Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Lucas 17 a 20 (dia 250)

Lucas 17-20

O pecado e o perdão

17 Jesus disse aos seus discípulos:
— Sempre vão acontecer coisas que fazem com que as pessoas caiam em pecado, mas ai do culpado! Seria melhor para essa pessoa que ela fosse jogada no mar com uma grande pedra de moinho amarrada no pescoço do que fazer com que um destes pequeninos peque. Tenham cuidado! Se o seu irmão pecar, repreenda-o; se ele se arrepender, perdoe. Se pecar contra você sete vezes num dia e cada vez vier e disser: “Me arrependo”, então perdoe.

A fé

Os apóstolos pediram ao Senhor:
— Aumente a nossa fé.
E ele respondeu:
— Se a fé que vocês têm fosse do tamanho de uma semente de mostarda, vocês poderiam dizer a esta figueira brava: “Arranque-se pelas raízes e vá se plantar no mar!” E ela obedeceria.

O dever do empregado

Jesus disse:
— Façam de conta que um de vocês tem um empregado que trabalha na lavoura ou cuida das ovelhas. Quando ele volta do campo, será que você vai dizer: “Venha depressa e sente-se à mesa”? Claro que não! Pelo contrário, você dirá: “Prepare o jantar para mim, ponha o avental e me sirva enquanto eu como e bebo. Depois você pode comer e beber.” Por acaso o empregado merece agradecimento porque obedeceu às suas ordens? 10 Assim deve ser com vocês. Depois de fazerem tudo o que foi mandado, digam: “Somos empregados que não valem nada porque fizemos somente o nosso dever.”

Jesus cura dez leprosos

11 Jesus continuava viajando para Jerusalém e passou entre as regiões da Samaria e da Galileia. 12 Quando estava entrando num povoado, dez leprosos foram se encontrar com ele. Eles pararam de longe 13 e gritaram:
— Jesus, Mestre, tenha pena de nós!
14 Jesus os viu e disse:
— Vão e peçam aos sacerdotes que examinem vocês.
Quando iam pelo caminho, eles foram curados. 15 E, quando um deles, que era samaritano, viu que estava curado, voltou louvando a Deus em voz alta. 16 Ajoelhou-se aos pés de Jesus e lhe agradeceu. 17 Jesus disse:
— Os homens que foram curados eram dez. Onde estão os outros nove? 18 Por que somente este estrangeiro voltou para louvar a Deus?
19 E Jesus disse a ele:
— Levante-se e vá. Você está curado porque teve fé.

A vinda do Reino

20 Alguns fariseus perguntaram a Jesus quando ia chegar o Reino de Deus. Ele respondeu:
— Quando o Reino de Deus chegar, não será uma coisa que se possa ver. 21 Ninguém vai dizer: “Vejam! Está aqui” ou “Está ali”. Porque o Reino de Deus está dentro de vocês.
22 Então ele disse aos discípulos:
— Chegará o tempo em que vocês vão querer ver um dos dias em que o Filho do Homem já tiver chegado, mas não verão. 23 Alguns vão dizer a vocês: “Olhem aqui” ou “Olhem ali”; porém não saiam para procurá-lo. 24 Porque, assim como o relâmpago brilha de uma ponta do céu até a outra, assim será no dia em que o Filho do Homem vier. 25 Mas primeiro ele precisa sofrer e ser rejeitado pelo povo de hoje. 26 Como foi no tempo de Noé, assim também será nos dias de antes da vinda do Filho do Homem. 27 Todos comiam e bebiam, e os homens e as mulheres casavam, até o dia em que Noé entrou na barca. Depois veio o dilúvio e matou todos. 28 A mesma coisa aconteceu no tempo de Ló. Todos comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. 29 No dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e matou todos. 30 Assim será o dia em que o Filho do Homem aparecer. 31 Aí quem estiver em cima da sua casa, no terraço, desça, e fuja logo, e não perca tempo entrando na casa para pegar as suas coisas. E quem estiver no campo não volte para casa. 32 Lembrem da mulher de Ló. 33 A pessoa que procura os seus próprios interesses nunca terá a vida verdadeira; mas quem esquece a si mesmo terá a vida verdadeira. 34 Naquela noite duas pessoas estarão dormindo numa mesma cama. Eu afirmo a vocês que uma será levada, e a outra, deixada. 35 Duas mulheres estarão moendo trigo juntas: uma será levada, e a outra, deixada. 36 [Naquele dia, dois homens estarão trabalhando na fazenda: um será levado, e o outro, deixado.]
37 Então os discípulos perguntaram:
— Senhor, onde vai ser isso?
Ele respondeu:
— Onde estiver o corpo de um morto, aí se ajuntarão os urubus.

A viúva e o juiz

18 Jesus contou a seguinte parábola, mostrando aos discípulos que deviam orar sempre e nunca desanimar:
— Em certa cidade havia um juiz que não temia a Deus e não respeitava ninguém. Nessa cidade morava uma viúva que sempre o procurava para pedir justiça, dizendo: “Ajude-me e julgue o meu caso contra o meu adversário!”
— Durante muito tempo o juiz não quis julgar o caso da viúva, mas afinal pensou assim: “É verdade que eu não temo a Deus e também não respeito ninguém. Porém, como esta viúva continua me aborrecendo, vou dar a sentença a favor dela. Se eu não fizer isso, ela não vai parar de vir me amolar até acabar comigo.”
E o Senhor continuou:
— Prestem atenção naquilo que aquele juiz desonesto disse. Será, então, que Deus não vai fazer justiça a favor do seu próprio povo, que grita por socorro dia e noite? Será que ele vai demorar para ajudá-lo? Eu afirmo a vocês que ele julgará a favor do seu povo e fará isso bem depressa. Mas, quando o Filho do Homem vier, será que vai encontrar fé na terra?

O fariseu e o cobrador de impostos

Jesus também contou esta parábola para os que achavam que eram muito bons e desprezavam os outros:
10 — Dois homens foram ao Templo para orar. Um era fariseu, e o outro, cobrador de impostos. 11 O fariseu ficou de pé e orou sozinho, assim: “Ó Deus, eu te agradeço porque não sou avarento, nem desonesto, nem imoral como as outras pessoas. Agradeço-te também porque não sou como este cobrador de impostos. 12 Jejuo duas vezes por semana e te dou a décima parte de tudo o que ganho.”
13 — Mas o cobrador de impostos ficou de longe e nem levantava o rosto para o céu. Batia no peito e dizia: “Ó Deus, tem pena de mim, pois sou pecador!”
14 E Jesus terminou, dizendo:
— Eu afirmo a vocês que foi este homem, e não o outro, que voltou para casa em paz com Deus. Porque quem se engrandece será humilhado, e quem se humilha será engrandecido.

Jesus e as crianças

15 Depois disso, algumas pessoas levaram as suas crianças a Jesus para que ele as abençoasse, mas os discípulos viram isso e repreenderam aquelas pessoas. 16 Então Jesus chamou as crianças para perto de si e disse:
— Deixem que as crianças venham a mim e não proíbam que elas façam isso, pois o Reino de Deus é das pessoas que são como estas crianças. 17 Eu afirmo a vocês que isto é verdade: quem não receber o Reino de Deus como uma criança nunca entrará nele.

O moço rico

18 Certo líder judeu perguntou a Jesus:
— Bom Mestre, o que devo fazer para conseguir a vida eterna?
19 Jesus respondeu:
— Por que você me chama de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém. 20 Você conhece os mandamentos: “Não cometa adultério, não mate, não roube, não dê falso testemunho contra ninguém, respeite o seu pai e a sua mãe.”
21 O homem respondeu:
— Desde criança eu tenho obedecido a todos esses mandamentos.
22 Quando Jesus ouviu isso, disse:
— Falta mais uma coisa para você fazer. Venda tudo o que você tem, e dê o dinheiro aos pobres, e assim você terá riquezas no céu. Depois venha e me siga.
23 Quando o homem ouviu isso, ficou muito triste, pois era riquíssimo. 24 Vendo a tristeza dele, Jesus disse:
— Como é difícil os ricos entrarem no Reino de Deus! 25 É mais difícil um rico entrar no Reino de Deus do que um camelo passar pelo fundo de uma agulha.
26 Os que ouviram isso perguntaram:
— Então, quem é que pode se salvar?
27 Jesus respondeu:
— O que é impossível para os seres humanos é possível para Deus.
28 Aí Pedro disse:
— Veja! Nós deixamos a nossa família e seguimos o senhor.
29 Jesus respondeu:
— Eu afirmo a vocês que isto é verdade: aquele que, por causa do Reino de Deus, deixar casa, esposa, irmãos, parentes ou filhos 30 receberá ainda nesta vida muito mais e, no futuro, receberá a vida eterna.

Jesus anuncia outra vez a sua morte e a sua ressurreição

31 Jesus levou os doze discípulos para um lado e disse:
— Escutem! Nós estamos indo para Jerusalém, onde vai acontecer tudo o que os profetas escreveram sobre o Filho do Homem. 32 Ele será entregue aos não judeus, e estes vão zombar dele, insultá-lo, cuspir nele 33 e bater nele; e depois o matarão. Mas no terceiro dia ele ressuscitará.
34 Os discípulos não entenderam nada do que Jesus disse. O que essas palavras queriam dizer estava escondido deles, e eles não sabiam do que Jesus estava falando.

Jesus cura um mendigo cego

35 Jesus já estava chegando perto da cidade de Jericó. Acontece que um cego estava sentado na beira do caminho, pedindo esmola. 36 Quando ouviu a multidão passando, ele perguntou o que era aquilo.
37 — É Jesus de Nazaré que está passando! — responderam.
38 Aí o cego começou a gritar:
— Jesus, Filho de Davi, tenha pena de mim!
39 As pessoas que iam na frente o repreenderam e mandaram que ele calasse a boca. Mas ele gritava ainda mais:
— Filho de Davi, tenha pena de mim!
40 Jesus parou e mandou que trouxessem o cego. Quando ele chegou perto, Jesus perguntou:
41 — O que é que você quer que eu faça?
— Senhor, eu quero ver de novo! — respondeu ele.
42 Então Jesus disse:
— Veja! Você está curado porque teve fé.
43 No mesmo instante o homem começou a ver e, dando glória a Deus, foi seguindo Jesus. E todos os que viram isso começaram a louvar a Deus.

Jesus e Zaqueu

19 Jesus entrou em Jericó e estava atravessando a cidade. Morava ali um homem rico, chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos. Ele estava tentando ver quem era Jesus, mas não podia, por causa da multidão, pois Zaqueu era muito baixo. Então correu adiante da multidão e subiu numa figueira brava para ver Jesus, que devia passar por ali. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse a Zaqueu:
— Zaqueu, desça depressa, pois hoje preciso ficar na sua casa.
Zaqueu desceu depressa e o recebeu na sua casa, com muita alegria. Todos os que viram isso começaram a resmungar:
— Este homem foi se hospedar na casa de um pecador!
Zaqueu se levantou e disse ao Senhor:
— Escute, Senhor, eu vou dar a metade dos meus bens aos pobres. E, se roubei alguém, vou devolver quatro vezes mais.
Então Jesus disse:
— Hoje a salvação entrou nesta casa, pois este homem também é descendente de Abraão. 10 Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar quem está perdido.

As dez moedas de ouro

11 Jesus contou uma parábola para os que ouviram o que ele tinha dito. Agora ele estava perto de Jerusalém, e por isso eles estavam pensando que o Reino de Deus ia aparecer logo. 12 Então Jesus disse:
— Certo homem de uma família importante foi para um país que ficava bem longe, para lá ser feito rei e depois voltar. 13 Antes de viajar, chamou dez dos seus empregados, deu a cada um uma moeda de ouro e disse: “Vejam o que vocês conseguem ganhar com este dinheiro, até a minha volta.”
14 — Acontece que o povo do seu país o odiava e por isso mandou atrás dele uma comissão para dizer que não queriam que aquele homem fosse feito rei deles.
15 — O homem foi feito rei e voltou para casa. Aí mandou chamar os empregados a quem tinha dado o dinheiro, para saber quanto haviam conseguido ganhar. 16 O primeiro chegou e disse: “Patrão, com aquela moeda de ouro que o senhor me deu, eu ganhei dez.”
17 — “Muito bem!” — respondeu ele. — “Você é um bom empregado! E, porque foi fiel em coisas pequenas, você vai ser o governador de dez cidades.”
18 — O segundo empregado veio e disse: “Patrão, com aquela moeda de ouro que o senhor me deu, eu ganhei cinco.”
19 — “Você vai ser o governador de cinco cidades!” — disse o patrão.
20 — O outro empregado chegou e disse: “Patrão, aqui está a sua moeda. Eu a embrulhei num lenço e a escondi. 21 Tive medo do senhor, porque sei que é um homem duro, que tira dos outros o que não é seu e colhe o que não plantou.”
22 — Ele respondeu: “Você é um mau empregado! Vou usar as suas próprias palavras para julgá-lo. Você sabia que sou um homem duro, que tiro dos outros o que não é meu e colho o que não plantei. 23 Então por que você não pôs o meu dinheiro no banco? Assim, quando eu voltasse da viagem, receberia o dinheiro com juros.”
24 — E disse para os que estavam ali: “Tirem dele a moeda e deem ao que tem dez.”
25 Eles responderam:
— “Mas ele já tem dez moedas, patrão!”
26 — E o patrão disse:
— “Eu afirmo a vocês que aquele que tem muito receberá ainda mais; mas quem não tem, até o pouco que tem será tirado dele. 27 E agora tragam aqui os meus inimigos, que não queriam que eu fosse o rei deles, e os matem na minha frente.”

Jesus entra em Jerusalém

28 Depois de dizer isso, Jesus foi adiante deles para Jerusalém. 29 Quando iam chegando aos povoados de Betfagé e Betânia, que ficam perto do monte das Oliveiras, enviou dois discípulos na frente, 30 com a seguinte ordem:
— Vão até o povoado ali adiante. Logo que vocês entrarem lá, encontrarão preso um jumentinho que ainda não foi montado. Desamarrem o animal e o tragam aqui. 31 Se alguém perguntar por que vocês estão fazendo isso, digam que o Mestre precisa dele.
32 Eles foram e acharam tudo como Jesus tinha dito. 33 Quando estavam desamarrando o jumentinho, os donos perguntaram:
— Por que é que vocês estão desamarrando o animal?
34 Eles responderam:
— O Mestre precisa dele.
35 Então eles levaram o jumentinho para Jesus, puseram as suas capas sobre o animal e ajudaram Jesus a montar. 36 Conforme ele ia passando, o povo estendia as suas capas no caminho. 37 Quando Jesus chegou perto de Jerusalém, na descida do monte das Oliveiras, uma grande multidão de seguidores ia com ele. E eles, cheios de alegria, começaram a louvar a Deus em voz alta por tudo o que tinham visto. 38 Eles diziam:
— Que Deus abençoe o Rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória a Deus!
39 Aí alguns fariseus que estavam no meio da multidão disseram a Jesus:
— Mestre, mande que os seus seguidores calem a boca!
40 Jesus respondeu:
— Eu afirmo a vocês que, se eles se calarem, as pedras gritarão!

Jesus chora com pena de Jerusalém

41 Quando Jesus chegou perto de Jerusalém e viu a cidade, chorou com pena dela 42 e disse:
— Ah! Jerusalém! Se hoje mesmo você soubesse o que é preciso para conseguir a paz! Mas agora você não pode ver isso. 43 Pois chegarão os dias em que os inimigos vão cercá-la com rampas de ataque, e vão rodeá-la, e apertá-la de todos os lados. 44 Eles destruirão completamente você e todos os seus moradores. Não ficará uma pedra em cima da outra, porque você não reconheceu o tempo em que Deus veio para salvá-la.

Jesus no Templo

45 Jesus entrou no pátio do Templo e começou a expulsar dali os vendedores. 46 Ele lhes disse:
— Nas Escrituras Sagradas está escrito que Deus disse o seguinte: “A minha casa será uma ‘Casa de oração’.” Mas vocês a transformaram num esconderijo de ladrões.
47 Jesus ensinava no pátio do Templo todos os dias. Os chefes dos sacerdotes, os mestres da Lei e os líderes do povo queriam matá-lo. 48 Mas não achavam jeito de fazer isso, pois todos o escutavam com muita atenção.

A autoridade de Jesus

20 Certo dia, Jesus estava no pátio do Templo ensinando o povo e anunciando o evangelho. Então chegaram ali alguns chefes dos sacerdotes e alguns mestres da Lei, junto com alguns líderes do povo, e perguntaram:
— Diga para nós: com que autoridade você faz essas coisas? Quem lhe deu essa autoridade?
Jesus respondeu:
— Eu também vou fazer uma pergunta a vocês. Respondam: Quem deu autoridade a João para batizar? Foi Deus ou foram pessoas?
Aí eles começaram a dizer uns aos outros:
— O que é que vamos dizer? Se dissermos que foi Deus, ele vai perguntar: “Então por que vocês não creram em João?” Mas, se dissermos que foram pessoas, esta multidão vai nos apedrejar, pois eles acham que João era profeta.
Por isso responderam:
— Nós não sabemos quem deu autoridade a João para batizar.
Jesus disse:
— Pois então eu também não digo com que autoridade faço essas coisas.

Os lavradores maus

Depois Jesus contou esta parábola para o povo:
— Certo homem fez uma plantação de uvas, arrendou-a para uns lavradores e depois foi viajar, ficando fora por muito tempo. 10 Quando chegou o tempo da colheita, ele mandou um empregado para receber a sua parte. Mas os lavradores bateram nele e o mandaram de volta sem nada. 11 O dono mandou outro empregado, mas eles também bateram nele, depois o trataram de modo vergonhoso e o mandaram de volta sem nada. 12 Então ele enviou um terceiro empregado, mas os lavradores também bateram nele e o expulsaram. 13 Aí o dono da plantação pensou: “O que vou fazer? Já sei: vou mandar o meu filho querido. Tenho certeza de que vão respeitá-lo.”
14 — Mas, quando os lavradores viram o filho, disseram: “Este é o filho do dono; ele vai herdar a plantação. Vamos matá-lo, e a plantação será nossa.”
15 — Então eles jogaram o filho para fora da plantação e o mataram.
Aí Jesus perguntou:
— E, agora, o que é que o dono da plantação vai fazer? 16 Ele virá, matará aqueles homens e dará a plantação a outros lavradores.
Então as pessoas que estavam ouvindo disseram:
— Que Deus não permita que isso aconteça!
17 Mas Jesus olhou bem para eles e disse:
— As Escrituras Sagradas afirmam: “A pedra que os construtores rejeitaram veio a ser a mais importante de todas.” 18 Quem cair em cima dessa pedra ficará em pedaços. E, se a pedra cair sobre alguém, essa pessoa vai virar pó.

A pergunta sobre os impostos

19 Os mestres da Lei e os chefes dos sacerdotes sabiam que era contra eles que Jesus havia contado essa parábola e queriam prendê-lo ali mesmo, porém tinham medo do povo. 20 Então começaram a vigiar Jesus. Pagaram alguns homens para fazerem perguntas a ele. Eles deviam fingir que eram sinceros e procurar conseguir alguma prova contra Jesus. Assim os mestres da Lei e os chefes dos sacerdotes teriam uma desculpa para o prender e entregar nas mãos do Governador romano. 21 Esses homens perguntaram:
— Mestre, sabemos que aquilo que o senhor diz e ensina é certo. Sabemos também que o senhor não julga pela aparência e ensina a verdade sobre a maneira de viver que Deus exige. 22 Diga: é ou não é contra a nossa Lei pagar impostos ao Imperador romano?
23 Mas Jesus percebeu a má intenção deles e disse:
24 — Tragam aqui uma moeda. De quem são o nome e a cara que estão gravados nela?
— São do Imperador! — responderam eles.
25 Então Jesus disse:
— Deem ao Imperador o que é do Imperador e deem a Deus o que é de Deus.
26 Eles não puderam conseguir nenhuma prova contra Jesus diante do povo. Por isso ficaram calados, admirados com a resposta dele.

A pergunta sobre a ressurreição

27 Alguns saduceus, os quais afirmam que ninguém ressuscita, chegaram perto de Jesus 28 e disseram:
— Mestre, Moisés escreveu para nós a seguinte lei: “Se um homem morrer e deixar a esposa sem filhos, o irmão dele deve casar com a viúva, para terem filhos, que serão considerados filhos do irmão que morreu.” 29 Acontece que havia sete irmãos. O mais velho casou e morreu sem deixar filhos. 30 Então o segundo casou com a viúva, 31 e depois, o terceiro. E assim a mesma coisa aconteceu com os sete irmãos, isto é, todos morreram sem deixar filhos. 32 Depois a mulher também morreu. 33 Portanto, no dia da ressurreição, de qual dos sete a mulher vai ser esposa? Pois todos eles casaram com ela!
34 Jesus respondeu:
— Nesta vida os homens e as mulheres casam. 35 Mas as pessoas que merecem alcançar a ressurreição e a vida futura não vão casar lá, 36 pois serão como os anjos e não poderão morrer. Serão filhos de Deus porque ressuscitaram. 37 E Moisés mostra claramente que os mortos serão ressuscitados. Quando fala do espinheiro que estava em fogo, ele escreve que o Senhor é “o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.” 38 Isso mostra que Deus é Deus dos vivos e não dos mortos, pois para ele todos estão vivos.
39 Aí alguns mestres da Lei disseram:
— Boa resposta, Mestre!
40 E não tinham coragem de lhe fazer mais perguntas.

A pergunta sobre o Messias

41 Em seguida Jesus perguntou a eles:
— Como se pode dizer que o Messias é descendente de Davi? 42 Pois o próprio Davi diz assim no livro de Salmos:
“O Senhor Deus disse ao meu Senhor:
‘Sente-se do meu lado direito,
43 até que eu ponha os seus inimigos
    como estrado debaixo dos seus pés.’ ”
44 Se Davi chama o Messias de Senhor, como é que o Messias pode ser descendente de Davi?

Jesus e os mestres da Lei

45 O povo todo estava escutando, e Jesus disse aos discípulos:
46 — Cuidado com os mestres da Lei, que gostam de usar capas compridas e de ser cumprimentados com respeito nas praças. Eles escolhem os lugares de honra nas sinagogas e os melhores lugares nos banquetes. 47 Exploram as viúvas e roubam os seus bens; e, para disfarçar, fazem orações compridas. Portanto, o castigo que eles vão sofrer será pior ainda!

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