençoarei todas as nações do mundo, pois Abraão me obedeceu e cumpriu as minhas ordens, os meus mandamentos, as minhas leis e os meus ensinamentos.

Assim, Isaque ficou morando em Gerar.

Quando os homens do lugar lhe fizeram perguntas sobre a sua mulher, ele disse que ela era sua irmã. Rebeca era muito bonita, e Isaque tinha medo de dizer que ela era a sua mulher, pois pensava que os homens do lugar o matariam para ficarem com ela.

Isaque ficou ali muito tempo. Um dia Abimeleque, o rei dos filisteus, olhou por uma janela e viu Isaque acariciando Rebeca, a sua mulher.

Então Abimeleque mandou chamar Isaque e perguntou:
- Ela é a sua mulher, não é verdade? Por que você disse que ela era sua irmã?

- É que eu pensei que me matariam se eu dissesse que ela era a minha mulher - respondeu Isaque.

Aí Abimeleque disse:
- Por que você nos fez isso? Um de nós poderia facilmente ter ido para a cama com ela, e você teria feito com que a culpa caísse sobre nós.

Então Abimeleque mandou a todo o seu povo o seguinte aviso:
"Se alguém tratar mal este homem ou a sua mulher, será morto."

Naquele ano, Isaque fez plantações ali e colheu cem vezes mais do que semeou, pois o SENHOR Deus o abençoou. Ele foi enriquecendo cada vez mais e se tornou muito rico e poderoso. Isaque tinha tantas ovelhas e cabras, tanto gado e tantos empregados, que os filisteus acabaram ficando com inveja dele. Por isso eles entupiram com terra todos os poços que os empregados de Abraão, o pai de Isaque, haviam cavado no tempo em que Abraão ainda estava vivo.

Até que um dia Abimeleque disse a Isaque:
- Vá embora da nossa terra. Você ficou muito mais poderoso do que nós.

Isaque saiu dali, armou as suas barracas no vale de Gerar e ficou morando ali por algum tempo. Ele tornou a abrir os poços que haviam sido cavados no tempo de Abraão e que os filisteus haviam tapado depois da sua morte. E Isaque pôs nos poços os mesmos nomes que o seu pai havia posto.

Um dia os empregados de Isaque estavam no vale abrindo um poço e acharam uma mina de água. Os pastores de Gerar discutiram com os pastores de Isaque, afirmando que a água era deles. Por isso Isaque deu a esse poço o nome de "Discussão".

Depois os empregados de Isaque abriram outro poço e por causa dele também houve discussão. Então Isaque pôs nele o nome de "Inimizade".

Isaque saiu dali e abriu outro poço. E, como não houve discussão por causa desse, ele o chamou de "Lugar Espaçoso".

Ele disse:
- Agora o SENHOR Deus nos deu um lugar espaçoso para viver nesta terra, e aqui vamos ficar à vontade.

Dali Isaque foi para Berseba.

Naquela noite o SENHOR apareceu a ele e disse:
- Eu sou o Deus de Abraão, o seu pai. Não tenha medo, pois eu estou com você. Por causa do meu servo Abraão, eu abençoarei você e farei com que os seus descendentes sejam muitos.

Isaque construiu um altar ali e adorou a Deus, o SENHOR. Ele armou as suas barracas naquele lugar, e ali os seus empregados cavaram outro poço.



Isaque e Abimeleque fazem um trato

Certo dia, Abimeleque saiu de Gerar e foi conversar com Isaque. Com ele foram o seu amigo Auzate e Ficol, o comandante do seu exército.

Isaque perguntou:
- Por que é que vocês vieram falar comigo, se têm ódio de mim e até me expulsaram da sua terra?

Eles responderam:
- Agora nós sabemos que o SENHOR Deus está com você e pensamos que deveríamos fazer um trato com você, selado com juramento. O trato é este: Você não nos fará nenhum mal, assim como nós não fizemos nenhum mal a você. Nós fomos bondosos para você e deixamos que fosse embora em paz. Agora está claro que o SENHOR o tem abençoado.

Então Isaque preparou um banquete, e todos eles comeram e beberam.

No dia seguinte, eles se levantaram bem cedo e fizeram o trato, e cada um fez o seu juramento. Isaque se despediu deles, e eles foram embora como seus amigos.

Nesse mesmo dia, os empregados de Isaque foram dar-lhe a notícia de que haviam encontrado água no poço que estavam cavando. Isaque pôs nesse poço o nome de Seba, e por isso até hoje o nome daquela cidade é Berseba.



As mulheres de Esaú

Quando tinha quarenta anos, Esaú casou com Judite, filha de Beeri, e com Basemate, filha de Elom, duas moças hetéias.

Essas duas mulheres amarguraram a vida de Isaque e de Rebeca.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 27

Isaque abençoa Jacó

Isaque já estava bem velho e havia ficado cego.

Um dia ele chamou Esaú, o seu filho mais velho, e disse:
- Meu filho!

- Estou aqui, pai - respondeu ele.

O pai lhe disse:
- Você está vendo que estou velho e um dia desses vou morrer. Pegue o seu arco e as suas flechas, vá até o campo e cace um animal. Prepare uma comida saborosa, como eu gosto, e traga aqui para mim. Depois de comer, eu lhe darei a minha bênção, antes de morrer.

Acontece que Rebeca escutou o que Isaque disse a Esaú.

Por isso, quando ele saiu para caçar, ela disse a Jacó:
- Escutei agora mesmo uma conversa do seu pai com o seu irmão Esaú. O seu pai disse assim: "Vá caçar um animal e prepare uma comida saborosa para mim. Depois de comer, eu lhe darei a minha bênção na presença de Deus, o SENHOR, antes de morrer." Agora, meu filho - continuou Rebeca - escute bem e faça o que eu vou dizer. Vá ao lugar onde estão os nossos animais e traga dois cabritos dos melhores. Eu vou preparar uma comida saborosa, como o seu pai gosta, e você vai levá-la para ele comer. Depois o seu pai vai abençoar você, antes que ele morra.

Aí Jacó disse à mãe:
- O meu irmão é muito peludo, e eu não. Se o meu pai me apalpar e descobrir que sou eu, ele vai saber que eu estou tentando enganá-lo. Então ele vai me amaldiçoar em vez de me abençoar.

Mas a mãe respondeu:
- Nesse caso, que a maldição caia sobre mim, meu filho. Faça exatamente o que eu disse: vá e traga os cabritos para mim.

Jacó foi, pegou os cabritos e os levou à mãe, e ela preparou uma comida saborosa, como Isaque gostava. Depois ela pegou a melhor roupa de Esaú, que estava guardada em casa, e com ela vestiu Jacó. Com a pele dos cabritos ela cobriu as mãos e o pescoço de Jacó, que não tinha pelos. Depois entregou a Jacó a comida gostosa e o pão que ela havia feito.

Então Jacó foi até onde o pai estava e disse:
- Pai!

- Aqui estou - respondeu ele.
- Quem é você, meu filho?

- Eu sou Esaú, o seu filho mais velho - disse Jacó.
- Já fiz o que o senhor mandou. Levante-se, por favor; sente-se, coma da carne do animal que cacei e depois me abençoe.

Aí Isaque perguntou:
- Mas como foi que você achou a caça tão depressa, meu filho?

Jacó respondeu:
- O SENHOR, seu Deus, me ajudou.

Então Isaque disse a Jacó:
- Chegue mais perto para que eu possa apalpar você. Assim vou saber se você é Esaú mesmo ou não.

Jacó chegou perto de Isaque, e ele o apalpou e disse:
- A sua voz é a voz de Jacó, mas as mãos parecem as mãos de Esaú.

Assim, Isaque não reconheceu que era Jacó, pois as suas mãos estavam peludas como as de Esaú, e por isso ele o abençoou.

Mas antes de abençoá-lo, perguntou mais uma vez:
- Você é mesmo o meu filho Esaú?

- Sou, sim - respondeu Jacó.

Então o pai disse:
- Traga a carne da caça para que eu coma. Depois eu o abençoarei.

Jacó serviu a comida ao seu pai e também trouxe vinho.

Isaque comeu, e bebeu, e depois disse:
- Venha cá, meu filho, e me dê um beijo.

Jacó chegou perto e beijou o pai.

Quando sentiu o cheiro da roupa que Jacó estava usando, Isaque o abençoou e disse assim:

"Ah! O cheiro do meu filho é como o cheiro de um campo que o SENHOR Deus abençoou. Meu filho, que Deus lhe dê o orvalho do céu; que os seus campos produzam boas colheitas e fartura de trigo e vinho. Que nações sejam dominadas por você, e que você seja respeitado pelos povos. Que você mande nos seus parentes, e que os descendentes da sua mãe o tratem com respeito. Malditos sejam aqueles que o amaldiçoarem, e que sejam abençoados os que o abençoarem!"





Esaú pede a bênção do pai

Isaque acabou de dar a bênção, e Jacó ia saindo, quando Esaú chegou, vindo da caçada. Ele também fez uma comida gostosa e levou para o pai.

Aí disse:
- Levante-se, por favor, coma da caça que eu matei e depois me abençoe.

Então Isaque perguntou:
- Quem é você?

- Eu sou Esaú, o seu filho mais velho.

Isaque ficou agitado e começou a tremer muito. E disse:
- Então quem foi que caçou um animal e trouxe para mim? Eu comi antes que você chegasse e dei àquele homem a minha bênção. Ele é quem será abençoado.

Quando Esaú ouviu isso, deu um grito cheio de amargura e disse:
- Meu pai, dê a sua bênção para mim também!

Porém Isaque respondeu:
- O seu irmão veio, me enganou e ficou com a bênção que era sua.

Esaú disse:
- Esta é a segunda vez que ele me engana. Foi com razão que puseram nele o nome de Jacó. Primeiro ele me tirou os direitos de filho mais velho e agora tirou a bênção que era minha. Pai, será que o senhor não guardou nenhuma bênção para mim?

Isaque respondeu:
- Eu já dei a Jacó autoridade sobre você e fiz com que todos os parentes de Jacó sejam escravos dele. Também disse que ele terá muito trigo e muito vinho. Agora não posso fazer nada por você, meu filho.

Porém Esaú insistiu:
- Será que o senhor tem só uma bênção? Abençoe também a mim, meu pai. E começou a chorar alto.

Então Isaque disse:

"Você viverá longe de terras boas e longe do orvalho que cai do céu. Você viverá pela sua espada e será empregado do seu irmão. Porém, quando você se revoltar, se livrará dele."



Jacó vai para a Mesopotâmia

Esaú ficou com ódio de Jacó porque o seu pai tinha dado a ele a bênção. Então pensou assim: "O meu pai vai morrer logo. Quando acabarem os dias de luto, vou matar o meu irmão."

Rebeca ficou sabendo do plano de Esaú e mandou chamar Jacó. Ela disse:
- Escute aqui! O seu irmão Esaú está planejando se vingar de você; ele quer matá-lo. Por isso, meu filho, preste atenção. Vá agora mesmo para a casa de Labão, o meu irmão, que mora em Harã. Fique algum tempo lá com ele, até que passe o ódio do seu irmão, e ele esqueça aquilo que você lhe fez. Nessa ocasião, eu mandarei alguém para trazer você de volta. Não quero perder os meus dois filhos num dia só

Depois Rebeca foi falar com Isaque e disse:
- Estou aborrecida da vida por causa dessas mulheres hetéias com quem Esaú casou. Se Jacó também casar com uma dessas hetéias, será melhor que eu morra.



LIVRO DE GÊNESIS - CAPÍTULO 28

Então Isaque chamou Jacó e o abençoou.

E lhe deu a seguinte ordem:
- Não case com nenhuma moça daqui de Canaã. Apronte-se e vá para a Mesopotâmia. Fique na casa do seu avô Betuel e case com uma das filhas do seu tio Labão. Que o Deus Todo-Poderoso o abençoe e lhe dê muitos descendentes para que de você saiam muitas nações! Que ele abençoe você e os seus descendentes, como abençoou Abraão, para que sejam donos desta terra onde você tem vivido como estrangeiro, terra que Deus deu a Abraão!

Foi assim que Isaque mandou que Jacó fosse morar na Mesopotâmia, na casa de Labão, que era filho de Betuel, o arameu, e irmão de Rebeca, a mãe de Esaú e de Jacó.



Esaú casa com uma filha de Ismael

Esaú ficou sabendo que Isaque havia abençoado Jacó e o havia mandado para a Mesopotâmia a fim de casar ali. Também soube que, quando o pai o havia abençoado, tinha mandado que não casasse com nenhuma mulher do país de Canaã. E ficou sabendo que, obedecendo ao pai e à mãe, Jacó havia ido para a Mesopotâmia. Então Esaú compreendeu que o seu pai não via com bons olhos as mulheres de Canaã. Por isso foi até a casa de Ismael, filho de Abraão, e casou com Maalate, filha de Ismael e irmã de Nebaiote.



O sonho de Jacó em Betel

Jacó saiu de Berseba a fim de ir para Harã.

De tardinha, ele chegou a um lugar sagrado e passou a noite ali. Pegou uma pedra daquele lugar para servir como travesseiro e se deitou ali mesmo para dormir.

Então Jacó sonhou. Ele viu uma escada que ia da terra até o céu, e os anjos de Deus subiam e desciam por ela.

 

O SENHOR Deus estava ao lado dele e disse:
- Eu sou o SENHOR, o Deus do seu avô Abraão e o Deus de Isaque, o seu pai. Darei a você e aos seus descendentes esta terra onde você está deitado. Os seus descendentes serão tantos como o pó da terra. Eles se espalharão de norte a sul e de leste a oeste, e por meio de você e dos seus descendentes eu abençoarei todos os povos do mundo. Eu estarei com você e o protegerei em todos os lugares aonde você for. E farei com que você volte para esta terra. Eu não o abandonarei até que cumpra tudo o que lhe prometi.

Quando Jacó acordou, disse assim:
"De fato, o SENHOR Deus está neste lugar, e eu não sabia disso."

Aí ficou com medo e disse:
"Este lugar dá medo na gente. Aqui é a casa de Deus, aqui fica a porta do céu!"

Jacó se levantou bem cedo, pegou a pedra que havia usado como travesseiro e a pôs de pé como um pilar. Depois derramou azeite em cima para dedicá-la a Deus.

Naquele lugar havia uma cidade que antes se chamava Luz, mas Jacó mudou o seu nome para Betel.

Ali Jacó fez a Deus a seguinte promessa:
"Se tu fores comigo e me guardares nesta viagem que estou fazendo; se me deres roupa e comida; e se eu voltar são e salvo para a casa do meu pai, então tu, ó SENHOR, serás o meu Deus. Esta pedra que pus como pilar será a tua casa, ó Deus, e eu te entregarei a décima parte de tudo quanto me deres."