Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Jeremias 33 a 36 (dia 198)

Jeremias 33-36

Outra promessa de esperança

33 Enquanto eu ainda estava preso no pátio da guarda, o Senhor Deus falou mais uma vez comigo. Ele disse:
— Quem está falando é o Senhor, que fez a terra, lhe deu forma e a colocou no lugar. O seu nome é Senhor.
E Deus continuou:
— Jeremias, se você me chamar, eu responderei e lhe contarei coisas misteriosas e maravilhosas que você não conhece. Eu, o Senhor, o Deus de Israel, afirmo que as casas de Jerusalém e o palácio real de Judá serão derrubados quando os babilônios construírem rampas de terra para atacar a cidade. Alguns homens lutarão contra os babilônios, mas estes encherão as casas com os corpos daqueles que vou matar na minha ira e no meu furor. Eu abandonei esta cidade por causa das maldades do seu povo. Mas eu curarei esta cidade e o seu povo e novamente lhe darei saúde. E farei com que tenha tempos de paz e segurança. Trarei progresso para o povo de Judá e de Israel e construirei tudo de novo, como era antes. Eu os purificarei de todos os pecados que cometeram e perdoarei as suas maldades e a sua revolta contra mim. Jerusalém será para mim um motivo de alegria, de honra e de orgulho. E todas as nações do mundo vão tremer de medo quando ouvirem falar das boas coisas que estou fazendo para o povo de Jerusalém e do progresso que estou trazendo para esta cidade.
10 O Senhor Deus disse:
— Andam dizendo que este lugar é como um deserto, sem gente e sem animais. É verdade que as cidades de Judá e as ruas de Jerusalém estão vazias, sem gente e sem animais. Porém nesses lugares vocês ouvirão de novo 11 gritos de alegria e de felicidade e o barulho alegre das festas de casamento. Vocês vão ouvir pessoas cantando e trazendo ofertas de gratidão ao meu Templo. Elas cantarão assim:
“Deem graças ao Senhor Todo-Poderoso
porque ele é bom,
e o seu amor dura para sempre.”
Eu farei com que nesta terra haja tanta prosperidade como antes. Eu, o Senhor, estou falando.
12 O Senhor Todo-Poderoso disse:
— Nesta terra, que é um deserto sem gente e sem animais, ainda haverá pastos para onde os pastores poderão trazer os seus rebanhos. 13 Os pastores ainda contarão as suas ovelhas nas cidades das montanhas, nas cidades das planícies de Judá e da região sul, na terra de Benjamim, nos povoados em volta de Jerusalém e nas cidades de Judá. Eu, o Senhor, estou falando.
14 O Senhor disse ainda:
— Está chegando o tempo em que vou cumprir a promessa que fiz ao povo de Israel e de Judá. 15 Nesse dia e nesse tempo, farei surgir um verdadeiro descendente de Davi, e ele fará nesta terra o que é direito e justo. 16 Quando esse dia chegar, o povo de Judá será salvo, e o povo de Israel viverá em segurança. E eles vão dar a Jerusalém este nome: “Senhor, nossa Salvação”. 17 Eu, o Senhor, prometo que sempre haverá um descendente de Davi para reinar em Israel. 18 E sempre haverá sacerdotes da tribo de Levi para estar na minha presença e para trazer ofertas a serem completamente queimadas, ofertas de cereais e sacrifícios de animais.
19 O Senhor Deus me disse o seguinte:
20 — É impossível quebrar as leis que fiz para que o dia e a noite venham sempre um depois do outro. 21 Assim também é impossível quebrar a aliança que fiz com o meu servo Davi, isto é, que ele sempre terá um descendente que seja rei. Também não posso quebrar a aliança que fiz com os sacerdotes da tribo de Levi, que me servem no Templo. 22 Eu aumentarei muito os descendentes do meu servo Davi e os sacerdotes da tribo de Levi. Aumentarei tanto, que será tão impossível contá-los como é impossível contar as estrelas do céu ou os grãos de areia da praia.
23 O Senhor me perguntou:
24 — Jeremias, você sabe que andam dizendo que rejeitei Israel e Judá, as duas famílias que eu havia escolhido? Assim desprezam o meu povo e não o consideram mais como uma nação. 25 Mas eu, o Senhor, digo que fiz leis para o dia e a noite e leis que controlam a terra e o céu. 26 E, assim como mantenho essas leis, também manterei a aliança que fiz com os descendentes de Jacó e com o meu servo Davi. Escolherei um descendente de Davi para governar os descendentes de Abraão, de Isaque e de Jacó. Farei com que o meu povo prospere novamente e terei compaixão dele.

Mensagem para o rei Zedequias

34 O rei Nabucodonosor, da Babilônia, e o seu exército estavam atacando Jerusalém e as cidades vizinhas. Ajudavam nesse ataque as tropas de todas as nações e reinos dominados por ele. Nesse tempo, o Senhor Deus falou comigo e mandou que eu levasse a seguinte mensagem ao rei Zedequias, de Judá:
— Eu, o Senhor, o Deus de Israel, vou entregar esta cidade ao rei da Babilônia, e ele a destruirá com fogo. Você não escapará; pelo contrário, será preso e entregue a ele. Você verá Nabucodonosor e falará com ele pessoalmente. Depois, você irá para a Babilônia. Rei Zedequias, escute o que eu, o Senhor, estou dizendo a seu respeito: você vai morrer em paz e não na guerra. E, como queimaram incenso no sepultamento dos seus antepassados que foram reis antes de você, assim queimarão incenso em sua honra. Vão chorar por sua causa, dizendo: “O nosso rei morreu!” Eu, o Senhor, falei.
Então eu contei tudo isso ao rei Zedequias, em Jerusalém, quando o exército do rei da Babilônia estava atacando a cidade. Esse exército também estava atacando Laquis e Azeca, as duas únicas cidades cercadas de muralhas, em Judá, que ainda resistiam.

Os escravos libertados

O Senhor Deus falou de novo comigo depois que Zedequias fez um acordo com os moradores de Jerusalém para darem liberdade aos seus escravos. Cada um devia pôr em liberdade os seus escravos hebreus, tanto homens como mulheres, para que assim nenhum hebreu tivesse como escravo uma pessoa da sua raça. 10 E todo o povo e as autoridades concordaram em libertar os seus escravos, prometendo nunca mais escravizá-los. Eles libertaram os escravos, 11 mas depois mudaram de ideia, e os fizeram voltar, e os obrigaram a se tornarem escravos de novo.
12-13 Então o Senhor, o Deus de Israel, me mandou dizer ao povo:
— Quando tirei do Egito os antepassados de vocês e os livrei da escravidão, fiz uma aliança com eles. Eu disse que 14 de sete em sete anos deviam libertar qualquer patrício hebreu que eles tivessem comprado e que tivesse sido escravo deles durante seis anos. Mas os seus antepassados não me deram atenção, nem me obedeceram. 15 Porém alguns dias atrás vocês mudaram de ideia e fizeram o que me agrada. Todos concordaram em libertar os seus patrícios hebreus e fizeram um acordo na minha presença, no Templo construído em honra do meu nome. 16 Mas depois vocês novamente mudaram de ideia e profanaram o meu nome. Todos vocês fizeram voltar os escravos que haviam sido libertados e os obrigaram a ser escravos de novo. 17 Por isso, eu, o Senhor, digo que vocês me desobedeceram e não deram a liberdade aos seus patrícios hebreus. Pois bem! Eu vou dar liberdade a vocês: liberdade de morrer na guerra e de morrer de doença e fome. Farei com que sejam um espetáculo horrível para todas as nações da terra. Sou eu, o Senhor, quem está falando. 18-19 As autoridades de Judá e de Jerusalém, os oficiais do palácio, os sacerdotes e todo o povo fizeram uma aliança comigo, passando entre as duas metades de um boi cortado ao meio. Mas eles quebraram a aliança que fizeram na minha presença e não cumpriram o que prometeram. 20 Por isso, eu os entregarei aos seus inimigos que os querem matar, e os corpos deles serão comidos pelas aves e pelos animais selvagens. 21 Entregarei o rei Zedequias, de Judá, e os seus oficiais aos inimigos que os querem matar. Eu os entregarei ao exército do rei da Babilônia, que parou de atacar vocês. 22 Darei ordem aos inimigos, e eles voltarão. Eles atacarão, e tomarão a cidade, e a destruirão com fogo. Farei com que as cidades de Judá virem um deserto onde ninguém mora. Eu, o Senhor, falei.

Jeremias e os recabitas

35 Quando Jeoaquim, filho de Josias, era rei de Judá, o Senhor Deus me disse:
— Jeremias, vá procurar a família dos recabitas e fale com eles. Depois, leve-os a uma das salas do Templo e lhes ofereça vinho.
3-4 Então eu fui buscar os recabitas e levei a família inteira ao Templo: Jazanias (filho de outro Jeremias, que era filho de Habazinias) e todos os seus irmãos e filhos. Eu os levei até a sala dos seguidores do profeta Hanã, homem de Deus. Hanã era filho de Jigdalias. Essa sala ficava perto da sala dos oficiais e em cima da de Maaseias, filho de Salum, importante oficial do Templo. Depois, coloquei diante dos recabitas jarras cheias de vinho e copos e disse:
— Tomem um pouco de vinho.
Mas eles responderam:
— Nós não bebemos vinho, pois o nosso antepassado Jonadabe, filho de Recabe, deu a seguinte ordem: “Nunca bebam vinho, nem vocês nem os seus descendentes. Não construam casas, nem cultivem a terra. Não façam, nem comprem plantações de uva. Não tenham lugar certo para morar. Morem em barracas a vida toda para que assim vivam muito tempo nesta terra.” E nós temos obedecido a todas as ordens do nosso antepassado Jonadabe, filho de Recabe. Nunca bebemos vinho, nem nós, nem nossas esposas, nem nossos filhos e filhas. 9-10 Não construímos casas para morar: moramos em barracas. Não temos plantações de uva, nem terras, nem sementes. Temos obedecido a tudo o que o nosso antepassado Jonadabe ordenou. 11 Mas, quando o rei Nabucodonosor, da Babilônia, invadiu o país, resolvemos vir a Jerusalém para fugir dos exércitos babilônios e sírios. É por isso que estamos vivendo aqui.
12-13 Então o Senhor Todo-Poderoso, o Deus de Israel, mandou que eu fosse dizer o seguinte ao povo de Judá e de Jerusalém:
— Eu, o Senhor, pergunto: por que vocês não querem me ouvir, nem obedecer às minhas ordens? 14 Os descendentes de Jonadabe têm obedecido à sua ordem de não beber vinho. E até hoje nenhum deles bebe, pois todos obedecem ao mandamento que ele deu. Mas eu sempre tenho falado a vocês, e vocês não têm obedecido. 15 Tenho sempre mandado todos os meus servos, os profetas, e eles têm ordenado que vocês abandonem os seus maus caminhos e façam o que é certo. Eles avisaram que vocês não deviam adorar, nem servir outros deuses para que assim pudessem continuar a viver na terra que dei a vocês e aos seus antepassados. Mas vocês não quiseram me ouvir, nem obedecer. 16 Os descendentes de Jonadabe têm obedecido ao mandamento que o seu antepassado lhes deu; no entanto, vocês, o meu povo, não me têm obedecido. 17 Por isso, eu, o Senhor Todo-Poderoso, o Deus de Israel, mandarei sobre vocês, povo de Judá e de Jerusalém, toda a destruição que prometi. Farei isso porque não quiseram me obedecer quando lhes falei e não quiseram responder quando os chamei.
18 Então eu disse à família dos recabitas que o Senhor Todo-Poderoso, o Deus de Israel, tinha dito o seguinte:
— Vocês têm obedecido ao mandamento do seu antepassado Jonadabe, têm respeitado todas as suas ordens e feito tudo o que ele mandou. 19 Por isso, eu, o Senhor Todo-Poderoso, o Deus de Israel, prometo que Jonadabe, filho de Recabe, terá sempre um descendente homem para me servir.

Baruque lê um rolo no Templo

36 No quarto ano em que Jeoaquim, filho de Josias, reinou em Judá, o Senhor Deus me disse:
— Jeremias, pegue um rolo — um livro — e escreva nele tudo o que lhe falei a respeito do povo de Israel e de Judá e a respeito de todas as nações. Escreva tudo o que eu disse desde a primeira vez em que falei com você, quando Josias era rei, até hoje. O povo de Judá vai ficar sabendo de toda a destruição que estou pensando fazer cair sobre eles. Aí talvez todos abandonem os seus maus caminhos, e eu perdoarei a maldade e os pecados deles.
Depois, eu chamei Baruque, filho de Nerias, e ditei tudo o que o Senhor me tinha dito, e ele escreveu num rolo. Então lhe dei as seguintes instruções:
— Eu estou proibido de ir ao Templo. Mas quero que você vá até lá quando o povo estiver jejuando. Leia o rolo em voz alta, de modo que eles escutem tudo o que o Senhor Deus me disse e que eu ditei a você. Faça isso de maneira que o povo e também os que vierem das cidades de Judá possam ouvir. Pode ser que assim eles orem a Deus e abandonem os seus maus caminhos, pois o Senhor está furioso e muito irado com este povo.
Então Baruque leu no pátio do Templo as palavras do Senhor, exatamente como eu havia mandado.
No nono mês do quinto ano do reinado de Jeoaquim, filho de Josias, em Judá, o povo ficou em jejum diante de Deus, o Senhor. Tomaram parte nesse jejum todos os que viviam em Jerusalém e todos os que tinham vindo das cidades de Judá. 10 Então Baruque leu no rolo tudo o que eu tinha dito, e todo o povo escutou. Ele fez essa leitura num dos pátios do Templo, na sala de Gemarias, que era filho de Safã e escrivão do rei. Essa sala, que ficava na entrada do Portão Novo do Templo, dava para o pátio de cima.

O rolo é lido diante das autoridades

11 Micaías, filho de Gemarias e neto de Safã, ouviu Baruque ler no rolo aquilo que o Senhor tinha dito. 12 Aí desceu ao palácio real e foi até a sala do escrivão do rei, onde todas as autoridades estavam reunidas. Encontravam-se ali Elisama, conselheiro do rei, e Delaías, filho de Semaías, e Elnatã, filho de Acbor, e Gemarias, filho de Safã, e Zedequias, filho de Hananias, e todas as outras autoridades. 13 Micaías contou tudo o que tinha ouvido Baruque ler para o povo. 14 Então as autoridades mandaram que Jeudi, que era filho de Netanias, neto de Selemias e bisneto de Cusi, fosse dizer a Baruque o seguinte:
— Venha e traga o rolo que você leu para o povo.
Aí Baruque pegou o rolo e foi ao palácio. 15 E eles lhe disseram:
— Por favor, sente-se e leia o rolo para nós.
E Baruque leu para eles. 16 Depois de terem escutado tudo, eles olharam assustados uns para os outros e disseram a Baruque:
— Temos de contar isso ao rei.
17 Então perguntaram:
— Diga uma coisa: como é que você escreveu tudo isso? Foi Jeremias que ditou?
18 — Jeremias ditou palavra por palavra, e eu escrevi tudo com tinta neste rolo! — respondeu Baruque.
19 Então eles disseram:
— Você e Jeremias precisam se esconder. Não deixem ninguém saber onde vocês estão.

O rei queima o rolo

20 As autoridades deixaram o rolo, isto é, o livro, na sala de Elisama, o escrivão do rei. Em seguida, foram até a sala onde o rei estava e lhe contaram tudo. 21 Então o rei mandou que Jeudi fosse buscar o rolo. Ele foi à sala de Elisama, trouxe o rolo e leu para o rei Jeoaquim e todas as autoridades que estavam em volta dele. 22 Era tempo de frio, e o rei estava no seu palácio de inverno, sentado perto do fogo. 23 Cada vez que Jeudi terminava a leitura de três ou quatro colunas, o rei cortava com uma faquinha aquele pedaço do rolo e jogava no fogo. Ele continuou fazendo isso até que o rolo inteirinho virou cinza. 24 Mas nem o rei nem nenhuma das autoridades que ouviram todas aquelas coisas ficaram com medo ou mostraram qualquer sinal de arrependimento. 25 Acontece que Elnatã, Delaías e Gemarias tinham pedido ao rei que não queimasse o rolo, mas ele não deu atenção. 26 Pelo contrário, mandou que o príncipe Jerameel, junto com Seraías, filho de Azriel, e Selemias, filho de Abdeel, prendessem o meu secretário Baruque e a mim. Mas o Senhor nos havia escondido.

O outro rolo

27 Depois que o rei Jeoaquim queimou o rolo que eu havia ditado a Baruque, o Senhor Deus me disse 28 que pegasse outro rolo e escrevesse tudo o que estava naquele que o rei tinha queimado. 29 E o Senhor me mandou dizer o seguinte:
— Rei Jeoaquim, você queimou o rolo, perguntando: “Por que foi que Jeremias escreveu que o rei da Babilônia certamente virá, e destruirá esta terra, e matará a sua gente e os seus animais?” 30 Por isso, eu, o Senhor, digo a você, rei Jeoaquim, que nenhum dos seus descendentes será rei no reino de Davi. O seu cadáver ficará largado ao sol durante o dia e à geada durante a noite. 31 Castigarei você, os seus descendentes e as suas autoridades por causa dos pecados de vocês todos. Nem você nem o povo de Jerusalém e de Judá se importaram com os meus avisos. Por isso, farei cair sobre todos vocês a desgraça que prometi.
32 Então peguei outro rolo, entreguei ao meu secretário Baruque, e ele escreveu tudo o que eu ditei. Escreveu tudo o que estava no rolo que o rei Jeoaquim havia queimado. E ainda ditei muitas outras coisas parecidas.

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