Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Marcos 9 a 12 (dia 244)

Marcos 9-12

E Jesus terminou, dizendo:
— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: estão aqui algumas pessoas que não morrerão antes de verem o Reino de Deus chegar com poder.

Jesus, Moisés e Elias

Seis dias depois, Jesus foi para um monte alto, levando consigo somente Pedro, Tiago e João. Ali, eles viram a aparência de Jesus mudar. A sua roupa ficou muito branca e brilhante, mais do que qualquer lavadeira seria capaz de deixar. E os três discípulos viram Elias e Moisés conversando com Jesus. Então Pedro disse a Jesus:
— Mestre, como é bom estarmos aqui! Vamos armar três barracas: uma para o senhor, outra para Moisés e outra para Elias.
Pedro não sabia o que deveria dizer, pois ele e os outros dois discípulos estavam apavorados. Logo depois, uma nuvem os cobriu, e dela veio uma voz, que disse:
— Este é o meu Filho querido. Escutem o que ele diz!
Aí os discípulos olharam em volta e viram somente Jesus com eles.
Quando estavam descendo do monte, Jesus mandou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem ressuscitasse. 10 Eles obedeceram à ordem, mas discutiram entre si sobre o que queria dizer essa ressurreição. 11 Então perguntaram a Jesus:
— Por que os mestres da Lei dizem que Elias deve vir primeiro?
12 Ele respondeu:
— É verdade que Elias vem primeiro para preparar tudo. Mas por que é que as Escrituras Sagradas afirmam que o Filho do Homem vai sofrer muito e ser rejeitado? 13 Eu afirmo a vocês que Elias já veio, e o maltrataram como quiseram, conforme as Escrituras dizem a respeito dele.

A cura de um menino

14 Quando eles chegaram perto dos outros discípulos, viram uma grande multidão em volta deles e alguns mestres da Lei discutindo com eles. 15 Quando o povo viu Jesus, todos ficaram admirados e correram logo para o cumprimentarem. 16 Jesus perguntou aos discípulos:
— O que é que vocês estão discutindo com eles?
17 Um homem que estava na multidão respondeu:
— Mestre, eu trouxe o meu filho para o senhor, porque ele está dominado por um espírito mau e não pode falar. 18 Sempre que o espírito ataca o meu filho, joga-o no chão, e ele começa a espumar e a ranger os dentes; e ele está ficando cada vez mais fraco. Já pedi aos discípulos do senhor que expulsassem o espírito, mas eles não conseguiram.
19 Jesus disse:
— Gente sem fé! Até quando ficarei com vocês? Até quando terei de aguentá-los? Tragam o menino aqui.
20 Quando o levaram, o espírito viu Jesus e sacudiu com força o menino. Ele caiu e começou a rolar no chão, espumando pela boca.
21 Aí Jesus perguntou ao pai:
— Quanto tempo faz que o seu filho está assim?
O pai respondeu:
— Ele está assim desde pequeno. 22 Muitas vezes o espírito o joga no fogo e na água para matá-lo. Mas, se o senhor pode, então nos ajude. Tenha pena de nós!
23 Jesus respondeu:
— Se eu posso? Tudo é possível para quem tem fé.
24 Então o pai gritou:
— Eu tenho fé! Ajude-me a ter mais fé ainda!
25 Quando Jesus viu que muita gente estava se juntando ao redor dele, ordenou ao espírito mau:
— Espírito surdo-mudo, saia desse menino e nunca mais entre nele!
26 O espírito gritou, sacudiu o menino e saiu dele, deixando-o como morto. Por isso todos diziam que ele havia morrido. 27 Mas Jesus pegou o menino pela mão e o ajudou a ficar de pé.
28 Quando Jesus entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram em particular:
— Por que foi que nós não pudemos expulsar aquele espírito?
29 Jesus respondeu:
— Este tipo de espírito só pode ser expulso com oração.

Jesus fala outra vez da sua morte e da sua ressurreição

30 Jesus e os discípulos saíram daquele lugar e continuaram atravessando a Galileia. Jesus não queria que ninguém soubesse onde ele estava 31 porque estava ensinando os discípulos. Ele lhes dizia:
— O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, e eles vão matá-lo; mas três dias depois ele ressuscitará.
32 Eles não entendiam o que Jesus dizia, mas tinham medo de perguntar.

Quem é o mais importante

33 Jesus e os discípulos chegaram à cidade de Cafarnaum. Quando já estavam em casa, Jesus perguntou aos doze discípulos:
— O que é que vocês estavam discutindo no caminho?
34 Mas eles ficaram calados porque no caminho tinham discutido sobre qual deles era o mais importante.
35 Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse:
— Se alguém quer ser o primeiro, deve ficar em último lugar e servir a todos.
36 Aí segurou uma criança e a pôs no meio deles. E, abraçando-a, disse aos discípulos:
37 — Aquele que, por ser meu seguidor, receber uma criança como esta estará também me recebendo. E quem me receber não recebe somente a mim, mas também aquele que me enviou.

Quem não é contra nós é por nós

38 João disse:
— Mestre, vimos um homem que expulsa demônios pelo poder do nome do senhor, mas nós o proibimos de fazer isso porque ele não é do nosso grupo.
39 Jesus respondeu:
— Não o proíbam, pois não há ninguém que faça milagres pelo poder do meu nome e logo depois seja capaz de falar mal de mim. 40 Porque quem não é contra nós é por nós. 41 Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem der um copo de água a vocês, porque vocês são de Cristo, com toda a certeza receberá a sua recompensa.

O perigo do pecado

42 Jesus continuou:
— Quanto a estes pequeninos que creem em mim , se alguém for culpado de um deles me abandonar, seria melhor para essa pessoa que ela fosse jogada no mar, com uma pedra grande amarrada no pescoço. 43 Se uma das suas mãos faz com que você peque, corte-a fora! Pois é melhor você entrar na vida eterna com uma só mão do que ter as duas e ir para o inferno, onde o fogo nunca se apaga. 44 [Ali os vermes que devoram não morrem, e o fogo nunca se apaga.] 45 Se um dos seus pés faz com que você peque, corte-o fora! Pois é melhor você entrar na vida eterna aleijado do que ter os dois pés e ser jogado no inferno. 46 [Ali os vermes que devoram não morrem, e o fogo nunca se apaga.] 47 Se um dos seus olhos faz com que você peque, arranque-o! Pois é melhor você entrar no Reino de Deus com um olho só do que ter os dois e ser jogado no inferno. 48 Ali os vermes que devoram não morrem, e o fogo nunca se apaga.
49 — Pois todas as pessoas serão purificadas pelo fogo, assim como os sacrifícios são purificados pelo sal. 50 O sal é uma coisa útil; mas, se perder o gosto, como é que vocês poderão lhe dar gosto de novo? Tenham sal em vocês mesmos e vivam em paz uns com os outros.

Jesus fala sobre o divórcio

10 Jesus saiu daquele lugar e foi para a região da Judeia que fica no lado leste do rio Jordão. Uma grande multidão se ajuntou outra vez em volta dele, e ele ensinava todos, como era o seu costume. Alguns fariseus, querendo conseguir uma prova contra ele, perguntaram:
— De acordo com a nossa Lei, um homem pode mandar a sua esposa embora?
Jesus respondeu com esta pergunta:
— O que foi que Moisés mandou?
Eles responderam:
— Moisés permitiu ao homem dar à sua esposa um documento de divórcio e mandá-la embora.
Então Jesus disse:
— Moisés escreveu esse mandamento para vocês por causa da dureza do coração de vocês. Mas no começo, quando foram criadas todas as coisas, foi dito: “Deus os fez homem e mulher. Por isso o homem deixa o seu pai e a sua mãe para se unir com a sua mulher, e os dois se tornam uma só pessoa.” Assim, já não são duas pessoas, mas uma só. Portanto, que ninguém separe o que Deus uniu.
10 Quando já estavam em casa, os discípulos tornaram a fazer perguntas sobre esse assunto. 11 E Jesus respondeu:
— O homem que mandar a sua esposa embora e casar com outra mulher estará cometendo adultério contra a sua esposa. 12 E, se a mulher mandar o seu marido embora e casar com outro homem, ela também estará cometendo adultério.

Jesus e as crianças

13 Depois disso, algumas pessoas levaram as suas crianças a Jesus para que ele as abençoasse, mas os discípulos repreenderam aquelas pessoas. 14 Quando viu isso, Jesus não gostou e disse:
— Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino de Deus é das pessoas que são como estas crianças. 15 Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele.
16 Então Jesus abraçou as crianças e as abençoou, pondo as mãos sobre elas.

O moço rico

17 Quando Jesus estava saindo de viagem, um homem veio correndo, ajoelhou-se na frente dele e perguntou:
— Bom Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna?
18 Jesus respondeu:
— Por que você me chama de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. 19 Você conhece os mandamentos: “Não mate, não cometa adultério, não roube, não dê falso testemunho contra ninguém, não tire nada dos outros, respeite o seu pai e a sua mãe.”
20 — Mestre, desde criança eu tenho obedecido a todos esses mandamentos! — respondeu o homem.
21 Jesus olhou para ele com amor e disse:
— Falta mais uma coisa para você fazer: vá, venda tudo o que tem e dê o dinheiro aos pobres e assim você terá riquezas no céu. Depois venha e me siga.
22 Quando o homem ouviu isso, fechou a cara; e, porque era muito rico, foi embora triste. 23 Jesus então olhou para os seus discípulos, que estavam em volta dele, e disse:
— Como é difícil os ricos entrarem no Reino de Deus!
24 Quando ouviram isso, os discípulos ficaram espantados, mas Jesus continuou:
— Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus! 25 É mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha.
26 Quando ouviram isso, os discípulos ficaram espantadíssimos e perguntavam uns aos outros:
— Então, quem é que pode se salvar?
27 Jesus olhou para eles e disse:
— Para os seres humanos isso não é possível; mas, para Deus, é. Pois, para Deus, tudo é possível.
28 Aí Pedro disse:
— Veja! Nós deixamos tudo e seguimos o senhor.
29 Jesus respondeu:
— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: aquele que, por causa de mim e do evangelho, deixar casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos ou terras 30 receberá muito mais, ainda nesta vida. Receberá cem vezes mais casas, irmãos, irmãs, mães, filhos, terras e também perseguições. E no futuro receberá a vida eterna. 31 Muitos que agora são os primeiros serão os últimos, e muitos que agora são os últimos serão os primeiros.

Jesus anuncia outra vez a sua morte e a sua ressurreição

32 Jesus e os discípulos iam pela estrada, subindo para Jerusalém. Ele caminhava na frente, e os discípulos, espantados, iam atrás dele; as outras pessoas que iam com eles estavam com medo. Então Jesus chamou outra vez os discípulos para um lado e começou a falar sobre o que ia acontecer com ele. Jesus disse:
33 — Escutem! Nós estamos indo para Jerusalém, onde o Filho do Homem será entregue aos chefes dos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos não judeus. 34 Estes vão zombar dele, cuspir nele, bater nele e matá-lo; mas três dias depois ele ressuscitará.

O pedido de Tiago e João

35 Depois Tiago e João, filhos de Zebedeu, chegaram perto de Jesus e disseram:
— Mestre, queremos lhe pedir um favor.
36 — O que vocês querem que eu faça para vocês? — perguntou Jesus.
37 Eles responderam:
— Quando o senhor sentar-se no trono do seu Reino glorioso, deixe que um de nós se sente à sua direita, e o outro, à sua esquerda.
38 Jesus respondeu:
— Vocês não sabem o que estão pedindo. Por acaso vocês podem beber o cálice que eu vou beber e podem ser batizados como eu vou ser batizado?
39 Eles disseram:
— Podemos.
Então Jesus disse:
— De fato, vocês beberão o cálice que eu vou beber e receberão o batismo com que vou ser batizado. 40 Mas eu não tenho o direito de escolher quem vai sentar à minha direita e à minha esquerda. Pois foi Deus quem preparou esses lugares e ele os dará a quem quiser.
41 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, começaram a ficar zangados com Tiago e João. 42 Então Jesus chamou todos para perto de si e disse:
— Como vocês sabem, os governadores dos povos pagãos têm autoridade sobre eles e mandam neles. 43 Mas entre vocês não pode ser assim. Pelo contrário, quem quiser ser importante, que sirva os outros, 44 e quem quiser ser o primeiro, que seja o escravo de todos. 45 Porque até o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para salvar muita gente.

Jesus cura o cego Bartimeu

46 Jesus e os discípulos chegaram à cidade de Jericó. Quando ele estava saindo da cidade, com os discípulos e uma grande multidão, encontrou um cego chamado Bartimeu, filho de Timeu. O cego estava sentado na beira do caminho, pedindo esmola. 47 Quando ouviu alguém dizer que era Jesus de Nazaré que estava passando, o cego começou a gritar:
— Jesus, Filho de Davi, tenha pena de mim!
48 Muitas pessoas o repreenderam e mandaram que ele calasse a boca, mas ele gritava ainda mais:
— Filho de Davi, tenha pena de mim!
49 Então Jesus parou e disse:
— Chamem o cego.
Eles chamaram e lhe disseram:
— Coragem! Levante-se porque ele está chamando você!
50 Então Bartimeu jogou a sua capa para um lado, levantou-se depressa e foi até o lugar onde Jesus estava.
51 — O que é que você quer que eu faça? — perguntou Jesus.
— Mestre, eu quero ver de novo! — respondeu ele.
52 — Vá; você está curado porque teve fé! — afirmou Jesus.
No mesmo instante, Bartimeu começou a ver de novo e foi seguindo Jesus pelo caminho.

Jesus entra em Jerusalém

11 Quando Jesus e os discípulos estavam chegando a Jerusalém, foram até o monte das Oliveiras, que fica perto dos povoados de Betfagé e Betânia. Então Jesus enviou dois discípulos na frente, com a seguinte ordem:
— Vão até o povoado que fica ali adiante. Logo que vocês entrarem lá, encontrarão preso um jumentinho que ainda não foi montado. Desamarrem o animal e o tragam aqui. Se alguém perguntar por que vocês estão fazendo isso, digam que o Mestre precisa dele, mas o devolverá logo.
Eles foram e acharam o jumentinho na rua, amarrado perto da porta de uma casa. Quando estavam desamarrando o animal, algumas pessoas que estavam ali perguntaram:
— O que é que vocês estão fazendo? Por que estão desamarrando o jumentinho?
Eles responderam como Jesus havia mandado, e então aquelas pessoas deixaram que os dois discípulos levassem o animal. Eles levaram o jumentinho a Jesus e puseram as suas capas sobre o animal. Em seguida, Jesus o montou. Muitas pessoas estenderam as suas capas no caminho, e outras espalharam no caminho ramos que tinham cortado nos campos. Tanto os que iam na frente como os que vinham atrás começaram a gritar:
— Hosana a Deus!
Que Deus abençoe aquele que vem
    em nome do Senhor!
10 Que Deus abençoe o Reino de Davi,
    o nosso pai,
o Reino que está vindo!
Hosana a Deus nas alturas do céu!
11 Jesus entrou em Jerusalém, foi até o Templo e olhou tudo em redor. Mas, como já era tarde, foi para o povoado de Betânia com os doze discípulos.

Jesus e a figueira

12 No dia seguinte, quando eles estavam voltando de Betânia, Jesus teve fome. 13 Viu de longe uma figueira cheia de folhas e foi até lá para ver se havia figos. Quando chegou perto, encontrou somente folhas porque não era tempo de figos. 14 Então disse à figueira:
— Que nunca mais ninguém coma das suas frutas!
E os seus discípulos ouviram isso.

Jesus no Templo

15 Quando Jesus e os discípulos chegaram a Jerusalém, ele entrou no pátio do Templo e começou a expulsar todos os que compravam e vendiam naquele lugar. Derrubou as mesas dos que trocavam dinheiro e as cadeiras dos que vendiam pombas. 16 E não deixava ninguém atravessar o pátio do Templo carregando coisas. 17 E ele ensinava a todos assim:
— Nas Escrituras Sagradas está escrito que Deus disse o seguinte: “A minha casa será chamada de ‘Casa de Oração’ para todos os povos.” Mas vocês a transformaram num esconderijo de ladrões!
18 Os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei ouviram isso e começaram a procurar um jeito de matar Jesus. Mas tinham medo dele porque o povo admirava os seus ensinamentos.
19 De tardinha, Jesus e os discípulos saíram da cidade.

A lição da figueira

20 No dia seguinte, de manhã cedo, Jesus e os discípulos passaram perto da figueira e viram que ela estava seca desde a raiz. 21 Então Pedro lembrou do que havia acontecido e disse a Jesus:
— Olhe, Mestre! A figueira que o senhor amaldiçoou ficou seca.
22 Jesus respondeu:
— Tenham fé em Deus. 23 Eu afirmo a vocês que isto é verdade: vocês poderão dizer a este monte: “Levante-se e jogue-se no mar.” Se não duvidarem no seu coração, mas crerem que vai acontecer o que disseram, então isso será feito. 24 Por isso eu afirmo a vocês: quando vocês orarem e pedirem alguma coisa, creiam que já a receberam, e assim tudo lhes será dado. 25 E, quando estiverem orando, perdoem os que os ofenderam, para que o Pai de vocês, que está no céu, perdoe as ofensas de vocês. 26 [Se não perdoarem os outros, o Pai de vocês, que está no céu, também não perdoará as ofensas de vocês.]

A autoridade de Jesus

27 Depois voltaram para Jerusalém. Quando Jesus estava andando pelo pátio do Templo, chegaram perto dele os chefes dos sacerdotes, os mestres da Lei e os líderes dos judeus que estavam ali 28 e perguntaram:
— Com que autoridade você faz essas coisas? Quem lhe deu autoridade para fazer isso?
29 Jesus respondeu:
— Eu também vou fazer uma pergunta a vocês. Se me derem a resposta certa, eu direi com que autoridade faço essas coisas. 30 Respondam: quem deu autoridade a João para batizar? Foi Deus ou foram pessoas?
31 Aí eles começaram a dizer uns aos outros:
— Se dissermos que foi Deus, ele vai perguntar: “Então por que vocês não creram em João?” 32 Mas, se dissermos que foram pessoas, ai de nós!
Eles estavam com medo do povo, pois todos achavam que, de fato, João era profeta. 33 Por isso responderam:
— Não sabemos.
— Então eu também não digo com que autoridade faço essas coisas! — disse Jesus.

Os lavradores maus

12 Depois Jesus começou a falar por meio de parábolas. Ele disse:
— Certo homem fez uma plantação de uvas e pôs uma cerca em volta dela. Construiu um tanque para pisar as uvas e fazer vinho e construiu uma torre para o vigia. Em seguida, arrendou a plantação para alguns lavradores e foi viajar. Quando chegou o tempo da colheita, o dono enviou um empregado para receber a sua parte. Mas os lavradores agarraram o empregado, bateram nele e o mandaram de volta sem nada. O dono mandou mais um empregado, mas eles bateram na cabeça dele e o trataram de um modo vergonhoso. E ainda outro foi mandado para lá, mas os lavradores o mataram. E o mesmo aconteceu com muitos mais — uns foram surrados, e outros foram mortos. E agora a única pessoa que o dono da plantação tinha para mandar lá era o seu querido filho. Finalmente ele o mandou, pensando assim: “O meu filho eles vão respeitar.” Mas os lavradores disseram uns aos outros: “Este é o filho do dono; ele vai herdar a plantação. Vamos matá-lo, e a plantação será nossa.”
— Então agarraram o filho, e o mataram, e jogaram o corpo para fora da plantação.
Aí Jesus perguntou:
— E agora, o que é que o dono da plantação vai fazer? Ele virá, matará aqueles homens e entregará a plantação a outros lavradores. 10 Vocês não leram o que as Escrituras Sagradas dizem?
“A pedra que os construtores rejeitaram
veio a ser a mais importante de todas.
11 Isso foi feito pelo Senhor
e é uma coisa maravilhosa!”
12 Os líderes judeus sabiam que a parábola era contra eles e quiseram prender Jesus, mas tinham medo do povo. Por isso deixaram Jesus em paz e foram embora.

A pergunta sobre os impostos

13 Depois mandaram que alguns fariseus e alguns membros do partido de Herodes fossem falar com Jesus a fim de conseguirem alguma prova contra ele. 14 Eles chegaram e disseram:
— Mestre, sabemos que o senhor é honesto e não se importa com a opinião dos outros. O senhor não julga pela aparência, mas ensina a verdade sobre a maneira de viver que Deus exige. Diga: é ou não é contra a nossa Lei pagar impostos ao Imperador romano? Devemos pagar ou não?
15 Mas Jesus percebeu a malícia deles e respondeu:
— Por que é que vocês estão procurando uma prova contra mim? Tragam uma moeda para eu ver.
16 Eles trouxeram, e ele perguntou:
— De quem são o nome e a cara que estão gravados nesta moeda?
Eles responderam:
— São do Imperador.
17 Então Jesus disse:
— Deem ao Imperador o que é do Imperador e deem a Deus o que é de Deus.
E eles ficaram admirados com Jesus.

A pergunta sobre a ressurreição

18 Alguns saduceus, os quais afirmam que ninguém ressuscita, chegaram perto de Jesus e disseram:
19 — Mestre, Moisés escreveu para nós a seguinte lei: “Se um homem morrer e deixar a esposa sem filhos, o irmão dele deve casar com a viúva, para terem filhos, que serão considerados filhos do irmão que morreu.” 20 Acontece que havia sete irmãos. O mais velho casou e morreu sem deixar filhos. 21 O segundo casou com a viúva e morreu sem deixar filhos. Aconteceu a mesma coisa com o terceiro. 22 Afinal, os sete irmãos casaram com a mesma mulher e morreram sem deixar filhos. Depois de todos eles, a mulher também morreu. 23 Portanto, no dia da ressurreição, quando todos os mortos tornarem a viver, de qual dos sete a mulher vai ser esposa? Pois todos eles casaram com ela!
24 Jesus respondeu:
— Como vocês estão errados, não conhecendo nem as Escrituras Sagradas nem o poder de Deus. 25 Pois, quando os mortos ressuscitarem, serão como os anjos do céu, e ninguém casará. 26 Vocês nunca leram no Livro de Moisés o que está escrito sobre a ressurreição? Quando fala do espinheiro que estava em fogo, está escrito que Deus disse a Moisés: “Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.” 27 E Deus não é Deus dos mortos e sim dos vivos. Vocês estão completamente errados!

O mandamento mais importante

28 Um mestre da Lei que estava ali ouviu a discussão. Viu que Jesus tinha dado uma boa resposta e por isso perguntou:
— Qual é o mais importante de todos os mandamentos da Lei?
29 Jesus respondeu:
— É este: “Escute, povo de Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. 30 Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças.” 31 E o segundo mais importante é este: “Ame os outros como você ama a você mesmo.” Não existe outro mandamento mais importante do que esses dois.
32 Então o mestre da Lei disse a Jesus:
— Muito bem, Mestre! O senhor disse a verdade. Ele é o único Deus, e não existe outro além dele. 33 Devemos amar a Deus com todo o nosso coração, com toda a nossa mente e com todas as nossas forças e também devemos amar os outros como amamos a nós mesmos. Pois é melhor obedecer a estes dois mandamentos do que trazer animais para serem queimados no altar e oferecer outros sacrifícios a Deus.
34 Jesus viu que o mestre da Lei tinha respondido com sabedoria e disse:
— Você não está longe do Reino de Deus.
Depois disso ninguém tinha coragem de fazer mais perguntas a Jesus.

A pergunta sobre o Messias

35 Quando Jesus estava ensinando no pátio do Templo, perguntou:
— Como podem os mestres da Lei ensinar que o Messias é descendente de Davi? 36 Pois Davi, inspirado pelo Espírito Santo, escreveu:
“O Senhor Deus disse ao meu Senhor:
‘Sente-se do meu lado direito,
até que eu ponha os seus inimigos
    debaixo dos seus pés.’ ”
37 O próprio Davi chama o Messias de Senhor. Portanto, como é que o Messias pode ser descendente de Davi?

Jesus e os mestres da Lei

Uma grande multidão escutava com prazer o que Jesus ensinava. 38 Ele dizia ao povo:
— Cuidado com os mestres da Lei! Eles gostam de andar para lá e para cá, usando capas compridas, e gostam de ser cumprimentados com respeito nas praças; 39 preferem os lugares de honra nas sinagogas e os melhores lugares nos banquetes. 40 Exploram as viúvas e roubam os seus bens; e, para disfarçarem, fazem orações compridas. Portanto, o castigo que eles vão sofrer será pior ainda!

A oferta da viúva pobre

41 Jesus estava no pátio do Templo, sentado perto da caixa das ofertas, olhando com atenção as pessoas que punham dinheiro ali. Muitos ricos davam muito dinheiro. 42 Então chegou uma viúva pobre e pôs na caixa duas moedinhas de pouco valor. 43 Aí Jesus chamou os discípulos e disse:
— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: esta viúva pobre deu mais do que todos. 44 Porque os outros deram do que estava sobrando. Porém ela, que é tão pobre, deu tudo o que tinha para viver.

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