Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Jó 37 a 40 (dia 119)

Jó 37

1 A tempestade me faz bater o coração,
como se ele fosse pular para fora do peito.

2 Escutem o estrondo da voz de Deus,
o trovão que sai da sua boca.

3 Ele solta relâmpagos por todos os lados do céu
e de uma ponta da terra até a outra.

4 Então ouve-se o rugido da sua voz,
o forte barulho do trovão;
e durante todo o tempo os relâmpagos não param de cair.

5 Deus troveja com a sua voz maravilhosa;
ele faz grandes coisas que não podemos compreender.

6 Deus manda que caia neve sobre a terra
e também fortes pancadas de chuva.

7 Assim, faz com que as pessoas fiquem em casa, sem poderem trabalhar,
para que todos saibam que é ele quem age.

8 Os animais entram nas suas tocas
e ali ficam escondidos.

9 As tempestades violentas vêm do Sul,
e o frio vem do Norte.

10 O sopro de Deus congela as águas,
que assim ficam cobertas de gelo.

11 Deus enche de água as nuvens,
e elas lançam os relâmpagos.

12 Seguindo a ordem de Deus,
as nuvens se espalham em todas as direções.
Elas fazem tudo o que Deus manda,
em toda parte, no mundo inteiro.

13 Deus faz cair chuva sobre a terra
ou para castigar a gente
ou para mostrar que tem amor por nós.



O infinito conhecimento de Deus

14 “Jó, pare um instante e escute;
pense nas coisas maravilhosas que Deus faz.

15 Será que você sabe como Deus dá a ordem
para que os relâmpagos saiam brilhando das nuvens?

16 Você sabe como as nuvens ficam suspensas no ar?
Isso é uma prova do infinito conhecimento de Deus.

17 Será que você, que fica sufocado de calor na sua roupa,
antes de vir a tempestade de areia trazida pelo vento sul,

18 será que você pode ajudar Deus a estender o céu
e fazer com que fique duro como uma placa de metal fundido?

19 Ensine-nos o que devemos dizer a ele,
pois não somos capazes de pensar com clareza.

20 Eu não teria o atrevimento de discutir com Deus,
pois isso seria pedir que ele me destruísse.

21 “Não é possível ver o sol quando está escondido pelas nuvens;
mas ele brilha de novo, depois que o vento passa e limpa o céu.

22 No Norte vemos uma luz dourada,
e a glória de Deus nos enche de profunda admiração.

23 Não podemos compreender o Todo-Poderoso,
o Deus de grande poder.
A sua justiça é infinita,
e ele não persegue ninguém.

24 Por isso, as pessoas o temem,
e ele não dá importância aos que acham que são sábios.”




Jó 38

Diálogo final
(38:1—42:6)

Primeira resposta do Senhor a Jó
(38:1—40:2)

1 Depois disso, do meio da tempestade, o Senhor deu a Jó a seguinte resposta:

2 “As suas palavras só mostram a sua ignorância;
quem é você para pôr em dúvida a minha sabedoria?

3 Mostre agora que é valente
e responda às perguntas que lhe vou fazer.



Eu criei o mundo

4 “Onde é que você estava quando criei o mundo?
Se você é tão inteligente, explique isso.

5 Você sabe quem resolveu qual seria o tamanho do mundo
e quem foi que fez as medições?

6 Em cima de que estão firmadas as colunas que sustentam a terra?
Quem foi que assentou a pedra principal do alicerce do mundo?

7 Na manhã da criação, as estrelas cantavam em coro,
e os servidores celestiais soltavam gritos de alegria.

8 “Quando o Mar jorrou do ventre da terra,
quem foi que fechou os portões para segurá-lo?

9 Fui eu que cobri o Mar com as nuvens
e o envolvi com a escuridão.

10 Marquei os seus limites
e fechei com trancas as suas portas.

11 E eu lhe disse: ‘Você chegará até este ponto
e daqui não passará.
As suas altas ondas pararão aqui.’




De onde vêm a luz e a escuridão?

12 “Jó, alguma vez na sua vida você ordenou que viesse a madrugada
e assim começasse um novo dia?

13 Você alguma vez mandou que a luz se espalhasse sobre a terra,
sacudindo os perversos e os expulsando dos seus esconderijos?

14 A luz do dia mostra as formas das montanhas e dos vales,
como se fossem as dobras de um vestido
ou as marcas de um sinete no barro.

15 Essa luz é clara demais para os perversos
e os impede de praticar a violência.

16 “Jó, você já visitou as nascentes do mar?
Já passeou pelo fundo do oceano?

17 Alguém já lhe mostrou os portões do mundo dos mortos,
aquele mundo de escuridão sem fim?

18 Você tem alguma ideia da largura da terra?
Responda, se é que você sabe tudo isso.

19 “De onde vem a luz,
e qual é a origem da escuridão?

20 Você sabe mostrar a elas até onde devem chegar
e depois fazer com que voltem outra vez ao ponto de partida?

21 Sim, você deve saber, pois é bem idoso
e já havia nascido quando o mundo foi criado…



Quem faz a neve e as chuvas de pedra?

22 “Você alguma vez visitou os depósitos
onde eu guardo a neve e as chuvas de pedra,

23 que ficam reservadas para tempos de sofrimento
e para dias de lutas e de guerras?

24 Você já esteve no lugar onde nasce o sol
ou no ponto onde começa a soprar o vento leste?



Quem faz a chuva, o orvalho, a geada e o gelo?

25 “Quem foi que abriu um canal para deixar cair os aguaceiros
e marcou o caminho por onde a tempestade deve passar?

26 Quem faz a chuva cair no deserto,
em lugares onde ninguém mora?

27 Quem rega as terras secas e despovoadas,
fazendo nascer nelas o capim?

28 Será que a chuva e o orvalho têm pai?

29 E quem é a mãe do gelo e da geada,

30 que faz com que as águas virem pedra
e que o mar fique coberto por uma camada de gelo?



Você conhece as leis que governam o céu?

31 “Será que você pode amarrar com uma corda as estrelas das Sete-Cabrinhas
ou soltar as correntes que prendem as Três-Marias?

32 Você pode fazer aparecer a estrela-d’alva,
ou guiar a Ursa Maior e a Ursa Menor?

33 Você conhece as leis que governam o céu
e sabe como devem ser aplicadas na terra?



Quem pode derramar água em forma de chuva?

34 “Será que a sua voz pode chegar até as nuvens
e mandar que caia tanta chuva, que você fique coberto por um dilúvio?

35 Você pode fazer com que os raios apareçam
e venham dizer-lhe: ‘Estamos às suas ordens?’

36 Quem deu sabedoria às aves,
como o íbis, que anuncia as enchentes do rio Nilo,
ou como o galo, que canta antes da chuva?

37 Quem é capaz de contar as nuvens?
Quem pode derramar a sua água em forma de chuva,

38 que faz o pó virar barro,
ligando os torrões uns aos outros?



Quem dá de comer aos animais e às aves?

39 “Será que é você quem dá de comer às leoas
e mata a fome dos leõezinhos,

40 quando estão escondidos nas suas covas
ou ficam de tocaia nas moitas?

41 Quem é que alimenta os corvos,
quando andam de um lado para outro com fome,
quando os seus filhotes gritam a mim pedindo comida?





Jó 39

Quem fez cada animal com o seu jeito de ser?

1 “Você sabe quando nascem os cabritos selvagens
ou já viu nascerem as corças?

2 Você sabe quantos meses as suas fêmeas levam para darem cria
ou qual é o momento do parto?

3 Você sabe quando elas se abaixam para dar cria,
trazendo a este mundo os seus filhotes?

4 Os filhotes crescem fortes, no campo;
depois vão embora e não voltam mais.

5 “Quem deu a liberdade aos jumentos selvagens?
Quem os deixou andar soltos, à vontade?

6 Eu lhes dei o deserto para ser a sua casa
e os deixei viver nas terras salgadas.

7 Eles não querem saber do barulho das cidades;
não podem ser domados, nem obrigados a levar cargas.

8 Eles pastam nas montanhas,
onde procuram qualquer erva verde para comer.

9 “Será que um touro selvagem vai querer trabalhar para você?
Será que ele vai passar a noite no seu curral?

10 Será que você consegue prendê-lo com cordas ao arado
a fim de arar a terra ou puxar o rastelo?

11 Será que você pode confiar na grande força que ele tem,
deixando por conta dele o trabalho pesado que há para fazer?

12 Você espera que ele traga o trigo que você colher
e o amontoe no terreiro?

13 “Como batem rápidas as asas da avestruz!
Mas nenhuma avestruz voa como a cegonha.

14 A avestruz põe os seus ovos no chão
para que a areia quente os faça chocar.

15 Ela nem pensa que alguém vai pisá-los
ou que algum animal selvagem pode esmagá-los.

16 Ela age como se os ovos não fossem seus
e não se importa que os seus esforços fiquem perdidos.

17 Fui eu que a fiz assim, sem juízo,
e não lhe dei sabedoria.

18 Porém, quando ela corre, corre tão depressa,
que zomba de qualquer cavalo e cavaleiro.

19 “Jó, por acaso, foi você quem fez os cavalos tão fortes?
Foi você quem enfeitou o pescoço deles com a crina?

20 É você quem os faz pular como gafanhotos
e assustar as pessoas com os seus rinchos?

21 Impacientes, eles cavoucam o chão com as patas
e correm para a batalha com todas as suas forças.

22 Eles não têm medo. Nada os assusta,
e a espada não os faz recuar.

23 Por cima deles, as flechas assobiam,
e as lanças e os dardos brilham.

24 Tremendo de impaciência, eles saem galopando
e, quando a corneta soa, não podem parar quietos.

25 Eles respondem com rinchos aos toques das cornetas;
de longe sentem o cheiro da batalha
e ouvem a gritaria e as ordens de comando.

26 “É você quem ensina o gavião a voar
e abrir as asas no seu voo para o Sul?

27 Será que a águia espera que você dê ordem
a fim de que ela faça o seu ninho lá no alto?

28 Ela mora nas pedras mais altas
e no alto das rochas constrói o seu ninho seguro.

29 Dali enxerga o animal que ela vai atacar,
os seus olhos o avistam de longe.

30 Onde há um animal morto, aí se ajuntam as águias,
e os filhotes chupam o sangue.”



Jó 40

1 Então o Senhor disse:

2 “Jó, você desafiou a mim, o Deus Todo-Poderoso.
Vai desistir ou vai me dar uma resposta?”



Primeira resposta de Jó a Deus
(40:3-5)

3 Então, em resposta ao Senhor, Jó disse:

4 “Eu não valho nada;
que posso responder?
Prefiro ficar calado.

5 Já falei mais do que devia
e agora não tenho nada para dizer.”



Segunda e última resposta de Deus a Jó
(40:6—41:34)

Será que a sua força pode ser comparada à minha?

6 Então, do meio da tempestade, Deus respondeu a Jó assim:

7 “Mostre agora que é valente
e responda às perguntas que lhe vou fazer.

8 Será que você está querendo provar que sou injusto,
que eu sou culpado, e você é inocente?

9 Será que a sua força pode ser comparada com a minha?
Será que você pode trovejar com voz tão forte como eu?

10 Se você pode, então vista-se de glória e grandeza
e enfeite-se com majestade e esplendor.

11 Olhe para todos os orgulhosos;
faça explodir a sua raiva contra eles e humilhe-os.

12 Sim, olhe para eles e humilhe-os;
esmague os perversos no lugar onde estão.

13 Sepulte-os todos na terra;
amarre-os na prisão dos mortos.

14 Se você fizer isso, eu serei o primeiro a louvá-lo
e a reconhecer que você venceu pelas suas próprias forças.




Quem é capaz de agarrar o monstro Beemote?

15 “Olhe para o monstro Beemote,
que eu criei, como também criei você.
Ele come capim como o boi,

16 mas veja quanta força tem
e como são poderosos os seus músculos!

17 O seu rabo levantado é duro como um galho de cedro,
e nos músculos das suas pernas ele tem muita força.

18 Os seus ossos são fortes como canos de bronze,
e as suas pernas são como barras de ferro.

19 Ele é a mais espantosa das minhas criaturas.
Só eu, o seu Criador, sou capaz de vencê-lo.

20 O capim que o alimenta cresce nas montanhas,
onde as feras se divertem.

21 Ele se deita debaixo dos espinheiros
e se esconde no brejo, entre as taboas.

22 Os espinheiros lhe dão sombra;
os salgueiros do ribeirão o rodeiam.

23 Se há uma enchente, ele não se assusta;
e fica tranquilo mesmo que a água do rio Jordão suba até o seu focinho.

24 Quem é capaz de cegá-lo e agarrá-lo
ou de prender o seu focinho numa armadilha?

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